EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo ao minuto

Reportagem

Pós-depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo ao minuto

O primeiro-ministro convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para a manhã deste domingo. O Governo quer abordar a situação de calamidade, medidas de prevenção e assistência e a reconstrução das zonas atingidas pelos efeitos da depressão Kristin. Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Graça Andrade Ramos, Carlos Santos Neves, Joana Raposo Santos - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Manuel de Almeida - Lusa

Mais atualizações Voltar ao topo
Momento-Chave
Em Lamego
Lusa /

Risco de "derrocada de grandes dimensões" leva a corte total da A24

A iminência de "uma derrocada de grandes dimensões" levou hoje ao encerramento da autoestrada A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamego, no distrito de Viseu, anunciou a Câmara de Lamego.

"Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24", justificou a autarquia, num comunicado publicado cerca das 20h00 na rede social Facebook.

Durante o dia de hoje, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução.

No entanto, "após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões", as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.

Segundo a Câmara de Lamego, "perante este cenário, manter a via aberta seria irresponsável e colocaria em risco todos os utilizadores da estrada".

No domingo de manhã "será realizada nova vistoria técnica ao local por especialistas de geotecnia, para reavaliação das condições de segurança", avançou.

A autarquia disse ainda que a concessionária Norscut "está já a preparar a mobilização de meios para uma intervenção urgente na A24".

"Logo que existam condições, a circulação será restabelecida", garantiu, acrescentando que "serão sinalizados trajetos alternativos, os quais serão ajustados em função da evolução da situação e dos condicionamentos supervenientes que se vierem a verificar", acresentou.

A Câmara de Lamego sublinhou que "a situação é muito grave" e garantiu que "está a ser acompanhada permanentemente", colocando sempre a segurança das pessoas em primeiro lugar.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu este sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 0h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

PUB
Momento-Chave
Segunda morte
RTP /

Um morto em Alcobaça em trabalhos de reparação de telhado

Há mais uma vítima mortal devido a uma queda. Estava a arranjar a casa, em Alcobaça, quando caiu. É o segundo caso fatal em poucas horas, depois da morte de um septuagenário no concelho da Batalha.O alerta foi dado às 17h32 na localidade de Bárrio, em Alcobaça. A vítima é um homem de 66 anos.

Foram mobilizados para o local dez operacionais apoiados por cinco veículos, incluindo elementos dos bombeiros e da GNR. O óbito acabou por ser declarado no local.
As autoridades apelam para que as pessoas não se coloquem em situações de risco.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Pessoas "muito assustadas". Farmácia de Ourém funciona à luz da lanterna

A equipa de reportagem no local ouviu o testemunho de Dona Maria, com 82 anos, que, sem abastecimento de eletricidade, tem mantido a sua farmácia a funcionar.

Foto: Tiago Imaginário - RTP

"Os últimos dias têm sido horríveis, mesmo muito maus. Estamos aqui só para ajudar as pessoas, porque de outra maneira não se trabalhava", descreveu.

Os utentes têm, ainda assim, procurado a farmácia, sobretudo para adquirir anti-depressivos.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Alcácer do Sal em limpezas já à espera de nova intempérie

Em Alcácer do Sal, a população prepara-se para o regresso do mau tempo nas próximas horas.

Muitos estiveram a fazer limpezas depois dos danos provocados pelas cheias.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Quase 200 mil clientes continuam sem eletricidade

Ainda há povoações isoladas sem luz e sem comunicações. É o caso da união de freguesias de Colmeias e Memória, em Leiria.

A E-redes diz que mobilizou 1.200 operacionais, mas ainda não se sabe quando é que a energia volta completamente.
PUB
RTP /

Centenas de voluntários ajudam a limpar Leiria

Em Leiria, cerca de 600 pessoas de todo o país andaram a recolher os destroços que a tempestade Kristin deixou.

São voluntários que estão a ajudar na limpeza das zonas afetadas.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Esperadas cheias para as bacias de Mondego, Douro, Águeda e Tejo

Aproxima-se uma nova vaga de intempéries. A chuva intensa volta a juntar-se à agitação marítima.

Foto: Inês Moreira Santos - RTP

As regiões Norte e Centro têm risco agravado a partir da tarde deste domingo.

O Governo reforça o apelo a medidas preventivas: retirar animais, viaturas, equipamentos agrícolas das zonas ribeirinhas ou que podem ser atingidas pela subida da água.

Coimbra vai receber 24 fuzileiros da Marinha portuguesa e seis botes que vão dividir-se também por Montemor-o-Velho e Soure.
PUB
RTP /

Marcelo no terreno. Presidente aponta oportunidade de aprendizagem

Este domingo há Conselho de Ministros extraordinário para avaliar a situação de calamidade e a adoção de medidas para apoiar a população atingida pela tempestade.

Marcelo Rebelo de Sousa está no terreno e sugere a criação de uma comissão técnica independente. Diz que o que sucedeu é uma oportunidade de aprendizagem.
PUB
Momento-Chave
Hospital de Leiria
RTP /

Unidade já registou 485 entradas de doentes com trauma

"Estamos em plano de contingência de nível 2", assinalou Catarina Faria, diretora Clínica da ULS de Leiria, ouvida esta noite pela equipa de reportagem da RTP no local.
PUB
Momento-Chave
Coimbra
RTP /

Canil Municipal evacuado preventivamente

A Câmara de Coimbra decidiu evacuar preventivamente o Canil Municipal, perante a subida do caudal do Rio Mondego. Foram retirados dez gatos e 98 cães.

"A operação foi articulada com o Serviço Municipal de Proteção Civil, com o objetivo de salvaguardar o bem-estar dos animais face ao cenário meteorológico adverso e no quadro do acompanhamento permanente da situação no concelho", adiantou a Câmara em nota remetida à agência Lusa.

Os animais foram distribuídos "por soluções de acolhimento previamente identificadas, que asseguraram as condições adequadas de alojamento, alimentação e acompanhamento veterinário".

"Os animais ficaram entregues a responsáveis e entidades parceiras com capacidade de resposta imediata, permitindo concretizar a operação de forma rápida, organizada e segura".
PUB
Figueiró dos Vinhos
RTP /

Exército transporta e monta "lonas para reparação provisória de coberturas afetadas pela tempestade"

No âmbito do apoio às populações em Figueiró dos Vinhos, o Exército Português está a assegurar o carregamento, transporte e montagem de lonas, a partir de uma empresa em Vila Nova de Famalicão, com destino a Figueiró dos Vinhos, visando a mitigação imediata dos danos verificados em edifícios na sequência da tempestade", anuncia o ramo das Forças Armadas em comunicado.

As lonas, lê-se no mesmo comuinicado, visam a "reparação provisória de coberturas em edifícios afetados, ação que será executada por equipas especializadas de trabalhos em altura da Engenharia do Exército, contribuindo para a proteção de pessoas e bens na área afetada".
PUB
Momento-Chave
Cenário de cheias
RTP /

Proteção Civil pede à população do Vale do Mondego para se preparar

A Proteção Civil da Região de Coimbra faz um apelo às populações do Vale do Mondego no sentido de se prepararem para eventuais inundações na próxima semana, tendo em conta a previsão de forte precipitação, já a partir da noite de domingo.

Em conferência de imprensa, na tarde deste sábado, o comandante sub-regional da Proteção Civil advertiu que as zonas mais vulneráveis das margens esquerda e direita do Mondego, entre os concelhos de Coimbra e da Figueira da Foz, podem ser afetadas pelo aumento do caudal, num contexto de descargas da barragem da Aguieira.

De acordo com Carlos Luís Tavares, foi mobilizado para a região um grupo de 24 fuzileiros da Marinha, equipado com seis botes, que serão distribuídos pelos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho. A região conta ainda com 17 embarcações próprias.

