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Operação Vortex. Miguel Reis e Pinto Moreira terão recebido milhares de euros
A RTP apurou que os indícios recolhidos pela PJ durante a investigação da Operação Vortex apontam para o pagamento de vários milhares de euros a Miguel Reis, até agora autarca de Espinho, e a Pinto Moreira, anterior presidente da Câmara. Os indícios estão sustentados em escutas telefónicas a Francisco Pessegueiro, CEO da empresa Pessegueiro.
Nas escutas, em março de 2022, Francisco Pessegueiro contou à mãe que "tinha de pagar 50 mil euros a Pinto Moreira por um negócio antigo".
A RTP apurou que os 50 mil euros teriam de ser pagos pelo licenciamento do espaço "empreendimento 32" e pelo auxílio que o ex-presidente da Câmara tinha dado no projeto de construção de um lar. O atual deputado do PSD foi informado dos indícios recolhidos aquando das buscas.
No caso de Miguel Reis, consta do inquérito uma reunião com outro dos detidos, o empresário Paulo Malafaia, que decorreu na Câmara de Espinho nos primeiros dias de abril de 2022, onde terá sido pedido a Miguel Reis flexibilidade nos licenciamentos urbanísticos.
Francisco Pessegueiro contou então à mãe que o autarca "não se pôs a jeito", atitude que terá mudado nos meses seguintes.
No processo constam imagens registadas pela PJ em dezembro do ano passado, que os investigadores acreditam ser a entrega de dinheiro vivo. As escutas a Francisco Pessegueiro indicam que, nesse dia, foram entregues a Miguel Reis 50 mil euros.
No total, os investigadores acreditam que foram entregues cem mil euros aos dois ex-autarcas.
A RTP sabe que, até ao momento, ainda não foi pedido o levantamento da imunidade parlamentar a Pinto Moreira, atual vice-presidente da bancada parlamentar do PSD.