Economia
LNEC vai realizar auditoria a infraestruturas afetadas pelas tempestades
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou a realização de "uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas" na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.
O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para
liderar essa auditoria porque as grandes infraestruturas, como "grandes taludes e pontes", não podem "estar em causa em situações limite" como aquelas que têm sido vividas no país, explicou Pinto Luz.
Telejornal, 9 de fevereiro de 2026
O ministro, que acumula a pasta de Habitação, falava aos jornalistas no final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas.
Pinto Luz reconheceu contudo que o trabalho não ver ser imediato. A auditoria será feita "nos próximos meses, nos próximos anos". "Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias", explicou.
Pinto Luz reconheceu contudo que o trabalho não ver ser imediato. A auditoria será feita "nos próximos meses, nos próximos anos". "Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias", explicou.
O executivo está contudo a trabalhar para encontrar alternativas o mais rapidamente possível.
Miguel Pinto Luz admitiu, aliás, que a linha ferroviária do Oeste vai demorar "no mínimo nove meses" a ficar totalmente operacional, devido a problemas de sustentação e circulação dos troços devido à ameaça de deslizamentos de terras.
O ministro revelou também que os diques dos rios Mondego e Tejo estão a
ser monitorizados em permanência", apesar de não inspirarem
"preocupações".
"Quando as águas recuarem, será possível reabrir algumas infraestruturas, mas há outras que demorarão três meses, outras serão para mais", referiu o responsável.
"São trabalhos longos, mas o país está mobilizado em todas as suas
dimensões para regressar o mais rapidamente possível à normalidade",
afirmou ainda, referindo-se à colaboração entre autarquias, Estado e
setor privado.
Autarcas criticam socorro
Autarcas criticam socorro
As tempestades que têm estado a assolar Portugal, desde 28 de janeiro e de norte a sul, têm estado a causar estragos materiais que deverão chegar aos milhares de milhões de euros, quando a situação de crise meteorológica passar.
Esta segunda-feira, o responsável pelas Infraestruturas e Habitação, sobre quem recai a responsabilidade política de responder à crise, disse que "percebe essa paixão, o momento crítico que os senhores autarcas estão a viver, e muitas vezes o coração está junto à boca".
"Os governantes colocam o país à frente dos seus próprios interesses. Os portugueses que me estão a ouvir que não tenham dúvidas absolutamente nenhumas", referiu o ministro.
"Percebo as afirmações neste momento mais quente, mas refuto completamente essas afirmações", afirmou Pinto Luz.
"Percebo as afirmações neste momento mais quente, mas refuto completamente essas afirmações", afirmou Pinto Luz.
Estragos de norte a sul
A depressão Kristrin, que afetou a zona centro com ventos ciclónicos, com destaque para a Marinha Grande e Leiria, derrubou centenas de postes de eletricidade, incluindo de alta tensão que ficaram incapazes de operar, deixando sem eletricidade mais de um milhão de pessoas. Torres de comunicações ficaram também inoperacionais e o fornecimento de água foi interrompido.
Os trabalhos de recuperação do fornecimento de energia têm estado a ser dificultados pela continuação quase ininterrupta de precipitação elevada. Pelas 12h00 desta segunda-feira, permaneciam sem energia elétrica 55 mil clientes.
Miguel Pinto Luz defendeu a resposta da E-Redes, explicando que a empresa "está a fazer um trabalho hercúleo, tem mais de mil homens no terreno e está a repor todas as situações".
O ministro acrescentou que as comunicações não poderão "ser retomadas a 100% enquanto não tivermos energia".
O ministro acrescentou que as comunicações não poderão "ser retomadas a 100% enquanto não tivermos energia".
Já a tempestade Leonardo, que atingiu o país no sábado, levou a cheias e ao deslizamento de terras, já saturadas pelas chuvas anteriores. Troços de estradas desapareceram ou ficaram intransitáveis e habitações e estruturas foram arrastados.
O concelho de Arruda dos Vinhos foi particularmente afetado, tendo pedido o estado de calamidade.
Mas dezenas de autarquias terão de rever o assentamento de vias para reforçar taludes e muros de contenção, além dos trabalhos de reparação ou reconstrução de estradas.
Agravamento meteorológico
Agravamento meteorológico
Além das consequências para as infraestruturas de energia, de comunicação e de ligações terrestres, as tempestades provocaram até agora 15 mortos e destruíram, total ou parcialmente, casas, empresas e equipamentos.
A nível agrícola, o derrube de árvores e a perda de colheitas, além dos campos saturados, poderão ter consequências para a economia nacional a curto e médio prazo.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo têm sido as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo têm sido as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação não deverá melhorar tão cedo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental, com precipitação, vento forte e agitação marítima forte, principalmente nas regiões Norte e Centro.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos a nível pessoal pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos a nível pessoal pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados.
c/Lusa