Odemira. Levantamento dos prejuízos vai continuar nos próximos dias
A prioridade para a Câmara de Odemira é, nesta altura, o realojamento de duas pessoas que ficaram sem casa. Hélder Guerreiro assumiu também grande preocupação com a questão da alimentação animal, que afeta muitos agricultores da região.
Há também a situação dos empreendimentos turísticos "gravemente prejudicados". A autarquia já tem uma reunião agendada para a próxima sexta-feira com o Ministério da Economia, em concreto com a secretaria de Estado do Turismo.
O presidente da Câmara de Odemira destaca que mesmo os alojamentos que não ficaram destruídos acabaram por ficar prejudicados devido a este incêndio.
Para além do Turismo, a autarquia tem estado em contacto com os Ministérios da Agricultura e também da Coesão. O Governo "tem estado bastante sensível a tudo o que aconteceu", reconheceu Hélder Guerreiro em declarações ao 360.
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Foto: Diana Santos Gomes - RTP
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O SRCP recomenda igualmente aos cidadãos que não queimem "matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração".
Fumar ou fazer lume em espaços florestais e vias que o circundem também deve ser evitado, refere o Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira.
O IPMA colocou a costa sul da Madeira e o Porto Santo sob aviso laranja devido ao tempo quente, a vigorar entre as 00h00 de quinta-feira e as 00:00 de sábado.
A generalidade do arquipélago da Madeira está hoje sob aviso amarelo devido à "persistência de valores elevados da temperatura máxima", de acordo com o IPMA.
A partir das 00h00 de quinta-feira, a costa sul da Madeira e o Porto Santo passam a estar sob aviso laranja para o tempo quente, indica o IPMA, justificando com "a persistência de valores muito elevados da temperatura máxima".
Já a costa norte e as regiões montanhosas da Madeira ficam sob aviso amarelo até às 00h00 de sábado.
Na nota com as recomendações, o SRCP indica que, de acordo com o IPMA, prevê-se "uma vaga de dias quentes" entre quinta-feira e segunda-feira, "associada a uma massa de ar tropical, quente e consideravelmente seca".
Nos próximos dias, a temperatura máxima do ar na costa sul da Madeira poderá atingir os 34ºC, sendo que as temperaturas mínimas "deverão variar entre os 23ºC e 25ºC.
No mesmo período, a humidade relativa do ar será baixa, "com valores inferiores a 30% nas cotas intermédias, em especial na costa sul, e em altitude", refere o SRPC.
"O vento será, com alguma persistência, moderado (até 30 km/h) de norte ou nordeste, soprando por vezes forte (até 40 km/h), em especial nas regiões montanhosas e nos extremos leste e oeste da Madeira, com rajadas até 70 a 80 km/h", acrescenta.
Há registo de falhas na rede SIRESP devido aos incêndios
Fogo de Odemira destruiu reserva de burros
O incêndio, explicou, destruiu as pastagens dos animais, instalações e material e consumiu os sobreiros e medronheiros existentes na propriedade.
Os burros foram retirados por duas vezes, uma primeira para o parque de campismo de S. Miguel num percurso de três quilómetros feito a pé, e depois, com o aproximar das chamas do parque, os animais tiveram de ser deslocados novamente.
“Tivemos de fugir com os burrinhos do terreno que ardeu todo”, disse Cláudia Candeias, explicando que a Arco do Tempo, uma associação cultural, recreativa, comunitária, de carisma social e sem fins lucrativos, além de ter a reserva dos burros, promove atividades em escolas, lares de idosos e no estabelecimento prisional de Odemira.
Atualmente, adiantou, os burros estão instalados no Monte da Moita, e a associação apela agora a ajuda de todos para começar a recuperar a propriedade, com especial urgência para uma bomba de água, tubos para canalizar a agua, cabos elétricos, feno e ração.
“A ajuda de todos é bem-vinda. Qualquer euro faz a diferença na sustentabilidade deste projeto”, refere a reserva de burros nas suas páginas no Facebook e no Instagram, indicando dados para que possam ser feitas transferências.
A associação Arco do Tempo tem a sua sede numa escola antiga em Vale d’Alhinhos, cedida pela Câmara Municipal de Odemira, no distrito de Beja.
As chamas não atingiram o edifício, mas destruíram um anexo onde a associação guardava todo o material.
C/Lusa
PJ investiga se fogo de Odemira teve origem negligente ou dolosa
A mesma fonte indicou à agência Lusa que o fogo terá começado num parque de merendas perto da povoação de São Miguel e que as investigações em curso visam esclarecer se o fogo resultou de comportamentos negligentes ou dolosos.
Segundo a fonte da PJ, a investigação está a cargo do Departamento de Investigação Criminal de Portimão desta polícia.
Uma equipa de investigadores está hoje no terreno a ouvir testemunhas e a recolher elementos sobre o fogo, tal como aconteceu no domingo, adiantou.
O incêndio numa área de mato e pinhal deflagrou na zona de Baiona, na freguesia de São Teotónio, no concelho alentejano de Odemira, a meio da tarde de sábado, e chegou aos municípios algarvios de Aljezur e Monchique (distrito de Faro).
