Protestos no Porto. Manifestantes decidiram pernoitar na Praça D. João I mas sem tendas

Protestos no Porto. Manifestantes decidiram pernoitar na Praça D. João I mas sem tendas

Os manifestantes pelo direito à habitação que estão concentrados na Praça D. João I, no Porto, votaram em assembleia popular permanecer e pernoitar no local, onde na última madrugada foram alvo de carga policial. Os manifestantes decidiram, no entanto, que não vão montar tendas.

RTP / Adicionar como fonte informativa
José Pinto Dias - RTP

Em assembleia popular, os presentes votaram não só que o movimento pela habitação se mantenha no local, como também que vão pernoitar na praça esta noite, não apenas os organizadores.

Cerca de 2.500 pessoas acorreram ao protesto, esta quinta-feira, convocado pelos organizadores da acampada, após uma madrugada em que foram alvo de carga policial, da que resultaram 39 feridos, dois deles graves, segundo contabilização da organização, e um polícia ferido, comunicado pela PSP. 

Durante a tarde desta quinta-feira, os manifestantes levaram o protesto até à Avenida dos Aliados, em frente à Câmara Municipal do Porto.

Os participantes voltaram a instalar tendas durante a noite, que foram retiradas pela polícia, depois de o presidente da Câmara do Porto ter dito na quarta-feira que seria "absolutamente implacável com qualquer tentativa de colocação de tendas" na Praça D. João I".

O movimento apresenta seis reivindicações principais: "abaixo a lei das rendas; fim dos despejos; fim da compra de imóveis por fundos abutres; mais habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para habitação; tetos às rendas".

Na nota, o movimento "denuncia veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência", considerando a carga "inaceitável" e pedindo responsabilidades.

A PSP confirmou, entretanto, um polícia ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, sem precisar quantos, atribuindo a razão da intervenção a "comportamentos de resistência".

A versão dos manifestantes é diferente da do diretor nacional da PSP, que diz que a intervenção policial foi “proporcional”.

O ministro da Administração Interna admite preocupação, mas também diz que a atuação foi legítima.

O presidente da Câmara do Porto defende que a PSP se viu "forçada" a atuar, perante a atitude dos manifestantes, tendo lamentado o incidente.

c/Lusa

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