País
Martins da Cruz não exclui "nenhuma opção" na questão do Iraque
O ministro português dos Negócios Estrangeiros defendeu hoje, no final de uma reunião com os seus homólogos europeus, em Nova Iorque, a adopção de medidas contra o Iraque se Bagdad não respeitar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
"Estamos na altura das pressões políticas e diplomáticas, mas não devemos excluir nenhuma opção para o futuro", afirmou Martins da Cruz.
Segundo o governante, existe "uma percepção comum, embora não uma posição comum" de que se devem seguir as recomendações das Nações Unidas em relação ao Iraque. “É preciso cumprir as resoluções do Conselho de Segurança", disse Martins da Cruz, citado pela Lusa.
"O Conselho de Segurança tomará as suas decisões oportunamente", acrescentou, aludindo às hipóteses de as autoridades de Bagdad não permitirem a entrada de inspectores da ONU ou de estes entrarem e concluírem que Saddam Hussein acumulou armas de destruição maciça.
"Portugal está inteiramente de acordo com esta situação", disse o ministro, notando que "estamos na altura das pressões políticas e diplomáticas, mas não devemos excluir nenhuma opção para o futuro".
O presidente norte-americano defende uma ofensiva militar para depor o regime de Saddam Hussein, tendo vindo a argumentar junto da comunidade internacional no sentido de conquistar o seu apoio neste empreendimento.
Oposição à esquerda
No final de uma reunião com George W. Bush, na terça-feira, o primeiro-ministro português afirmou que "o problema não é qual a estratégia dos EUA, mas o actual regime iraquiano, que representa uma ameaça para a paz regional e mundial". "Neste processo temos que tentar todas as opções, mas não devemos excluir qualquer opção", acrescentou Durão Barroso.
Embora esclarecendo que Bush não solicitou qualquer apoio logístico ou militar a Portugal para empreender um eventual ataque contra o Iraque, o chefe do Governo português salientou que, "numa situação de conflito, estamos do lado da democracia e da liberdade". De acordo com Durão, "as ameaças globais exigem respostas globais", referindo-se ao actual momento de tensão entre os Estados Unidos e o Iraque.
No entanto, no entender do primeiro-ministro, “é de suma importância que os EUA e o presidente Bush escutem a opinião dos seus aliados mais próximos”. Por isso, aconselhou o presidente norte-americano a procurar obter um acordo internacional sobre a estratégia para o Iraque.
As declarações de Durão Barroso geraram de imediato um movimento de protesto das forças políticas de esquerda. O Bloco de Esquerda requereu ontem ao presidente da Assembleia da República o agendamento de uma sessão extraordinária, no dia 17 de Setembro, com a presença do Governo, para debater a posição portuguesa face a uma intervenção armada contra o Iraque.
Também o PS critica um eventual ataque unilateral dos EUA, propugnando uma solução pacífica para o problema.
Em comunicado emitido hoje, o secretariado do Comité Central do PCP considera que o "beija-mão" de Barroso a George W. Bush compromete "gravemente" as relações de Portugal com o mundo árabe, ao "afirmar o apoio incondicional do Governo português e oferecer o território português para os propósitos agressivos" do presidente norte-americano.
Segundo o governante, existe "uma percepção comum, embora não uma posição comum" de que se devem seguir as recomendações das Nações Unidas em relação ao Iraque. “É preciso cumprir as resoluções do Conselho de Segurança", disse Martins da Cruz, citado pela Lusa.
"O Conselho de Segurança tomará as suas decisões oportunamente", acrescentou, aludindo às hipóteses de as autoridades de Bagdad não permitirem a entrada de inspectores da ONU ou de estes entrarem e concluírem que Saddam Hussein acumulou armas de destruição maciça.
"Portugal está inteiramente de acordo com esta situação", disse o ministro, notando que "estamos na altura das pressões políticas e diplomáticas, mas não devemos excluir nenhuma opção para o futuro".
O presidente norte-americano defende uma ofensiva militar para depor o regime de Saddam Hussein, tendo vindo a argumentar junto da comunidade internacional no sentido de conquistar o seu apoio neste empreendimento.
Oposição à esquerda
No final de uma reunião com George W. Bush, na terça-feira, o primeiro-ministro português afirmou que "o problema não é qual a estratégia dos EUA, mas o actual regime iraquiano, que representa uma ameaça para a paz regional e mundial". "Neste processo temos que tentar todas as opções, mas não devemos excluir qualquer opção", acrescentou Durão Barroso.
Embora esclarecendo que Bush não solicitou qualquer apoio logístico ou militar a Portugal para empreender um eventual ataque contra o Iraque, o chefe do Governo português salientou que, "numa situação de conflito, estamos do lado da democracia e da liberdade". De acordo com Durão, "as ameaças globais exigem respostas globais", referindo-se ao actual momento de tensão entre os Estados Unidos e o Iraque.
No entanto, no entender do primeiro-ministro, “é de suma importância que os EUA e o presidente Bush escutem a opinião dos seus aliados mais próximos”. Por isso, aconselhou o presidente norte-americano a procurar obter um acordo internacional sobre a estratégia para o Iraque.
As declarações de Durão Barroso geraram de imediato um movimento de protesto das forças políticas de esquerda. O Bloco de Esquerda requereu ontem ao presidente da Assembleia da República o agendamento de uma sessão extraordinária, no dia 17 de Setembro, com a presença do Governo, para debater a posição portuguesa face a uma intervenção armada contra o Iraque.
Também o PS critica um eventual ataque unilateral dos EUA, propugnando uma solução pacífica para o problema.
Em comunicado emitido hoje, o secretariado do Comité Central do PCP considera que o "beija-mão" de Barroso a George W. Bush compromete "gravemente" as relações de Portugal com o mundo árabe, ao "afirmar o apoio incondicional do Governo português e oferecer o território português para os propósitos agressivos" do presidente norte-americano.