PJ "vê luz ao fundo do túnel"

A polícia considera que "já há uma luz ao fundo do túnel" no caso Medeleine McCann, assegurando ter "uma ideia do que pode ter acontecido" à menina desaparecida no Algarve há três meses, disse à lusa fonte da investigação.

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Medeleine McCann desapareceu a 3 de Maio de um aldeamento turístico na Praia da Luz DR

"A polícia vê, neste momento, uma luz ao fundo do túnel sobre o caso do desaparecimento da criança inglesa", afirmou a mesma fonte, mas não adiantou mais pormenores.

"O grupo de trabalho envolvido neste caso tem um ideia do que poderá ter acontecido e é com base nessa ideia que estamos a trabalhar, a desenvolver a investigação. É ainda prematuro avançar com hipóteses concretas, porque estas têm de ser consolidadas", adiantou.

Questionado sobre a detecção de vestígios de sangue no apartamento ocupado pelo casal McCann, no Ocean Club, em Lagos, a fonte não confirmou.

Porém, explicou à Lusa que a polícia utilizou um aparelho de raios ultravioletas no apartamento ocupado pela família McCann e que este "consoante a radiação, serve para detectar vestígios de sangue ou outros fluidos biológicos".

A mesma fonte disse também que "foi feito um planeamento de diligências há duas semanas que está a ser cumprido".

Questionado sobre o sentido da investigação, a fonte lembrou que "até haver certezas todos são suspeitos, desde os pais, amigos, empregados e mulher da limpeza".

"Se formos ver a estatísticas sobre estes casos em mais de 80 por cento há o envolvimento dos pais, uma percentagem mais reduzida de familiares e ainda menor de amigos e só dois ou três por cento são estranhos", referiu o investigador, ressalvando que "não quer dizer que estes números se apliquem a este caso concreto".

Entretanto, o ex-inspector da Polícia Judiciária Moita Flores disse hoje que a análise ao sangue encontrado no apartamento Ocean Club, no Algarve, "demora 10 a 12 dias" e caso este seja de Maddie "é fruto de um acontecimento grave".

"Não tenho dúvidas que, neste caso concreto, será sinal de algo muito grave que aconteceu, possivelmente da morte", afirmou à agência Lusa.

Para o criminologista, se for provado que os vestígios de sangue pertencem à menina inglesa Madeleine McCann, "o caso fica praticamente resolvido, tudo passará a ser mais fácil".

Sobre o facto de a PJ não prestar declarações sobre o caso, o antigo inspector concorda, justificando que "estão muitos valores em causa".

"Está em jogo mais de que uma criança. A Polícia portuguesa foi posta em causa pela comunicação social a nível mundial e faz bem em resguardar-se e em proteger as investigações", afirmou.

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