O fogo entrou em resolução às 10:15 de hoje, depois de ter atingido cerca de 8.400 hectares.
As chamas destruíram pelo menos duas casas e uma unidade de turismo rural, além de vários anexos, disseram hoje de manhã os presidentes dos municípios, numa conferência de imprensa.
Também no posto de comando instalado em São Teotónio, o comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Vítor Vaz Pinto, afirmou que em todo o perímetro do fogo há poucas chamas ativas.
No entanto, sublinhou, espera-se que haja "muitas reativações ao longo do dia", porque o vento mudou de quadrante e "vai afetar sobretudo a frente sul", que toca os concelhos de Monchique e Aljezur (distrito de Faro), onde as chamas também já entraram.
Às 16:30, mantinham-se no local 1.115 operacionais, 368 viaturas e 14 meios aéreos.
Durante a noite de terça-feira para hoje, foram assistidas mais sete pessoas, uma das quais foi transportada para uma unidade hospitalar, o que eleva para 42 o número de pessoas assistidas no local e para nove o número de cidadãos transportados para unidades hospitalares, sem registo de situações de gravidade.
Vaz Pinto disse também que nestes dias foram deslocadas, por precaução, 1.459 pessoas, que já puderam regressar aos locais de origem.
Incêndio em Odemira deixa muitos prejuízos
MAI visita Proteção Civil
Incêndio de Odemira. "Uma tragédia incrível para o concelho"
ESA
Quanto aos animais que ficaram sem alimentos, vai ser criada uma plataforma para permitir a comunicação entre quem quiser fazer donativos e os produtores de gado que necessitem dessa ajuda.
O autarca Hélder Guerreiro também não tem dúvidas de que Odemira necessita de apoios financeiros por parte do Governo. No total, o grande incêndio que começou no sábado em Odemira consumiu quase 8.500 hectares.
Fogo de Odemira destruiu pelo menos duas casas e uma unidade turística
No município alentejano de Odemira há registo de uma unidade turística que ardeu quase na sua totalidade e de uma residência de primeira habitação destruída, ambas localizadas no Vale Juncal, em São Teotónio, disse aos jornalistas o presidente da Câmara de Odemira (distrito alentejano de Beja), Hélder Guerreiro, numa conferência de imprensa no posto de comando.
Classificando o incêndio como uma "tragédia", o autarca disse que estes são dois "casos inequívocos" de destruição de edificado, mas referiu haver outras perdas que é preciso identificar, nomeadamente em Vale de Água, onde não houve casas ardidas, mas em que o fogo destruiu alguns anexos.
"Mesmo que não tenham perdido a habitação, acabaram por perder recheios e a possibilidade de ter alimentação e vestuário", apontou, acrescentando que há um "conjunto significativo" de animais que ficaram sem alimento e que os anexos ardidos "também representam perdas" para as pessoas.
Já em Aljezur, no distrito de Faro, o presidente do município, José Gonçalves, indicou ter conhecimento de uma casa ardida, que será uma casa de férias, na zona da Boavista, em Odeceixe, vila que na segunda-feira esteve rodeada pelas chamas.
Sublinhando não dispor ainda de dados concretos, o autarca algarvio disse que agora é altura de colocar as equipas no terreno e fazer um levantamento dos estragos, mostrando-se preocupado com possíveis reativações do incêndio.
No concelho algarvio de Monchique, onde o fogo entrou ao final do dia de segunda-feira, ardeu uma área de 426 hectares, principalmente de mato e eucaliptal, mas também algum medronhal e sobreiros, indicou o presidente do município.
"Não houve danos de monta a registar, fora a biodiversidade", sublinhou Paulo Alves, lembrando que durante o incêndio foi necessário retirar preventivamente 20 pessoas das suas casas, das zonas do Passil, Selão e Foz do Besteiro.
O incêndio que lavrava desde sábado em Odemira foi dominado hoje às 10:15, mas ainda há pontos que merecem atenção, sobretudo na frente sul, no cruzamento das duas regiões, segundo a Proteção Civil.
Num `briefing` realizado às 11:40 no posto de comando instalado em São Teotónio, o comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Vítor Vaz Pinto, afirmou que em todo o perímetro do fogo há poucas chamas ativas.
No entanto, sublinhou, espera-se que haja "muitas reativações ao longo do dia", porque o vento mudou de quadrante e "vai afetar sobretudo a frente sul".
Odemira. O testemunho de quem perdeu o carro e a produção agrícola
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Incêndio de Monchique em fase de resolução. Operacionais ainda não desmobilizaram
Autarquia faz levantamento de prejuízos do incêndio de Odemira
Poeiras de África juntam-se ao fumo e pioram a qualidade do ar
Foto: Micah Williams - Unsplash
Este fenómeno natural afeta a qualidade do ambiente, estimando-se que possa contribuir para um aumento das concentrações de partículas em suspensão nas regiões do Algarve, Alentejo, Centro, Norte e Lisboa e Vale do Tejo, explica a previsão da APA.
