País
"Nunca poderia concordar". Ministra do Ambiente não foi informada de nomeação de enfermeiro para coordenar renováveis
O gabinete da ministra reagiu esta sexta-feira à nomeação de um enfermeiro para coordenador de uma estrutura de missão de energias renováveis. No mesmo dia, o enfermeiro demitiu-se do cargo.
A ministra do Ambiente e Energia não foi informada da designação do enfermeiro Fábio Teixeira para coordenador da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER), tendo tomado conhecimento da nomeação apenas através da comunicação social. O enfermeiro demitiu-se do cargo menos de uma semana após a polémica nomeação.
À agência Lusa, uma fonte oficial do gabinete de Maria da Graça Carvalho garantiu que a ministra, "sendo professora e investigadora na área da Energia, nunca poderia concordar com a designação para uma estrutura tão especializada, específica e vital como a EMER, de um profissional que não fosse da área".
Em causa está um despacho assinado pelo presidente da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030), Manuel Nina, para quem o licenciado em enfermagem apresenta currículo académico e profissional que "evidencia o perfil adequado e demonstrativo da aptidão e experiência profissional necessárias para o desempenho das funções".
Entretanto, menos de uma semana após a sua nomeação, o enfermeiro Fábio Teixeira demitiu-se do cargo, tendo o pedido de exoneração sido aceite pelo presidente da EMER 2030.
"Aceitei hoje o pedido de exoneração apresentado por Fábio Alves Teixeira do cargo de Coordenador da EMER2030. Agradeço a disponibilidade manifestada para o exercício das funções e o sentido de responsabilidade demonstrado, desejando a Fábio Alves Teixeira os maiores sucessos pessoais e profissionais", disse Nina em declarações à Lusa.
Na quarta-feira, o presidente da estrutura tinha justificado a nomeação dizendo que esta cumpria os critérios legais e técnicos e destacando a experiência de Fábio Teixeira em gestão de projetos e procedimentos. A nomeação gerou polémica pelo facto de o responsável não ter experiência profissional nas áreas de ambiente, sustentabilidade ou energias renováveis.
A nota curricular associada ao despacho indica que Fábio Teixeira é licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem do Porto desde 2018, com pós-graduação em Gestão de Projetos pela Porto Business School e certificações profissionais em gestão de projetos (PMP) e metodologias ágeis (CSPO).
O percurso profissional de Fábio Teixeira inclui funções como gestor de projetos em consultoria tecnológica, com desenvolvimento e implementação de software, bem como cargos em gabinetes governamentais, onde exerceu assessoria técnica e acompanhamento de projetos, nomeadamente no gabinete da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
O coordenador interno iria ter como funções a gestão da estrutura, incluindo acompanhamento de procedimentos concursais, gestão financeira e contratação pública. Em comunicado na quinta-feira, a Ordem dos Engenheiros manifestou "perplexidade" perante a nomeação de Fábio Teixeira e pediu a "reavaliação imediata dos critérios" que sustentaram a nomeação para a coordenação da EMER 2030.
A EMER, criada em março de 2024, tem como missão agilizar os processos de concretização dos projetos de energias renováveis inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, segundo a ministra do Ambiente e Energia, será extinta no final deste ano, após concluir as tarefas previstas.
Questionado na quarta-feira pela Lusa, o Ministério do Ambiente e Energia tinha indicado que a gestão interna da estrutura, incluindo o reforço de equipas, é da responsabilidade exclusiva do presidente da EMER, salientando ainda que os trabalhos se encontram numa fase avançada, com projetos como a implementação do balcão único de licenciamento, o estudo de transposição da diretiva RED III sobre zonas de aceleração de energias renováveis e o desenvolvimento de ferramentas de apoio ao licenciamento municipal.
c/ Lusa
À agência Lusa, uma fonte oficial do gabinete de Maria da Graça Carvalho garantiu que a ministra, "sendo professora e investigadora na área da Energia, nunca poderia concordar com a designação para uma estrutura tão especializada, específica e vital como a EMER, de um profissional que não fosse da área".
Em causa está um despacho assinado pelo presidente da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030), Manuel Nina, para quem o licenciado em enfermagem apresenta currículo académico e profissional que "evidencia o perfil adequado e demonstrativo da aptidão e experiência profissional necessárias para o desempenho das funções".
Entretanto, menos de uma semana após a sua nomeação, o enfermeiro Fábio Teixeira demitiu-se do cargo, tendo o pedido de exoneração sido aceite pelo presidente da EMER 2030.
"Aceitei hoje o pedido de exoneração apresentado por Fábio Alves Teixeira do cargo de Coordenador da EMER2030. Agradeço a disponibilidade manifestada para o exercício das funções e o sentido de responsabilidade demonstrado, desejando a Fábio Alves Teixeira os maiores sucessos pessoais e profissionais", disse Nina em declarações à Lusa.
Na quarta-feira, o presidente da estrutura tinha justificado a nomeação dizendo que esta cumpria os critérios legais e técnicos e destacando a experiência de Fábio Teixeira em gestão de projetos e procedimentos. A nomeação gerou polémica pelo facto de o responsável não ter experiência profissional nas áreas de ambiente, sustentabilidade ou energias renováveis.
A nota curricular associada ao despacho indica que Fábio Teixeira é licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem do Porto desde 2018, com pós-graduação em Gestão de Projetos pela Porto Business School e certificações profissionais em gestão de projetos (PMP) e metodologias ágeis (CSPO).
O percurso profissional de Fábio Teixeira inclui funções como gestor de projetos em consultoria tecnológica, com desenvolvimento e implementação de software, bem como cargos em gabinetes governamentais, onde exerceu assessoria técnica e acompanhamento de projetos, nomeadamente no gabinete da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
O coordenador interno iria ter como funções a gestão da estrutura, incluindo acompanhamento de procedimentos concursais, gestão financeira e contratação pública. Em comunicado na quinta-feira, a Ordem dos Engenheiros manifestou "perplexidade" perante a nomeação de Fábio Teixeira e pediu a "reavaliação imediata dos critérios" que sustentaram a nomeação para a coordenação da EMER 2030.
A EMER, criada em março de 2024, tem como missão agilizar os processos de concretização dos projetos de energias renováveis inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, segundo a ministra do Ambiente e Energia, será extinta no final deste ano, após concluir as tarefas previstas.
Questionado na quarta-feira pela Lusa, o Ministério do Ambiente e Energia tinha indicado que a gestão interna da estrutura, incluindo o reforço de equipas, é da responsabilidade exclusiva do presidente da EMER, salientando ainda que os trabalhos se encontram numa fase avançada, com projetos como a implementação do balcão único de licenciamento, o estudo de transposição da diretiva RED III sobre zonas de aceleração de energias renováveis e o desenvolvimento de ferramentas de apoio ao licenciamento municipal.
c/ Lusa