Ativistas detidos. Primeiro-ministro defende suspensão parcial de acordo com Israel

Ativistas detidos. Primeiro-ministro defende suspensão parcial de acordo com Israel

Luís Montenegro considerou "inaceitável" o tratamento de Israel em relação aos ativistas detidos e admitiu que espera que a União Europeia suspenda o acordo com Israel de forma parcial.

Inês Moreira Santos - RTP /
Fernando Galindo - EPA

Sobre o video hoje divulgado, onde se vê os ativistas detidos por Israel a serem forçados a ajoelhar-se e com as mãos presas atrás das costas, o primeiro-ministro português declarou ser uma "situação absolutamente inaceitável".

Montenegro referiu ainda as discussões com a União Europeia sobre a situação no Médio Oriente e que "Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel".

"Veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio"
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O Governo português já tinha condenado, em comunicado, o comportamento intolerável do ministro israelita Bem Gvir num vídeo que mostra ativistas ajoelhados com as mãos amarradas depois de terem sido intercetados no mar e detidos no sul de Israel.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros referia que é "intolerável" o comportamento do ministro israelita Ben Gvir e que o tratamento de Israel, que classifica de "humilhante" constitui uma violação da dignidade humana.
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