"Estamos preocupados com a pressão que o Rio Mondego vai ter e, portanto, as pessoas residentes em zonas vulneráveis das margens esquerda e direita do Mondego têm de estar de sobreaviso e preparados para que a cheia as possa afetar", advertiu o responsável.
PUB
Momento-Chave
Ponto de situação às 19h00
RTP /

Uma morte na Batalha em reparação de telhado. Mais de 450 pessoas feridas em trabalhos de reconstrução

  • Uma pessoa morreu este sábado ao cair do telhado. Trata-se de um homem de 73 anos que estava a repor telhas na casa, na Batalha, que haviam sido arrancadas pela violência dos ventos da depressão Kristin. A queda de dez metros foi fatal;


  • Com avisos e alertas de agravamento do estado do tempo para os próximos dias em pano de fundo, são muitas as pessoas que estão a reparar danos para proteger os bens. Acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução levaram já mais de 450 pessoas às urgências com traumas;


  • Aproxima-se uma nova vaga de intempéries. A chuva intensa volta a juntar-se à agitação marítima. As regiões Norte e Centro têm risco agravado a partir da tarde deste domingo, prevendo-se cheias e inundações em particular nas bacias do Mondego, Douro, Águeda e Tejo;


  • O Governo, que realiza na manhã de domingo uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, reforçou já o apelo a medidas preventivas: retirar animais, viaturas, equipamentos agrícolas das zonas ribeirinhas ou que podem ser atingidas pela subida da água;


  • Coimbra vai receber 24 fuzileiros da Marinha e seis botes que vão dividir-se também por Montemor-o-Velho e Soure;


  • O presidente da República deslocou-se este sábado a regiões atingidas pela intempérie. Marcelo Rebelo de Sousa deixou um aviso: "Isto não se vai resolver num dia, numa semana, num mês, dois meses, três meses. Vai exigir mais do que isso";


  • O presidente da Câmara Municipal Leiria criticou o que descvreveu como "carrossel" de politicos na cidade, em particular de André Ventura. Gonçalo Lopes lamentou ainda que não haja mais militares no terreno;


  • Em Leiria, cerca de 600 pessoas de todo o país andaram, ao longo do dia, a recolher os destroços que a depressão Kristin deixou. São voluntários que estão a ajudar na limpeza das zonas afetadas. Entretanto, a autarquia sinalizou que os produtos alimentares e de higiene enviados para a cidade superam já as necessidades;


  • Em Alcácer do Sal, a população prepara-se para o regresso do mau tempo. Muitos fizeram limpezas após os danos causados pelas cheias dos últimos dias;


  • Cerca de 200 mil pessoas permaneciam, este sábado, sem abastecimento de energia elétrica. Ainda há povoações isoladas, sem luz ou comunicações - é o caso da União de Freguesias de Colmeias e Memória, em Leiria;


  • A E-redes afirma ter mobilizado 1.200 operacionais, que foram reforçados com mão de obra espanhola. Todavia, ainda não é possível estabelecer uma data para a completa reposição da energia;


  • Este domingo há voto antecipado para a segunda volta das eleições presidenciais. Por causa dos efeitos do mau tempo, foi alterado, a pedido dos autarcas, o local de voto em seis municípios: Leiria, Alvaiázere, Vieira do Minho, Torres Vedras, Alcácer do Sal e Silves;


  • Em Leiria, a votação antecipada muda para a Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo. Em Vieira do Minho, os eleitores devem rumar à sede da junta, tal como em Alcácer do Sal. Em Alvaiázere, a votação decorrerá no quartel dos bombeiros e em Torres Vedras terá lugar no edifício da Câmara Municipal. Em Silves, vota-se nas piscinas municipais.
PUB
Momento-Chave
"Falha brutal"
RTP /

BE acusa Governo de falta de "empatia e solidariedade"

O coordenador do Bloco de Esquerda acusou este sábado o Governo de "falha brutal" no modo como se preparou e reagiu à depressão Kristin, a somar ao que considerou ser a falta de "empatia e solidariedade" nos dias subsequentes.

No final da reunião da Mesa Nacional do BE, José Manuel Pureza quis manifestar solidariedade com as vítimas da intempérie, respeito pelos elementos da Proteção Civil no terreno e destacar a "empatia e solidariedade" das populações.

"Solidariedade e empatia que faltaram ao Governo. Se era tão preciso um gesto e uma palavra de solidariedade e de empatia, foi das pessoas, das comunidades, das populações que elas vieram, não vieram do Governo", reprovou.
PUB
Momento-Chave
Marinha no terreno
RTP /

Meios humanos e materiais da Armada no apoio às populações

"A Marinha Portuguesa encontra-se a prestar apoio à população das regiões mais afetadas pela depressão Kristin, que atingiu Portugal Continental na madrugada de quarta-feira, 28 de janeiro", lê-se em comunicado deste ramo das Forças Armadas.A Marinha destacou um "total de 54 militares, 11 viaturas, seis botes, cinco geradores e três drones, bem como diverso material para apoiar na desobstrução de locais, edifícios e/ou estradas".

"​​Devido à passagem da depressão, várias zonas da Região Centro encontram-se ainda sem energia, tendo a Marinha disponibilizado cinco geradores para apoio a diversas localidades dos municípios da Batalha, Figueira da Foz, Marinha Grande e Ourém", enumera.

A Marinha adianta ter "militares a operar na zona da Batalha, na desobstrução de vias".

"Estão a ser posicionados militares com botes, na região de Coimbra, ao longo das margens do rio Mondego, em apoio aos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho e Bombeiros Sapadores de Coimbra".

"Além destes meios, está prevista (nas próximas horas e após coordenação com a Câmara Municipal de Leiria) a projeção de um grupo de técnicos de eletricidade e de dois pelotões de Fuzileiros para apoio na desobstrução de vias e reparação de edifícios na região de Leiria".

A Marinha indica, por último, dispor de "um pelotão em prontidão para um eventual empenhamento no Rio Tejo e/ou no Rio Sado".​​
PUB
Momento-Chave
Pampilhosa da Serra
RTP /

Câmara fornece tijolos e telhas à população

A Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, anuncia que, a partir deste domingo, vai fornecer tijolos e telhas para ajudar a população a repor as condições das casas.

Os materiais podem ser levantados no Estádio Municipal Antigo, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.
PUB
Momento-Chave
Leiria
RTP /

Autarquia afirma que alimentos e produtos de higiene já são suficientes

A Câmara Municipal de Leiria anuncia que os bens alimentares e artigos de higiene entregues ao município excedem já as necessidades, apelando à população para que pare a entrega.

"Pedimos à população que não entregue mais bens alimentares, nem artigos de higiene, uma vez que as necessidades nestas áreas se encontram largamente supridas", indica a autarquia.

Em simultâneo, a Câmara afirma que a recolha do lixo acumulado nos últimos dias já começou, estando a ser alargada às 20 freguesias do concelho.

"As equipas estão no terreno e a trabalhar para reduzir os constrangimentos e repor, o mais rapidamente possível, a normalidade na recolha de resíduos urbanos".
PUB
Vale do Lis
RTP /

Meio milhar de produtores "muito afetados"

Pelo menos 500 produtores ficaram "muito afetados" após a passagem da depressão Kristin pelo vale do Lis. Multiplicam-se os casos de estruturas danificadas e culturas alagadas. O número é avançado pelo secretário-geral da Associação de Regantes e Beneficiários, citado pela Lusa.

"Temos pelo menos 500 produtores muito afetados com toda esta questão, com as estruturas afetadas e agora com as culturas que tinham no campo submersas, porque o rio Lis rebentou já em vários locais e inundou os campos adjacentes e tudo está é inundado", descreveu Henrique Damásio.

No Vale do Lis há estufas, um "viveiro muito grande", explorações com cavalos, armazéns e muitas culturas, sobretudo de milho e hortícolas, arroz, pastagens e fruteiras. Os prejuízos ascenderão a "muitos milhões" de euros.No vale do Lis, dos 2.145 hectares, 1.800 estão submersos.


"Para fazer uma intervenção no Rio Lis que estava prevista antes de esta história acontecer (para regularização do leito e das margens), eram 3,5 milhões de euros. Isso era numa condição de que não tivesse havido destruição. Agora, com a destruição, nem sequer consigo imaginar qual o valor", apontou o responsável da Associação de Regantes e Beneficiários.

c/ Lusa
PUB
Momento-Chave
Presidenciais
Lusa /

Local de voto antecipado muda em seis municípios por causa da tempestade

A administração eleitoral mudou o local de voto antecipado em mobilidade de domingo em seis municípios, por causa dos efeitos da depressão Kristin em Vieira do Minho, Alvaiázere, Leiria, Torres Vedras, Alcácere do Sal e Silves.

