Douro galgou as margens
Proteção Civil não registou danos no Alentejo
Circulação ferroviária suspensa em troços das linhas do Norte, Douro, Oeste, Beira Baixa e Cascais
A circulação ferroviária regista hoje "alguns condicionamentos" nas linhas do Norte, Douro, Oeste, Beira Baixa e Cascais devido ao mau tempo, informou a empresa Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação às 08:00.
De acordo com a IP, a circulação ferroviária encontra-se suspensa na Linha do Norte, entre Alfarelos e Coimbra B; na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; na Linha da Beira Baixa entre Mouriscas e Sarnadas; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e Bifurcação Chelas.
Estas ocorrências "estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço", segundo a IP.
As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno "a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", informou ainda a empresa, que fará novas atualiações ao longo do dia.
Pavilhão desportivo acolheu 56 pessoas durante a noite
Exército tem mais de 1.600 militares em 41 municípios
Mais de 1.600 militares estão diretamente empenhados no apoio às populações afetadas pelo mau tempo em 41 municípios de 12 distritos portugueses, informou hoje o Exército.
Em comunicado, o Exército garantiu que "mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno".
Atualmente, estão envolvidas nas várias operações 135 viaturas táticas ligeiras, 130 viaturas táticas pesadas, 24 máquinas de engenharia e 15 geradores, e também módulos de comunicações, "complementados por meios pré-posicionados com notificação para emprego rápido sempre que necessário".
"O esforço desenvolvido traduziu-se, até ao momento, na proteção e recuperação de habitações, com 188 lonas aplicadas em telhados e 26 coberturas reparadas", contabilizou o Exército.
No que respeita ao restabelecimento de acessos e apoio logístico, o balanço é de "210 toneladas de carga transportada e 169 quilómetros de itinerários e estradas abertos". Foram ainda removidas 451 toneladas de escombros para recuperação de condições de segurança.
Segundo o Exército, foram também "disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 762 patrulhas, apoiadas 229 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 650 quilogramas de roupa lavada, contribuindo para o apoio direto às populações em contexto de emergência".
"O Exército Português continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno", assegurou.
Dezoito barras marítimas fechadas a toda a navegação e cinco condicionadas
Dezoito barras marítimas estão hoje fechadas a toda a navegação e cinco estão condicionadas, devido à forte agitação marítima, com previsão de ondulação que pode chegar aos 13 metros de altura na costa ocidental, segundo a Autoridade Marítima Nacional.
Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Leixões só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a de Viana do Castelo a embarcações com mais de 30 metros.
Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira, Peniche e São Martinho do Porto, e a de Lisboa está fechada a navios com calado superior a sete metros.
No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e a de Portimão só autoriza a entrada de barcos com mais de 15 metros.
O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (26 de janeiro) e de Rabo de Peixe, ainda de acordo com os dados da Autoridade Marítima Nacional, atualizados às 08:53 de hoje.
Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, segundo um comunicado do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A costa ocidental, ao longo dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, está com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura, ao passo que na costa sul são esperadas ondas de 4 a 5 metros.
Este alerta, emitido às 06:16 de hoje, vigora até às 18:00 em Viana do Castelo e Braga, e até às 21:00 no Porto, ao passo que nos restantes distritos se estende até à manhã de domingo, com exceção de Coimbra, em que a previsão aponta para um abrandamento a partir das 03:00.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Ereira continua isolada
Setor dos plásticos pede medidas excecionais para retoma industrial
A Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP) alerta para a necessidade urgente de "medidas excecionais e eficazes que assegurem a retoma da operação industrial", após a tempestade Kristin e outros fenómenos recentes que afetaram várias regiões do país.
"Se não forem tomadas medidas adequadas, o custo da inação será muito superior ao custo de uma intervenção pública atempada. Sem condições reais para a retoma da produção, assistiremos a encerramentos empresariais, perda de emprego e enfraquecimento estrutural do tecido industrial nacional", alerta o presidente da associação, Amaro Reis, citado em comunicado.
A APIP sublinha que, sem uma resposta rápida e eficiente, os efeitos não se limitarão às empresas afetadas, podendo causar encerramentos empresariais diferidos, perda de emprego direto e indireto, fragilização das cadeias de valor industriais, impacto negativo nas economias locais, redução das exportações e aumento da pressão sobre os sistemas de proteção social.
