Frente Comum exige aumentos. Administração Pública cumpre greve nacional

por Carlos Santos Neves - RTP
Sebastião Santana, dirigente da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, em conferência de imprensa realizada na passada terça-feira António Pedro Santos - Lusa

Esta sexta-feira é dia de greve nacional da Administração Pública. A ação de protesto foi convocada pela Frente Comum, que reivindica aumentos imediatos de salários. A paralisação abarca serviços da educação, saúde, finanças, Segurança Social e autarquias.

Além dos aumentos salariais, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, afeta à CGTP, exige ainda a fixação de limites máximos para os preços de bens e serviços, a valorização de carreiras e o reforço dos serviços públicos.

Os efeitos desta greve começaram a fazer-se sentir às 0h00 nos hospitais e na recolha do lixo, como constatou a RTP no terreno.
Ao início da manhã, junto ao Arsenal do Alfeite, em Almada, o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, afirmou que a estrutura escolheu aquele local para a primeira conferência de imprensa do dia porque se trata de "um exemplo do desinvestimento nos serviços públicos".

"Os portugueses vão ter um dia difícil, hoje. Este dia difícil resulta de uima grande mobilização dos trabalhadores em torno da defesa do reforço dos serviços públicos. É por isso que hoje vamos assistir a muitos serviços fechados", antecipou.Para sábado está marcada uma manifestação em Lisboa, promovida pela Intersindical.

Também ouvida pela equipa de reportagem da RTP em Almada, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, afirmou que "os trabalhadores estão convocados para dois dias de luta".

"No sábado, dia 18 de março, vamos ter uma grande manifestação em Lisboa em que trabalhadores do sector público, do sector privado, do sector empresarial do Estado podem trazer para a rua as suas reivindicação e esta prioridade que temos neste momento, de topo, que é o aumento geral dos salários e das pensões", acentuou Isabel Camarinha.
"Há todas as condições no nosso país para ter uma vida digna para todos", sustentou ainda a secretária-geral da central sindical.

"Poderá ser um dia difícil para muitos, hoje, no nosso país, que precisam de recorrer aos serviços públicos. Mas os trabalhadores da Administração Pública estão a defender a resposta às suas reivindicações, mas estão a defender uma coisa que é essencial para todos nós, que é termos serviços públicos de qualidade, que o Estado tem obrigação de garantir e que, com o desinvestimento e o subfinanciamento que tem existido, não estão a ser garantidos", completou.
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