Paulo Portas quer governar e por isso vai pedir "mais CDS"

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, fez o discurso de encerramento do XVIII Congresso Nacional do CDS-PP e defendeu que PS e PSD "são parte do problema" e não da solução do país, pedindo desde já o voto nas legislativas que permita ao partido influenciar as políticas.

Eduardo Caetano, RTP /
Paulo Portas viu a sua estratégia política sufragada pela maioria dos delegados centristas RTP

Paulo Portas fez questão de separar as águas e deixar bem claro que o campo do partido é "o campo não socialista", mas também "o campo de quem estiver desiludido com os socialistas".

O CDS-PP apresenta-se ao eleitorado como o partido que pode oferecer "estabilidade" ao contrário do PS que, de acordo com o antigo ministro da defesa de Durão Barroso e Santana Lopes, representa a "instabilidade e até ameaça de cisão".

"Vamos pedir mais CDS porque que queremos menos impostos, vamos pedir mais CDS porque queremos menos criminalidade", menos "pobreza, menos atraso, menos partidarização do Estado e condicionamento da economia livre em Portugal", afirmou.

Paulo Portas garantiu aos delegados que "não está obcecado com lugares", mas esclareceu ter a ambição de governar, mas só com "mais força e votos".

"A nossa ambição é governar mas para governar é preciso ter mais força e votos", disse.

Nas próximas eleições legislativas e europeias consideradas como "a primeira volta das legislativas", Paulo Portas anunciou que pedirá aos eleitores que castiguem o Governo com o seu voto e que não votem no PS e PSD.

"Também pediremos que não repitam o voto nos partidos tradicionais, o PS e o PSD que são vistos como parte do problema e não como parte da solução", afirmou Paulo Portas.

Estratégia e lista de Paulo Portas sufragada pelo XXIII congresso Nacional do CDS-PP



Depois de na noite de ontem ter visto 87% dos delegados votarem a sua proposta de orientação política, Paulo Portas viu 81,1% dos candidatos ao Conselho Nacional do partido por si propostos serem eleitos, contra os 12 lugares garantidos pelo Movimento Alternativa e Responsabilidade.

À chegada ao Congresso esta manhã, Paulo Portas visivelmente contente exprimia assim o seu estado de alma: “agradeço os 87 por cento dos votos que a proposta de orientação política recebeu, foi de um enorme sentido de responsabilidade", disse Paulo Portas

O órgão máximo do CDS-PP entre congressos foi aumentado em 15 elementos, passando de 50 a 65 na sequência de uma alteração estatutária.

De acordo com a comissão organizadora do Congresso, a lista do líder democrata-cristão, Paulo Portas, obteve 81,1 por cento dos votos, elegendo 53 conselheiros, numa eleição em que votaram 540 delegados.

O Movimento Alternativa e Responsabilidade, liderado por Filipe Anacoreta Correia, obteve 19% dos votos, e elegeu 12 conselheiros, merecendo os votos de 102 delegados.

Filipe Anacoreta Correia congratulou-se com a eleição de 12 conselheiros nacionais, afirmando que foram atingidos os objectivos do Movimento Alternativa e Responsabilidade que pretende dar mais objectividade e realismo ao partido.

"Assegurámos a eleição de 12 conselheiros ao conselho nacional, é um número importante (...) e vamos olhar para esses cargos com sentido construtivo no seio do partido", declarou à agência Lusa Filipe Anacoreta Correia.

"Vamos apresentar um olhar de distância porque já percebemos que muitas pessoas que gravitam em torno do líder nem sempre trazem ao partido a distância, a objectividade e o realismo que nós achamos que se impõe", acrescentou.

O XXIII Congresso do CDS-PP terminou nas Caldas da Rainha com a proclamação dos resultados da eleição dos órgãos nacionais e o discurso de encerramento de Paulo Portas.

Lista completa dos órgãos nacionais eleitos no XXIII Congresso do CDS-PP:

COMISSÃO EXECUTIVA

Presidente: Paulo Portas

Vice-presidentes: Artur Lima, Assunção Cristas, Diogo Feyo, Luís Queiró, Nuno Melo, Teresa Caeiro

