IL apresenta requerimento para ouvir em setembro personalidades ligadas à polémica de atrelado e PJ

IL apresenta requerimento para ouvir em setembro personalidades ligadas à polémica de atrelado e PJ

A Iniciativa Liberal apresentou um requerimento na Assembleia da República, nas últimas horas, para que várias personalidades se desloquem ao Parlamento, na reabertura dos trabalhos, em setembro para falarem sobre a transferência de um atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga para as instalações da empresa privada Construbarcelos.

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Os liberais pretendem mais esclarecimentos sobre as circunstâncias em que uma quantidade relevante de produtos químicos precursores de drogas previamente apreendidas foram entregues à Construbarcelos, bem como sobre as condições em que um prestador de serviços da própria Polícia Judiciária (PJ) acabou a executar obras em propriedades privadas do então diretor nacional da instituição, Luís Neves.

Entre as personalidades que os liberais querem ouvir estão Luís Neves, o construtor João Carvalho, o atual diretor nacional da Judiciária, Carlos Cabreiro, a atual ministra da Justiça, Rita Júdice, e a antecessora Catarina Sarmento e Castro.

A IL pediu uma audição parlamentar urgente destas personalidades com um requerimento do seu grupo parlamentar dirigido à presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a social-democrata Paula Cardoso.

Neste requerimento o partido não define qualquer data, pedindo apenas urgência nestas audições, mas fonte da bancada liberal indicou à Lusa que o objetivo é que estas se realizem logo após o reinício dos trabalhos parlamentares depois das férias, em setembro.

A IL justifica o pedido com o "alarme social e a ausência de esclarecimentos cabais e definitivos" sobre as polémicas a envolver os mandatos de Luís Neves à frente da PJ.

"Em causa está, nomeadamente, o esclarecimento sobre as condições em que um prestador de serviços da própria Polícia Judiciária acabou igualmente a executar obras em propriedades privadas do então Diretor Nacional da instituição e as circunstâncias em que uma quantidade relevante de produtos químicos precursores de drogas previamente apreendidas foram entregues a esse mesmo prestador de serviços", escrevem os liberais.

A IL considera que "estas questões não foram até à data cabalmente esclarecidas" e que "a recente conferência de imprensa do Diretor Nacional da Polícia Judiciária à data, Dr. Luis Neves" ficou "longe de esclarecer estas questões" e "adensou a inquietação pública relativamente ao rigor dos procedimentos adotados pela instituição".

A IL tem sido bastante crítica do ministro Luís Neves, tendo a líder do partido, Mariana Leitão, afirmado na segunda-feira, após uma audiência em Belém com o Presidente da República, que as polémicas que envolvem o passado do ministro Luís Neves à frente PJ têm contribuído para um "degradar das instituições" e que o governante "não tem adequação para o cargo que ocupa.

A presidente da IL pediu a António José Seguro que "através da sua magistratura de influência, garanta que este contínuo degradar das instituições é estancado e que conseguimos garantir a defesa e a salvaguarda do nosso sistema democrático".

c/ Lusa
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