Perímetro do fogo dominado em Oleiros

O incêndio que lavra desde sábado no concelho de Oleiros, em Castelo Branco, está dominado, embora tenha ainda algumas partes ativas. Mantêm-se no terreno 868 operacionais, apoiados por 274 viaturas e dois meios aéreos.

RTP /
Paulo Cunha - Lusa

Durante a noite, mais de 800 operacionais estiveram no terreno, apoiadas por 275 viaturas.

“O incêndio está dominado, ainda assim todo o efetivo” contínua no terreno “em trabalhos de consolidação”, afirmou o Comandante Luís Belo Costa.

O Comandante distrital do Centro-Sul recorda que ainda “há muito trabalho pela frente” porque o “perímetro é extraordinariamente grande” e complexa, acrescentando que a ocorrência "carece ainda de muita atenção sobretudo nas zonas onde ficou dominado mais tarde", ou seja, nas frentes viradas aos concelhos de Proença-a-Nova e Castelo Branco, onde "é natural que haja algumas reativações ao longo das próximas horas".

Apesar de o incêndio estar dominado, o Comandante Luís Belo frisa que está “num período em que ainda carece de atenção”. “Vai dar-nos bastante trabalho na consolidação”. 

"São as frentes nascente e sul, frentes que mais tarde foram dominadas, e é natural que haja algumas reativações ao longo das próximas horas", frisou.

Belo Costa informou ainda que o número de máquinas de rasto aumentou no terreno, sendo que no domingo estavam operacionais nove e hoje há mais duas disponibilizadas pelas Forças Armadas.

"O momento é para começar a fazer os levantamentos, o que vai começar a acontecer a partir de hoje", concluiu.

O responsável adiantou ainda que a área ardida rondará os seis mil hectares, uma informação que disse carecer de informação.

Já em relação ao efetivo, mantêm-se esta manhã no terreno 868 operacionais, apoiados por 274 viaturas e dois meios aéreos, sendo que um deles é um avião de monitorização e coordenação para detetar eventuais pontos quentes e monitorizar todo o perímetro do incêndio, e o outro presta apoio ao combate.

A meteorologia ajudou no combate ao incêndio na noite passada, uma vez que se verificou "mais humidade, uma temperatura ligeiramente mais baixa", com um auxílio também da direção do vento.

"Neste momento não há nenhuma aldeia em risco, porque não há nenhuma frente viva, todas as situações deste género estão asseguradas, não há nada em risco". 

As chamas em Oleiros tiveram início na tarde de sábado e se alastraram a concelhos vizinhos. De acordo com o último balanço, na sequência deste incêndio, há a registar seis feridos, dois dos quais graves, uma vítima mortal (um jovem bombeiro) e uma pessoa assistida. Três pessoas foram retiradas de casa
Não há registo de habitações afetadas pelas chamas no incêndio de Oleiros. Mas durante a noite tiveram de ser retiradas de casa três pessoas, por precaução.

Um casal e uma senhora que foram retiradas das suas habitações, já regressaram.

O vice-presidente da câmara de Oleiros, Vítor Antunes, revelou que a autarquia tem espaços preparados para acolher a população que tenha que ser retirada de casa.

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