João Marques - RTP

Numa nota publicada na sexta-feira no Portal do Eleitor, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) informa que a alteração foi decidida "por motivos de força maior", a pedido das seis câmaras municipais.

A votação antecipada em mobilidade para o segundo sufrágio das eleições presidenciais decorre no domingo, 01 de fevereiro.

No município de Vieira do Minho, no distrito de Braga, o novo local de voto será a sede da Junta de Freguesia de Vieira do Minho (Antiga Casa do Povo), segundo a informação divulgada no Portal do Eleitor.

Em Alvaiázere, no distrito de Leiria, a votação decorrerá desta vez no quartel dos bombeiros voluntários.

No município de Leiria, igualmente afetado pela depressão, o local de votação muda para a Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo.

Em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, será no Edifício da Câmara Municipal.

Em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, a votação decorrerá na sede da junta de freguesia de Alcácer do Sal (Santiago).

Em Silves, no distrito de Faro, o voto antecipado decorrerá no edifício das piscinas municipais.

A votação antecipada no domingo será possível para os eleitores recenseados em Portugal que se inscreveram para exercer o direito de voto neste dia.

As inscrições decorreram esta semana, entre 25 e 29 de janeiro.

Há pelo menos uma mesa em cada município do continente e das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, segundo informação do Portal do Eleitor.

Os eleitores devem dirigir-se à mesa de voto no município por si indicado no momento da inscrição, apresentar o documento de identificação civil e indicar a freguesia de inscrição onde estão recenseados. Após a votação, é-lhes entregue o duplicado da vinheta de segurança que serve de comprovativo do exercício do direito de voto.

Caso um eleitor inscrito para votar não consiga fazê-lo, pode exercer o seu direito de voto em 08 de fevereiro na assembleia ou secção de voto na qual se encontra recenseado.

Quem está inscrito no recenseamento eleitoral português no estrangeiro não pode votar antecipadamente, que apenas está previsto para quem está recenseado em território nacional.

Para os eleitores presos e doentes internados em estabelecimentos hospitalares que se inscreveram no voto antecipado, o ato eleitoral realiza-se entre 02 e 03 de fevereiro. Nestes casos, o Presidente da Câmara Municipal ou o seu representante desloca-se ao estabelecimento prisional ou ao hospital para recolher o voto.

A escolha do novo presidente da República na segunda volta será entre António José Seguro e André Ventura, os dois candidatos presidenciais mais votados na primeira volta, de 18 de janeiro.

PUB
Momento-Chave
Ferreira do Zêzere
RTP /

Marcelo afirma que Montenegro "tem a noção de que isto é muito mais grave do que poderia parecer"

Questionado, durante uma deslocação a Ferreira do Zêzere, sobre o anúncio de um Conselho de Ministros extraordinário para a manhã de domingo, o presidente da República manifestou concordância e deu conta da coordenação entre Belém e o gabinete do primeiro-ministro na resposta aos danos da depressão Kristin.

"Ele tem a noção de que isto é muito mais extenso e muito mais grave do que poderia parecer à primeira vista e, sendo assim, que o Governo deve intervir e intervir com urgência", observou Marcelo Rebelo de Sousa.

Quanto às condições do país para organizar a segunda volta das eleições presidenciais, o chefe de Estado evitou pronunciar-se, sublinhando que "não tem competência para intervir permitindo regimes eleitora com períodos de tempo ou com adiamentos parcelares".
"Vamos trabalhar para que, no decurso da próxima semana, se minimize os fatores que possam afastar os portugueses das urnas", acentuou Marcelo.

Sobre a notícia da morte de um septuagenário durante a reparação de um telhado, no concelho da Batalha, o presidente sublinhou "a coragem e a determinação de quem luta com os meios que considera mais adequados e não são". Apelou em seguida às populações para que evitem correr riscos e, "na dúvida, contactem os serviços da autarquia ou a Proteção Civil".
PUB
Momento-Chave
Situação de calamidade
RTP /

Convocado Conselho de Ministros extraordinário para a manhã de domingo

Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro anuncia a marcação de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para as 10h00 de domingo.

O Conselho de Ministros, lê-se na mesma noita, vai abordar a situação de calamidade, o "acompanhamento e adoção de medidas de prevenção e assistência perante os eventos climatéricos extremos (incluindo os dos próximos dias)" e a "recuperação e reconstrução das zonas afetadas".
PUB
Momento-Chave
Ferrovia
RTP /

Circulação condicionada em várias linhas

A circulação ferroviária debatia-se, pelas 15h00, com constrangimentos em diferentes linhas, segundo um balanço da Infraestruturas de Portugal.

Em comunicado citado pela agência Lusa, a empresa dá conta de que, àquela hora, estava suspensa a circulação na Linha do Norte, entre Soure e Coimbra B, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, no Ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz, e na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira.

Na origem destes constrangimentos, estão danos na catenária e obstruções na infraestrutura ferroviária por causa das "condições meteorológicas adversas dos últimos".

"A IP agradece a compreensão pelos incómodos causados. Esta informação será atualizada sempre que se justifique", remata o comunicado.
PUB
Momento-Chave
Concelho da Batalha
RTP /

Homem de 73 anos morre ao cair de telhado durante reparação

Um homem de 73 anos morreu este sábado ao cair do telhado que reparava no concelho da Batalha, distrito de Leiria. Informação confirmada à agência Lusa por fontes da Guarda Nacional Republicana, da Câmara Municipal e da Proteção Civil.O presidente da Câmara da Batalha, André Sousa, adiantou que "o homem faleceu na queda de um telhado" quando "estava a repor telhas". "A casa tinha ficado sem telhas", acrescentou.


Por sua vez, o comandante dos Bombeiros Voluntários da Batalha, Hugo Borges, explucou que o alerta foi dado pela 13h00, tendo sido enviados para a localidade da Torre, na freguesia de Reguengo do Fetal, meios da corporação local e do INEM, para além da GNR.

"Um meio aéreo foi acionado para o local, mas acabou por não aterrar", detalhou o comandante.

O Comando Territorial de Leiria da GNR disse tratar-se de "uma queda em altura".
PUB
Lusa /

Bispo de Coimbra diz que Igreja está disponível para apoiar os mais vulneráveis

O bispo da Diocese de Coimbra disponibilizou este sábado ajuda da Igreja aos que estão em situação de maior vulnerabilidade por causa da tempestade Kristin e deixou uma palavra de conforto e consolação aos que estão a sofrer.

"Da parte da Igreja estamos disponíveis para abraçar a todos e para dar o auxílio necessário àqueles que estão em maiores situações de vulnerabilidade", referiu Virgílio Antunes.

Na sua mensagem a propósito dos danos causados pela depressão Kristin, o bispo de Coimbra considerou que a situação que se vive é dramática para as pessoas que foram atingidas nas suas casas, carros, bens e que estão privadas de eletricidade, água e comunicações.

Virgílio Antunes pediu "a todos que estejam atentos às necessidades do seu próximo" e que "o espírito de caridade que sempre nos deve marcar em todas as situações esteja mais presente ainda nestes momentos trágicos que a sociedade portuguesa está a viver".

"Em prática na nossa vida, estejamos ainda dispostos a rezar uns pelos outros para que a ninguém falte a esperança para refazer tudo aquilo que perderam, para encontrar os meios adequados para dar continuidade ao seu projeto de vida", solicitou.

Na sua mensagem, pediu ainda a Deus para abençoar todos os trabalhos que estão a ser realizados, quer por instituições públicas e privadas, como pela própria igreja, bem como "todos aqueles que têm no coração as necessidades do seu próximo".

"Assim, juntos, é mais fácil ultrapassarmos as dificuldades que agora estamos a sentir", concluiu.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 0h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

PUB
Momento-Chave
Montemor-oVelho
RTP /

"Situação estável e controlada" nos níveis do Mondego

A situação dos níveis do Rio Mondego em Montemor-o-Velho mantinha-se esta tarde "estável e controlada". A subida da água na vale agrícola "está a ser efetuada de forma planeada e preventiva". Informações avançadas pela Câmara local em publicação no Facebook.

