Situação em Tondela estabilizada
Situação "mais calma" em Vouzela
Incêndio de Vouzela. Povoações estiveram ameaçadas pelas chamas
Há mais de 40 fogos ativos em Portugal. Cerca de 2.300 operacionais estão no terreno. Já arderam 13 mil hectares. O incêndio de Vouzela é o que envolve mais meios e a Serra do Caramulo tem várias frentes ativas.
Em Daires, concelho de Tondela, bombeiros e moradores não tiveram mãos a medir. As chamas ameaçaram a aldeia, enquanto o calor intenso e o fumo dificultavam o combate.
Os meios foram reforçados para combater as cinco frentes de fogo.
No terreno estavam mais de mil e duzentos operacionais, apoiados por nove meios aéreos.
Em Cercosa, a população também temia o avanço das chamas.
O incêndio deflagrou na quinta-feira, em Vouzela, e já consumiu mais de 10 mil hectares de terreno. A ajuda de Espanha chegou esta madrugada, com 120 operacionais.
Itália também vai enviar dois aviões anfíbios. Chegam a Portugal nas próximas horas.
Estado de alerta deve manter-se na próxima semana
O ministro adiantou que foi pedida a ativação do mecanismo europeu e que falou também com Marrocos para ajudar.
"Falei há uma hora com o meu homólogo de Marrocos e estou à espera de uma resposta em breve", disse.
C/Lusa
Montenegro apela população para que respeite recomendações das autoridades
Proteção Civil preocupada com incêndio de Vouzela
Fogo em área florestal de Santo Tirso mobiliza mais de 100 operacionais
Força Aérea pela primeira vez, no combate direto dos fogos florestais
Situação agravou-se em Daires, no Caramulo
Incêndio em Vouzela está a chegar à freguesia da Cercosa
Cruz Vermelha "fortemente mobilizada no apoio às operações de resposta aos incêndios"
"Perante o agravamento das condições meteorológicas e ao aumento do risco de incêndio rural em Portugal continental, a CVP mantém ativado um dispositivo nacional de prontidão e resposta, em articulação permanente com os demais agentes de proteção civil, emergência médica e estruturas de coordenação operacional", lê-se na nota enviada à comunicação social.
Situação complica-se em Vouzela
Há mais três aviões de combate a incêndios a caminho de Portugal através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil
Há mais três aviões de combate aos incêndios a caminho de Portugal. Vão chegar de Itália e de Espanha através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Bruxelas recorda que já ontem foi possível fazer avançar 118 bombeiros e 45 veículos de Espanha, através deste mecanismo europeu, que já estão a trabalhar no terreno.
Espera-se agora que estes três novos aviões de Espanha e de Itália possam começar a operar amanhã de manhã, por questões de logística, eventualmente, mas numa situação mais difícil, ainda no fim do dia de hoje.
A Comissão garante, através da porta-voz Eva Hrncirovauropa, que mais meios poderão ser disponibilizados, de acordo com as necessidades de Portugal.
Resta agora saber o que é que a situação de combate pode ditar e que mais meios ainda podem ser necessários nos próximos dias no país.
Fogo em Mangualde está dominado
O fogo teve início hoje, pelas 10:00, na zona de Mangualde, distrito de Viseu, adiantou à Lusa o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Rodrigues, referindo que, cerca das 11:30, estavam mobilizados no combate 100 operacionais, 20 meios terrestres e quatro meios aéreos.
Segundo a página da ANEPC, o incêndio teve início na freguesia de Santiago de Cassurães e Póvoa de Cervães, na localidade de Contenças de Cima.
(Agência Lusa)
Temperaturas em Lisboa mais baixas nas zonas verdes e mais altas em zonas com carros
As temperaturas divergem por toda a cidade de Lisboa e os especialistas pedem mais zonas verdes. Há zonas consideradas mais críticas devido à concentração de população e circulação de carros.
A alguns quilómetros de distância, no Jardim da Estrela, considerado um refúgio climático, a temperatura era bastante inferior.
Segundo os especialistas, as ondas de calor vieram para ficar. Por isso, acreditam que é preciso criar mais zonas verdes para minimizar o impacto das altas temperaturas.
Onda de calor. Ministra da Saúde preocupada com possível aumento da mortalidade
A Direção Geral da Saúde subiu o alerta para laranja, o que leva a aumentar o nível de contingência nos hospitais. Braga já avançou mesmo para alerta máximo.
Já com maior afluência às urgências e com as temperaturas acima dos 40 graus a manterem-se para os próximos dias, dispara o risco de situações graves e até maior mortalidade.
