Reportagem

Incêndios em Portugal. A situação ao minuto

O incêndio de Odemira já foi dado como dominado, ao cabo de cinco dias de combate às chamas, de acordo com a Proteção Civil. O presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, adiantou esta quarta-feira que as chamas consumiram mais de oito mil hectares e que o levantamento dos estragos irá continuar nos próximos dias.

Andreia Martins, Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Diana Santos Gomez - RTP

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Momento-Chave
RTP /

Odemira. Levantamento dos prejuízos vai continuar nos próximos dias

Em declarações à RTP, o autarca adiantou que esse processo ainda irá demorar, não só devido à "extensão enorme da área ardida", mas também pelas "diferentes tipologias de prejuízos".

A prioridade para a Câmara de Odemira é, nesta altura, o realojamento de duas pessoas que ficaram sem casa. Hélder Guerreiro assumiu também grande preocupação com a questão da alimentação animal, que afeta muitos agricultores da região.

Há também a situação dos empreendimentos turísticos "gravemente prejudicados". A autarquia já tem uma reunião agendada para a próxima sexta-feira com o Ministério da Economia, em concreto com a secretaria de Estado do Turismo.

O presidente da Câmara de Odemira destaca que mesmo os alojamentos que não ficaram destruídos acabaram por ficar prejudicados devido a este incêndio.

Para além do Turismo, a autarquia tem estado em contacto com os Ministérios da Agricultura e também da Coesão. O Governo "tem estado bastante sensível a tudo o que aconteceu", reconheceu Hélder Guerreiro em declarações ao 360.
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RTP /

Incêndio. Dez habitações destruídas em São Teotónio

Só na freguesia de São Teotónio terão ardido perto de seis mil hectares.
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RTP /

Odeceixe. Várias casas estão sem eletricidade

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RTP /

MAI alerta para regresso de altas temperaturas

Foto: Manuel de Almeida - Lusa

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RTP /

Odemira. Fogo deixa rasto de destruição

Foto: Diana Santos Gomes - RTP

O fogo chegou ao fim e população regressa às localidades para as encontrar parcialmente devastadas.
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RTP /

Incêndio de Odemira dominado ao fim de cinco dias de combate

Foto: Mariana Flor - RTP

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Lusa /

Incêndios: Proteção Civil da Madeira pede que sejam evitados comportamentos de risco

Em comunicado, o Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC) "recomenda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural", pedindo que sejam evitadas "a realização de fogueiras para recreio, lazer ou confeção de alimentos", bem como a utilização de "equipamentos de queima e de combustão".

O SRCP recomenda igualmente aos cidadãos que não queimem "matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração".

Fumar ou fazer lume em espaços florestais e vias que o circundem também deve ser evitado, refere o Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira.

O IPMA colocou a costa sul da Madeira e o Porto Santo sob aviso laranja devido ao tempo quente, a vigorar entre as 00h00 de quinta-feira e as 00:00 de sábado.

A generalidade do arquipélago da Madeira está hoje sob aviso amarelo devido à "persistência de valores elevados da temperatura máxima", de acordo com o IPMA.

A partir das 00h00 de quinta-feira, a costa sul da Madeira e o Porto Santo passam a estar sob aviso laranja para o tempo quente, indica o IPMA, justificando com "a persistência de valores muito elevados da temperatura máxima".

Já a costa norte e as regiões montanhosas da Madeira ficam sob aviso amarelo até às 00h00 de sábado.

Na nota com as recomendações, o SRCP indica que, de acordo com o IPMA, prevê-se "uma vaga de dias quentes" entre quinta-feira e segunda-feira, "associada a uma massa de ar tropical, quente e consideravelmente seca".

Nos próximos dias, a temperatura máxima do ar na costa sul da Madeira poderá atingir os 34ºC, sendo que as temperaturas mínimas "deverão variar entre os 23ºC e 25ºC.

No mesmo período, a humidade relativa do ar será baixa, "com valores inferiores a 30% nas cotas intermédias, em especial na costa sul, e em altitude", refere o SRPC.

