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Os danos e a evolução do estado do tempo

A1 cortada em Coimbra. Mondego ainda em risco com barragem da Aguieira a 99%

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A1 cortada em Coimbra. Mondego ainda em risco com barragem da Aguieira a 99%

Os trabalhos de recuperação do viaduto que ruiu após o rebentamento de um dique do Rio Mondego, em Coimbra, podem levar "semanas", advertiu o Governo. A Autoestrada do Norte vai permanecer cortada naquela zona. Acompanhamos aqui, ao minuto, a situação meteorológica em Portugal.

Nuno Patrício, Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Paulo Novais - Lusa

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Barragem da Aguieira
RTP /

Descarga provoca trepidação

A quota máxima da barragem da Aguieira é de 126 metros. Esta manhã, estava a 124,5. O caudal de saída da água está a 930 metros por segundo.
A equipa da reportagem da RTP mostrou o ímpeto da descarga em curso.
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Após queda de barreira
Lusa /

Retomada circulação na Linha do Leste

A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, foi retomada às 11:00 após ter estado suspensa devido à queda de uma barreira, segundo a CP.

Num balanço feito pelas 11:00, a CP - Comboios de Portugal adiantou que o comboio Internacional Celta, que tinha sido suspenso pelo operador espanhol, vai realizar-se hoje à tarde, podendo ser usado material circulante diferente do habitual.

O percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário.

Na nota, a transportadora indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso.

Continua também suspensa a circulação na Linha do Oeste, Linha do Douro entre Régua e Pocinho e Urbanos de Coimbra.

De acordo com a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

Devido ao mau tempo, mantêm-se constrangimentos à circulação na Linha da Beira Alta, com o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda a efetuar-se com recurso a material circulante diferente do habitual.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Portagens
Lusa /

Montemor-o-Velho quer isenção durante mais tempo

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, vai pedir ao Governo o prolongamento da isenção de portagens na região, na sequência do mau tempo.

O Governo anunciou na segunda-feira que prorrogou a isenção de portagens até domingo nas zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.

"Esta medida veio acompanhar as restantes iniciativas de apoio às zonas mais afetadas pelas recentes tempestades, com vista a apoiar a mobilidade nas referidas regiões", referiu então em comunicado o Ministério das Infraestruturas e Habitação.

No dia 03, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha anunciado que a isenção iria estender-se por uma semana.

"Entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias", explicou, na ocasião.

Hoje, o presidente daquele município do distrito de Coimbra disse ainda desconhecer se o Governo prolonga ou não a situação de calamidade, mas avisou que até domingo nada ficará resolvido, numa alusão às mais recentes cheias que se juntaram aos prejuízos decorrentes da depressão Kristin, em 28 de janeiro.

A agência Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Portagens
Lusa /

Marinha Grande pede ao Governo que prolongue isenção

O presidente da Câmara da Marinha Grande, concelho gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu hoje ao Governo o prolongamento da isenção de portagens em várias autoestradas das regiões atingidas pelo mau tempo, prevista terminar no domingo.

"Reivindicamos que a isenção de portagens seja estendida para além do dia 15 de fevereiro, garantindo que os nossos munícipes, serviços de emergência e agentes económicos não sejam penalizados enquanto persistirem as dificuldades", afirmou Paulo Vicente, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

No dia 03 de fevereiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo iria isentar de portagens durante uma semana (até às 24:00 de dia 10) as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrange trechos das autoestradas 8, 17, 14 e 19.

No mesmo dia, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação indicou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira, na A14, entre Santa Eulália e o nó de Ançã, e na A19, entre o nó de Azoia e o nó de São Jorge (este troço também na região de Leiria).

O Governo decidiu, entretanto, prorrogar a isenção de portagens até domingo, 15 de fevereiro.

"Apesar de acolhermos positivamente a decisão do Governo de prolongar a isenção de portagens até 15 de fevereiro, consideramos que esta medida é ainda insuficiente face aos impactos profundos que a tempestade Kristin deixou na nossa região", salientou Paulo Vicente.

Para o autarca da Marinha Grande, concelho do distrito de Leiria, "as populações continuam a enfrentar condicionamentos sérios na mobilidade, muitas vias secundárias permanecem danificadas e os trabalhos de recuperação estão longe de estar concluídos".

Paulo Vicente defendeu que "a continuidade desta medida é essencial para assegurar justiça territorial e apoiar verdadeiramente a recuperação local", apelando ao Governo "para que reveja o prazo e mantenha a isenção até que a normalidade esteja efetivamente restabelecida".