Por isso, cirurgias e consultas não programadas foram adiadas e há mais 35 camas, mobilização de equipas e agilização de altas.
Um cenário que a ministra da Saúde admite estender-se a mais unidades, depois de a Direção Geral da Saúde ter subido o nível de alerta para laranja.
O bastonário Carlos Cortes, de visita ao hospital de Castelo Branco, disse ter tido a garantia de todos os diretores clínicos do país de que as unidades estão preparadas.
Semanas já com reforço da Linha SNS24 e INEM, assim como uma estreita articulação com Proteção Civil e autarquias com reforço dos apelos às populações para que sigam as recomendações das autoridades de saúde e se protejam.
Fogo em Vouzela arde desde quinta-feira sem dar tréguas
Mais de mil bombeiros e vários meios aéreos combatem as chamas em Vouzela. Duas pessoas ficaram feridas neste incêndio que começou há dois dias e já consumiu pelo menos 11 mil hectares.
O fogo começou em Vouzela na madrugada de quinta-feira, e alastrou aos concelhos de Águeda, Oliveira de Frades e Tondela.
Espanha enviou cerca de duzentos operacionais, ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil.
Em Águeda, durante a noite, o sono foi substituído pela vigilância.
Um grupo do IRA - Intervenção e Resgate Animal - esteve presente para ajudar os bombeiros em operações de retirada.
"Condições climatéricas vão ditar muito o que vai acontecer" em Vouzela
O calor, vento e pouca humidade dificultam o combate e preocupam as autoridades e populações, apesar de ainda não haver habitações em risco.
“As condições climatéricas vão ditar muito o que vai acontecer nos próximos tempos”, acrescentou Pedro Cardoso.
Encosta da serra do Caramulo em Tondela com várias frentes
Segundo a presidente de Tondela, no distrito de Viseu, "o incêndio evoluiu" na freguesia de São João do Monte, na encosta da serra do Caramulo, virada ao concelho de Vouzela, onde entrou nesta sexta-feira.
"Evolui na direção de Mansores, Almijofa, encostado ao limite do concelho entre Vouzela, Águeda e do concelho de Mortágua [Viseu], mas a entrar na serra do Caramulo, a direção é o Caramulo", acrescentou.
Segundo disse, "neste momento, há várias equipas no terreno, e meios aéreos, que são fundamentais e é bom que continuem a fazer combate" ao incêndio, "mas vai depender muito do vento, nas próximas horas, seja pela intensidade ou direção" que tomar.
"Para já, não há qualquer povoação em risco, não há nenhuma aldeia evacuada. Chegaram vários meios durante a noite para reforçar e, para já, não há risco, mas estamos sempre dependentes do vento", afirmou.
Ao longo de sexta-feira, habitantes de mobilidade reduzida e mais vulneráveis de Matadegas e Mansores foram retirados de suas casas e a aldeia de Belazeima do Monte, foi evacuada, tudo localidades da freguesia de São João do Monte.
"Neste momento, há já alguma normalidade e as pessoas mais vulneráveis estão devidamente acompanhadas por a nossa equipa de intervenção social e psicológica", disse.
Carla Antunes Borges adiantou ainda que "não há indicação de feridos nem de casas de primeira habitação ardidas".
(Agência Lusa)
Onze aeronaves ajudam a combater chamas em Vouzela
Unidade Militar de Emergências de Espanha está desde madrugada em Vouzela
Esta equipa espanhola chegou a Portugal no âmbito do Mecanismos Europeu de Proteção Civil ativado preventivamente na sexta-feira pelo Governo português.
Também no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o Governo português solicitou a Espanha o envio de dois aviões Canadair, que ainda não chegaram ao país.
Portugal acionou igualmente os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios, estando já a atuar desde sexta-feira no país um avião Canadair espanhol.
Portugal pediu igualmente dois aviões Canadair a Marrocos.
(Agência Lusa)
"Cada vez mais frequente". Portugal já enfrentou seis ondas de calor desde o início do ano
Só nos primeiros seis meses do ano, Portugal já teve seis ondas de calor, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Foram classificados como ondas de calor os eventos de temperatura máxima do ar com valores acima da referência climatológica, “que ocorreram em fevereiro, março (duas), abril, maio e junho”.
O IPMA identificou, desde o início deste século, uma tendência crescente do número máximo de dias em onda de calor, destacando-se o ano 2009 com 93 dias, seguido de 2017 com 83 dias e 2023 com 80 dias.
Em 2025 registaram-se 74 dias em situação de onda de calor e 59 dias nos seis primeiros meses de 2026.