"O vento será, com alguma persistência, moderado (até 30 km/h) de norte ou nordeste, soprando por vezes forte (até 40 km/h), em especial nas regiões montanhosas e nos extremos leste e oeste da Madeira, com rajadas até 70 a 80 km/h", acrescenta.
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Momento-Chave
Há registo de falhas na rede SIRESP devido aos incêndios
RTP /

Há registo de falhas na rede SIRESP devido aos incêndios

Devido ao risco de reativações, mais de 1.100 operacionais mantêm-se em Odemira, em Aljezur e em Monchique, apoiados por 13 meios aéreos. Segundo a RTP sabe, várias casas ficaram ameaçadas e há algumas localidades com falhas a nível da eletricidade e das telecomunicações. Além disso, há registo de falhas na rede SIRESP.
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RTP /

Fogo de Odemira destruiu reserva de burros

O incêndio rural que deflagrou no sábado em Odemira e  dado como dominado esta manhã, destruiu uma zona de 40 hectares de floresta no Vale d'Alhinhos, em São Teotónio, onde estava instalada desde março uma reserva de burros.

De acordo com a responsável pela reserva, Cláudia Candeias houve a necessidade de retirar os sete burros da reserva para os colocar a salvo, devido à ameaça da aproximação das chamas.

O incêndio, explicou, destruiu as pastagens dos animais, instalações e material e consumiu os sobreiros e medronheiros existentes na propriedade.

Os burros foram retirados por duas vezes, uma primeira para o parque de campismo de S. Miguel num percurso de três quilómetros feito a pé, e depois, com o aproximar das chamas do parque, os animais tiveram de ser deslocados novamente.

“Tivemos de fugir com os burrinhos do terreno que ardeu todo”, disse Cláudia Candeias, explicando que a Arco do Tempo, uma associação cultural, recreativa, comunitária, de carisma social e sem fins lucrativos, além de ter a reserva dos burros, promove atividades em escolas, lares de idosos e no estabelecimento prisional de Odemira.

Atualmente, adiantou, os burros estão instalados no Monte da Moita, e a associação apela agora a ajuda de todos para começar a recuperar a propriedade, com especial urgência para uma bomba de água, tubos para canalizar a agua, cabos elétricos, feno e ração.

“A ajuda de todos é bem-vinda. Qualquer euro faz a diferença na sustentabilidade deste projeto”, refere a reserva de burros nas suas páginas no Facebook e no Instagram, indicando dados para que possam ser feitas transferências.

A associação Arco do Tempo tem a sua sede numa escola antiga em Vale d’Alhinhos, cedida pela Câmara Municipal de Odemira, no distrito de Beja.

As chamas não atingiram o edifício, mas destruíram um anexo onde a associação guardava todo o material.

C/Lusa


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Lusa /

PJ investiga se fogo de Odemira teve origem negligente ou dolosa

A mesma fonte indicou à agência Lusa que o fogo terá começado num parque de merendas perto da povoação de São Miguel e que as investigações em curso visam esclarecer se o fogo resultou de comportamentos negligentes ou dolosos.

Segundo a fonte da PJ, a investigação está a cargo do Departamento de Investigação Criminal de Portimão desta polícia.

Uma equipa de investigadores está hoje no terreno a ouvir testemunhas e a recolher elementos sobre o fogo, tal como aconteceu no domingo, adiantou.

O incêndio numa área de mato e pinhal deflagrou na zona de Baiona, na freguesia de São Teotónio, no concelho alentejano de Odemira, a meio da tarde de sábado, e chegou aos municípios algarvios de Aljezur e Monchique (distrito de Faro).

O fogo entrou em resolução às 10:15 de hoje, depois de ter atingido cerca de 8.400 hectares.

As chamas destruíram pelo menos duas casas e uma unidade de turismo rural, além de vários anexos, disseram hoje de manhã os presidentes dos municípios, numa conferência de imprensa.

Também no posto de comando instalado em São Teotónio, o comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Vítor Vaz Pinto, afirmou que em todo o perímetro do fogo há poucas chamas ativas.

