Flotilha. Israel libertou todos os ativistas da prisão de Ktziot para serem deportados

Flotilha. Israel libertou todos os ativistas da prisão de Ktziot para serem deportados

Todos os ativistas das flotilhas "Global Sumud" e "Freedom Flotilla Coalition" que estavam detidos por Israel, incluindo dois portugueses, foram libertados do centro de detenção de Ktziot e vão ser deportados.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Claudio Pramana - Reuters

O grupo de Direitos Humanos Adalah avançou esta quinta-feira que os cerca de 430 ativistas foram libertados da prisão no sul de Israel e serão deportados através do aeroporto de Ramon, perto de Eilat, no Mar Vermelho.

Entre os ativistas encontram-se dois portugueses, os médicos Maria Beatriz Bartilotti Matos e Gonçalo Reis Dias.

A RTP apurou que os dois médicos partem hoje de Israel às 15h00 locais (13h00 em Lisboa) para Istambul. Lá aguardarão pelo voo direto que sai para o Porto, com chegada prevista para sexta-feira de manhã.

Esta manhã, o Ministério português dos Negócios Estrangeiros já tinha avançado à RTP Antena 1 que os dois cidadãos portugueses detidos em Israel deveriam ser deportados esta quinta-feira via Turquia. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, confirmou que o seu país estava a realizar voos especiais para retirar de Israel cidadãos turcos e de países terceiros.

Ana Sofia Miranda, companheira de um dos ativistas portugueses detidos por Israel, tinha também dito à RTP estar com esperança que o regresso acontecesse hoje, apesar de todos os bloqueios impostos pelas autoridades israelitas às embaixadas e à equipa jurídica que acompanha a flotilha.

“As autoridades israelitas têm sido muito restritas na possibilidade de advogados da organização da flotilha ou de as embaixadas contactarem com os ativistas detidos”, contou Ana Sofia Miranda.

Esta manhã, também Espanha tinha já anunciado que os cerca de 44 ativistas espanhóis detidos por Israel deveriam ser deportados para o país via Turquia.
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