“Da análise efetuada aos mais recentes anos, é identificável que a constituição de onda de calor deixou de ocorrer apenas durante o verão, sendo cada vez mais frequente na primavera e, em alguns anos, também no inverno e no outono”, alertou o instituto.
“O IPMA recorda que a onda de calor mais marcante em Portugal continental continua a ser a de julho e agosto de 2003, tanto pela sua duração e extensão territorial, como pelos recordes de temperatura do ar registados”.
Entre estes últimos, destaca-se a temperatura máxima do ar de 47,3°C observada na estação meteorológica da Amareleja, “que permanece o valor mais elevado alguma vez registado no continente”.
Os dados “reforçam a importância da monitorização contínua destes fenómenos e da adoção de medidas de adaptação face ao aumento da frequência e intensidade dos extremos de temperatura”, acrescenta.
Chamas aproximaram-se de habitações em Tondela
“Foi assustador”, disse à RTP a proprietária de uma das habitações, acrescentando que “o medo de reacendimento é sempre grande”.
“Os bombeiros são finitos e as forças também se vão embora, precisam de descanso e não dá para estar em todo o lado”, afirmou.
Ponto de situação
- Em Vouzela, onde se encontram 1.145 operacionais, 378 meios terrestres e oito meios aéreos
- Em Mangualde, com 86 operacionais, 17 meios terrestres e quatro meios aéreos
"Enormidade de pontos quentes" causa preocupação em Vouzela
Carlos Oliveira, presidente da Câmara de Vouzela, disse à RTP que a “enormidade de pontos quentes que ainda existem” está a causar muita preocupação.
“Temos várias frentes ativas, um perímetro muito grande, uma extensão enormíssima que abrange vários concelhos: Vouzela, Oliveira de Frades, Tondela, Águeda”, afirmou.
“Esperamos a janela de oportunidade da entrada dos meios aéreos que possam ajudar a ação de combate que os homens têm delineada”, disse o autarca.
Aviso vermelho alargado hoje a 13 distritos
Na maioria dos casos, este nível permanece ativo até às 23:00 de domingo, mas em Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria termina hoje às 23:00, passando então a laranja, o segundo nível mais grave.
O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.
Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Faro e Vila Real encontram-se sob aviso laranja.
Na Madeira, também devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, o IPMA mantém para hoje o aviso laranja nas regiões montanhosas, prolongando-o até às 06:00 de terça-feira, enquanto o resto da ilha da Madeira e o Porto Santo se encontram já sob aviso amarelo, que se estende igualmente até às 06:00 de terça-feira.
Para hoje o IPMA prevê para o continente tempo quente com céu pouco nublado ou limpo, sendo o vento mais intenso nas terras altas.
(Agência Lusa)
CP cancela seis comboios Intercidades hoje e no domingo
Segundo a empresa, esta decisão foi tomada numa altura em que se mantém a previsão de temperaturas excecionalmente elevadas em grande parte do território continental, com vista a "mitigar os impactos da vaga de calor junto dos passageiros".
Durante este fim de semana, a CP vai manter o acompanhamento técnico das circulações consideradas mais críticas e a monitorização dos equipamentos de climatização.
Além disso, vai gerir a ocupação de alguns comboios de longo curso através do bloqueio da venda de lugares nas circulações e horários de maior calor e reforçar a informação prestada aos clientes, acrescenta a operadora.
Os mesmos comboios serão suprimidos no domingo, sendo que o IC 516 (Guarda/Lisboa Santa Apolónia) tem um regime de paragens diferente em relação ao sábado.
A CP informa ainda que os passageiros afetados pelos cancelamentos podem solicitar a troca ou o reembolso dos bilhetes, sem quaisquer custos adicionais.
(Agência Lusa)
Controlado fogo que começou na quinta-feira em Barcelos
Incêndio em Setúbal em resolução
Dez pessoas ficaram feridas - oito bombeiros e dois civis.
Por prevenção houve mesmo ordem de retirada para 25 pessoas.
277 operacionais e 84 veículos estiveram no combate e deram o fogo como dominado à uma da manhã.
As autoridades garantem que nenhum dos feridos é grave.
Fogo de Vouzela já causou dois feridos graves
"Um homem de 55 anos ficou com queimaduras graves" quando tentava combater o fogo e um outro, de "34 anos, sofreu um traumatismo craniano grave" ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio", disse à Lusa o comandante Pedro Araújo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Os dois feridos tiveram de ser retirados por helicópteros do INEM para unidades hospitalares próximas.
O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.
Aquele incêndio continua a ser um dos dois que suscita "grande preocupação" para ANEPC e que, segundo o comandante Pedro Araújo ainda tem muito trabalho pela frente. O outro é o incêndio em Setúbal.
(Lusa)