Federação Nacional de Educação apresenta 10 garantias para recuperar a confiança nos exames nacionais

Federação Nacional de Educação apresenta 10 garantias para recuperar a confiança nos exames nacionais

Na sequência dos problemas verificados durante o processo dos Exames Nacionais de 2026, a Federação Nacional da Educação defende que é imprescindível retirar consequências do sucedido e preparar, desde já, um processo de avaliação externa mais transparente, rigoroso e fiável para 2027.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: António Cotrim - Lusa

Em comunicado enviado às redações, a Federação Nacional da Educação (FNE) “considera que os constrangimentos registados não podem ser encarados como episódios isolados, nem continuar a ser compensados pelo profissionalismo e disponibilidade dos professores. É necessário apurar responsabilidades, identificar as causas das falhas e garantir que situações semelhantes não voltarão a ocorrer

A Federação Nacional de Educação quer “saber o que falhou, quem decidiu, porque falhou e, sobretudo, o que vai mudar”.

Com esse objetivo, a FNE “apresentou ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), um conjunto de 10 garantias consideradas essenciais para reforçar a credibilidade dos Exames Nacionais”.

Entre as dez garantias enviadas ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a FNE destaca:  
  • 1 - a realização de uma avaliação independente e transparente de todo o processo de 2026;
  • 2 - o apuramento de responsabilidades pelas falhas verificadas;
  • 3 - a participação efetiva dos professores na definição de futuras soluções;
  • 4 - a certificação da robustez das plataformas tecnológicas;
  • 5 - a existência de um plano de contingência;
  • 6 - melhores condições de trabalho para os professores classificadores;
  • 7 - valorização da função de professor classificador;
  • 8 - a proteção dos direitos dos alunos;
  • 9 - maior previsibilidade na divulgação de regras e calendários;
  • 10 - e um processo permanente de avaliação e melhoria contínua do sistema

Não queremos julgamentos precipitados nem bodes expiatórios. Queremos factos esclarecidos, responsabilidades apuradas e garantias concretas de que os erros de 2026 não se repetirão em 2027”, acrescenta a nota.

A Federação Nacional de Educação sublinha ainda que “não pretende alimentar um clima de conflito em torno dos exames, mas antes contribuir para restaurar a confiança de professores, alunos, famílias e escolas, através de medidas concretas que reforcem a transparência, a responsabilidade e a qualidade do processo”

A FNE destaca também o papel dos professores que “voltaram a demonstrar um elevado sentido de responsabilidade perante as dificuldades verificadas em 2026” e apela à tutela para que “assuma as medidas necessárias à implementação destas garantias, transformando os erros de 2026 numa oportunidade para construir um sistema de avaliação externa mais robusto, mais justo e mais confiável em 2027”.

Para a Federação Nacional de Educação, a dedicação dos docentes “não pode continuar a servir de resposta às insuficiências do sistema”.


“2026 tem de servir para aprender com os erros, para que não se repitam em 2027!”, remata o documento.
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