Luís Neves garante que nenhuma das suas decisões "visou favorecimento de outros"
“Já prestei esclarecimento e assumi, sem reservas, alguns erros que cometi”, disse. “Não excluo que alguma decisão possa vir a ser considerada errada e que se conclua que podiam ser adotados outros procedimentos”, afirmou, acrescentando que “serão as autoridades competentes a avaliá-las e respeitarei as suas conclusões”.
No entanto, Luís Neves garante que nenhuma das decisões que tomou “visou o enriquecimento ou favorecimento de fosse quem fosse” ou “foi tomada para lesar o Estado ou prejudicar o interesse público”.
Luís Neves faz balanço do seu trabalho na Administração Interna
Luís Neves já chegou ao Parlamento
O ministro da Administração Interna já está na sala das comissões parlamentares, no Parlamento, para responder às perguntas dos deputados sobre as polémicas em que está envolvido.
Ministro da Administração Interna ainda não chegou ao Parlamento
Luís Neves vai responder aos deputados na condição de titular da pasta da Administração Interna e como antigo diretor da Polícia Judiciária para esclarecer os casos que o têm ensombrado ao longo dos últimos meses.
O que está na origem da moção de censura?
Esta é a terceira moção de censura que Luís Montenegro enfrenta, entre um conjunto de polémicas em torno do ministro da Administração Interna, que resultaram em vários processos - três inquéritos crime, um processo no Tribunal de Contas e uma investigação administrativa.
Lusa
Ministro Luís Neves ouvido hoje de manhã em audição regimental no parlamento
O ministro da Administração Interna vai ser hoje ouvido em audição regimental no parlamento, onde deverá prestar esclarecimentos sobre as recentes polémicas em que esteve envolvido, referentes ao período em que foi diretor nacional da Polícia Judiciária.
A audição regimental na Assembleia da República tem como objetivo fazer um balanço e prestar esclarecimentos aos deputados sobre as políticas do ministério, mas Luís Neves deverá ser confrontado com perguntas dos deputados sobre as polémicas que têm surgido nos últimos quase dois meses.
O ministro da Administração Interna é ouvido na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades no mesmo dia e antes do debate e votação da moção de censura do Chega ao Governo, que tem já chumbo garantido.
Luís Neves, que começa a ser ouvido no parlamento às 10:00, cinco horas antes do debate da moção de censura, afirmou na semana passada que estará disponível para "responder a qualquer questão" do líder do Chega, André Ventura, no debate regimental.
O ministro e o Governo estão sob pressão há quase dois meses, desde que foi noticiado pelo jornal Nascer do Sol as suspeitas de irregularidades em obras a título privado numa propriedade do ministro em Odemira, nomeadamente no que diz respeito à construção de uma piscina, feitas por um empreiteiro amigo de Neves e que por 17 vezes ganhou contratos de empreitadas para obras na PJ.
Seguiram-se notícias sobre a entrega ao mesmo empreiteiro, João Carvalho, dono da Construbarcelos, de um atrelado apreendido pela PJ na `Operação Pacoba`, contra o tráfico de droga, ficando à guarda deste empreiteiro com bidões com químicos no seu interior, os quais Luís Neves disse não terem sido destruídos devido ao elevado custo que isso acarretava e que a PJ não tinha verbas para comportar.
Luís Neves viu ainda serem levantadas dúvidas sobre não ter entregue à Entidade para a Transparência e ao Tribunal Constitucional as suas declarações de património enquanto liderou a PJ, uma obrigação para todos os detentores de cargos públicos.
Mais recentemente, foi noticiado que Luís Neves conduz um carro apreendido judicialmente no processo que condenou Ruben Oliveira, conhecido por `Xuxas`, a 20 anos de prisão por tráfico de droga, algo que o ministro defendeu em declarações na Madeira, durante uma cerimónia da PSP, ter enquadramento legal.
O caso do atrelado, do carro apreendido e das obras em Odemira estão a ser alvo de investigação por parte do Ministério Público, tendo os dois primeiros processos um caráter urgente.
Estão ainda a decorrer uma investigação às obras em Odemira no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja e um processo no Tribunal de Contas (TdC) relativo a uma contraordenação que resultou de um relatório datado de 2023 quando estava à frente da PJ.