No entanto, sublinhou, espera-se que haja "muitas reativações ao longo do dia", porque o vento mudou de quadrante e "vai afetar sobretudo a frente sul", que toca os concelhos de Monchique e Aljezur (distrito de Faro), onde as chamas também já entraram.

Às 16:30, mantinham-se no local 1.115 operacionais, 368 viaturas e 14 meios aéreos.

Durante a noite de terça-feira para hoje, foram assistidas mais sete pessoas, uma das quais foi transportada para uma unidade hospitalar, o que eleva para 42 o número de pessoas assistidas no local e para nove o número de cidadãos transportados para unidades hospitalares, sem registo de situações de gravidade.

Vaz Pinto disse também que nestes dias foram deslocadas, por precaução, 1.459 pessoas, que já puderam regressar aos locais de origem.

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RTP /

Incêndio em Odemira deixa muitos prejuízos

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Momento-Chave
MAI visita Proteção Civil
RTP /

MAI visita Proteção Civil

Para acompanhar a situação dos incêndios em Portugal, o ministro da Administração Interna e a secretária de Estado da Proteção Civil visitam, ao final da tarde, a sede nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. No final da reunião haverá declarações à comunicação social, para acompanhar na RTP
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Antena 1 /

Incêndio de Odemira. "Uma tragédia incrível para o concelho"

ESA

O autarca diz ainda que duas pessoas ficaram sem casa e terão de ser realojadas, por causa deste incêndio.

Quanto aos animais que ficaram sem alimentos, vai ser criada uma plataforma para permitir a comunicação entre quem quiser fazer donativos e os produtores de gado que necessitem dessa ajuda.

O autarca Hélder Guerreiro também não tem dúvidas de que Odemira necessita de apoios financeiros por parte do Governo. No total, o grande incêndio que começou no sábado em Odemira consumiu quase 8.500 hectares.
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Lusa /

Fogo de Odemira destruiu pelo menos duas casas e uma unidade turística

No município alentejano de Odemira há registo de uma unidade turística que ardeu quase na sua totalidade e de uma residência de primeira habitação destruída, ambas localizadas no Vale Juncal, em São Teotónio, disse aos jornalistas o presidente da Câmara de Odemira (distrito alentejano de Beja), Hélder Guerreiro, numa conferência de imprensa no posto de comando.

Classificando o incêndio como uma "tragédia", o autarca disse que estes são dois "casos inequívocos" de destruição de edificado, mas referiu haver outras perdas que é preciso identificar, nomeadamente em Vale de Água, onde não houve casas ardidas, mas em que o fogo destruiu alguns anexos.

"Mesmo que não tenham perdido a habitação, acabaram por perder recheios e a possibilidade de ter alimentação e vestuário", apontou, acrescentando que há um "conjunto significativo" de animais que ficaram sem alimento e que os anexos ardidos "também representam perdas" para as pessoas.

Já em Aljezur, no distrito de Faro, o presidente do município, José Gonçalves, indicou ter conhecimento de uma casa ardida, que será uma casa de férias, na zona da Boavista, em Odeceixe, vila que na segunda-feira esteve rodeada pelas chamas.

Sublinhando não dispor ainda de dados concretos, o autarca algarvio disse que agora é altura de colocar as equipas no terreno e fazer um levantamento dos estragos, mostrando-se preocupado com possíveis reativações do incêndio.

No concelho algarvio de Monchique, onde o fogo entrou ao final do dia de segunda-feira, ardeu uma área de 426 hectares, principalmente de mato e eucaliptal, mas também algum medronhal e sobreiros, indicou o presidente do município.

"Não houve danos de monta a registar, fora a biodiversidade", sublinhou Paulo Alves, lembrando que durante o incêndio foi necessário retirar preventivamente 20 pessoas das suas casas, das zonas do Passil, Selão e Foz do Besteiro.

O incêndio que lavrava desde sábado em Odemira foi dominado hoje às 10:15, mas ainda há pontos que merecem atenção, sobretudo na frente sul, no cruzamento das duas regiões, segundo a Proteção Civil.

Num `briefing` realizado às 11:40 no posto de comando instalado em São Teotónio, o comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Vítor Vaz Pinto, afirmou que em todo o perímetro do fogo há poucas chamas ativas.

