Passageiros retidos em Maputo regressam hoje a Lisboa

Os 220 passageiros do voo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) deverão regressar hoje a Portugal. O voo Lisboa – Maputo – Lisboa foi suspenso na passada sexta-feira depois do avião embater numa viatura de abastecimento na pista do aeroporto da capital moçambicana.

RTP /
O voo Lisboa-Maputo-Lisboa é efetuado pela LAM, mas utilizando um aparelho e parte da tripulação da Euro Atlantic Airways António Silva, Lusa

A viagem será feita num avião fretado pela LAM, a Euro Atlantic Airways, uma vez que a companhia aérea moçambicana está proibida, desde abril, de efetuar voos para a Europa por falta de segurança. A partida está marcada para as 21h00 de hoje.

A esmagadora maioria dos 220 passageiros é portuguesa, muitos dos quais voam de Joanesburgo para Lisboa, com escala em Maputo.

Todos os passageiros foram reencaminhados para unidades hoteleiras na capital moçambicana.

Passageiros reclamam

Os passageiros retidos em Maputo desde a passada sexta-feira queixam-se da falta de apoio da embaixada portuguesa na capital moçambicana.

Em declarações à Lusa, José Lucas que viaja do Botsuana para Lisboa afirmou ontem que “é incrível que não tenhamos tido nenhum apoio da embaixada portuguesa e do consulado, quando é público que já nos encontramos aqui há dois dias”.

No entanto, a cônsul geral em Moçambique, Graça Gonçalves, revela ter estabelecido contacto com a LAM dos quais resultou a garantia de que o “avião fretado está pronto e que transportará os passageiros na segunda-feira”.

Alguns dos passageiros que voam de Joanesburgo para Lisboa, com escala em Maputo, compraram bilhetes electrónicos no início do ano à TAP, quando a transportadora aérea portuguesa ainda voava para a África do Sul. Com o fim dessas operações, passou a ser a LAM a assegurar as ligações entres as cidades sul-africanas aos voos de Maputo para Lisboa.

“A TAP vendeu-me um serviço para me transportar de Joanesburgo para Maputo e de Maputo para Lisboa, andou em negociações com a LAM, o que não é o meu problema porque comprei o serviço à TAP e agora fico aqui”, disse à Lusa Fernando Cândido, que viaja com a mulher e quatro filhos menores.

Se os passageiros portugueses se queixam da falta de apoio da embaixada portuguesa e da TAP, há nos 220 passageiros alguns que não são portugueses e acusam a LAM de divulgar informações apenas em língua portuguesa.

“Estou completamente perdido e se não fossem algumas pessoas a ajudarem-me não saberia nada do que se passa”, queixou-se John Jooste de Joanesburgo.

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