Neste contexto, apela para "uma intervenção pública coordenada e excecional, envolvendo os núcleos empresariais locais e assegurando articulação clara e célere entre todos os ministérios relevantes", incluindo os Ministérios da Economia, da Coesão Territorial, do Estado e das Finanças, e do Ambiente e Energia.
Sobre os apoios públicos para a recuperação do tecido empresarial, alerta que os instrumentos financeiros disponíveis, como linhas de crédito do Banco Português de Fomento, apresentam limitações em contexto de destruição de ativos e instabilidade energética, aumentando o risco de insolvência.
Para recuperar a produção, defende apoios não reembolsáveis como mecanismos de adiantamento de liquidez, linhas de crédito com carência longa e juros bonificados, e instrumentos mistos combinando apoio direto e financiamento.
Face à gravidade dos danos, a associação considera "indispensável" ativar mecanismos europeus para catástrofes naturais e mobilizar fundos da União Europeia, de forma a reforçar a capacidade financeira do Estado e acelerar a recuperação.
A APIP recorda que a destruição das infraestruturas elétricas tem causado microcortes frequentes e paragens industriais, pelo que considera "essencial que o Governo solicite apoio imediato junto de entidades europeias, sobretudo de Espanha e França, com o objetivo de agilizar e acelerar a reposição da rede elétrica e reduzir o tempo de paralisação industrial".
Sobre os seguros, a associação defende que as companhias adotem uma postura colaborativa, celeridade nas peritagens e decisões rápidas quanto à cobertura dos danos, em coordenação com o Governo e entidades financeiras.
"O que está em causa não é apenas a retoma de algumas empresas, mas a preservação do tecido industrial, do emprego e da capacidade produtiva nacional. Sem instrumentos excecionais, muitas empresas não vão sobreviver", conclui Amaro Reis.
Climatologista alerta para novo temporal a partir de segunda-feira
Conselho Regional de Coimbra cria bolsa de advogados voluntários para apoiar vítimas
O Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados (OA) criou uma bolsa de advogados voluntários para auxiliarem as pessoas afetadas pelo mau tempo a formalizarem as participações de sinistros resultantes da depressão Kristin junto de seguradoras.
Segundo informação disponibilizada no seu sítio na Internet, o Conselho Regional deliberou, na sexta-feira, constituir uma bolsa de advogados voluntários para, em regime `pro bono`, auxiliarem as populações "na formalização das participações de sinistros resultantes" da depressão Kristin junto das empresas seguradoras e na plataforma de reporte de prejuízos.
O Conselho Regional destaca que se trata "de um apoio focado na orientação e auxílio no preenchimento das participações dos sinistros, junto das empresas seguradoras, e na plataforma de reporte de prejuízos, imprescindível à defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e das empresas e à promoção do acesso ao direito".
"A ativação da bolsa de advogados e do apoio que se pretende prestar às populações conta com a colaboração e empenho dos municípios", adianta, explicando que vai estar disponível em www.oa.pt/coimbra.
A iniciativa destina-se às populações dos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Covilhã, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Sertã, Sever de Vouga, Soure, Tomar, Torres Novas, Vagos, Vila de Rei e Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão.
Estes são os municípios abrangidos, na área territorial do Conselho Regional do Centro da OA (distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Viseu e Castelo Branco), pela situação de calamidade.
Este mecanismo de apoio arranca na próxima quarta-feira e termina em 31 de maio, mas pode ser protelado, "em todos ou em alguns municípios, caso a situação o justifique".
Com esta iniciativa, o Conselho Regional de Coimbra "quer garantir que ninguém fica desamparado no aconselhamento e pronto encaminhamento das questões jurídicas que emergem desta catástrofe", acrescenta.
Tempestade Marta já chegou a Portugal continental
Esta depressão deverá afetar, sobretudo, as regiões de Leiria, Lisboa, Setúbal e Algarve. Traz novamente chuva intensa, rajadas de vento na ordem dos 100 quilómetros por hora, neve, agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
Metro de Lisboa retomou operação normal em toda à rede às 06h30
O Metropolitano de Lisboa retomou a operação, hoje às 06h30, em toda a rede, mas a empresa alertou que alguns acessos estarão temporariamente encerrados devido ao mau tempo.
A medida foi tomada de forma "preventiva para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais, mantendo-se operacionais os restantes acessos das mesmas estações", informou hoje a empresa, numa nota divulgada no seu `site`.