Durante esta quarta-feira, segundo a APA, a "circulação do quadrante oeste junto à superfície em Portugal Continental irá gradualmente desalojar a massa de ar rica em poeiras", prevendo-se o fim deste episódio na quinta-feira.
Ainda há vários pontos quentes em Aljezur
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Populares defenderam habitações de fogo em Aljezur
O dispositivo de combate ao incêndio que deflagrou há cinco dias em Odemira sofreu novo reforço
A equipa de reportagem da RTP em Monchique ouviu o testemunho de um cidadão alemã ali residente.
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O número de meios aéreos a operar sobre o incêndio no sul do país aumentou para 12
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Dispositivo de combate ao incêndio com origem em Odemira reforçado na última hora
O ponto crítico situa-se em Galé de Cima. Os bombeiros querem evitar que as chamas atinjam Monchique.
Feridos e deslocados no combate ao incêndio de Odemira
Foram também assistidas no terreno, pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, 36 pessoas, a maioria agentes de Proteção Civil. Outras oito pessoas (cinco bombeiros e três civis) receberam atendimento hospitalar, mas não houve casos graves.
Galé de Cima é principal ponto quente
O principal ponto quente é em Galé de Cima, Odeceixe. A frente sul, apuraram os repórteres da RTP, está estabilizada e a frente norte está em trabalho de consolidação.
Vento ainda complica incêndio em Odemira
Lusa
Incêndio de Odemira lavra há cinco dias
Este incêndio obrigou já a evacuar 20 povoações. Mais de um milhar de pessoas foram obrigadas a abandonar as casas.
O incêndio é visível a partir do espaço. As câmaras do satélite Copérnico captaram imagens.As chamas avançaram na terça-feira em duas frentes, a norte, na zona de Odemira, e a sul em direção a Odeceixe.
Foto: ESA via EPA
A Proteção Civil avançou que a área ardida no incêndio de Odemira ronda já os dez mil hectares. Um dos maiores receios no combate às chamas é a mudança de direção do vento.
Risco de reativações preocupa bombeiros
As reativações constituem, neste momento, a principal precocupação dos bombeiros
Pelas 7h00, segundo os dados da Proteção Civil, apenas o incêndio de Odemira continuava ativo.
Houve focos de preocupação em Vila do Conde e em Leiria: o primeiro já está extinto e o segundo não apresenta perigo de propagação; trata-se de incêndios em mato que mobilizam, cada um, cerca de 20 operacionais.
Perto das zonas mais atingidas nos últimos dias, permanece um dispositivo robusto para evitar reacendimentos.
Meteorologia
Para esta quarta-feira, há um único aviso vermelho por causa do calor, para o distrito de Bragança. Faro está sob aviso laranja e os distritos do interior estão a amarelo.
Depois da onda de tempo quente e seco, as temperatuas começararm a descer e o grau de humidade acentuou-se.
Interior Norte e Centro continua em perigo máximo de incêndio
De acordo com o IPMA, estão em perigo máximo cerca de outros 100 concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Porto, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Viseu, Coimbra, Santarém e Portalegre.
Em perigo muito elevado o IPMA colocou cerca de 50 concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto, Vila Real, Braga e Viana do Castelo.
Já em perigo elevado estão mais 60 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Santarém, Lisboa, Leiria, Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo,
O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.
Desde o início do ano, as mais de 5.758 ocorrências de fogo já afetaram 25.001 hectares de espaços rurais. No último dia de julho, os incêndios tinham destruído mais de 10.545 hectares de espaços rurais.
Para hoje, o IPMA prevê a continuação de tempo quente no interior e uma descida da temperatura máxima no litoral Centro e Norte, exceto no nordeste transmontano, e uma pequena subida da temperatura máxima no Algarve.
Estão igualmente previstos períodos de céu muito nublado, diminuindo gradualmente a nebulosidade de sul para norte a partir do início da tarde, podendo persistir em alguns locais da faixa costeira a norte do Cabo Raso, onde poderá ocorrer chuvisco até fim da manhã.
Quanto a temperaturas, as mínimas vão variar entre os 17º Celsius (Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Viseu e Sines) e os 22ºC (Castelo Branco) e as máximas entre os 23ºC (Viana do Castelo) e os 38ºC (Bragança).
Odemira. Próximas horas serão decisivas para tentar controlar incêndio
Incêndios em Leiria resolvidos
Incêndio em Vila do Conde ameaçou habitações
Incêndios. Presidente da Proteção Civil assinala que 60% das verbas são aplicadas em prevenção
"Este ano, pela primeira vez, o Governo conseguiu mudar este paradigma e estamos a investir 60 por cento para a prevenção e 40 por cento para o combate", afirmou.
"Temos trabalhado muito na prevenção e na estratégia", garantiu, explicado que é preciso, no entanto, "ter paciência" para a obtenção de resultados.
"Temos que ter a paciência porque temos de esperar os melhores resultados da prevenção a longo prazo", afirmou.
Duarte Costa explica que este aumento no investimento na prevenção "começa agora a dar alguns resultados, mas vai demorar tempo" até se ver resultados efetivos.