No entanto, sublinhou, espera-se que haja "muitas reativações ao longo do dia", porque o vento mudou de quadrante e "vai afetar sobretudo a frente sul".

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RTP /

Odemira. O testemunho de quem perdeu o carro e a produção agrícola

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RTP /

Incêndio de Odemira dominado. Bombeiros mantêm vigilância

Foto: Luís Forra - Lusa

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RTP /

Autoridades preocupadas com pontos quentes em Odeceixe

Os pontos quentes identificados em Odeceixe, no concelho de Aljezur, continuam a preocupar as autoridades. Durante a manhã, várias casas de primeira habitação estiveram em risco.
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RTP /

Incêndio de Monchique em fase de resolução. Operacionais ainda não desmobilizaram

Em Monchique o fogo está em fase de resolução, mas continuam centenas de operacionais no terreno.
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RTP /

Autarquia faz levantamento de prejuízos do incêndio de Odemira

Depois de dado como dominado o incêndio do Odemira, começam a contabilizar-se os prejuízos. Contudo, os meios no terreno não serão desmobilizados para já, por receio de reativações. 

Segundo o presidente da Câmara de Odemira, já foi iniciado o "processo de levantamento daquilo que são os prejuízos no terreno". 

"Temos de assumir a realidade. E a realidade é uma tragédia", afirmou Hélder Guerreiro".

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Momento-Chave
Antena 1 /

Poeiras de África juntam-se ao fumo e pioram a qualidade do ar

Foto: Micah Williams - Unsplash

Perante esta conjugação de fatores, a Direção-Geral da Saúde avisa que todo o cuidado é pouco e pede à população que se resguarde, principalmente os chamados grupos de risco.

A nuvem de poeiras do Norte de África está a afetar a qualidade do ar em Portugal continental desde terça-feira, um fenómeno que, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), deverá começar a desaparecer ainda esta quarta-feira.

Este fenómeno natural afeta a qualidade do ambiente, estimando-se que possa contribuir para um aumento das concentrações de partículas em suspensão nas regiões do Algarve, Alentejo, Centro, Norte e Lisboa e Vale do Tejo, explica a previsão da APA.

Durante esta quarta-feira, segundo a APA, a "circulação do quadrante oeste junto à superfície em Portugal Continental irá gradualmente desalojar a massa de ar rica em poeiras", prevendo-se o fim deste episódio na quinta-feira.
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RTP /

Ainda há vários pontos quentes em Aljezur

Em Aljezur, ainda se identificam vários pontos quentes. Várias habitações estiveram ameaçadas pelas chamas durante a manhã desta quarta-feira.
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RTP /

Bombeiros mantêm-se em Monchique para prevenir possíveis reativações

Em Monchique mantém-se a preocupação com o fogo que lavra a região. Os operacionais continuam no terreno a prevenir possíveis reativações, devido às condições meteorológicas.
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Momento-Chave
Incêndio de Odemira dado como dominado
RTP /

Incêndio de Odemira dado como dominado

O incêndio em Odemira foi dado como dominado, afirmou em conferência de imprensa o comandante da Proteção Civil Vitor Vaz Pinto. 

“O incêndio, em todo o perímetro, tem meios. Não há muita chama ativa”, continuou. “Portanto, estamos em condições de declarar o incêndio como dominado”. 

De acordo com o comandante, receia-se que haja “muitas reativações ao longo do dia” devido ao vento que se faz sentir na região. 

Estima-se que a área afetada seja de cerca de 8.400 hectares. Mantêm-se no local dispositivos de combate aos incêndios, 1.050 operacionais no terreno, com 320 veículos e 11 máquinas de arrasto. 

“Mantemos também no teatro de operações 15 meios aéreos”, acrescentou, frisando que nas próximas horas se vão manter em operação estes meios.
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RTP /

Populares defenderam habitações de fogo em Aljezur

Em Odeceixe, os populares tiveram de defender as habitações do fogo que, a meio da manhã, ameçou várias casas. O incêndio que deflarou em Odemira esteve perto de várias casas de primeira habitação.