De acordo com o município, os níveis de passagem de água na Ponte-Açude de Coimbra estavam, ao final da manhã deste sábado, nos 1.500 metros cúbicos por segundo, valore idêntico às médias de sexta-feira.

"A subida da água no Vale do Mondego, em particular nos campos, está a ser efetuada de forma planeada e preventiva, no âmbito da gestão dos caudais, com vista à salvaguarda de pessoas e bens".



A preocupação da autarquia recai, todavia, sobre as expectativas para a noite de domingo dois dias seguintes, perante as previsões de chuva forte.
PUB
Leiria
RTP /

Cáritas Diocesana reforça apoio a famílias

Em comunicado, a Cáritas Diocesana de Leiria dá conta de um reforço do "apoio às famílias afetadas", assim como do "montante angariado pelo Fundo de Emergência Social Diocesano".

"Não sendo possível, de momento, apurar um valor exato dos donativos devido às dificuldades de acesso às comunicações, a Cáritas Diocesana de Leiria informa que, desde o lançamento do Fundo de Emergência Social Diocesano, foram angariados cerca de 200 mil euros", lê-se na nota.

"Este valor irá permitir prestar apoio imediato às pessoas e famílias em situação de maior vulnerabilidade, garantindo resposta às necessidades mais urgentes identificadas no terreno, na sequência dos impactos causados pela depressão Kristin".

A Cáritas de Leiria ainda ainda estar "a envidar esforços no contacto com diversas entidades locais, nomeadamente juntas de freguesia, e já está presente em várias paróquias, levando alimentos e articulando diretamente com as comunidades para garantir que o apoio chega de forma eficaz a quem mais necessita".

"Com o levantamento das necessidades ainda em curso, será realizada uma atualização pública referente ao apoio de voluntários, de forma a garantir uma mobilização organizada e adequada às necessidades reais de cada território".

A Cáritas "agradece profundamente a generosidade de todos os que têm contribuído, bem como a colaboração dos que têm ajudado na divulgação desta angariação, permitindo reforçar a resposta às famílias afetadas".
PUB
Momento-Chave
Marcelo em Vila de Rei
RTP /

"Isto não se vai resolver num dia, numa semana, num mês, dois meses, três meses"

Em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, o presidente da República falou de "outro Portugal que foi atingido".

"Estamos num Portugal diferente do Portugal urbano-metropolitano e o presidente [da Câmara] explicou-nos como, tendo Vila de Rei 94 aldeias, 90 por cento da eletricidade já está disponível, em pouco tempo, a água também, as comunicações, isso é um problema. Mas onde há problemas a que se respondeu de forma muito solidária", fez notar o chefe de Estado."Isto explica como foi muito grave, foi muito extenso no território, foi muito intenso nos efeitos e como é um apelo a um esforço coletivo e solidário de todos e que vai demorar tempo".


"É preciso explicar, desde o início, que vai ser assim, para não se criar expectativas de que é uma coisa fácil, que se resolve num instante, não contando com o facto de que ainda é um processo que está em curso, que pode haver mais chuva, mais inundações, que pode haver mais municípios a juntar aos 59 que estão em situação de calamidade", continuo o presidente da República.

"O futuro presidente terá um papel muito importante a desempenhar, dentro de 30 dias, e o Governo com a Assembleia da República", observou.
"Isto não se vai resolver num dia, numa semana, num mês, dois meses, três meses. Vai exigir mais do que isso", advertiu Marcelo, falando de "uma mensagem" da qual ficou "ciente ao vir para o terreno".

O presidente cessante deixou em seguida um apelo: "Temos, quanto a isto, que ensaiar o maior acordo possível".


PUB
Momento-Chave
Na próxima semana
RTP /

Ministra adverte para novo agravamento do estado do tempo no Norte e no Centro

Durante uma visita às zonas afetadas pela depressão Kristin em Alcácer do Sal, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, alertou para as previsões de agravamento do quadro meteorológico na próxima semana, desde logo nas regiões Norte e Centro.

"Estamos principalmente preocupados com o Norte e o Centro e também o Tejo, mais do que aqui, aqui também vai chover e também vai ter problemas, mas lá vai chover muito", afirmou a governante, para descrever em seguida um cenário de chuva intensa e agitação marítima.

O Ministério do Ambiente e a Agência Portuguesa do Ambiente têm estado a levar a cabo descargas preventivas e controladas nas barragens há já mais de 15 dias. O objetivo é diminuir o "volume para acomodar a grande pluviosidade que vem na próxima semana".

"Estamos a fazer isto já há várias semanas, em coordenação com a Espanha e com as hidroelétricas, a quem agradecemos por terem acedido aos nossos pedidos para colaborar nestas descargas preventivas e, portanto, temos uma preocupação enorme em relação às barragens", reforçou Maria da Graça Carvalho.A preocupação das autoridades incide, em particular, nas regiões do Mondego, Douro, Águeda e Tejo.

A ministra deixou ainda um apelo às populações de zonas consideradas vulneráveis a cheias para que removam bens, animais e viaturas.

Recorde-se que o Governo decretou a situação de calamidade, para cerca de 60 municípios, entre as 0h00 de quarta-feira e as 23h59 de domingo. Em Vila de Rei, ao início da tarde deste sábado, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lembrou que o número de concelhos abrangidos pode vir a aumentar nos próximos dias.
PUB
Lusa /

Marcelo diz que Forças Armadas vão reforçar meios no terreno

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que as Forças Armadas vão reforçar meios no terreno devido à eventualidade da ocorrência de cheias no início da próxima semana.

"[A intervenção das Forças Armadas] ampliou-se, está a ampliar-se e agora a prioridade passa a ser as inundações. É fundamental essa intervenção logística nas inundações", disse Marcelo Rebelo de Sousa, na Figueira da Foz, durante a visita a diversos locais afetados pela depressão Kristin.

Lembrando que sempre foi defensor da intervenção das Forças Armadas enquanto agente de Proteção Civil, "até pela sua capacidade de mobilização", o chefe de Estado precisou que após a deslocação para o terreno de meios militares, na sequência da depressão Kristin, em Ferreira do Zêzere e Tomar (Santarém) e Marinha Grande (Leiria), essa capacidade vai ter mais meios para prevenir consequências de inundações.  

Marcelo lembrou ainda que nos incêndios de Pedrogão Grande, em 2017, os militares intervieram "e tiveram um papel importante de apoio logístico".

"Mas, de facto, [esse apoio] arrancou alguns dias depois do momento inicial dos fogos. Estamos a tentar encurtar essa distância e antecipar a intervenção militar quando necessário", argumentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Já o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, frisou que o Governo está "a empenhar todos os meios da Proteção Civil, já no planeamento, na próxima semana, das cheias e inundações", revelando "um forte empenhamento das Forças Armadas" nessas operações, em articulação com a Proteção Civil, já a partir de hoje, com botes, dispositivos de desobstrução e outros meios para a eventual retirada de pessoas.

Questionado pela agência Lusa sobre o que significa "um forte empenhamento" das Forças Armadas em termos numéricos, Rui Rocha não respondeu.

 Adiantou, depois, que o Governo já sinalizou, junto das Forças Armadas, "as necessidades e os posicionamentos" necessários durante os próximos dias, estando "tudo a ser tratado em coordenação com a Proteção Civil", designadamente na bacia dos rios Mondego e Tejo, onde, garantiu, irão estar meios dos Fuzileiros da Marinha.

Na Figueira da Foz, além do parque de campismo, Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Rua do Pinhal, onde se situa o edifício da antiga Universidade Internacional (que estava a ser reconvertido para centro de formação do IEFP), e sofreu danos elevados, a exemplo de algumas casas em redor.

A visita inclui também a Zona Industrial da Gala, concretamente a empresa de derivados de resina United Resins, que viu metade do seu armazém e 80% do seu parque fotovoltaico destruídos.

