País
Legionella. Chuveiros são origem mais provável de surto na CUF Descobertas
A diretora geral de Saúde admitiu que os chuveiros do hospital poderão ser a origem mais provável para o surto de legionella detetado no hospital CUF Descobertas em Lisboa. Já foram diagnosticados seis casos de infeção pela bactéria da Doença dos Legionários.
Graça Freitas, em conferência de imprensa, considerou que não há nada que indique que a origem do surto de legionella esteja fora do recinto hospitalar onde foram diagnosticados estes casos. Apesar desta convicção Graça Freitas realça que ainda não são conhecidos os resultados das análises efetuadas.
No entanto, e falando em probabilidades perante os dados conhecidos, a diretora-geral de saúde considera que os chuveiros podem configurar a hipótese mais provável para o surto de legionella, já que o hospital do Parque das Nações não tem torre de arrefecimento. As torneiras são outra hipótese, “menos provável”, diz Graça Freitas.
O potencial de disseminação do surto poderá ser menor, assume a responsável da DGS, já que uma torre de arrefecimento, potencialmente, transmite para o ar uma maior quantidade de gotículas ou aerossol, potencialmente contaminados. Quando a transmissão ocorre por via dos chuveiros ou de torneiras, haverá uma menor probabilidade de contágio.
Apenas um dos seis casos confirmados é de um doente que apresenta várias patologias, não sendo os restantes "nem muito idosos nem muito frágeis", disse.
Os primeiros quatro casos de legionella foram reportados às autoridades de saúde no sábado, altura em que foram tomadas as primeiras medidas para conter o surto. Entre elas, a decisão de encerrar de imediato os chuveiros.
Posteriormente a serem colhidas análises de água, o hospital procedeu a um choque térmico nas canalizações, seguido de um choque químico, para desinfetar as tubagens.
A diretora-regional de Saúde não exclui que podem surgir mais casos, até porque o período de incubação é de dez dias. No entanto, Graça Freitas considera que depois de tomadas "rápidas medidas" depois de diagnosticados os primeiros casos, "o risco [de contágio] não é zero, mas é muito reduzido".
Graça Freitas frisa que se trata de facto de um surto, já que surgem vários casos relacionados com o mesmo local.
Neste momento, as autoridades estão a fazer uma análise epidemiológica e ambiental. "Não há nada que indique que a origem do surto esteja fora do hospital", diz Graça Freitas. As investigações ainda decorrem e por isso a autoridade de saúde não quer dar respostas definitivas até análises e investigação estarem concluídas.
No fim de semana foram confirmados quatro casos de legionella. Esta segunda-feira, o número de infetados aumentou para seis. Entre os novos casos regista-se um homem que esteve internado no hospital e uma senhora que acompanhou um doente internado e que permaneceu no hospital.
A bactéria 'legionella' é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.
A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.
Portugal teve 233 casos em 2017
Foram registados no ano passado 233 casos de infeção por `legionella`, sendo 174 casos isolados e 59 do surto do hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.
Os dados oficiais, embora ainda provisórios, foram hoje revelados pela diretora-geral da Saúde.
Segundo Graça Freitas, o surto ocorrido em novembro no hospital São Francisco Xavier provocou 59 infetados e cinco mortos.
Anteriormente, o balanço apontava para seis vítimas mortais, mas concluiu-se que um dos infetados que acabou por morrer teve outra causa de morte que não a da infeção por `legionella`, da qual acabou por se curar.
No entanto, e falando em probabilidades perante os dados conhecidos, a diretora-geral de saúde considera que os chuveiros podem configurar a hipótese mais provável para o surto de legionella, já que o hospital do Parque das Nações não tem torre de arrefecimento. As torneiras são outra hipótese, “menos provável”, diz Graça Freitas.
O potencial de disseminação do surto poderá ser menor, assume a responsável da DGS, já que uma torre de arrefecimento, potencialmente, transmite para o ar uma maior quantidade de gotículas ou aerossol, potencialmente contaminados. Quando a transmissão ocorre por via dos chuveiros ou de torneiras, haverá uma menor probabilidade de contágio.
Apenas um dos seis casos confirmados é de um doente que apresenta várias patologias, não sendo os restantes "nem muito idosos nem muito frágeis", disse.
Os primeiros quatro casos de legionella foram reportados às autoridades de saúde no sábado, altura em que foram tomadas as primeiras medidas para conter o surto. Entre elas, a decisão de encerrar de imediato os chuveiros.
Posteriormente a serem colhidas análises de água, o hospital procedeu a um choque térmico nas canalizações, seguido de um choque químico, para desinfetar as tubagens.
A diretora-regional de Saúde não exclui que podem surgir mais casos, até porque o período de incubação é de dez dias. No entanto, Graça Freitas considera que depois de tomadas "rápidas medidas" depois de diagnosticados os primeiros casos, "o risco [de contágio] não é zero, mas é muito reduzido".
Graça Freitas frisa que se trata de facto de um surto, já que surgem vários casos relacionados com o mesmo local.
Neste momento, as autoridades estão a fazer uma análise epidemiológica e ambiental. "Não há nada que indique que a origem do surto esteja fora do hospital", diz Graça Freitas. As investigações ainda decorrem e por isso a autoridade de saúde não quer dar respostas definitivas até análises e investigação estarem concluídas.
No fim de semana foram confirmados quatro casos de legionella. Esta segunda-feira, o número de infetados aumentou para seis. Entre os novos casos regista-se um homem que esteve internado no hospital e uma senhora que acompanhou um doente internado e que permaneceu no hospital.
A bactéria 'legionella' é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.
A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.
Portugal teve 233 casos em 2017
Foram registados no ano passado 233 casos de infeção por `legionella`, sendo 174 casos isolados e 59 do surto do hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.
Os dados oficiais, embora ainda provisórios, foram hoje revelados pela diretora-geral da Saúde.
Segundo Graça Freitas, o surto ocorrido em novembro no hospital São Francisco Xavier provocou 59 infetados e cinco mortos.
Anteriormente, o balanço apontava para seis vítimas mortais, mas concluiu-se que um dos infetados que acabou por morrer teve outra causa de morte que não a da infeção por `legionella`, da qual acabou por se curar.