No local estão mais de 1.100 operacionais a combater o fogo, no concelho de Aljezur.

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16 meios aéreos no sul do país
RTP /

O dispositivo de combate ao incêndio que deflagrou há cinco dias em Odemira sofreu novo reforço

São agora 1.114 os operacionais mobilizados para as operações no incêndio que se propagou ao Algarve. Há também 16 meios aéreos e 367 meios terrestres empenhados.



A equipa de reportagem da RTP em Monchique ouviu o testemunho de um cidadão alemã ali residente.
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Momento-Chave
Equipa de reportagem da RTP em Aljezur
RTP /

Chamas aproximaram-se de Odeceixe

Em Aljezur, a equipa de reportagem da RTP mostrou o impacto do incêndio. As chamas rondaram a vila de Odeceixe.

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Momento-Chave
Dispositivo recebe novo reforço
RTP /

O número de meios aéreos a operar sobre o incêndio no sul do país aumentou para 12

São agora 12 os meios aéreos a operar no combate ao incêndio que começou em Odemira e que se propagou ao Algarve, apurou a equipa de reportagem da RTP em Monchique. Há 1.100 operacionais no terreno, apoiados por 367 meios terrestres.


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Zonas ardidas sob vigilância
RTP /

Há operacionais do exército no terreno em Odemira

São pelo menos dois os pelotões do exército envolvidos no reforço da vigilância de zonas ardidas. Destacados a partir de Santa Margarida, colaboram também com os bombeiros em operações de rescaldo.
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Meios aéreos a atuar
RTP /

Dispositivo de combate ao incêndio com origem em Odemira reforçado na última hora

Em direto de Aljezur, a equipa de reportagem da RTP deu conta de um reforço de meios no terreno. Há agora 1.090 operacionais envolvidos nas operações de combate às chamas, apoiados por 367 veículos terrestres e sete meios aéreos.



O ponto crítico situa-se em Galé de Cima. Os bombeiros querem evitar que as chamas atinjam Monchique.
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RTP /

Feridos e deslocados no combate ao incêndio de Odemira

Na última conferência de imprensa sobre a evolução do combate às chamas em Odemira, ao início da noite de terça-feira, a Proteção Civil adiantou que foram preventivamente deslocadas pela GNR 1.459 pessoas. Muitas foram levadas para pontos de acolhimento definidos.

Foram também assistidas no terreno, pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, 36 pessoas, a maioria agentes de Proteção Civil. Outras oito pessoas (cinco bombeiros e três civis) receberam atendimento hospitalar, mas não houve casos graves.
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Equipa de reportagem da RTP em Aljezur
RTP /

Galé de Cima é principal ponto quente

Aljezur é, a esta hora, a zona mais complexa no combate ao incêndio que teve início há cinco dias em Odemira. São agora 986 os operacionais mobilizados, apoiados por 310 viaturas.



O principal ponto quente é em Galé de Cima, Odeceixe. A frente sul, apuraram os repórteres da RTP, está estabilizada e a frente norte está em trabalho de consolidação.
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Antena 1 /

Vento ainda complica incêndio em Odemira

Lusa

Segundo o balanço feito pela Proteção Civil Nacional ao início da noite de terça-feira, o fogo de Odemira já tinha destruído dez mil hectares de floresta.

Os trabalhos dos bombeiros estão a ser feitos num perímetro muito largo de 50 quilómetros.

As forças de emergência tiveram de assistir 35 pessoas, como relatou o comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Vítor Vaz Pinto.

Há também registo de uma casa ardida durante a tarde em Aljezur.

Este incêndio tem cinco dias e entrou em dois concelhos algarvios: Aljezur e Monchique.
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Momento-Chave
Ponto de situação
RTP /

Incêndio de Odemira lavra há cinco dias

No combate às chamas, ao início da manhã desta quarta-feira, estavam mais de mil operacionais, apoiados por quase 400 viaturas. A frente norte, que afeta Odemira e Odeceixe é, a esta hora, aquela que suscita mais preocupações aos bombeiros.

De acordo com o site da Proteção Civil, a frente mais a sul, junto a Aljezur, já está em fase de conclusão. 

