País
Motoristas. Em dias de greve "provocações e ofensas acontecem com regularidade" nos autocarros
Os motoristas garantem que a situação ocorrida na Portela de Sintra em abril, com um autocarro da Carris Metropolitana que acabou com a porta partida, não é um episódio isolado da falta de civismo de passageiros, que cresce nos dias de greve dos comboios.
Polícia está presente no terminal de Agualva-Cacém desde segunda-feira por causa das greves na CP | Foto: Gonçalo Costa Martins - Antena 1
O vice-presidente do SITRA - Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes - considera que essa situação foi extrema, relativo a um vídeo que já circulava nas redes sociais e que hoje a Antena 1 deu conta com mais contexto.
Francisco Oliveira diz no entanto que os autocarros cheios, as correrias, os empurrões e a queda de utentes acontecem também noutras partes da Área Metropolitana de Lisboa, sendo que há passageiros que acabam a descarregar nos motoristas.
"Há ofensas verbais e físicas constamente em determinados pontos", aponta, mas diz que agrava-se nos dias de greve nos comboios devido à "sobrecarga" nos autocarros.
Numa altura de greves nos comboios da CP, previstas até 14 de maio, Francisco Oliveira lamenta não haver mais agentes de autoridade e de fiscalização presentes em certos locais, tendo em conta "as provocações e as ofensas" que "acontecem com regularidade".
Já o coordenador nacional da Fectrans - Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes e Comunicações - diz que o problema da sobrelotação e dos desacatos nos autocarros deve-se à falta de preparação das empresas que não acautelaram este aumento da procura.
Não generalizando, José Manuel Oliveira acredita que o caso do vídeo está circunscrito ao terminal da Portela de Sintra.
"Pode haver ali algumas questões locais", relacionadas com "empregos precários", mas sublinha que "não nos chega relatos de que seja algo generalizado".