Mundo
OMS acredita que risco do hantavírus não é comparável com o da covid-19
Questionado sobre se vê semelhanças entre estes contágios e o início da crise de covid-19, o chefe da OMS respondeu: "não, penso que não".
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou esta quarta-feira que o risco representado pelo hantavírus “é fraco” e não é comparável com o da covid-19. O responsável acrescentou que há, até ao momento, oito casos suspeitos.
"Atualmente, temos oito casos suspeitos. Três pacientes foram retirados há apenas umas horas", disse ainda Tedros Adhanom Ghebreyesus, referindo-se a dois membros da tripulação que adoeceram e a uma pessoa assintomática identificada como caso de contacto do vírus.
O navio de cruzeiro HV Hondius, que navegava com cerca de 150 pessoas a bordo entre Ushuaia, na Argentina, e as Canárias, parou em Cabo Verde e desembarcou esta quarta-feira os três passageiros, que foram transportados em aviões medicalizados.
O navio esperava, após esta evacuação, rumar a Tenerife, no arquipélago das Canárias, onde deverá atracar "dentro de três dias", segundo as autoridades espanholas.
"A partir daí, é claro, os restantes passageiros regressarão aos seus respetivos países", acrescentou Tedros, confirmando as declarações feitas pouco antes pela ministra espanhola da Saúde, Mónica García Gómez.
"Já temos a bordo profissionais de saúde, incluindo pessoal da OMS. E continuaremos a monitorizar e a apoiar as pessoas a bordo. Acompanharemos também a situação no exterior", acrescentou o diretor-geral.
Suíça confirma caso identificado em passageiro
Três pessoas - um casal holandês e uma alemã que viajaram a bordo do MV Hondius - morreram desde o início do cruzeiro, segundo a OMS.
Uma pessoa está hospitalizada em Joanesburgo e outra em Zurique. Três casos suspeitos foram retirados do navio e transportados por dois aviões ambulância.
Entretanto, as autoridades suíças confirmaram esta tarde que foi
identificado um caso de hantavírus num passageiro do navio MV Hondius.
Segundo o Governo espanhol trata-se de uma "paragem técnica" para abastecer mas, de acordo com uma fonte do Governo regional ouvida pela AFP, o avião aterrou para reparar a "bolha de proteção" de um doente.
c/ Lusa