Mais de 20 mil professores em marcha de protesto

Mais de 20 mil professores desceram a Avenida da Liberdade, em Lisboa, numa marcha de protesto contra a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) que está prestes a terminar no Rossio, segundo dados da PSP.

Agência LUSA /

O sub-comissário Alves Coelho, coordenador das operações de segurança no local, tinha inicialmente apontado para a presença de 12 mil manifestantes, mas estima agora que estejam presentes mais de 20 mil docentes.

No entanto, segundo os sindicatos que promovem este protesto - o maior desde o 25 de Abril - o número de professores que participam nesta marcha chega aos 25 mil.

"Está certamente a aproximar-se dos 25 mil. A meta dos 15 mil, que poucos acreditavam que iríamos alcançar, foi largamente ultrapassada. Num dia como o de hoje, feriado, a ministra tem de tirar conclusões e ilações e não pode ser cega ao descontentamento dos professores", afirmou à Lusa Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

"Se a ministra não entender este sinal, deve dar o lugar a outro", acrescentou.

Os manifestantes encontram-se concentrados no Rossio, onde se realizará um plenário com intervenções dos representantes das quatro mesas negociais que estão envolvidas no processo de revisão do ECD, no qual serão anunciadas as formas de luta que se seguem a este protesto.

Esta contestação foi agendada pelos 14 sindicatos que estão a discutir com o Ministério da Educação a revisão do ECD, exigindo uma "negociação séria e efectiva" e protestando contra a "imposição de um novo estatuto".

No Dia Mundial do Professor, e com o lema "professores todos juntos na mesma luta", este é o quarto grande protesto que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, enfrenta.

A divisão da carreira em duas categorias, com quotas estabelecidas para subir de escalão e aceder à segunda e mais elevada, é uma das principais propostas do Ministério da Educação relativamente à qual os sindicatos exigem um recuo .

O exame de ingresso ou a avaliação de desempenho dependente de critérios como a apreciação dos pais e a taxa de insucesso e abandono escolar dos alunos são outras das questões que têm provocado divergências entre as organizações sindicais e a tutela.

Participam neste protesto a Federação Nacional de Professores (Fenprof) , a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), a Federação Nacional do Ensino e Investigação (Fenei), a Federação Portuguesa dos Profissionais da Educação, Ensino, Cultura e Investigação (Fepeci), Associação Sindical de Professores Licenciados, a Associação Sindical Pró-Ordem e o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades.

O Sindicato Independente de Professores e Educadores, o Sindicato dos Professores do Pré-Escolar e Ensino Básico, o Sindicato Nacional de Professores do Ensino Secundário, o Sindicato Nacional de Professores Licenciados, o Sindicato Nacional de Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades, a União Sindical de Professores e o Sindicato Nacional de Professores encerram o conjunto das organizações que promovem a marcha.


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