Na sexta-feira, o Metropolitano de Lisboa tinha avisado que as medidas preventivas tomadas devido à previsão de mau tempo poderiam resultar em "constrangimentos na circulação" hoje, com eventuais atrasos na abertura das linhas Azul e Verde".
A empresa adiantou que os acessos estarão temporariamente encerrados em seis estações: Linha Amarela - Estação Odivelas --- acesso para a Rua Dr. Egas Moniz; Linha Azul - Estação São Sebastião --- acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira e Estação Terreiro do Paço --- acesso ao Cais das Colunas; Linha Verde - Estação Rossio --- dois acessos para a Praça D. Pedro IV, Estação Alvalade --- dois acessos para a Av. da Igreja e Estação Roma --- dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América.
Em comunicado, a empresa sublinhou as previsões de agravamento das condições meteorológicas, com "especial incidência na frente ribeirinha de Lisboa".
Outras medidas adotadas incidem sobre alterações aos locais habituais de parqueamento dos comboios, ao reforço da disponibilidade de meios de bombagem, e a monitorização permanente do sistema de bombagem instalado no troço Jardim Zoológico/Praça de Espanha, o qual foi reforçado com a instalação de uma bomba adicional de elevado débito, detalhou.
Na quinta-feira, a circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa esteve interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).
Portugal continental vai começar a sentir esta manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
Treze distritos sob aviso laranja devido à chuva, vento, ondas e neve
Treze distritos de Portugal continental vão estar, a partir das 06:00, sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, precipitação, vento forte e neve.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre e Évora vão estar sob aviso laranja, a partir das 06:00 e até às 12:00 de hoje, devido à "chuva persistente e por vezes forte".
O mesmo nível de alerta estará em vigor, a partir das 06:00 e até às 15:00 de hoje, nos distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas até 100 km/h, sendo até 120 km/h nas serras".
O aviso laranja, devido à agitação marítima, já tinha sido emitido para os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, até às 12:00, face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura máxima.
Por outro lado, nos distritos de Guarda e Castelo Branco, o aviso laranja estará em vigor até às 00:00 de domingo, face à possibilidade de queda de neve acima dos 1.600 metros de altura, com acumulação superior a 25 centímetros em zonas situadas a mais de 1.400 metros de altura.
O IPMA alertou que a acumulação de neve e a possível formação de gelo poderão causar "perturbação moderada", incluindo vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O aviso amarelo vai ser emitido às 06:00 para os distritos de Coimbra, Leiria, Portalegre e Évora, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas até 80 km/h, sendo até 100 km/h nas serras".
No caso dos distritos de Castelo Branco e Faro, o aviso amarelo, também em vigor a partir das 06:00, deve-se à "chuva persistente e por vezes forte".
A costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo também estão sob aviso amarelo, até às 00:00 de domingo, devido à agitação marítima, sendo esperadas ondas de noroeste com quatro a cinco metros de altura.
Governo do Brasil lamenta mortes causadas por tempestades em Portugal
O Governo do Brasil disse que "lamenta profundamente as perdas humanas e os danos materiais e ambientais" causados pelas tempestades Kristin e Leonardo, tanto em Portugal como em Espanha.
Num comunicado divulgado pela diplomacia brasileira, o executivo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva "apresenta condolências às famílias das vítimas e expressa solidariedade aos governos e às populações" dos dois países.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil sublinhou que não há notícias sobre vítimas brasileiras até ao momento.
Os consulados-gerais em Lisboa, Porto, Faro, Barcelona e Madrid "permanecem em funcionamento para atender nacionais em situação de emergência", acrescentou a diplomacia brasileira.
"A frequência e o impacto de eventos extremos, em diferentes regiões do mundo, reforçam a urgência de ações concertadas da comunidade internacional para o enfrentamento da crise climática", sublinhou o ministério.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
Em Espanha, uma pessoa morreu na região de Málaga, na Andaluzia, depois de ter sido arrastada por um curso de água na terça-feira, quando tentava salvar um cão, confirmaram as autoridades locais.
As chuvas já levaram à retirada de casa, por precaução, de mais de 7.500 pessoas na Andaluzia nos últimos dias e há registo de inundações e cortes de vias em diversas regiões de Espanha, assim como avisos de risco de transbordo de rios.
Treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.