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"Não há outra". Diretores de escolas consideram "ótima" a solução para colocar alunos em Lisboa
O presidente da Associação de Diretores de Escolas considerou a solução de colocação administrativa de 600 alunos em escolas de Lisboa como “ótima”, “plausível” e uma “boa estratégia”, mas admite que haverá turmas com alunos a mais nas escolas de Lisboa. “Não há outra solução neste caso. O Ministério está sob pressão, os diretores estão sob pressão”, considera, em entrevista à RTP.
Questionado sobre se está a ser resolvido um problema, criando outro, o responsável respondeu "Depende. Não é por uma turma ter mais um aluno que se vai ter um problema”, considera Filinto Lima, lembrando que os alunos que não estavam integrados numa escola têm direto constitucional à educação.
“A solução foi acomodar os alunos em turmas que estavam cheias. Por isso é que muitos diretores recusaram a entrada de mais alunos para essas turmas, porque essas turmas ficariam ilegais. A solução agora será levada a Conselho Pedagógico, que as deverá aprovar e a partir de hoje ou amanhã, em contacto com as escolas, poderão já começar as suas aprendizagens nas escolas”, afirmou.
Filinto Lima considera que as escolas foram surpreendidas por uma saída anormal de alunos do ensino privado para o público, provavelmente devido ao aumento do custo de vida. “Isso surpreendeu as nossas escolas. Foi uma óptima solução e uma boa estratégia”, aquela que foi encontrada pelo Ministérios e as direções das escolas.
O representante dos diretores escolares defendeu a opção tomada ontem ao fim do dia, dizendo que ainda foi equacionado abrir mais turmas, mas que essa hipótese esbarrou no facto de o problema, centrado no primeiro ciclo, não se resumir a um ano de escolaridade.