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País tem falta de "cérebros" porque não lhes paga

País tem falta de "cérebros" porque não lhes paga

A OCDE acredita que Portugal tem doutorados a menos e em situação laboral precária e chama a atenção para a saída de "cérebros" que procuram melhores condições fora do país. É a conclusão de um relatório preliminar sobre a avaliação do sistema científico de ensino superior e de inovação em Portugal que será apresentado esta sexta-feira.

Antena 1 /
O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, diz que as empresas têm de pagar mais e melhor para poderem enfrentar mercados mais sofisticados.

"As empresas, para evoluírem e penetrarem em mercados mais sofisticados, têm que ter pessoas mais qualificadas e, para as atrair, têm que pagar", vincou, lembrando que há "muitas pessoas que saem de Portugal para encontrar empregos mais bem pagos".

Para Manuel Heitor, a fixação de pessoal qualificado nas empresas "é um esforço coletivo", que "não depende só do Estado".

O ministro da Ciência considera "particularmente importante" o ensino superior politécnico para "a qualificação de Portugal", assinalando que as empresas "têm de empregar mais e melhor" para entrarem em "mercados mais sofisticados".

Manuel Heitor falava a propósito do relatório preliminar da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre o estado do sistema científico, de ensino superior e inovação nacionais, que foram avaliados em 2017 a pedido do Governo.

Para Manuel Heitor, "a atração" destes alunos para o ensino superior terá de passar pelos cursos técnicos superiores profissionais dos institutos politécnicos.

O titular da pasta da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior manifestou reservas quanto a uma Estratégia Nacional para o Conhecimento e a Inovação, defendida pela OCDE para dar orientações claras e concertadas a longo prazo para os setores.

"Fomentar a coordenação sempre, mas não exagerar em esforços de centralização no contexto de desenvolvimento das regiões, de ligar a ciência ao território", sustentou, alegando que a previsibilidade do financiamento, reclamada no relatório, é "um esforço" que "nem sempre é possível" garantir.

Em resposta à avaliação da OCDE, o ministro promete "para breve" medidas, sem as mencionar, depois de o Governo se reunir e analisar o relatório.
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