A agência Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Antena 1 /

Barragem da Aguieira, a 99%, vai ter de debitar água para o Mondego

Também sob particular atenção e em situação de risco, a nível nacional, é a bacia do Mondego. A barragem da Aguieira, em Coimbra, também conhecida por barragem da Foz do Dão, está perto do limite e volume de armazenamento já atingiu os 99 por cento da capacidade de retenção.

Foto: Barragem da Aguieira@facebook

De acordo com o portal Infoágua o volume hídrico desta barragem tem estado a subir desde quarta-feira, período em que estava com 72 por cento, tendo atingido a cota máxima (124,5 metros) esta manhã.

O que significa que a barragem vai ter de começar a libertar mais água do que a está a receber, sob risco de colapsar, mas que vai acrescentar mais volume ao leito do Mondego.
Cláudia Aguiar Rodrigues - Antena 1

Segundo o portal, existem 32 albufeiras nacionais - para controlo de cheias - acima dos 80 por cento da capacidade máxima de armazenamento.

Também sob alerta da Proteção Civil está uma nova subida do caudal do rio Tejo. Subida essa prevista para a próxima noite, devido à chuva persistente e à sobrecarga das barragens, quer em Portugal, quer em Espanha.

A Protecção Civil mantém o alerta vermelho no Tejo, e salienta que a situação exige a máxima atenção durante as próximas 48 horas.
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RTP /

Mais de 30 mil clientes da E-Redes sem energia

Na zona de maior impacto da depressão Kristian, às 08h00, estavam cerca de 25 mil clientes sem energia. No total, do território continental, devido às condições meteorológicas adversas, havia 33 mil clientes sem energia.
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Lusa /

Situação calma em novas freguesias de Coimbra com risco de cheia

As freguesias de São Silvestre, São Martinho de Árvore e São João do Campo, em Coimbra, passaram a estar em alerta face ao risco de cheia, mas a noite foi tranquila e a situação é, por agora, calma.

Na noite de quarta-feira, a Câmara de Coimbra decidiu avançar com uma nova zona de evacuação, que abrange as freguesias de São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore e Lamarosa, na zona noroeste do concelho, numa decisão que não resultou do rebentamento do dique da margem direita do Mondego, mas sobretudo do aumento do caudal do chamado rio velho, que passa junto àquelas localidades, explicou a presidente do município.

Dos contactos feitos junto dos três presidentes de Junta pela agência Lusa, até ao momento, percebeu-se que foi apenas necessário retirar duas pessoas desta zona -- uma mulher com mais de 90 anos e o filho, que moram na freguesia de São João do Campo.

"Os níveis da água têm subido gradualmente, mas ainda não estão a colocar em causa as casas", disse à Lusa o presidente da Junta de São João do Campo, Valter Santos.

Segundo o autarca, foi realizado um contacto porta-a-porta junto da população que estará mais em risco, mas "90% das pessoas quiseram ficar em casa, já que têm habitações com primeiro andar, o que lhes dá alguma estabilidade".

"Outras pessoas, por iniciativa própria, saíram para casas de familiares", contou, dando apenas nota do caso da mulher e filho que foram retirados para a Escola de São Silvestre, ponto de concentração e apoio definido para toda aquela zona.

O presidente da Junta de São João do Campo afirmou que o único ponto crítico na sua freguesia é uma série de casas "encostadas a 70 metros da vala de Ançã, com uma linha de água que vem de Portunhos [concelho de Cantanhede] e que é zona de leito de cheia".

Mesmo assim, as habitações estão a uma "distância relativa" da água, que tem subido "ligeiramente", notou, referindo que a situação, em São João do Campo, é "relativamente calma", mas com meios posicionados no local de prevenção.

Também em São Silvestre, a noite "foi tranquila", mantendo-se o trabalho de prevenção e de monitorização do caudal do rio, afirmou a presidente da junta, Fernanda Antunes.

Na margem direita, havendo mais área (povoada, sobretudo, por terrenos agrícolas) para a água do Mondego espraiar, o risco é, por agora, "bastante reduzido", explicou.

A situação está "calma e controlada", acrescentou.

Também na União de Freguesias de São Martinho de Árvore e Lamarosa não há motivos para sobressaltos, com o presidente da Junta, João Pimenta, a constatar que o nível da água voltou a subir, "mas nada de muito alarmante".

"Esperamos que o dia de hoje ajude. Por agora, a situação está controlada, com uma subida de água muito lenta", afirmou.

De acordo com o autarca, na sua freguesia, apenas uma família saiu de casa de forma preventiva para "uma casa de amigos".

"Há duas ou três famílias que podem ser retiradas, mas a água, até subir à casa dessas pessoas, dá-nos muito tempo para a evacuação", disse à Lusa João Pimenta, salientando que há uma grande distância entre a margem do rio e as habitações.

A nova zona de evacuação definida na quarta-feira surge após ter rebentado um dique naquele dia na margem direita do Mondego.

