País
Pornografia infantil apreendida pode ter origem em Portugal
As autoridades estão a analisar o material informático apreendido durante uma operação de combate à pedofilia na Internet e admitem que parte dos filmes e fotografias em causa possa ter sido produzida em Portugal, adiantou à RTP o subdirector da Polícia Judiciária responsável pelas diligências, Carlos Cabreiro.
Professores, médicos e pelo menos um advogado estão entre os 23 portugueses identificados por alegado envolvimento numa rede internacional de pornografia infantil. Até ao momento nenhuma das pessoas identificadas foi constituída arguida. Isto porque a Polícia Judiciária está ainda a analisar o material apreendido.
As diligências da “Operação Carrocel II” decorreram na quarta-feira em simultâneo em 11 países. Em Portugal foram realizadas 18 buscas em domicílios, empresas e até em pontos de Internet.
Em entrevista ao Jornal da Tarde, o subdirector da Polícia Judiciária Carlos Cabreiro confirmou que uma das hipóteses admitidas na investigação em curso aponta para a produção de parte do material apreendido em território português.
“É uma hipótese que não excluímos na investigação, até porque quem divulga pode também estar ligado eventualmente à produção deste tipo de material”, adiantou o responsável.
“Convém referir neste âmbito que, pese embora não seja usual no nosso país termos descoberto este tipo de produção de filmes, já houve situações muito concretas, uma ou duas, em que a produção estava associada a Portugal”, acrescentou.
Partilha de ficheiros
A “Operação Carrocel II” levou à apreensão de 25 computadores de secretária, 13 computadores portáteis, 33 cartões de memória, quatro máquinas fotográficas, 709 discos ópticos, 23 discos rígidos externos, um PDA e cinco telemóveis.
Uma das vias de investigação da Polícia Judiciária parte da premissa de que a participação na rede de pornografia infantil pressupunha a produção de material pedófilo inédito.
“Estamos a falar de programas que pelas suas características obrigam a uma partilha de ficheiros. Quem dá recebe e quem recebe está ao mesmo tempo a disponibilizar ficheiros dos seus computadores”, disse à RTP o subdirector Carlos Cabreiro.
Idade dos menores envolvidos não oferece dúvidas
Carlos Cabreiro confirmou também que as primeiras análises aos ficheiros que eram partilhados na rede permitem concluir pela menoridade das crianças envolvidas.
“Pelos elementos que possuímos sobre os ficheiros que são partilhados, é manifesta a menoridade das crianças. Não temos por isso grandes dúvidas de que estamos a falar de crianças de seis, sete ou oito anos”, afirmou.
Criminalidade transversal
Na entrevista ao Jornal da Tarde, o responsável da Polícia Judiciária rejeitou a ideia de que todos os suspeitos de envolvimento na rede pertençam a um estrato social médio-alto.
“Estamos a falar de uma criminalidade que, pelas suas características, é transversal a todos os estratos sociais. Não é uma criminalidade de estratos sociais baixos ou altos”, sublinhou.
Está em causa apenas “a utilização indevida da Internet por quem tem acesso a este tipo de meio de comunicação”.
Dados partiram do Brasil
A “Operação Carrocel II” foi desencadeada depois de as autoridades brasileiras terem fornecido as primeiras informações sobre a rede de pornografia infantil.
“Esta é uma operação que tem início no Brasil, com uma primeira recolha de informação por parte das autoridades brasileiras”, explicou Carlos Cabreiro.
“Com base nessa informação, é-nos transmitida a possibilidade, ou quase a certeza, de quais os locais em Portugal onde se está a divulgar pornografia infantil”, prosseguiu o subdirector da PJ.
Carlos Cabreiro escusou-se a avançar qualquer prazo para a conclusão da análise do material apreendido: “Estamos a falar de algum equipamento informático que obrigará, além do seu exame minucioso, a alguma troca de informação com as [polícias] congéneres para a própria troca de informação relativamente às crianças que possam estar expostas em filmes ou em fotografias apreendidas, não se prevendo por isso qual o tempo possível para a realização deste tipo de diligências”.