PUB
Lusa /

Seguro aponta "separação completa" entre campanha e solidariedade com vítimas do mau tempo

 

O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que tem feito "uma separação completa" entre campanha eleitoral e proximidade às populações e autarcas das zonas afetadas pela tempestade Kristin, estando a equacionar ir acompanhado pela comunicação numa próxima visita.

Seguro falava aos jornalistas na Lixa, concelho de Felgueiras, distrito de Porto, momentos antes de um almoço que tem com apoiantes, sendo questionado sobre as críticas do presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, sobre "um carrossel de pessoas" a ir àquele concelho fortemente afetado como "se um jardim zoológico se tratasse".

"Eu ouvi as declarações do presidente da Câmara Municipal de Leiria e elas não encaixam no meu comportamento. O comportamento que eu tenho tido é de constante e permanente contacto com os autarcas e reconheçam-me que, no próprio dia, eu estive no terreno, só que fiz uma separação clara entre aquilo que é a campanha eleitoral e aquilo que é o meu dever como português e como candidato da Presidente da República, foi ir falar com pessoas e ver os estragos", respondeu.

O candidato mais votado na primeira volta das presidenciais insistiu nesta ideia de "separação completa" entre a campanha eleitoral e aquilo que diz ser a expressão da "sua solidariedade e a proximidade com as pessoas "e encontrar propostas e soluções em contacto com os autarcas".

"E é aí que seguirei. E, façam-me justiça, já fiz o mesmo quando foi os incêndios no verão. Eu visitei vários concelhos do país sem comunicação social", disse, numa altura em que, desde a madrugada de quarta-feira, já foi diversas vezes ao terreno, sozinho e sem avisar os jornalistas.

Seguro disse que no domingo, numa altura em que se está a passar "por uma fase diferente", irá visitar mais um local afetado.

"Estou a equacionar e ver da possibilidade, porventura, já poder levar comunicação social se houver condições para isso", adiantou.

Questionado sobre se teme que uma campanha menos focada nos apelos ao voto e na mensagem eleitoral o esteja a prejudicar, o candidato presidencial apoiado pelo PS defendeu que é preciso "separar as duas coisas com clareza".

"Uma coisa é a campanha eleitoral, há eleições, a vida é o que é, outra coisa é a urgência, essa é a mais urgente e a prioritária, de acompanhar a situação da aflição das famílias e das empresas em zonas afetadas", reiterou.

Interrogado se estava preocupado com a descida nas sondagens, Seguro disse que não e voltou a sua intervenção para a tempestade que afetou Portugal.

"Aquilo que eu temo é que a resposta que as pessoas precisam neste momento, e que vivem situações de aflição, que não têm luz, que não têm água, tenha que ser resolvida rapidamente. Esse é o meu ponto", respondeu.

Evidenciando que se está em período de campanha eleitoral, o ex-líder do PS disse que esta é "uma situação nova para todos" que passa por "equilibrar esta preocupação e, sobretudo, manifestar" a sua solidariedade com as pessoas e, "simultaneamente, fazer uma campanha onde o apelo ao voto é indispensável em favor daquilo que são os valores" que defende.

"E eu estou convencido que nós vamos fazendo esse equilíbrio. Eu já cancelei ações de campanha, ainda hoje cancelei duas ações de campanha, é normal que agora, durante o encontro que eu vou ter aqui em Felgueiras, me pronuncie sobre a necessidade de as pessoas se mobilizarem, de irem a votar, porque amanhã [domingo] também já há eleições, não é um equilíbrio fácil, para ser sincero, mas eu sou firme na defesa daquilo que são os meus princípios e os meus valores", admitiu.

PUB
Lusa /

IPMA emite aviso amarelo para precipitação e agitação marítima no grupo Oriental açoriano

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu hoje aviso amarelo para o grupo Oriental açoriano por precipitação e agitação marítima, mantendo os avisos divulgados na sexta-feira para todo o arquipélago por vento e agitação marítima.

Segundo um comunicado do IPMA, o aviso amarelo por "precipitação por vezes forte", vai vigorar nas ilhas de São Miguel e Santa Maria, que constituem o grupo Oriental, das 23:00 locais (mais uma hora em Lisboa) de hoje às 11:00 de domingo.

As duas ilhas também foram hoje colocadas sob aviso amarelo por agitação marítima entre as 17:00 de domingo e as 17:00 de segunda-feira.

Para São Miguel e Santa Maria o IPMA tinha anunciado, na sexta-feira, um aviso idêntico, por causa do vento, para vigorar das 11:00 de domingo às 07:00 de segunda-feira.

Ainda de acordo com o IPMA, nas ilhas das Flores e do Corvo (grupo Ocidental do arquipélago), mantém-se o aviso amarelo para vento, também divulgado na sexta-feira, que é válido entre as 23:00 locais de hoje e as 02:00 de segunda-feira.

No mesmo grupo de ilhas vigora idêntico aviso, por previsões de agitação marítima, das 07:00 de domingo às 17:00 de segunda-feira.

Para o grupo Central (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira) o aviso amarelo devido ao vento vigorará das 07:00 de domingo às 07:00 de segunda-feira e, por agitação marítima, das 11:00 de domingo às 17:00 de segunda-feira.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Ponto de situação na Marinha Grande

A Marinha Grande tem no terreno “quatro equipas especializadas de avaliação de risco do edificado, provenientes da Proteção Civil de Matosinhos, Lisboa e do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa”, adiantou o município em comunicado.

“Estas equipas possuem formação específica para intervir em situações de derrocadas e outros riscos estruturais, estando a avaliar quais os edifícios que podem manter-se em funcionamento, com especial incidência nas escolas, tendo em conta as condições estruturais, estando a ser analisadas centenas de situações em todo o concelho”, explica.

Paralelamente, o município está a desenvolver “ações prioritárias para garantir condições básicas nos lares e IPSS”, nomeadamente o abastecimento de água, desobstrução de acessos, fornecimento de roupa de cama e atoalhados lavados e disponibilização de refeições quentes.

O comunicado refere ainda que os serviços municipais estão a trabalhar para repor o abastecimento de água à população, “no entanto têm-se registado constrangimentos nas operações, o que tem tornado mais moroso este processo”.

“A E-Redes está a trabalhar em articulação com o Município, para a reposição do fornecimento de energia elétrica, com especial enfoque para as zonas onde estão localizados lares e IPSS, não sendo possível prever a data para a normalização da situação”, acrescenta.
PUB
Lusa /

Marinha Grande realoja 75 pessoas nas instalações do Sport Império Marinhense

A Câmara Municipal da Marinha Grande revelou hoje que realojou 75 pessoas nas instalações do Sport Império Marinhense, depois de terem sido transferidos do Estádio Municipal.

Em comunicado enviado à agência Lusa, esta autarquia do distrito de Leiria informou que está a garantir refeições aos desalojados, bem como aos operacionais que estão a trabalhar nas ações de limpeza e aos voluntários.

"A Câmara Municipal colocou hoje em funcionamento a cantina social, na Catina da Embra (junto à escola Básica João Beare), que está a fornecer refeições a famílias carenciadas, das 12:00 às 14:00 e das 18:00 às 20:00", acrescentou.

Num novo ponto de situação sobre a resposta à emergência no concelho da Marinha Grande, a autarquia indicou que continua a desenvolver uma resposta articulada aos impactos verificados, com "um forte apoio por parte de diversas entidades e voluntários".

Desde hoje encontram-se no terreno quatro equipas especializadas de avaliação de risco do edificado, provenientes da Proteção Civil de Matosinhos, Lisboa e do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa.

"Estas equipas possuem formação específica para intervir em situações de derrocadas e outros riscos estruturais, estando a avaliar quais os edifícios que podem manter-se em funcionamento, com especial incidência nas escolas, tendo em conta as condições estruturais, estando a ser analisadas centenas de situações em todo o concelho", referiu.

Em paralelo, o município está a desenvolver ações prioritárias para garantir condições básicas nos lares e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) identificados pela Segurança Social, nomeadamente o abastecimento de água, desobstrução de acessos, fornecimento de roupa de cama e atoalhados lavados e disponibilização de refeições quentes.

