Mundo
Guerra no Médio Oriente
Flotilha. Advogados que tiveram acesso a detidos relatam tratamento que viola direitos humanos
430 ativistas que se dirigiam a Gaza foram detidos pelo exercito israelita na segunda-feira, levados para Ashdod, a cidade portuária no sul de Israel, e ontem à noite uma organização de advogados, a Adalah, teve acesso a eles.
A organização conseguiu visitá-los no porto, deixando a seguir relatos de um tratamento a estas pessoas que viola os direitos humanos.
Camila Vidal, RTP Antena 1
A Adalah é uma organização jurídica independente. Trabalha a partir de Haifa, em Israel, na defesa dos direitos humanos no país. Está sobretudo dedicada à minoria árabe palestiniana que existe no país.
Camila Vidal, RTP Antena 1
A Adalah é uma organização jurídica independente. Trabalha a partir de Haifa, em Israel, na defesa dos direitos humanos no país. Está sobretudo dedicada à minoria árabe palestiniana que existe no país.
Entre os detidos estão dois portugueses, médicos. Os familiares não têm qualquer informação sobre eles.
Nesta quarta-feira, ministro israelita Ben Gvir divulgou nas redes sociais um vídeo que mostra ativistas da ajoelhados com as mãos amarradas depois de terem sido intercetados no mar e detidos no sul de Israel.
Um vídeo que provocou uma onde de indignação em vários países. O primeiro-ministro português declarou ser uma "situação absolutamente inaceitável".
Montenegro referiu ainda as discussões com a União Europeia sobre a situação no Médio Oriente e que "Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel".
O Governo português já tinha condenado, em comunicado, o comportamento intolerável do ministro israelita Bem Gvir num vídeo que mostra ativistas ajoelhados com as mãos amarradas depois de terem sido intercetados no mar e detidos no sul de Israel.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros referia que é "intolerável" o comportamento do ministro israelita Ben Gvir e que o tratamento de Israel, que classifica de "humilhante" constitui uma violação da dignidade humana.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros referia que é "intolerável" o comportamento do ministro israelita Ben Gvir e que o tratamento de Israel, que classifica de "humilhante" constitui uma violação da dignidade humana.