Na terça-feira, o município de Coimbra já tinha avançado com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).

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Peso da Régua
RTP /

Deslizamento de terras destrói reservatório de água da freguesia de Godim

Um novo deslizamento de terras no Peso da Régua destruiu o reservatório da freguesia de Godim com capacidade para 1200m3 de água.

Oito pessoas tiverem de ser retiradas das habitações. 
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Lusa /

Linhas de ligação entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz estão suprimidas

As linhas 220 e 221, que fazem ligações de autocarro entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, estão hoje suprimidas devido às consequências do mau tempo, informou a Câmara da Figueira da Foz.

A linha 220 liga diretamente Coimbra - Montemor-o-Velho - Figueira da Foz e vice-versa, enquanto a 221 inclui várias paragens, sendo ambas asseguradas pela empresa BUSWAY, no âmbito do serviço SIT Metropolitano.

A supressão destas linhas ficou a dever-se "à atual situação meteorológica e aos inúmeros condicionamentos de circulação rodoviária", justificou aquele município do distrito de Coimbra.

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Em Ereira
RTP /

Militares fazem ligação com populações isoladas

A RTP fez a ligação entre a aldeia de Ereira, que continua isolada, e Montemor-o-Velho a bordo de um veículo anfíbio dos Fuzileiros.

A bordo seguem também funcionários da Agência Portuguesa do Ambiente e habitantes da aldeia isolada.
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RTP /

Distrito de Aveiro com 58 estradas interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem hoje 58 vias interditas ou condicionadas, menos cinco do que na quarta-feira, devido sobretudo a inundações, com Águeda e Estarreja entre os concelhos mais afetados, informou a GNR.

De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:00, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 58 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso.

Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), da Rua Professor Dinis Pires (Travassô), da Estrada Municipal (EM) 230 (Eirol), da Praceta da Carapeteira (Assequins), da Rua do Passal (Espinhel), da Rua 5 de Outubro (Águeda), da Rua da Carapeteira (Águeda), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).

Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilometro 239, em Lamas do Vouga.

A circulação automóvel também está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.

Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja), a EN 2-1 (São João de Loure), a Rua do Jogo (Vale Maior) e a Estrada da Cambeia (Angeja), a devido a inundação. Está ainda condicionada a M533 em Ribeira de Fráguas, devido ao abatimento do piso.

Em Oliveira de Azeméis, indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação.

Em Ovar, a GNR dá conta da interdição da Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento, e da Rua de Baixo (Maceda), da Rua Estrada Nova (Maceda), da Rua Rio (Cortegaça), da Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e da Rua Francisco Farinhas (Válega), devido a inundação.

Em Estarreja, há várias ruas inundadas em Canelas (Rua da Estação, Rua General Artur Beirão e Estrada paralela à linha férrea - BIORIA), estando ainda interditas a Rua do Vale (Fermelã), a Rua do Feiro (Salreu), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã), Rua do Mato, (Salreu), a Rua de Santo Bárbara (Beduído) e a Rua dos Moinhos (Avanca).

Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Patronato São José (Bunheiro).

Em Aveiro, estão cortadas devido a inundação a EN230 (Eixo), a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia), a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém).

Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.
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RTP /

Autarca do Porto diz que se tem de pensar num modelo de desenvolvimento regional do país

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, numa entrevista à agência Lusa, diz que que "se há lição que devemos tirar todos, do que aconteceu no últimos dias em Leiria, é que temos de pensar num modelo de desenvolvimento regional para o país", para dar respostas mais rápidas a situações de emergência.

Pedro Duarte salienta que a nível local as tomadas de decisão políticas estão muito fragmentadas, apesar dos esforços os decisores políticos centrais.

O autarca do Porto fala na necessidade de liderança e decisão politica e nestes momentos – de emergência – “nota-se mais. “Falta legitimidade politica para haver uma liderança neste território”, sublinha.
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Lusa /

Associação Empresarial de Pombal alerta para "muitos postos de trabalho em risco"

O presidente da Associação Empresarial do Concelho de Pombal (AECP) alertou hoje para a existência de "muitos postos de trabalho em risco", dado haver empresas que não faturam desde o dia 28 de janeiro devido à depressão Kristin.

Em declarações à agência Lusa, Horácio Mota salientou que "todos foram afetados" pelo mau tempo, mas "existem centenas de microempresas e pequenas empresas, principalmente nas aldeias, pequenos comércios, pequenos serviços, pequenas indústrias, que estão há 15 dias sem luz", pelo que se encontram "gravemente afetadas".

