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Polícia retirou tendas dos manifestantes em Lisboa e no Porto

Polícia retirou tendas dos manifestantes em Lisboa e no Porto. Há dezenas de detidos

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Polícia retirou tendas dos manifestantes em Lisboa e no Porto. Há dezenas de detidos

A PSP interveio esta madrugada para retirar as tendas que se mantinham no espaço público, em Lisboa e no Porto, nas manifestações pelo direito à Habitação. O ministro da Administração Interna tinha dito ontem que a lei é para cumprir. Acompanhe aqui a situação ao minuto.

RTP / Adicionar como fonte informativa

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1

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Manifestantes em Lisboa acusam polícia de detenções ilegais e roubo de pertences

Em declarações aos jornalistas, uma porta-voz dos manifestantes em Lisboa explicou que, na última assembleia popular, não ficou definido se vai haver novo acampamento esta noite ou se haverá apenas uma concentração.

“Vamos voltar às 19h00 de hoje. Convocamos todas as pessoas que estão a assistir a isto agora para estarem connosco” e lutarem “para que todas as pessoas tenham direito à habitação”, apelou.

Para já, “vamos dispersar, vamos atrás dos pertences roubados pela polícia e pela Câmara Municipal de Lisboa”, declarou a porta-voz. “E vamos atrás dos companheiros e companheiras que estão detidos injustamente e ilegalmente pela polícia”, acrescentou.

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Movimento pela Habitação diz ter sido impedido de socorrer manifestante ferido

No Porto, foram colocadas proteções para vedar o acesso à Praça D. João I. Não há registo de detidos. Segundo a equipa médica do Movimento pela Habitação houve, porém, um ferido durante a madrugada, na altura de desmobilização.

“Percebemos que havia uma pessoa que estaria na casa de banho por baixo do parque e que teria sido imobilizada pela polícia de uma forma que nos foi relatada como agressiva. Nós não sabíamos o estado de saúde dessa pessoa. Corremos em equipa para socorrer (…) e não nos foi permitido esse acesso”, relatou um membro da equipa médica do Movimento à RTP.

Questionado sobre o tipo de ferimentos, este manifestante respondeu que “a pessoa não tinha nenhuma lesão objetivada”.

“Ainda estamos à espera que a adrenalina passe um bocadinho para perceber se houve alguma lesão mais interna”, acrescentou, dizendo ainda que “o braço foi torcido, a roupa estava rasgada”.
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Praça do Rossio já está vazia

As pessoas que ainda se encontravam na Praça do Rossio já foram levadas para as diferentes esquadras. As detenções foram feitas de forma pacífica, sem resistência por parte dos manifestantes.

Praticamente todos os vestígios do acampamento foram retirados pelas equipas de higiene urbana e da polícia municipal.

Os acessos que estavam impedidos foram entretanto reabertos e a circulação normalizada.

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Acessos da estação do Rossio foram fechados mas já reabriram

Fonte oficial do Metro de Lisboa disse à RTP Antena 1 que, por volta das 8h00, os acessos da estação do Rossio, na linha verde, foram encerrados. 

Não era permitida a entrada, mas os passageiros podiam sair, acrescentou a mesma fonte, adiantando que a reabertura ocorreu às 8h35.
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Nova manifestação marcada para hoje às 19h00 no Rossio

Depois de a polícia ter avançado para retirar tendas e manifestantes do protesto no Rossio, muito manifestantes deslocaram-se para a Praça da Figueira, onde se reuniram e decidiram dispersar, mas marcando já para hoje ao fim do dia nova manifestação pelo direito à habitação, no Rossio.
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Detenções continuam em Lisboa

A RTP testemunha na Praça do Rossio que continuam as detenções neste local.

Não há dados oficiais ainda quanto a quantas pessoas foram detidas nem sobre eventuais feridos.
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RTP /

Vários detidos em Lisboa. Ainda não há números oficiais

Na Praça do Rossio, em Lisboa, e ainda de forma preliminar, há a informação de pelo menos 22 detenções no decurso da retirada de manifestantes do local.

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RTP /

Porto. Não há para já detidos na desmobilização de manifestantes

A situação está calma e os manifestantes têm retirado todos os pertences que estavam instalados na Praça D. João I, depois de terem pedido tempo à polícia para retirarem as coisas

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Protesto ia entrar no 11º dia
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Acampamento do Porto também foi retirado

Na praça Dom João I, a situação foi mais tranquila do que em Lisboa. Os manifestantes começaram por resistir mas acabaram por acatar a ordem da polícia. 

Pouco antes das 06:00, a Polícia de Segurança Pública (PSP) deu um ultimato aos presentes, exigindo a retirada das dezenas de tendas e ameaçando com a detenção dos resistentes.

Os manifestantes acataram a ordem e retiram as tendas, permancendo alguns ainda no local.

Na segunda-feira à noite, um total de 35 pessoas tinha votado, em assembleia popular, permanecer acampado, onde desde o dia 10 decorre um protesto pela habitação.

Já na noite de domingo para segunda-feira, o movimento pela habitação foi avisado, como em Lisboa, de que a permanência e o acampamento eram ilegais, e que continuarem fá-los-ia incorrer em desobediência civil.
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Protesto ia entrar no quarto dia
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Momentos de tensão no Rossio e registo de detidos

Durante a madrugada a PSP falou com os manifestantes para sensibilizar para necessidade de retirarem as tendas. Mas os manifestantes insurgiram-se e formaram um cordão humano. A polícia interveio e fez várias detenções.

Alguns ativistas acusados os agentes de agressões.

Várias pessoas foram detidas e identificadas, encontrando-se algumas sentados no chão na Praça do Rossio, onde desde sábado decorria a concentração.

Os manifestantes recuaram e deslocaram-se para a Praça da Figueira onde se reuniram, tendo decidido dispersar, mas prometendo regressar na quarta-feira.

As tendas foram retiradas todas da Praça do Rossio pela PSP, estando a ser realizadas limpezas na zona.

A Acampada de Lisboa, com o lema "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", tinha decidido de madrugada manter o protesto contra as condições de vida e a crise na habitação, apesar de a polícia ter "solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva".
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RTP /

Protestos pela habitação. MAI reitera que "a lei é para cumprir"

O ministro da Administração Interna garante que a PSP não vai exceder os poderes que a lei lhe confere.

Luís Neves diz que o direito à manifestação é "respeitado por todos", mas reitera que a lei tem de ser cumprida.
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