Manifestantes em Lisboa acusam polícia de detenções ilegais e roubo de pertences
“Vamos voltar às 19h00 de hoje. Convocamos todas as pessoas que estão a assistir a isto agora para estarem connosco” e lutarem “para que todas as pessoas tenham direito à habitação”, apelou.
Para já, “vamos dispersar, vamos atrás dos pertences roubados pela polícia e pela Câmara Municipal de Lisboa”, declarou a porta-voz. “E vamos atrás dos companheiros e companheiras que estão detidos injustamente e ilegalmente pela polícia”, acrescentou.
Movimento pela Habitação diz ter sido impedido de socorrer manifestante ferido
“Percebemos que havia uma pessoa que estaria na casa de banho por baixo do parque e que teria sido imobilizada pela polícia de uma forma que nos foi relatada como agressiva. Nós não sabíamos o estado de saúde dessa pessoa. Corremos em equipa para socorrer (…) e não nos foi permitido esse acesso”, relatou um membro da equipa médica do Movimento à RTP.
Questionado sobre o tipo de ferimentos, este manifestante respondeu que “a pessoa não tinha nenhuma lesão objetivada”.
“Ainda estamos à espera que a adrenalina passe um bocadinho para perceber se houve alguma lesão mais interna”, acrescentou, dizendo ainda que “o braço foi torcido, a roupa estava rasgada”.
Praça do Rossio já está vazia
Praticamente todos os vestígios do acampamento foram retirados pelas equipas de higiene urbana e da polícia municipal.
Os acessos que estavam impedidos foram entretanto reabertos e a circulação normalizada.
Acessos da estação do Rossio foram fechados mas já reabriram
Nova manifestação marcada para hoje às 19h00 no Rossio
Detenções continuam em Lisboa
Vários detidos em Lisboa. Ainda não há números oficiais
Na Praça do Rossio, em Lisboa, e ainda de forma preliminar, há a informação de pelo menos 22 detenções no decurso da retirada de manifestantes do local.
Porto. Não há para já detidos na desmobilização de manifestantes
A situação está calma e os manifestantes têm retirado todos os pertences que estavam instalados na Praça D. João I, depois de terem pedido tempo à polícia para retirarem as coisas
Acampamento do Porto também foi retirado
Os manifestantes acataram a ordem e retiram as tendas, permancendo alguns ainda no local.
Na segunda-feira à noite, um total de 35 pessoas tinha votado, em assembleia popular, permanecer acampado, onde desde o dia 10 decorre um protesto pela habitação.
Já na noite de domingo para segunda-feira, o movimento pela habitação foi avisado, como em Lisboa, de que a permanência e o acampamento eram ilegais, e que continuarem fá-los-ia incorrer em desobediência civil.
Momentos de tensão no Rossio e registo de detidos
Várias pessoas foram detidas e identificadas, encontrando-se algumas sentados no chão na Praça do Rossio, onde desde sábado decorria a concentração.
Os manifestantes recuaram e deslocaram-se para a Praça da Figueira onde se reuniram, tendo decidido dispersar, mas prometendo regressar na quarta-feira.
As tendas foram retiradas todas da Praça do Rossio pela PSP, estando a ser realizadas limpezas na zona.
A Acampada de Lisboa, com o lema "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", tinha decidido de madrugada manter o protesto contra as condições de vida e a crise na habitação, apesar de a polícia ter "solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva".
Protestos pela habitação. MAI reitera que "a lei é para cumprir"
O ministro da Administração Interna garante que a PSP não vai exceder os poderes que a lei lhe confere.