Hantavírus. Ministério da Saúde está acompanhar "de perto" evolução do surto

Hantavírus. Ministério da Saúde está acompanhar "de perto" evolução do surto

A secretária de Estado da Saúde esteve reunida com a diretora-geral da Saúde para "fazer o ponto da situação deste surto".

RTP /
Foto: Danilson Sequeira - Reuters

O Ministério da Saúde disse esta quarta-feira estar a acompanhar "de perto" a evolução do surto de hantavírus no navio Hondius, adiantando que a DGS está articulada com as instituições nacionais para dar resposta imediata caso seja necessária intervenção.

Segundo a agência Lusa, realizou-se esta tarde uma reunião entre a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, e a diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado.

Contactado pela Lusa, o ministério explicou que a reunião resulta do "compromisso do Ministério da Saúde de monitorizar de perto a evolução do surto de hantavírus".

"Esta reunião serviu para a diretora-geral da Saúde fazer o ponto da situação deste surto que tem sido acompanhado pelas autoridades nacionais e internacionais da saúde", afirmou numa resposta escrita.

No que diz respeito a Portugal, a DGS informou a secretária de Estado da Saúde que "está articulada com todas as instituições nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), para dar resposta imediata, caso venha a ser necessária" intervenção.
Centro europeu admite que "permanecem muitas incertezas" sobre o surto

O Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) admitiu esta quarta-feira que ainda existem "muitas incertezas" sobre o surto de hantavírus e enviou um especialista para o navio de cruzeiro onde foram detetadas as infeções.

"Permanecem ainda muitas incertezas em relação a esse surto de hantavírus e é importante que adotemos uma abordagem preventiva, nesta fase, para reduzir a probabilidade de nova transmissão", afirmou a diretora do centro europeu.

Citada em comunicado, Pamela Rendi-Wagner adiantou que um especialista do ECDC está a bordo do navio afetado para obter mais informações, no âmbito do esforço para investigar o surto e coordenar a resposta de saúde pública em conjunto com vários países europeus.

Com base nos dados atuais, o ECDC salientou que o risco para a população geral na Europa permanece muito baixo, não esperando uma transmissão em larga escala.

"Qualquer transmissão provavelmente permanecerá limitada devido à natureza do contacto necessário e às medidas de prevenção e controle de infeções em vigor a bordo e durante o desembarque, além do acompanhamento adicional", avançou o comunicado.

c/ Lusa
PUB