Portugal regista menos casos de gripe e queda nos internamentos em cuidados intensivos
Portugal registou na última semana menos casos de gripe e uma redução nos internamentos em cuidados intensivos, mas a mortalidade por todas causas continua com valores acima do esperado, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).
"Foram identificados excessos de mortalidade em todas as regiões de Portugal continental, em ambos os sexos e nos grupos etários acima dos 65 anos", refere o Boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus respiratórios do INSA relativo à semana de 5 a 11 janeiro.
Desde o início da época gripal, em 29 de setembro de 2025, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (Hospitais) notificaram 66.524 casos de infeção respiratória e identificaram 13.244 casos de gripe.
Na semana em análise, foram identificados 753 casos positivos para o vírus da gripe, menos 587 face à primeira semana de janeiro (1.340).
Neste período, a proporção da gripe em unidades de cuidados intensivos (UCI) foi de 9,2%, tendo diminuído face à semana anterior (19,1%), refere o boletim, precisando que foram reportados 11 casos de gripe pelas 13 UCI que enviaram informação. Quatro doentes tinham 65 ou mais anos, cinco tinham entre 55 e 64 anos e dois tinham entre 45 e 54 anos.
Do total de casos, 10 tinham doença crónica subjacente e 11 tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, um dos quais estava vacinado.
Desde o início da época, foram notificados 130 casos de gripe pelas UCI, tendo sido identificado o vírus influenza A(H1) em 8 (6,2%) casos, A(H3) em 13 (10,0%) casos e o vírus A não subtipado em 109 (83,8%) casos.
Do total de casos, 113 (86,9%) tinham doença crónica subjacente e 121 (93,1%) tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, dos quais 23 (22,1%) estavam vacinados.
A taxa de incidência das Infeções respiratórias agudas graves (SARI) apresenta uma tendência estável, tendo sido admitidos 80 casos nas Unidades Locais de Saúde que reportaram dados, adianta o boletim, sublinhando que estes casos corresponderam a uma taxa de incidência de 10,3 casos por 100.000 habitantes.
"As taxas de incidência de SARI permanecem mais elevadas no grupo etário dos 65 ou mais anos, enquanto o grupo etário dos 0-4 anos apresentou uma tendência decrescente nas últimas semanas", salienta.
Desde o início desta época, foram identificados outros agentes respiratórios em 4.866 casos, sendo que na semana em análise foram detetados 300 casos, sendo o vírus sincicial respiratório o mais frequentemente detetado.