Operação "Rigor Mortis". Santa Maria promete "correção de situações menos regulares"
A PJ levou a cabo dez buscas domiciliárias e uma outra na casa mortuária do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Em causa estão "fortes suspeitas" do crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem.
O presidente da ULS de Santa Maria, Carlos Martins, afiançou esta quinta-feira estar a colaborar com as autoridades, depois de uma investigação da Polícia Judiciária ter conduzido a buscas nas instalações da casa mortuária do maior hospital do país.Em simultâneo, a unidade está a averiguar internamente se existem situações "menos regulares".
Foi na sequência da inauguração, por parte da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital de Santa Maria que o presidente da ULS reagiu às diligências da polícia de investigação criminal.
Carlos Martins sublinhou estar a aguardar as conclusões.
A Judiciária adiantou, em comunicado, que a Operação "Rigor Mortis" assentou na denúncia de que "funcionários da casa mortuária recebiam contrapartidas monetárias, pagas por diversas agências funerárias, para prepararem os corpos de pessoas falecidas em meio hospitalar, permitindo, dessa forma, que o levantamento dos corpos fosse efetuado de forma mais célere".
O presidente da ULS de Santa Maria garantiu desconhecer a origem da denúncia, para acrescentar que houve já medidas "de correção de algumas situações menos regulares".
A intervenção da Polícia Judiciária, precisou o responsável, teve lugar às 7h00 e terminou ao final da manhã.
"Às 8h00 reuni com quem tinha de reunir internamente para tentar perceber algumas situações e vou continuar a acompanhá-las, numa tentativa de verificar internamente se há algo que deva ser corrigido, ou alguma situação que mereça da nossa parte alguma decisão", completou.
c/ Lusa