"Já foram instalados geradores, sendo ainda necessária a obtenção de mais equipamentos deste tipo", indicou.

No âmbito do reforço de meios, encontram-se no concelho da Marinha Grande os Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, tendo já prestado apoio anteriormente os corpos de bombeiros de Almeirim e Santarém.

Segundo a Câmara da Marinha Grande, os serviços municipais estão também a trabalhar na reposição do abastecimento de água à população, no entanto, têm-se deparado com constrangimentos nas operações que têm tornado "mais moroso este processo".

"A E-Redes está a trabalhar em articulação com o município para a reposição do fornecimento de energia elétrica, com especial enfoque para as zonas onde estão localizados lares e IPSS, não sendo possível prever a data para a normalização da situação", evidenciou.

Já no setor da saúde, o Centro de Saúde mantém, durante o fim de semana, o Serviço de Atendimento Complementar (SAC) nas instalações do antigo Serviço de Atendimento Permanente.

Segundo a autarquia da Marinha Grande, a população pode recolher bens essenciais no Pavilhão Nery Capucho, das 09:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

A população pode ainda deixar ou recolher materiais de recuperação no Estaleiro Municipal (Rua do Matadouro), das 09:00 às 18:00.

Em Vieira de Leiria, o maior constrangimento "continua a ser a ausência de energia e rede móvel" e na Praia da Vieira ainda não foi garantido o abastecimento de água.

A recolha de alimentos, água potável e outros bens essenciais decorre na Junta de Freguesia da Vieira de Leiria, das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30, e no Mercado da Vieira está igualmente disponível material de construção, no mesmo horário.

O Município da Marinha Grande disponibilizou também uma conta bancária destinada à angariação de donativos, para apoio às ações em curso, com o IBAN: PT50 0007 0000 0066 7532 1762 3.

Os donativos efetuados deverão ser identificados com o respetivo comprovativo de transferência, enviado por e-mail para donativos@cm-mgrande.pt, indicando o nome do doador e o NIF, para efeitos de registo e agradecimento por parte do município.

PUB
Lusa /

CIP propõe "medidas cirúrgicas" de apoio às empresas

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) propõe ao Governo "medidas cirúrgicas" de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, para que possam continuar as suas atividades, anunciou hoje a entidade em comunicado.

"Mobilizar verbas europeias, do Fundo de Coesão e do PRR, linhas de crédito com juros bonificados ou garantias mútuas para alavancar empréstimos bancários", são propostas avançadas pela Confederação Empresarial de Portugal, que pede rapidez na atribuição dos apoios e da sua chegada ao terreno ainda em fevereiro.

"A atividade económica não pode parar", afirma o presidente da CIP, Armindo Monteiro, citado em comunicado, onde se lê que a CIP propõe respostas de emergência e medidas de prevenção e de relançamento da economia nos setores mais afetados.

Segundo a CIP, a tempestade Kristin provocou estragos em instalações e nos equipamentos de empresas de norte a sul do país, "correndo estas o risco de ver a sua situação agravada com o mau tempo esperado a partir de domingo".

A Confederação Empresarial de Portugal propõe, assim, ao Governo, que adote rapidamente "medidas cirúrgicas" de apoio às empresas afetadas que as ajudem a não parar a atividade e a cumprir os compromissos com clientes e fornecedores.

"Tal como o Governo adotou medidas excecionais para apoiar de imediato as empresas industriais e agrícolas afetadas pelos incêndios do verão de 2024, a CIP propõe que o executivo de Luís Montenegro assuma agora o mesmo sentido de urgência para fazer chegar rapidamente às empresas instrumentos simples e ágeis que permitam reparar estragos e manter a produção e transporte de bens, a prestação de serviços e o atendimento a clientes", lê-se no comunicado.

Em causa estão unidades dos setores industrial, agroindústria, logística, hospitalização privada, centros comerciais e do turismo.

Para o presidente da CIP "é fundamental que, até ao final de fevereiro, as empresas afetadas tenham recebido os primeiros apoios e posto em marcha os seus processos de recuperação de atividade fabril e de património".

A CIP tem a funcionar desde quarta-feira um "Gabinete de Crise" que, em articulação com as associações empresariais setoriais, regionais e locais, bem como com várias entidades da administração pública, está a recompilar os danos concretos sofridos pelo tecido económico.

"Para além das medidas em si, é muito importante que o Governo legisle a dispensa da autorização prevista para concessão de auxílios financeiros ou a celebração de contrato ou protocolo entre entidades como o IAPMEI ou a AICEP, autarquias locais ou as CCDR [comissões de coordenação e desenvolvimento regional], para a atribuição e gestão de apoios às empresas afetadas", afirma Armindo Monteiro.

"A rapidez da atribuição dos apoios é, neste caso, tão importante como os próprios apoios".

A CIP propõe também que os apoios a atribuir possam dispensar o visto prévio do Tribunal de Contas, sendo concedidos ao abrigo do regime excecional de contratação pública, como forma de os fazer chegar rapidamente ao terreno empresarial.

PUB
RTP /

REN prossegue trabalhos em Leiria

A RTP acompanhou os trabalhos da REN em Leiria, onde o engenheiro Domingos Mateus explicou que as equipas estão a fazer a desobstrução dos cabos que caíram sobre habitações e estradas. "Temos de fazer isto de maneira segura", explicou.
PUB
Lusa /

Troço da A24 em Lamego cortado devido a derrocada

A Autoestrada 24 (A24) está cortada no sentido norte-sul entre o nó de Valdigem e o nó de Lamego devido ao "aluimento de terras e de pedras", disse hoje à Lusa fonte da GNR de Lamego.

Este troço, no concelho de Lamego, está já cortado "há cerca de duas horas" e não há ainda previsão de reabertura, acrescentou a mesma fonte.

A A24 liga Viseu a Chaves.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Cerca de 198 mil clientes estavam sem energia às 13h00

Cerca de 198 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 13h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.

Comparativamente ao balanço feito pela E-Redes hoje às 06:00 (hora de Portugal continental), há agora mais 13 mil clientes com energia elétrica.

Do total de clientes que estavam às 13h00 sem luz, a maior parte é da zona de Leiria, no total de 163 mil (eram 169 mil ao início da manhã).

Os restantes clientes sem luz hoje encontravam-se nas zonas de Santarém (10.600 clientes sem luz), Portalegre (9.600), Coimbra (7.000) e Castelo Branco (6.000).

Os clientes da E-Redes correspondem a pontos de entrega de energia como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.

Segundo a E-Redes, face ao pico da falha de energia, que atingiu um milhão de clientes às 06h00 de quarta-feira, já foram restabelecidos 80% dos casos.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Mais de 400 pessoas com traumas em acidentes de limpeza e reconstrução em Leiria

Mais de 400 pessoas deram entrada nas urgências do hospital de Leiria com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução, anunciou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.

"Até ao momento [pelas 13:00], registaram-se 424 entradas de doentes com trauma, um deles em estado crítico, neste momento de situações decorrentes de acidentes na realização dos trabalhos de limpeza e reconstrução", refere uma informação da ULS enviada à agência Lusa que reporta dados desde o início da depressão Kristin.

PUB
RTP /

"Que se lixem as eleições". Ventura alega querer ajudar após Kristin

André Ventura não respondeu às críticas do autarca de Leiria. Diz que quer ajudar as pessoas e "que se lixem as eleições".

Foto: Tiago Petinga - Lusa

PUB
Momento-Chave
RTP /

Comunicações restabelecidas em quase todo o concelho de Leiria

As comunicações estão restabelecidas em quase todo o concelho de Leiria, gravemente afetado pela depressão Kristin, onde vão ser colocados pontos de comunicações por satélite, afirmou hoje o vereador Luís Lopes.

"Em matéria de comunicações, temos comunicações restabelecidas praticamente em quase todo o concelho, principalmente assegurando as comunicações em emergência, ou seja, o 112, mas também já com possibilidade de as pessoas fazerem chamadas telefónicas praticamente em todo o concelho", declarou Luís Lopes, com o pelouro da Proteção Civil.