"Temos contactado os nossos associados, mas é muito difícil porque eles nem sequer têm comunicações", disse Horácio Mota, salientando que "há muitos postos de trabalho em risco" e as atividades comercial e industrial vão "ter muitas dificuldades" para reiniciar.

Para o empresário, este "pequeno grande setor de atividade que está nas aldeias está a ser muito afetado e muito esquecido".

O presidente da associação considerou que a depressão Kristin provocou "uma situação mesmo de calamidade" no tecido económico daquele concelho do distrito de Leiria.

Sobre os apoios anunciados pelo Governo, Horácio Mota antecipou que se não chegarem, entretanto, "muitas empresas não vão conseguir voltar a ter atividade, porque há 15 dias que não faturam".

"Existem apoios que, na minha modesta opinião, até são robustos", afirmou, concretizando com os do Instituto do Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, e acrescentando "as linhas de crédito, que são boas, têm uma taxa de juro baixa".

Contudo, "vai criar dívida em empresas que estão com muitas dificuldades", lamentou, defendendo que tem de haver "um contrabalanço também com algumas medidas a fundo perdido para ajudar estas empresas, no mínimo dos mínimos, para pagar os alugueres dos geradores e para pagar o gasóleo, e outras despesas que tiveram com a reconstrução das suas instalações".

"Mas eu vejo um cenário muito caótico no futuro, acrescentou Horário Mota.

A Associação Empresarial do Concelho de Pombal tem 580 associados.

Já num comunicado enviado à agência Lusa na quarta-feira, a AECP adiantou que, "passados vários dias sobre a tempestade Kristin, dezenas ou mesmo centenas de empresas continuam sem fornecimento de energia elétrica e comunicações, uma `negligência` que ameaça o encerramento definitivo de unidades produtivas e a destruição de centenas de postos de trabalho".

Citado na nota, Horácio Mota classificou a resposta das entidades competentes como "insuficiente e desajustada da realidade".

"Estamos perante uma catástrofe económica silenciosa", avisou a AECP, que exigiu o restabelecimento imediato da rede elétrica em todas as aldeias do concelho, esclarecimentos públicos por parte da E-Redes sobre o cronograma real de intervenção e "intervenção assertiva e forte do Governo para a reposição da normalidade".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

Descargas nas barragens podem ter influência no caudal do Sado

Em Alcácer do Sal teme-se que as descargas das barragens possam ter afluência no caudal do rio Sado.

Tiago Bugio, comandante da Proteção Civil do Alentejo, alertou para os “próximos dias podem ser de muita precipitação” e com a “descarga da barragem Monte da Rocha” cria alguma “preocupação acrescida”.

Há oito barragens a descarregar controladamente para o Sado.

Várias localidades podem ser afetadas pelas descargas das barragens.
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RTP /

Deslizamentos de terras em Porto Brandão atingem várias habitações

Em Porto Brandão, no concelho de Almada, novos deslizamentos de terras atingiram várias habitações sem provocar vítimas.
Cerca de 400 pessoas foram retiradas da localidade que não tem energia.
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RTP /

Autarquia preocupada com ponte de Valmaior, concelho de Albergaria-a-Velha

Em Albergaria-a-Velha, apesar do caudal do rio Vouga ter diminuído, existe ainda muitas preocupações devido às descargas das barragens espanholas.

O presidente da câmara de Albergaria-a-Velha, José Carlos Coelho, deu conta à Antena 1 que agora estão a fazer trabalho de prevenção, na retirada de material flutuante que vem nas águas do Vouga e que se acumula na ponte em Valmaior. 

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Lusa /

Mondego em situação de risco com barragem da Aguieira a 99%

A bacia do Mondego era, às 08h00, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.

Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08h00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.

O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.

À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava -- embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.

Na bacia do Mondego, continuava em situação de risco (nível vermelho, o mais grave) a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, com 4,23 metros. Em situação de alerta (nível amarelo) mantinham-se a ponte da Conraria, no rio Ceira (que recebe água do rio Dueça antes de entrar no Mondego), com um caudal superior aos 435 m3/s, e a ponte do Cabouco, mais a montante no mesmo rio, com um caudal acima dos 206 m3/s.

À mesma hora, o caudal na Ponte-Açude de Coimbra situava-se nos 1.982 m3/s, abaixo dos 2.105 m3/s do final da tarde de quarta-feira -- quando a margem direita do Mondego cedeu junto a Casais, Coimbra, levando, nessa noite, a um aluimento de terras que destruiu parte do piso da autoestrada 1(A1) e consequente encerramento daquela via.

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Carlos Santos Neves - RTP /

Debate quinzenal com Montenegro volta a ser adiado para 19 de fevereiro

Na base do novo requerimento do Governo esteve o agravamento do quadro meteorológico na Região Centro.

