Número um do grupo Lusófona evita "conjeturas" sobre mortes no Meco


O presidente do conselho de administração do grupo Lusófona alegou esta terça-feira que a cúpula da Universidade onde estudavam os seis jovens que morreram em dezembro na Praia do Meco não tem “relação nenhuma” com o Conselho Oficial de Praxe Académica. E rejeitou que esteja a faltar apoio da instituição às famílias das vítimas, queixando-se do que considera serem “notícias distorcidas”. Entrevistado no Telejornal, Manuel Damásio não quis ir além da “versão da Polícia Marítima”, rejeitando “especulações” ou “conjeturas”. Quanto a eventuais resultados do inquérito interno em curso, nada quis adiantar.

RTP /
Rui Minderico, Lusa

Na mesma entrevista à RTP, Manuel Damásio procurou afiançar que a direção da Universidade Lusófona não teve “nenhuma relação com o que aconteceu no Meco”. E que nada sabia sobre o aluguer de uma casa por alunos da instituição naquele local.

Questionado sobre o tempo que mediou entre a notícia do desaparecimento dos seis estudantes e a abertura de um inquérito interno na Lusófona, o administrador argumentou que a Universidade entendeu esperar pelo desfecho das operações de busca. Admitiu, por outro lado, que a decisão de pôr em marcha o processo de inquérito não foi alheia às “perguntas da comunicação social”.

Aparentemente avesso a qualquer reforço da regulamentação na letra da lei, Manuel Damásio assinalou que a Universidade Lusófona “nunca teve o mais pequeno problema com as praxes académicas”. “Portanto, nem estávamos muito preocupados com isso”, confessou.
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