Aos jornalistas, no quartel dos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde o município instalou o seu centro de operações, o autarca adiantou que a Câmara vai "também colocar pontos de comunicações por satélite em praticamente todas [as freguesias] ainda durante o dia de hoje".

 

PUB
Momento-Chave
RTP /

Ministra do Ambiente admite quadro de cheias nos próximos dias

Em Alcácer do Sal, a governante antecipou o mau tempo da próxima semana.

Foto: Marcos Borga - Lusa

PUB
Momento-Chave
RTP /

Autarca condena "carrossel a vir a Leiria como se de um jardim zoológico se tratasse"

A manhã deste sábado em Leiria ficou marcada por palavras duras do presidente da Câmara. Críticas ao que o autarca considera ser aproveitamento político, em particular de André Ventura.

Foto: Soraia Ramos - RTP

Por outro lado, sobram elogios aos 600 voluntários que ajudam a limpar a cidade.
PUB
RTP /

Leiria improvisa abrigos face a nova previsão de mau tempo

Em Leiria, centenas de famílias continuam sem luz e com a chuva a entrar em casa.

Com a previsão de mau tempo para os próximos dias, é hora de improvisar abrigos.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Presidente da Câmara de Coimbra admite cenário de evacuações

Coimbra está em alerta. O problema está nas descargas da barragem da Aguieira.

Foto: Paulo Novais - Lusa

PUB
Momento-Chave
RTP /

Alcácer do Sal pede a comerciantes que protejam os espaços face às previsões da próxima semana

A autarquia de Alcácer do Sal apela aos comerciantes que verifiquem o estado dos bens agora que o nível das águas desceu mais um pouco. "Mas, tendo em conta as notícias que nós temos da próxima semana, continuem a acautelar e a colocar em lugar seguro todos os bens e a protegerem os espaços", alertou a presidente da Câmara, Clarisse Campos, em entrevista à RTP.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Autarca da Marinha Grande critica ministro da Defesa e pede militares para proteger o concelho

O presidente da Câmara da Marinha Grande alertou que o concelho está a "sofrer com a falta de segurança" numa altura em que se têm registado pilhagens.

"A população está a entrar em desespero não só pelos prejuízos que têm, mas pela falta de segurança que sentem. Nós não conseguimos restabelecer a normalidade possível sem essa segurança", vincou Paulo Vicente.

"Infelizmente, o senhor ministro da Defesa veio ao concelho da Marinha Grande e não teve (...) a hombridade de me informar que vinha ao meu concelho. Lamento que isso tenha acontecido", disse à RTP.

"Precisamos de militares na rua a fazer a segurança às populações e aos bens que ainda nos restam", acrescentou.
PUB
Lusa /

Câmara de Leiria instala geradores e fornece água com cisternas

A Câmara de Leiria vai instalar hoje geradores, porque a E-Redes não tem previsão do restabelecimento de eletricidade, e abastecer água através de cisternas, em determinadas freguesias, disse o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes.

"Uma vez que a E-Redes não consegue dar-nos uma previsão de quando irá ter o restabelecimento da corrente elétrica, vamos optar por, em cada uma das freguesias que ainda não têm abastecimento, fazer um ponto com abastecimento de gerador através de um PT [posto de transformação]", afirmou aos jornalistas Luís Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.

O objetivo é que as pessoas tenham um local onde "possam deslocar-se para carregar equipamentos, para tomarem um banho e também para terem abastecimento de água", trabalho que vai ser feito ainda durante o dia de hoje.

Quanto ao abastecimento de água, a autarquia tinha "parte do sistema em carga em cerca de 60% a 70% do concelho", mas "com as inúmeras cheias" nos últimos dias há "várias estações elevatórias que foram muito danificadas".

"Estivemos esta noite a fazer a tentativa de recuperação dessas estações elevatórias, para conseguirmos recarregar o sistema e, portanto, durante o dia de hoje, vamos voltar a ter partes do concelho que vão ser abastecidas de água", declarou.

Segundo o autarca, aquelas freguesias em que até às 14:00 horas não for possível o restabelecimento do abastecimento de água, vão ser disponibilizadas cisternas em locais a divulgar, "para que as pessoas possam, em caso de necessidade, ir buscar água".

Contudo, Luís Lopes ressalvou que "esta água não é potável, pode ser utilizada para questões sanitárias ou para os animais", notando haver "muitas explorações pecuárias espalhadas pelo concelho".

PUB
Lusa /

PS pede ao Governo que use todos os mecanismos que tem e fala em "absoluta descoordenação"

O líder parlamentar do PS apelou hoje ao Governo para que use todos os mecanismos nacionais e europeus ao seu dispor e fala em "absoluta descoordenação" no terreno na resposta às consequências da tempestade Kristin.

Em declarações à Lusa, Eurico Brilhante Dias lamentou que a Comissão Nacional de Proteção Civil só vá reunir-se no domingo e questionou se já foi ou não ativado o Plano Nacional de Emergência e Proteção Civil, que permitiria um comando único na dependência do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

"Esse plano é muito importante, permite mobilizar legalmente todos os meios - equipamentos públicos e privados para apoiar as populações - e espera um comando único, que permite a coordenação interministerial de forma única, com o comando que pode ser diretamente do primeiro-ministro", apelou.

Dizendo que o PS quer "ajudar com solidariedade institucional", Brilhante Dias afirmou que muitos autarcas, não só socialistas, relatam uma "absoluta descoordenação" no terreno e insiste que a reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil -- que irá acontecer no domingo à tarde -- deveria ter-se realizado muito antes.

"Devia ter sido convocada a partir do aviso do IPMA no dia 27 de janeiro, não foi e continua a não ser convocada para hoje. Essa Comissão Nacional de Proteção Civil tem poderes próprios de coordenação que era útil que fossem ativados", afirmou.

Por outro lado, o líder parlamentar do PS questionou "onde estão os três mil militares" que o ministro da Defesa, Nuno Melo, disse na sexta-feira estarem disponíveis, aguardando apenas que fossem convocados pela Proteção Civil.

"A informação que chega do terreno é uma informação de abandono e descoordenação. É importante que o Governo use os instrumentos da Proteção Civil, a direção do primeiro-ministro, a intervenção e a coordenação também da ministra da Administração Interna, para que no terreno se vá notando uma intervenção coordenada", disse.

O deputado socialista criticou ainda a decisão do Governo não ter ainda recorrido ao Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (EUCPM), com a justificação de que os meios nacionais não estão esgotados.

"Até este momento, um dos bens mais escassos são os geradores de energia. O mecanismo europeu permite a utilização de geradores. O Governo disse que tinha o suficiente em Portugal, mas continuamos a ouvir populações a dizer que precisam de geradores", contrapõe o deputado socialista.

Questionado sobre a sugestão do Presidente da República de que seja criada uma comissão técnica independente para fazer uma avaliação da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, depois do "período crítico de resposta", Brilhante Dias admitiu que essa avaliação possa ser feita mais tarde.

"Neste momento é importante mobilizar os recursos públicos e privados para acudir às pessoas. Nós pedimos ao Governo, neste momento de grande emergência, com a solidariedade institucional que é devida neste momento, que acione os mecanismos que tem", insistiu.

PUB
Lusa /

Todas as freguesias de Oleiros estão sem energia elétrica e comunicações

Todas as dez freguesias de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, estão sem fornecimento de energia elétrica, com exceção de algumas zonas na sede de concelho, informou o presidente da Câmara Municipal.

Numa mensagem à população de Oleiros deixada nas redes sociais, Miguel Marques disse estar em permanente contacto com a E-Redes e as operadoras de comunicações móveis, mas realça que a "situação é muito difícil, apesar das equipas estarem no terreno".

"Praticamente todas as freguesias estão sem energia, com exceção de algumas zonas da vila de Oleiros e em alguns arredores da sede do concelho".

O autarca sublinha ainda que as comunicações são praticamente inexistentes em todas as freguesias, sendo a exceção a vila de Oleiros, ainda assim com "alguma instabilidade".

"O resultado da passagem da depressão Kristin pelo concelho é devastador", refere.

Os bombeiros de Oleiros e os funcionários do município estão no terreno e procuram ir a todos os lugares.

