País
Moradores do número 104 na rua Damasceno Monteiro retirados de casa
Mais um prédio da Rua Damasceno Monteiro foi evacuado na noite de quarta-feira devido ao risco de desabamento de um muro.
Alguns dos moradores afetados por um deslizamento de terras na zona da Graça, em Lisboa, já tinham manifestado preocupação com a possibilidade de um novo desabamento do muro que ruiu na segunda-feira.
Ao início da noite, a Proteção Civil, avisada pelos moradores, decidiu evacuar o número 104. Os moradores distribuíram-se por hotéis e casas de familiares.
Ao início da noite, a Proteção Civil, avisada pelos moradores, decidiu evacuar o número 104. Os moradores distribuíram-se por hotéis e casas de familiares.
Helena Santana, residente no número 104, disse à RTP que existem "rachas no muro, mesmo em frente" ao seu prédio, que "estão a abrir completamente", mostrando receio com as consequências da chuva que se anuncia.
"Já passaram dois dias [desde que parte do muro ruiu] e só na sexta-feira é que teremos uma resposta da Proteção Civil", acrescentou. A munícipe salientou que os moradores continuam com "muito receio" e que "as habitações continuam em perigo". O risco de derrocada não é iminente mas a Proteção Civil decidiu ser prudente.Parte do muro do condomínio Vila da Graça, no bairro Estrela d'Oiro, ruiu pelas 05:40 de segunda-feira passada, provocando um deslizamento de terras para as traseiras de quatro edifícios da Rua Damasceno Monteiro (dos números 104 ao 110). Segundo o município, o muro é propriedade privada.
"O perigo maior é que o muro continue a cair, porque continua a ceder. Mesmo quem teve de sair de casa corre o risco de nunca mais lá entrar", considerou Helena Santana.
"Já passaram dois dias [desde que parte do muro ruiu] e só na sexta-feira é que teremos uma resposta da Proteção Civil", acrescentou. A munícipe salientou que os moradores continuam com "muito receio" e que "as habitações continuam em perigo". O risco de derrocada não é iminente mas a Proteção Civil decidiu ser prudente.Parte do muro do condomínio Vila da Graça, no bairro Estrela d'Oiro, ruiu pelas 05:40 de segunda-feira passada, provocando um deslizamento de terras para as traseiras de quatro edifícios da Rua Damasceno Monteiro (dos números 104 ao 110). Segundo o município, o muro é propriedade privada.
"O perigo maior é que o muro continue a cair, porque continua a ceder. Mesmo quem teve de sair de casa corre o risco de nunca mais lá entrar", considerou Helena Santana.
Na segunda-feira, a Câmara Municipal de Lisboa informou que quarenta e nove residentes tiveram de ser realojados em casas de familiares e num hotel, apontando que "há duas condições a assegurar: a segurança e o bem-estar das pessoas e que a intervenção se faça o quanto antes para se retomar a normalidade".
Mesmo continuando a habitar na sua casa, Helena ressalvou que teme pela segurança da sua família: "Disse ao meu marido que não sabia se ia deixar os meus filhos dormirem em casa".
A moradora acrescenta que as autoridades ainda estão a decidir como proceder para travar o perigo que o muro representa.
"Temos medo"
Uma das casas mais afetadas pelo deslizamento de terras foi o primeiro direito do prédio 106, onde a mãe de Sandra Haderer mora há quase 60 anos.
Uma vez que "a derrocada entrou pela casa dentro", Maria Helena foi uma das moradoras que teve de ser realojada junto de familiares. "Temos medo que o prédio tenha de ser demolido", disse à Lusa a filha da moradora.
Sandra Haderer apontou também esperar que "não aconteçam mais derrocadas" e que os moradores não percam mais bens. "Ontem conseguimos ir durante 10 minutos buscar coisas", observou ainda na quarta-feira.
"Nada foi feito"
Sandra lembrou ainda que o muro junto a estes prédios - construídos na década de 50 - "começou a ter manchas de infiltrações" nos anos 90, "quando foi construído o condomínio" Vila da Graça. "Nos 40 anos antes não houve qualquer problema", acrescentou.
Apontando que o município e o proprietário do condomínio Vila da Graça "foram avisados da situação várias vezes, mas nada foi feito", os moradores dos prédios afetados pelo deslizamento de terras estão a organizar-se para juntar toda a informação enviada a estas duas entidades e decidirem quais os próximos passos.
O município estima que as obras no local durem cerca de três meses, mas os moradores afirmam não acreditar na celeridade do processo.
O deslizamento, cujas causas ainda não são conhecidas, provocou danos em quatro edifícios de habitação e em algumas viaturas. A agência Lusa contactou a Câmara de Lisboa, mas não conseguiu obter esclarecimentos.
c/Lusa
Mesmo continuando a habitar na sua casa, Helena ressalvou que teme pela segurança da sua família: "Disse ao meu marido que não sabia se ia deixar os meus filhos dormirem em casa".
A moradora acrescenta que as autoridades ainda estão a decidir como proceder para travar o perigo que o muro representa.
"Temos medo"
Uma das casas mais afetadas pelo deslizamento de terras foi o primeiro direito do prédio 106, onde a mãe de Sandra Haderer mora há quase 60 anos.
Uma vez que "a derrocada entrou pela casa dentro", Maria Helena foi uma das moradoras que teve de ser realojada junto de familiares. "Temos medo que o prédio tenha de ser demolido", disse à Lusa a filha da moradora.
Sandra Haderer apontou também esperar que "não aconteçam mais derrocadas" e que os moradores não percam mais bens. "Ontem conseguimos ir durante 10 minutos buscar coisas", observou ainda na quarta-feira.
"Nada foi feito"
Sandra lembrou ainda que o muro junto a estes prédios - construídos na década de 50 - "começou a ter manchas de infiltrações" nos anos 90, "quando foi construído o condomínio" Vila da Graça. "Nos 40 anos antes não houve qualquer problema", acrescentou.
Apontando que o município e o proprietário do condomínio Vila da Graça "foram avisados da situação várias vezes, mas nada foi feito", os moradores dos prédios afetados pelo deslizamento de terras estão a organizar-se para juntar toda a informação enviada a estas duas entidades e decidirem quais os próximos passos.
O município estima que as obras no local durem cerca de três meses, mas os moradores afirmam não acreditar na celeridade do processo.
O deslizamento, cujas causas ainda não são conhecidas, provocou danos em quatro edifícios de habitação e em algumas viaturas. A agência Lusa contactou a Câmara de Lisboa, mas não conseguiu obter esclarecimentos.
c/Lusa