Pedro A. Pina - RTP

O Governo e os grupos parlamentares alcançaram esta quinta-feira um consenso tendo em vista novo adiamento do debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro. A data da sessão plenária é agora empurrada para 19 de fevereiro.

O Executivo de Luís Montenegro havia requerido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, novo adiamento, invocando o agravamento do quadro das intempéries na Região Centro. Aguiar-Branco encetou então uma ronda de consultas às bancadas parlamentares.A redefinição da data do debate quinzenal impõe a unanimidade entre os partidos com assento na Assembleia da República.


Fontes parlamentares, citadas pela agência Lusa, adiantam que houve consenso no sentido de reagendar o debate para a próxima quinta-feira, a partir das 15h00.

O PS havia sinalizado a disponibilidade para aceitar o pedido do Governo, exigindo, todavia, a garantia de que o debate ocorresse a 19 ou 20 de fevereiro.

Por seu turno, em conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, sustentou que o debate em torno da crise climática deveria já ter ocorrido na semana passada. Mas resssalvou que os comunistas não fariam "finca-pé" face ao pedido de adiamento.O debate quinzenal fora já adiado, uma primeira vez, para sexta-feira às 10h00. Decisão que permitiu que o primeiro-ministro se deslocasse às zonas do Mondego atingidas pelas inundações, a par do presidente da República.


O Governo argumenta que, em Coimbra, há milhares de pessoas desalojadas, invocando também o corte da Autoestrada do Norte.

c/ Lusa

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Alerta da Proteção civil
RTP /

Tejo sobe durante a noite e próximas 48 horas exigem máxima atenção

O caudal do rio Tejo voltou a subir durante a noite em Almourol, ultrapassando os 6.000 m3/s, e poderá aproximar-se hoje dos 7.000, mantendo-se o alerta vermelho e a exigência de máxima atenção nas próximas 48 horas.

"Os caudais foram aumentando durante a noite e neste momento o total que está a ser descarregado pelas três barragens a montante da estação de Almourol é de 6.500 metros cúbicos por segundo (m3/s) e, neste momento, no Almourol estão a passar qualquer coisa como 6.200 metros cúbicos por segundo", disse à Lusa, às 09h00, o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato.

"É expectável que continue aqui a subir um pouco, não para os números que tivemos na passada semana, mas números muito aproximados desse dia", acrescentou, tendo apontado a chuva persistente e as barragens, em Portugal e Espanha, "muito carregadas", como fatores de causa.

Às 07h00, a estação hidrométrica de Almourol registava um caudal de 6.114,45 m3/s, acima dos 4.836,61 m3/s medidos à mesma hora da manhã de quarta-feira, refletindo o aumento verificado nas últimas horas.

De acordo com a informação operacional disponibilizada durante a manhã, as descargas nas barragens a montante ascendiam a 1.125 m3/s em Castelo de Bode, 496 m3/s em Pracana e 4.786 m3/s em Fratel, num total de 6.407 m3/s, valores que ainda não estavam integralmente refletidos na medição em Almourol devido ao desfasamento temporal da propagação da água no rio.

O valor máximo registado nesta cheia ocorreu no dia 5 de fevereiro, quando o caudal atingiu cerca de 8.600 m3/s.

Embora as autoridades não antecipem que esse pico seja igualado, admitem que os valores possam ficar próximos dos máximos registados naquele dia.
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RTP /

Mau tempo. Amarante-Académica adiado para nova data a definir

O encontro da fase de apuramento da Liga 3 entre Amarante e Académica, marcado para o próximo domingo, foi adiado para data ainda a definir.

Francisco Graça - RTP

O mau tempo e os condicionamentos na circulação voltam a abanar o calendário desportivo. O duelo entre Amarante e Académica, a contar para a segunda jornada da fase de apuramento do campeão da Liga 3 foi adiado.

A informação foi inicialmente avançada pela equipa da casa.O Amarante, que saiu derrotado do encontro frente ao Varzim, primeiro classificado com três pontos, recebia este domingo o emblema de Coimbra, na segunda posição da tabela.

O clube de Amarante manifestou “profunda solidariedade à população de Coimbra e à comunidade da Académica”, afetadas pelos estragos causados pelo mau tempo.

Nas redes sociais, a Académica também comunicou o adiamento do jogo, “para data a definir assim que possível”.

“A segurança e o bem-estar da nossa comunidade são, neste momento, a prioridade”
, lê-se na curta nota de agradecimento à Federação Portuguesa de Futebol, ao Amarante e às autoridades pela “compreensão, solidariedade e disponibilidade”, divulgada pelos estudantes.

Mais cedo no mesmo dia, a Académica já havia cancelado todos os treinos dos escalões de formação. Tal como o Sourense, da vila de Soure, em Coimbra, o clube da Liga 3 anunciou que não há previsão de regresso ao calendário habitual.

