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Julgamento de homem que confessou ter matado no Centro Ismaili foi reaberto hoje

Julgamento de homem que confessou ter matado no Centro Ismaili foi reaberto hoje

O Tribunal Central Criminal de Lisboa reabriu hoje o julgamento do homem que confessou ter matado, em 2023, duas mulheres no Centro Ismaili, em Lisboa, para comunicar ao arguido que poderá ser considerado imputável.

Lusa /

Abdul Bashir, de 31 anos, tinha sido condenado em 02 de junho de 2025 à pena máxima de 25 anos de prisão, mas, em fevereiro passado, o Supremo Tribunal de Justiça anulou o acórdão por não ter sido comunicado ao arguido que deixara de ser considerado inimputável, ordenando a repetição parcial do julgamento.

Em 14 de março, nas alegações finais do julgamento, o Ministério Público mantivera o entendimento expresso na acusação de que, por estar sob efeito de anomalia psíquica grave e perturbações de personalidade, o cidadão afegão não tinha consciência dos seus atos e pedira a sua condenação a uma pena de internamento por um mínimo de três anos.

A advogada de Abdul Bashir, Fátima Oliveira Pires, tem agora cinco dias para preparar a defesa do arguido, tendo a próxima sessão do julgamento ficado agendada para 13 de março, às 09:30, determinou o coletivo de juízes.

Hoje, o tribunal rejeitou ainda um pedido de Abdul Bashir para ser representado por outro advogado oficioso, por não existir fundamento legal para tal, sem prejuízo de o arguido poder nomear um mandatário que seja pago por si.

O caso remonta a 28 de março de 2023, quando o cidadão afegão matou duas mulheres, de 24 e 49 anos, que trabalhavam no serviço de apoio aos refugiados do Centro Ismaili e tentou atacar outros frequentadores do espaço da comunidade ismaelita.

No julgamento, iniciado em dezembro de 2024, o arguido argumentou que agiu em legítima defesa.

Abdul Bashir está acusado de 11 crimes: dois de homicídio agravado, seis de tentativa de homicídio agravado, dois de resistência e coação sobre funcionário e um de detenção de arma proibida.

O arguido, detido no próprio dia do ataque no Centro Ismaili, aguarda desde junho passado o desenrolar do processo em prisão preventiva, depois de ter estado internado preventivamente.

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