A Polícia Judiciária vai agora trabalhar no sentido de “determinar a responsabilidade das pessoas identificadas na participação nos factos”. Em suma, concluiu Carlos Cabreiro, procurar “algo que permita mudar a sua condição no processo”.
As diligências da “Operação Carrocel II” decorreram na quarta-feira em simultâneo em 11 países. Em Portugal foram realizadas 18 buscas em domicílios, empresas e até em pontos de Internet.
Em entrevista ao Jornal da Tarde, o subdirector da Polícia Judiciária Carlos Cabreiro confirmou que uma das hipóteses admitidas na investigação em curso aponta para a produção de parte do material apreendido em território português.
“É uma hipótese que não excluímos na investigação, até porque quem divulga pode também estar ligado eventualmente à produção deste tipo de material”, adiantou o responsável.
“Convém referir neste âmbito que, pese embora não seja usual no nosso país termos descoberto este tipo de produção de filmes, já houve situações muito concretas, uma ou duas, em que a produção estava associada a Portugal”, acrescentou.
Partilha de ficheiros
A “Operação Carrocel II” levou à apreensão de 25 computadores de secretária, 13 computadores portáteis, 33 cartões de memória, quatro máquinas fotográficas, 709 discos ópticos, 23 discos rígidos externos, um PDA e cinco telemóveis.
Uma das vias de investigação da Polícia Judiciária parte da premissa de que a participação na rede de pornografia infantil pressupunha a produção de material pedófilo inédito.
“Estamos a falar de programas que pelas suas características obrigam a uma partilha de ficheiros. Quem dá recebe e quem recebe está ao mesmo tempo a disponibilizar ficheiros dos seus computadores”, disse à RTP o subdirector Carlos Cabreiro.
Idade dos menores envolvidos não oferece dúvidas
Carlos Cabreiro confirmou também que as primeiras análises aos ficheiros que eram partilhados na rede permitem concluir pela menoridade das crianças envolvidas.
“Pelos elementos que possuímos sobre os ficheiros que são partilhados, é manifesta a menoridade das crianças. Não temos por isso grandes dúvidas de que estamos a falar de crianças de seis, sete ou oito anos”, afirmou.
Criminalidade transversal
Na entrevista ao Jornal da Tarde, o responsável da Polícia Judiciária rejeitou a ideia de que todos os suspeitos de envolvimento na rede pertençam a um estrato social médio-alto.
“Estamos a falar de uma criminalidade que, pelas suas características, é transversal a todos os estratos sociais. Não é uma criminalidade de estratos sociais baixos ou altos”, sublinhou.
Está em causa apenas “a utilização indevida da Internet por quem tem acesso a este tipo de meio de comunicação”.
Dados partiram do Brasil
A “Operação Carrocel II” foi desencadeada depois de as autoridades brasileiras terem fornecido as primeiras informações sobre a rede de pornografia infantil.
“Esta é uma operação que tem início no Brasil, com uma primeira recolha de informação por parte das autoridades brasileiras”, explicou Carlos Cabreiro.
“Com base nessa informação, é-nos transmitida a possibilidade, ou quase a certeza, de quais os locais em Portugal onde se está a divulgar pornografia infantil”, prosseguiu o subdirector da PJ.
Carlos Cabreiro escusou-se a avançar qualquer prazo para a conclusão da análise do material apreendido: “Estamos a falar de algum equipamento informático que obrigará, além do seu exame minucioso, a alguma troca de informação com as [polícias] congéneres para a própria troca de informação relativamente às crianças que possam estar expostas em filmes ou em fotografias apreendidas, não se prevendo por isso qual o tempo possível para a realização deste tipo de diligências”.
A Polícia Judiciária vai agora trabalhar no sentido de “determinar a responsabilidade das pessoas identificadas na participação nos factos”. Em suma, concluiu Carlos Cabreiro, procurar “algo que permita mudar a sua condição no processo”.