"Com a consciência de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, informamos que a nossa academia está a ser afetada pela intempérie que tem assolado a região centro e a nossa cidade. Estamos em contacto com as autoridades, sendo que os treinos estão cancelados, e os atletas recolhidos noutro espaço", explicou.

A região Centro tem sido das mais afetadas pelas tempestades que têm assolado Portugal. A destruição de casas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, as cheias e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
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Amarante
RTP /

Situação mais controlada após momento de preocupação

Pelas 19h00 de quarta-feira, a água subiu em Amarante, causando alguns estragos, como constatou a equipa de reportagem da RTP. Esta manhã, o quadro mostrava-se mais tranquilo.
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Balanço da noite
RTP /

Proteção civil sem registo de ocorrências significativas

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, entre as 0h00 e as 8h00, 20 ocorrências sem relevância relativas à situação meteorológica. A região de Coimbra continua em situação estável.

"Tivemos uma noite muito calma, sem registo de ocorrências significativas. Apenas 20 ocorrências em todo o território do continente, sobretudo relacionadas com inundações e pequenos deslizamentos, sem gravidade e resolvidas", adiantou José Costa, da ANEPC, em declarações à agência Lusa.

O quadro em Coimbra, onde ruiu parte da A1, após o rebentamento de um dos diques do Mondego, "não melhorou nem piorou. Está estável. A situação está a ser monitorizada e avaliada pelas entidades".

Recorde-se que A Autoestrada do Norte foi cortada ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.
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Lusa /

Psicólogo de Leiria lança livro que ensina a lidar com o medo das crianças

 A experiência do psicólogo Ricardo Cardoso com os filhos na noite da depressão Kristin em Leiria levou-o a lançar "O vento barulhento", livro que ajuda educadores a lidar com o medo das crianças em contexto de perigo.

O ebook infantil, ilustrado com auxílio da Inteligência Artificial, é disponibilizado gratuitamente online a partir de hoje, como ferramenta para auxiliar crianças a compreender, expressar e regular o medo após situações reais de perigo, contou à agência Lusa o autor.

"Este livro surge depois destes acontecimentos na zona Centro, e principalmente em Leiria, e de uma vivência pessoal naquela noite de dia 28 [de janeiro]", explicou.

Psicólogo especializado em gestão de emoções, Ricardo Cardoso sentiu necessidade de, sobretudo com o filho mais velho, de cinco anos, "transmitir-lhe como o medo é amigo", decidindo, também, ajudar outros pais no mesmo processo.

"O medo, de facto, é nosso amigo, porque nos avisa do perigo - e não tem mal nenhum termos medo. Pelo contrário, é muito importante ensinarmos os nossos filhos que quando os pensamentos do medo estão na nossa cabeça, é bom dizê-los, para nós, adultos, podermos regular essa emoção".

"O vento barulhento" surgiu, assim, da vivência naquela noite, e "depois o acordar, de facto, com o caos que estava instalado na cidade de Leiria".

Com o ebook, o psicólogo procura desmistificar a catástrofe.

"Ok, é uma coisa terrível, é uma catástrofe, mas isto não acontece sempre. E destas coisas todos nós poderemos tirar coisas boas, como no final do livro", em que a criança, João, acaba por seguir uma profissão, destas que andam aqui a ajudar, no caso, "ele escolheu ser bombeiro".

Além dos próprios filhos e de outros pais, Ricardo Cardoso espera que "O vento barulhento" sirva também a outros educadores.

"Fala-se muito em inteligência emocional, mas a educação emocional ainda está pouco explorada e o contexto escolar é ótimo para explorar isto. É muito importante os educadores e professores terem ferramentas para explorar questões como o medo de uma forma não só lúdica, mas também com conceito científico, do que é realmente a gestão das emoções".

O episódio de calamidade vivida em muitas zonas do Centro do país poderá ter consequências entre crianças, acredita o psicólogo.

"Sinto que o livro consegue desmistificar um bocadinho isso: o que é o medo e o que vai ser o medo daqui a uns tempos".

Mesmo não sendo possível prever a extensão das marcas deixadas, a literatura científica aponta para "daqui a três meses poder começar a sintomatologia do stress pós-traumático".

"Muitos de nós já vivemos isso, no mínimo quando ouvimos o vento e ficamos assustados. As crianças poderão passar por isso. E, aí sim, é muito importante a intervenção e esta história acaba por ajudar um bocadinho nisso".

Em caso de sintomas mais sérios de transtorno, "que já sejam patológicos", o psicólogo alerta que pais e escolas "têm de pedir a intervenção dos gabinetes de psicologia e dos psicólogos".

