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IPATIMUP e IPO/Porto criam cooperação inédita na área da oncologia

IPATIMUP e IPO/Porto criam cooperação inédita na área da oncologia

Porto, 11 Jan (Lusa) - O Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) e o IPO/Porto formalizaram hoje um acordo, inédito em Portugal, que vai criar melhores condições para a investigação na área da oncologia.

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"Isto é raríssimo a nível mundial", afirmou Sobrinho Simões, director do IPATIMUP, numa alusão à união de esforços entre um laboratório de investigação e uma unidade hospitalar, frisando a importância do acesso às condições de tratamento dos doentes no desenvolvimento da investigação.

A cooperação entre o IPATIMUP e o IPO/Porto permitirá o desenvolvimento da denominada investigação de translação, que "tem origem na patologia humana, prossegue no laboratório e regressa à enfermaria".

Em termos práticos, isto significa que os investigadores analisam no laboratório o problema detectado num doente, definindo um tratamento que depois é aplicado no hospital.

Na perspectiva de Sobrinho Simões, o acordo hoje assinado permitirá um "aproveitamento mútuo de capacidades", recordando que as duas instituições já mantêm uma cooperação na área da investigação oncológica há alguns anos.

"Vamos reforçar o que já fazemos, estamos a consolidar institucionalmente algo que já existe há muito tempo", frisou, salientando que este acordo "é para dar resultados".

No mesmo sentido, Laranja Pontes, director do IPO/Porto, considerou que "será proveitosa para os doentes uma colaboração mais firme em áreas onde o IPATIMUP tem fama reconhecida nacional e internacionalmente".

"Esta associação permitirá juntar a matéria-prima (doentes) à massa cinzenta (investigadores)", afirmou Laranja Pontes, que manifestou a convicção de que este "esforço conjunto tenha repercussões na assistência aos doentes".

O director do IPO/Porto recordou que esta instituição hospitalar é "líder no país em termos de assistência aos doentes", além de possuir "um centro de investigação com uma dimensão significativa".

"Esta é uma oportunidade que temos que aproveitar para criarmos um pólo de investigação mais activo na região norte", defendeu Laranja Pontes.

FR.


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