Este incêndio obrigou já a evacuar 20 povoações. Mais de um milhar de pessoas foram obrigadas a abandonar as casas.

O incêndio é visível a partir do espaço. As câmaras do satélite Copérnico captaram imagens.As chamas avançaram na terça-feira em duas frentes, a norte, na zona de Odemira, e a sul em direção a Odeceixe.


Foto: ESA via EPA

A Proteção Civil avançou que a área ardida no incêndio de Odemira ronda já os dez mil hectares. Um dos maiores receios no combate às chamas é a mudança de direção do vento.
Risco de reativações preocupa bombeiros

As reativações constituem, neste momento, a principal precocupação dos bombeiros

Pelas 7h00, segundo os dados da Proteção Civil, apenas o incêndio de Odemira continuava ativo.

Houve focos de preocupação em Vila do Conde e em Leiria: o primeiro já está extinto e o segundo não apresenta perigo de propagação; trata-se de incêndios em mato que mobilizam, cada um, cerca de 20 operacionais.

Perto das zonas mais atingidas nos últimos dias, permanece um dispositivo robusto para evitar reacendimentos.
Meteorologia

Para esta quarta-feira, há um único aviso vermelho por causa do calor, para o distrito de Bragança. Faro está sob aviso laranja e os distritos do interior estão a amarelo.

Depois da onda de tempo quente e seco, as temperatuas começararm a descer e o grau de humidade acentuou-se.
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Lusa /

Interior Norte e Centro continua em perigo máximo de incêndio

Paulo Jerónimo - RTP

De acordo com o IPMA, estão em perigo máximo cerca de outros 100 concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Porto, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Viseu, Coimbra, Santarém e Portalegre.

Em perigo muito elevado o IPMA colocou cerca de 50 concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto, Vila Real, Braga e Viana do Castelo.

Já em perigo elevado estão mais 60 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Santarém, Lisboa, Leiria, Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo,

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Desde o início do ano, as mais de 5.758 ocorrências de fogo já afetaram 25.001 hectares de espaços rurais. No último dia de julho, os incêndios tinham destruído mais de 10.545 hectares de espaços rurais.

Para hoje, o IPMA prevê a continuação de tempo quente no interior e uma descida da temperatura máxima no litoral Centro e Norte, exceto no nordeste transmontano, e uma pequena subida da temperatura máxima no Algarve.

Estão igualmente previstos períodos de céu muito nublado, diminuindo gradualmente a nebulosidade de sul para norte a partir do início da tarde, podendo persistir em alguns locais da faixa costeira a norte do Cabo Raso, onde poderá ocorrer chuvisco até fim da manhã.

Quanto a temperaturas, as mínimas vão variar entre os 17º Celsius (Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Viseu e Sines) e os 22ºC (Castelo Branco) e as máximas entre os 23ºC (Viana do Castelo) e os 38ºC (Bragança).

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RTP /

Odemira. Próximas horas serão decisivas para tentar controlar incêndio

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Momento-Chave
RTP /

Incêndios em Leiria resolvidos

Foto: Paulo Oliveira - RTP

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Momento-Chave
RTP /

Incêndio em Vila do Conde ameaçou habitações

Foto: Sónia Silva - RTP

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RTP /

Incêndios. Presidente da Proteção Civil assinala que 60% das verbas são aplicadas em prevenção

Duarte Costa afirmou que, em 2018, 80 por cento das verbas eram gastas no combate e apenas 20 por cento na prevenção.

"Este ano, pela primeira vez, o Governo conseguiu mudar este paradigma e estamos a investir 60 por cento para a prevenção e 40 por cento para o combate", afirmou.

"Temos trabalhado muito na prevenção e na estratégia", garantiu, explicado que é preciso, no entanto, "ter paciência" para a obtenção de resultados.

"Temos que ter a paciência porque temos de esperar os melhores resultados da prevenção a longo prazo", afirmou.

Duarte Costa explica que este aumento no investimento na prevenção "começa agora a dar alguns resultados, mas vai demorar tempo" até se ver resultados efetivos.
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