O livro "O vento barulhento" foi enviado para todos os agrupamentos de escolas de Leiria e, a partir de hoje, é disponibilizado gratuitamente para `download` em www.mental4kids.pt, na página na internet da Mental4kids, parceira da edição, projeto que se dedica à promoção da saúde mental e do neurodesenvolvimento das crianças.

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Antena 1 /

Viaduto da A1 em Coimbra colapsou após rebentamento de dique no Mondego

A auto-estrada que liga Lisboa ao Porto está cortada na região de Coimbra devido ao colapso de um talude que se localizava por cima do rio Mondego. A causa está relacionada com o rebentamento de um dique, neste mesmo local, que pressionado pela água o talude que sustentava a plataforma da A1, cedeu.

RTP

As autoridades já estavam à alerta. Cinco horas depois do dique do Mondego ter colapsado na zona dos casais, em Coimbra, a plataforma da auto-estrada, ao quilometro 191, não aguentou e caiu.
O presidente da Brisa António Pires de Lima deslocou-se ao local e explicou o que tinha acontecido. Pires de Lima refere também que, para já avançam operações de enrocamento na zona para evitar uma degradação ainda maior na zona da auto-estrada que abateu.
A auto-estrada já estava bloqueada ao trânsito nesta zona - entre Coimbra-norte e Coimbra-sul - desde o fim da tarde, pois o risco já tinha sido detetado.

Estão no local equipas de engenharia e da Proteção Civil a avaliar a estabilidade de toda esta área, e ainda existe riscos de novos abatimentos na própria auto-estrada, e é preciso agora avaliar o lado contrário ao troço que colapsou.

O presidente da Brisa garantiu que o viaduto da auto-estrada, após a zona de rotura, não está em risco e garantiu que as inspeções estavam todas em dia: a última há cerca de quatro meses.

Para já não há previsão para a reabertura deste troço da auto-estrada, sendo que nem o presidente da brisa, nem o ministro das Infraestruturas se comprometeram com prazos para que a A1 volte a estar completa e a funcionar .
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Momento-Chave
Queda de barreira
RTP /

Circulação interrompida na Linha do Leste

A circulação ferroviária na Linha do Leste, entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, encontrava-se interrompida, pelas 8h00, por causa da queda de uma barreira.

Em comunicado, a CP adianta que, devido ao mau tempo, continua suspensa a Linha da Beira Baixa, efetuando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Ainda segundo a empresa, na Linha do Norte não se prevê qualquer comboio de longo curso. Realizam-se somente os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

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Alenquer
RTP /

Caudal de afluente do Tejo "a voltar ao normal"

Durante a noite foram poucas as ocorrências em Alenquer, contou esta manhã a equipa de reportagem da RTP no local.
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Ponte de Casais
RTP /

Trabalhos na A1 em Coimbra devem arrancar nas próximas horas

A equipa de reportagem da RTP no local mostrou, pouco antes das 8h00, o estado dos pilares do viaduto que ruiu parcialmente durante a noite, após o rebentamento de um dique do Rio Mondego.
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"Uma noite calma"
RTP /

"Situação está estável" em Coimbra

A situação em Coimbra mantinha-se, pelas 7h00, "estável", na sequência do rebentamento do dique para a margem direita do Rio Mondego e do subsequente colapso de um viaduto da A1.

"Foi uma noite calma. A situação está estável e não houve necessidade de deslocar mais pessoas durante a noite", sintetizou fonte do Comando Sub-Regional da Proteção Civil da Região de Coimbra, citada pela agência Lusa.

Recorde-se que a Autoestrada do Norte foi cortada em ambos os sentidos, ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul.
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Lusa /

A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais

O trânsito na A5 reabriu às 6h27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.

José Coelho - Lusa (arquivo)

O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa - Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19h20 de quarta-feira.

Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.

"Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude", indicou.

De acordo com a GNR, às 6h30 o "trânsito estava a fluir".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A 16ª vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Ponto de situação
RTP /

Primeiros trabalhos de reparação na A1 em Coimbra

  • Prevê-se que comecem esta quinta-feira os primeiros trabalhos na A1, em Coimbra, no viaduto que ruiu. Mas a reposição da circulação deverá demorar algumas semanas. O rebentamento do dique da Ponte dos Casais, no Rio Mondego, provocou o colapso. O trânsito está cortado nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e Coimbra Sul;


  • A Brisa sugere aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da Autoestrada do Norte no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou do IC2;


  • O ministro das Infraestruturas esteve durante a última madrugada na A1 com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra e o presidente executivo da Brisa a acompanhar a situação. Miguel Pinto Luz afirmou que não há riscos acrescidos para os utentes da Autoestrada do Norte;


