Ministro da Educação defende que alargamento de turmas não põe em causa qualidade do ensino

Ministro da Educação defende que alargamento de turmas não põe em causa qualidade do ensino

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, diz que a lei permite que, excecionalmente, haja turmas maiores e garante que o alargamento das turmas não põe em causa a qualidade do ensino.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Paulo Novais - Lusa

“O que a evidência científica diz é que até aos 30 alunos, não há evidências de que seja mau para a qualidade do ensino”, disse Fernando Alexandre aos jornalistas durante a inauguração das obras de requalificação e ampliação da Escola Secundária de Porto de Mós.

De forma a acomodar os mais de 600 alunos que não estavam inscritos nas escolas por falta de vagas, várias turmas foram alargadas.

"Isso faz-se excecionalmente. Está previsto na lei e acontece muitas vezes", referiu o ministro, adiantando que o problema está concentrado na Grande Lisboa e na Península de Setúbal.

O ministro adianta que "a grande maioria destes casos" estão relacionados com matrículas tardias e adianta que “os pedidos de matrícula vão continuar a chegar”.

Questionado sobre os críticos que apontam a reestruturação no Ministério da Educação como a causa destes problemas, Fernando Alexandre diz que as mudanças “têm de ser feitas”.

“Sei que há pessoas descontentes com as mudanças, mas elas têm de ser feitas”, disse.
Abertura de inquérito
Na segunda-feira, no arranque do novo ano letivo, o ministro da Educação anunciou que havia centenas de alunos sem vagas, sendo que algumas escolas estavam a recusar alunos apesar de terem capacidade para os receber. Fernando Alexandre disse que esta era uma situação “grave” e ordenou a abertura de um inquérito.

De forma a encontrar solução para estes estudantes, o Ministério da Educação convocou, na segunda-feira, uma reunião de urgência com os agrupamentos de escolas de Lisboa e a Agência para a Gestão do Sistema Educativo.

O Ministério convocou também uma reunião para esta terça-feira com a Câmara Municipal de Sintra e os diretores dos agrupamentos escolares para encontrar uma solução para os alunos que ainda não foram colocados nas escolas.
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