País
Operação Tutti Frutti. Procuradora-Geral da República designa equipa exclusiva
A Procuradora-Geral da República designou uma equipa que vai trabalhar em exclusividade para concluir, com celeridade, o inquérito da Operação Tutti-Frutti.
Em causa está a investigação que visa autarcas e políticos do PS e do PSD e envolve Juntas de Freguesia de Lisboa e várias Câmaras Municipais. O inquérito tem 38 volumes processuais e 72 apensos com perto de 600 volumes.
A equipa é composta por cinco magistrados do Ministério Público e cinco inspetores da Polícia Judiciária, apoiados por um especialista de perícia científica que tratará das pesquisas informáticas. Foi declarada a excecional complexidade do processo.
"Aliadas ao tempo decorrido, ao volume do processo e ao acervo
documental objeto de análise, impuseram a adoção de tais medidas visando
a célere conclusão da investigação, de modo integrado e coordenado, com
reforço da capacidade e da eficácia de resposta", precisa o comunicado.
A PGR defende que o inquérito trata factos de grande sensibilidade e evidente repercussão social que impuseram a adoção destas medidas.
"O inquérito tem por objeto factualidade de grande sensibilidade e evidente repercussão social, avultando atecnicidade da matéria, a natureza e volume das diligências já realizadas e das que importará ainda realizar e a qualidade e funções das pessoas visadas, tendo sido declarada a sua excecional complexidade", pode ler-se na nota enviada à comunicação social.
A PGR indica ainda que está previsto que ocorra, no fim deste ano, uma reavaliação da situação, sobretudo relacionada com o desenvolvimento da investigação, diligências realizadas e as que ainda devem serem realizar e prazo previsível para o encerramento do inquérito, bem como adequação dos meios, humanos e técnicos alocados à investigação.
Em causa está uma investigação iniciada em 2016 e divulgada em 2018 sobre alegados favorecimentos de dirigentes políticos a militantes do PSD e do PS, envolvendo juntas de freguesia de Lisboa e a câmara municipal da capital.
Em maio, uma reportagem da TVI/CNN denunciou uma alegada troca de favores entre PS e PSD na preparação das listas para as eleições autárquicas de 2017, de forma a garantir a manutenção de certas freguesias lisboetas.
De acordo com a TVI/CNN, que cita uma investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, Medina é suspeito em processos que remontam ao tempo em que era presidente da Câmara de Lisboa, incluindo o caso 'Tutti Frutti'. Em causa estão alegados crimes de corrupção, abuso de poder e uso ilícito de cargo político, entre outros.
A notícia adianta ainda que há dezenas de escutas e centenas de e-mails que envolvem não só o atual ministro das Finanças, mas também o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, na altura número dois de Medina na câmara de Lisboa.
Os dois ministros negaram ter sido ouvidos pelo Ministério Público no âmbito destas suspeitas.
Em causa está uma investigação iniciada em 2016 e divulgada em 2018 sobre alegados favorecimentos de dirigentes políticos a militantes do PSD e do PS, envolvendo juntas de freguesia de Lisboa e a câmara municipal da capital.
Em maio, uma reportagem da TVI/CNN denunciou uma alegada troca de favores entre PS e PSD na preparação das listas para as eleições autárquicas de 2017, de forma a garantir a manutenção de certas freguesias lisboetas.
De acordo com a TVI/CNN, que cita uma investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, Medina é suspeito em processos que remontam ao tempo em que era presidente da Câmara de Lisboa, incluindo o caso 'Tutti Frutti'. Em causa estão alegados crimes de corrupção, abuso de poder e uso ilícito de cargo político, entre outros.
A notícia adianta ainda que há dezenas de escutas e centenas de e-mails que envolvem não só o atual ministro das Finanças, mas também o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, na altura número dois de Medina na câmara de Lisboa.
Os dois ministros negaram ter sido ouvidos pelo Ministério Público no âmbito destas suspeitas.
c/ Lusa