Secretário-geral: João Almeida

Porta-voz: Pedro Mota Soares

Coordenador autárquico: Hélder Amaral

Presidente CDS-PP Madeira: José Manuel Rodrigues

Vogais: Álvaro Castello Branco, Filipe Lobo d`Ávila, Miguel Morais Leitão

COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL

Paulo Portas, Artur Lima, Assunção Cristas, Diogo Feyo, Luís Queiró, Nuno Melo, Teresa Caeiro, João Almeida, Pedro Mota Soares, Hélder Amaral, Alberto Coelho, Álvaro Castello Branco, António Carlos Monteiro, Bernardo Pires de Lima, Cecília Meireles de Graça, Domingos Doutel, Fernando Sollari Allegro, Filipa Correia Pinto, Filipe Lobo d´Ávila, Francisco Mendes da Silva, Francisco Paulino, Herculano Gonçalves, João Casanova Almeida, João Moreira Pinto, João Paulo Castanheira, João Ribeiro da Fonseca, João Sande e Castro, José Lino Ramos, José Luís Cruz Vilaça, Leonardo Mathias, Manuel Castello Branco, Maria Celeste Cardona, Mariana Ribeiro Ferreira, Miguel Barbosa, Miguel Capão Filipe, Miguel Morais Leitão, Miguel Moreira da Silva, Miguel Roquette, Pedro Brandão Rodrigues, Raul Almeida, Rui Barreira

MESA DO CONGRESSO

Presidente: José Manuel Rodrigues

Vice-presidentes: Abel Baptista, Artur Jorge Basto, José Pedro Caçorino

Secretários: Elisa Vasconcellos e Sousa, Filomena Pinela, Lino Abreu, Maria Carlos Barreiro, Maria Madalena Acciaioli de Figueiredo

CONSELHO NACIONAL DE FISCALIZAÇÃO

Presidente: Tiago Pessoa

Vice-presidente: José Rui Roque

Vogais: José António Pereira, Luís Silva Dias, Francisco Aguiar, Acácio Gonçalves, Joaquim Maria Gonçalves

CONSELHO NACIONAL DE JURISDIÇÃO

Presidente: Telmo Correia

Vice-presidente: Miguel Paiva

Vogais: Henrique Borges, Maria José França, Ana Catarina Araújo, Luís Centeno Fragoso, Pedro Pestana Bastos

MESA DO CONSELHO NACIONAL

Presidente: António Pires de Lima

Vice-presidentes: Nuno Magalhães, Durval Tiago Ferreira, Fernando Barbosa

Secretários: Manuel Correia, Margarida Netto, Pedro Silva, Rosário ladeira, Sofia Ataíde

CONSELHO NACIONAL

João Rebelo, José de Andrade Pereira, Orísia Roque, Manuel Gonçalves, Nuno Fernandes Thomaz, Altino Bessa, Nuno Pinto Sousa, João Viegas, Carlos Morgado Fernandes, Nuno Melo Alves, Luís Fernandes, Luís Miguel Nogueira, Óscar Amorim, Rui Santos, Diogo Belford Henriques, Manuel Isaac, Elias Rodrigues, José Mexia, Miguel Pires da Silva, José Jacobo Marques, Tiago Leite, Rui Santos Cruz, João Matos, André Cortez, David Tavares, Beatriz Pacheco, Pedro Martins de Jesus, Sílvia Timóteo, Basílio Farinha, Olímpio Damasceno, Mário Simão, Ricardo Mendes, Hélder Reis, Aldino Brito Ramos, Cristina Lino Neto, Manuel Marques, António Miguel Lopes, José Ribeiro Cardoso, Albino Afonso, Aires Lopes, António José Barros, Maria da Graça Calejo Pires, Joaquim Pedro Lopes, Carlos Marques da Eira, Henrique Ferreira, Álvaro Patrício, António Manuel Pinto, António Farrajota, José Manuel dos Santos, Anabela Almeida Correia, Isabel Salavessa, Ângela Couto, José Vilar de Jesus, Filipe Anacoreta Correia, Eduardo Nogueira Pinto, Gonçalo Maleitas Corrêa, Pedro Melo, Martim Borges de Freitas, José Gagliardini Graça, Gonçalo Moita, Solange Caçador, Nuno Pombo, Rui Castro, Filipe Matias Santos, João Oliveira Martins

COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO

Presidente: Paulo Portas

Secretário-geral: João Almeida

Coordenador autárquico: Hélder Amaral

Açores: Artur Lima

Madeira: José Manuel Rodrigues

Aveiro: Diogo Machado

Beja: Sílvia Ramos

Braga: Nuno Melo

Bragança: Armando Pacheco

Coimbra: Carlos Nunes da Silva

Évora: Manuel Maria Zagallo Pacheco

Faro: Francisco Paulino

Lisboa: António Carlos Monteiro

Porto: Álvaro Castello Branco

Santarém: Herculano Gonçalves

Viana do Castelo: Abel Baptista

Vila Real: Luís Gonzaga

Secretário-geral Adjunto: Henrique Campos Cunha

Secretário-geral Adjunto: José Pedro Amaral

Secretário-geral Adjunto: Miguel Matos Chaves
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