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"Estratégia" de cortes de água em Almada "tem estado a dar bons sinais"
A presidente da Câmara Municipal de Almada afirma que há uma "boa evolução" sobre as dificuldades no fornecimento de água em Almada. Entrevistada pela RTP Antena 1, Inês de Medeiros diz, ainda assim, que os cortes programados vão manter-se para já.
A entrada em funcionamento no domingo de um novo furo trouxe algum alívio no sistema de água, reconhece a autarca de Almada. Mas isso não vai travar ainda os "cortes programados" que têm acontecido durante as noites, entre as 22 horas e as 6 horas.
"Toda esta estratégia tem estado a dar bons sinais", diz Inês de Medeiros à RTP Antena 1, sublinhando que, com o novo furo, "é natural que aumente a nossa capacidade de resiliência", mas "temos de ser prudentes".
Apesar da "boa evolução", a presidente da Câmara de Almada admite que "não há decisão de abrandar" os cortes. "Não nos vamos entusiasmar muito rápido, temos de conseguir ter um nível de reserva suficiente", afirma.
Inês de Medeiros pede à população contenção na utilização de água.
Para a autarca de Almada, não existe uma situação de falta de água. Os "cortes programados" têm servido para "recuperar o nível de água nos nossos reservatórios, para garantir que o sistema não entra em rutura", refere.
Autarca pede política nacional para a água
Na entrevista à RTP Antena 1, Inês de Medeiros diz que a situação que aconteceu em Almada veio trazer a descoberto a necessidade de existir "uma política regional e nacional para a questão da água".
A autarca reconhece "os limites do sistema" uma vez que cabe a cada município "a gestão de todo os circuito da água."
Inês de Medeiros adianta, sem concretizar, que o município de Almada tem já "projetos de reforço e de resiliência da rede" e acrescenta que já estabeleceu contactos com a EPAL e a Águas de Portugal.
Desde o final do mês de junho, as falhas frequentes de água afetaram várias zonas do concelho de Almada o que originou revolta e protesto por parte da população.
Com as torneiras secas, vários empresários viram-se obrigados a fechar as portas dos estabelecimentos comerciais e a população decidiu protestar.
Primeiro em frente ao edifício dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada, depois, na Costa da Caparica, os moradores uniram-se num cordão humano para demonstrar o descontentamento.
A crise sobre a falta de água em Almada acabou transpor as fronteiras de Almada e passou a fazer parte da agenda política nacional. A própria ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, chegou a ir até Vale de Milhaços reunir-se com a presidente da autarquia.