  • Há outra estrada cortada em Coimbra. A circulação na Nacional 111 está interrompida entre Tentugal e Lamarosa;


  • A circulação dos comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte foi suspensa e, ao início da manhã, não havia ainda hora prevista para retomar a circulação ferroviária. Apesar destas restrições, há serviços regionais da Linha do Norte em funcionamento, entre o Entroncamento e Soure, Coimbra, Aveiro e Porto e entre Tomar e Lisboa;


  • Uma automotora descarrilou, na última noite, na Linha do Leste, na zona da Bemposta, concelho de Abrantes - incidente que não causou feridos, segundo fonte da Proteção Civil citada pela agência Lusa;


  • Os próximos dois dias deverão ainda ser de chuva, em especial nas regiões Norte e Centro. Para esta quinta-feira, todavia, espera-se uma melhoria do estado do tempo, que deverá voltar a piorar na sexta-feira. O quadro meteorológico deve melhorar no fim de semana;


  • O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se deslocou a Coimbra com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admite que a situação é desgastante, mas garante que todos os recursos estão a ser usados para tentar "vencer a natureza";


  • O primeiro-ministro admitiu que outros diques possam colapsar nas próximas horas;


  • Entretanto, sabe-se há uma nova depressão a ganhar forma. Chama-se Oriana, mas não vai afetar Portugal de forma direta. Ainda assim, vai acarretar chuva e vento forte de norte a sul do país;


  • O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê chuva mais forte a partir do fim da tarde desta quinta-feira e vento forte nas terras altas e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro. As rajadas de vento podem chegar aos 80 quilémetros por hora;


  • O presidente da República deu posse aos mesmos secretários de Estado da Administração Interna. Mantêm-se nos cargos Paulo Simões, secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil. Os lugares haviam sido automaticamente exonerados com a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral.


  • Dezasseis pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território continental. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas pela sucessão de intempéries. A situação de calamidade vigora até domingo para 68 concelhos.
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RTP /

Ruiu parte do pavimento da autoestrada A1

Parte da autoestrada do Norte abateu junto ao Rio Mondego.

Foto: imagem cedida à RTP

A zona que ruiu já estava fechada ao trânsito nos dois sentidos, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique no Mondego.

O pavimento que cedeu está na zona do dique que rebentou ao final da tarde desta quarta-feira. O troço localiza-se no quilómetro 191,2 no sentido Norte-Sul.

A informação foi confirmada à RTP pela Proteção Civil.

De acordo com indicação da GNR, a principal alternativa rodoviária é o Itinerário Complementar 2 (IC2).

O ministro das infraestruturas, Miguel Pinto Luz, em entrevista à RTP já esta noite, explicou que o troço se encontrava já "cortado desde as 17H30 e que o LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] se encontra há vários dias a monitorizar toda aquela estrutura".

Para deixar "uma mensagem de tranquilidade", Pinto Luz, enquanto se deslocava para o local que ruiu, sublinhou que o Governo "não abdica da segurança dos portugueses".

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RTP /

Diques. O que são e para que servem

Apesar da gestão de cheias controladas, nas últimas semanas já rebentou um dique, como aconteceu em 2001 e em 2019.

Foto: Paulo Cunha - Lusa

Saiba que contenções são estas e porque é que os diques são tão importantes como salvaguarda de cheias. E também quais as implicações em caso de colapso.
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RTP /

PR e PM garantem. "Tudo o que é possível está a ser feito" no Mondego

Primeiro-ministro e presidente da República garantem que tudo está a ser feito para conter o Mondego.

Foto: Paulo Novais - Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa avisa que um terço do país já foi afetado pelo mau tempo.

Luís Montenegro garante que ninguém vai ficar para trás.
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RTP /

Vouga transbordou e obrigou à retirada de uma dezena de pessoas em Albergaria-A-Velha

Além das inundações há perigo de derrocadas. Em Águeda, só a margem esquerda do rio galgou. O lado direto do Rio Águeda tem um sistema de drenagem único e que é dado como um exemplo no país.

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RTP /

Milhares de derrocadas fazem estragos no norte de Portugal

As chuvas intensas e persistentes têm provocado milhares de derrocadas no norte do pais.

Foto: Pedro Sarmento Costa - Lusa

Dezenas de pessoas tiveram de sair de casa. Há muitos terrenos agrícolas destruídos e estradas cortadas.
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RTP /

Risco de derrocadas em Porto Brandão e Costa de Caparica

Em Almada, a autarquia ordenou a evacuação de emergência em Porto Brandão. Há risco de derrocada nas arribas.

Foto: Filipe Amorim - Lusa

Na Costa de Caparica, desde o início das tempestades, foram desalojadas já cerca de 100 pessoas
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