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INEM diz que bebé em estado crítico não foi transportado de helicóptero devido ao mau tempo

INEM diz que bebé em estado crítico não foi transportado de helicóptero devido ao mau tempo

O INEM adiantou que o bebé não foi transportado por via aérea devido a "condições meteorológicas adversas".

RTP /
Foto: Carlos Santos Neves - RTP

A CNN Portugal tinha avançado este domingo que um bebé que nasceu com uma hemorragia cerebral congénita no Hospital de Portimão tinha sido transportado por uma ambulância para Lisboa devido à falta de helicópteros do INEM.

O bebé em causa nasceu na última sexta-feira ao fim da tarde no Hospital de Portimão e foi transferido para o Hospital de Faro. Mas a gravidade da situação obrigou à transferência do caso para Lisboa. Segundo a CNN, o helicóptero que estava em Loulé foi dado como indisponível.

“O transporte interhospitalar do bebé não poderia ter sido assegurado por via aérea a partir de qualquer das bases, Évora ou Loulé, devido às condições meteorológicas adversas que se faziam sentir”, refere o INEM no esclarecimento.

Acrescenta ainda que o transporte foi feito “por via terrestre, através de uma Ambulância de Transporte Inter-hospitalar Pediátrico, garantindo o transporte e o acompanhamento médico ao bebé com a máxima segurança”.

O INEM assinala que o Transporte Inter-hospitalar Pediátrico é “um serviço que se dedica especificamente ao transporte de recém-nascidos e doentes pediátricos em estado crítico entre Unidades de Saúde”.

“As ambulâncias que asseguram este serviço dispõem de uma tripulação constituída por um médico, um enfermeiro e um Técnico de Emergência Pré-hospitalar” e “estão equipadas com todo o material necessário à estabilização de doentes dos 0 aos 18 anos de idade, permitindo o seu transporte para hospitais onde existam unidades diferenciadas com capacidade para o seu tratamento”, adianta ainda o INEM.

O helicóptero de Loulé é um dos quatro aparelhos dados como aptos desde este sábado para operar 24 horas por dia e sete dias por semana.

Depois de um atraso de quatro meses, o INEM garante que o dispositivo de socorro aéreo de emergência está agora a funcionar em pleno.
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