Segundo Miguel Marques, a Unidade Móvel de Saúde também está no terreno, a passar por todas as freguesias para prestar apoio à população.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Exército mobiliza mais 13 equipas de intervenção para Tomar e Ferreira do Zêzere

O Exército vai mobilizar hoje mais 13 equipas de intervenção para as zonas de Tomar e Ferreira do Zêzere, mantendo também todas as operações em curso desde quarta-feira para resposta à crise provocada pelo mau tempo.

Numa nota enviada à Lusa, o porta-voz do Exército refere que durante o dia de hoje prevê-se a mobilização de sete equipas de intervenção para Tomar e seis equipas de intervenção com motosserra para Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, encontram-se ainda em fase de mobilização cinco geradores.

Na sequência da depressão Kristin, que deixou um rastro de destruição em várias zonas do país, o Exército mantém no terreno, desde quarta-feira, um destacamento de engenharia, mobilizado para Ferreira do Zêzere, com a missão de limpar itinerários e estradas.

Na quinta-feira, foram mobilizados outros três destacamentos de engenharia -- uma para a Marinha Grande e dois em Ferreira do Zêzere -- e empenhados três módulos de energia com geradores, em Alvaiázere (distrito de Coimbra), para acionamento de eletrobombas em estações de captação de água, apoio aos bombeiros e apoio a um lar de idosos.

Em Tomar, desde quinta-feira que o Exército está a assegurar apoio de alojamento a 48 bombeiros e apoio ao município com uma equipa de desobstrução de itinerária equipada com motosserras.

Aquele ramo das Forças Armadas mobilizou ainda, na sexta-feira, mais dois destacamentos de engenharia para Vieira de Leiria e um módulo de energia para restabelecer condições de funcionamento no Centro Social e Paroquial de Tomar.

"O Exército prevê manter o dispositivo em prontidão e, em função das necessidades sinalizadas pelas autoridades competentes, continuar a incrementar e mobilizar meios", refere a nota.

De acordo com o porta-voz do Exército, estão ainda disponíveis três destacamentos de engenharia, oito modelos de energia, 10 unidades militares que poderão acolher até 1.000 pessoas, um modelo de alimentação com capacidade para 100 pessoas e nove equipas de motosserristas.

PUB
Lusa /

Líder da IL diz que não se pode deixar as pessoas à sua sorte

A presidente da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, criticou hoje o Governo por ter deixado a população "completamente à sua sorte", acusando-o de ter falhado tanto no alerta para a passagem da depressão Kristin, como depois na resposta.

"Em termos de resposta falhou mesmo muita coisa e acho que é importante que se tenha a noção de que não se pode deixar as pessoas completamente à sua sorte. O Estado nestas matérias é essencial e não pode falhar, mas infelizmente tem falhado", destacou.

Em declarações à agência Lusa, à entrada para a reunião do Conselho Nacional, que decorre ao longo do dia em Coimbra, Mariana Leitão afirmou que já não é a primeira vez que o Governo falha em situações deste género, demorando a reagir e a coordenar-se.

"Ora, o país não é um simulacro e o Governo não é um centro de estágios. Tem de haver, obviamente, planos de contingência, formas de atuar quando estas situações acontecem e isso tem de estar previsto", acrescentou.

No seu entender, é revoltante perceber que a mensagem que passam é de que é preciso tirar lições.

"Não podemos, a cada calamidade e a cada catástrofe, estar a tirar ilações. Já houve situações no nosso país que exigiam resposta por parte da Proteção Civil, dos bombeiros, uma ação coordenada das forças de segurança, de militares, etc, e isto tem de estar previsto", avisou.

Segundo a líder da IL, o país tem de estar preparado para lidar com situações que não se controlam, mas em que se controla a forma como se reage.

"Quem é que está a comandar as operações? Quem é que está a garantir que há auxílio às pessoas? Sabemos que os presidentes de Câmara têm feito um trabalho extraordinário, mas os presidentes de Câmara também não conseguem fazer tudo, não têm meios para fazer tudo, e é aí que entra o Estado Central, que entra o Governo", evidenciou.

Para além da resposta tardia, Mariana Leitão diz ainda que o Governo respondeu de forma confusa e "muito desarticulada".

"Ontem [sexta-feira] apareceram lá os ministros todos, mas a fazerem o quê, o que é que está a ser preparado, o que é que está a ser planeado, como é que estão a correr as operações no terreno e quando é que vamos ter as coisas resolvidas? Quando é que vai ser restabelecida a eletricidade, a água, as telecomunicações, não há qualquer previsão de nada e isso é grave", indicou.

A presidente da IL apontou ainda o dedo ao facto de a ministra da Administração Interna ter estado "completamente desaparecida", quando tem uma responsabilidade acrescida de comunicação para com as populações.

"Cada vez que há uma situação com esta gravidade, é ela que deve dar a cara e, de facto, do ponto de vista comunicacional falhou redondamente", alegou.

Mariana Leitão aludiu ainda "a mais um episódio caricato", agora com o ministro da Defesa, Nuno Melo.

"Deslocou-se a um local onde estavam militares a operar e em que, pelos vistos, estiveram lá só para a fotografia e a seguir desmobilizaram completamente. Portanto, é preciso perceber também qual é o nível de envolvimento das nossas Forças Armadas, o que é que estão a fazer, se estão de facto a auxiliar", questionou.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Câmara de Leiria defende prolongamento da situação de calamidade

O presidente da Câmara de Leiria defendeu hoje que a situação de calamidade devia ter sido declarada "mais cedo" e que deve prolongar-se além de domingo, e criticou a "enorme confusão" na resposta às zonas afetadas pela depressão Kristin.

"Aquilo que aconteceu a seguir à tempestade foi uma intervenção que gerou uma enorme confusão em muitas cabeças de quem só pensa em Lisboa, esquecendo-se que o país e a região Centro em especial, onde há muita economia, onde vivem muitas pessoas [...], se viu destruída de um dia para o outro", declarou o autarca Gonçalo Lopes (PS), à margem de uma ação de voluntariado para limpar a cidade de Leiria.

O autarca leiriense reforçou que há "prejuízos enormes" na região de Leiria, defendendo que os políticos deviam olhar para os problemas imediatos das pessoas e com maior proximidade, inclusive com a pronta mobilização de militares das Forças Armadas para as zonas afetadas.

"E aquilo que eu tenho assistido nos últimos dias é um carrossel de pessoas a vir a Leiria como se um jardim zoológico se tratasse", criticou.

Gonçalo Lopes escusou-se a esclarecer de que políticos se refere, revelando que "não tem a ver com política nem partidária, nem de governo", e garantindo que não se dirige nem ao Presidente da República, nem ao primeiro-ministro, porque ambos, "desde que tiveram noção de que tinham de intervir e que tinham de estar no terreno, vieram e mobilizaram recursos e estão disponíveis para colaborar com Leiria".

"Tenho o máximo respeito por todos os políticos do Governo, que estão solidários com o Leiria. Vou precisar do Governo para reerguer Leiria. Vou precisar de um Governo forte, sensibilizado e próximo das pessoas [...]. Acho ridículo quando alguém quer oferecer meia dúzia de garrafas de água e que se filma para trazer numa carrinhazinha pequenina a ajuda ao distrito e ao concelho de Leiria", declarou.

Questionado se se refere ao candidato presidencial André Ventura, também líder do partido Chega, o presidente da Câmara de Leiria não confirmou, mas avisou: "Aproveitar o que está a acontecer para fazer campanha, não. É uma ofensa a quem está a sofrer, a quem está há mais de dois dias sem água, sem luz, com dificuldades extremas."

Sobre a resposta às zonas afetadas, Gonçalo Lopes afirmou que o decreto de situação de calamidade "devia ter vindo mais cedo e, seguramente, irá prolongar-se durante mais tempo".

Na quinta-feira, o Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de domingo para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Sem ter a certeza se a vigência da situação de calamidade vai ser prolongada, o autarca de Leiria realçou que tem a "perceção clara" de que é necessário no concelho e na região de Leiria, até porque no domingo se preveem chuvas intensas e, novamente, ventos fortes.

"É natural que muitas das estruturas que não estão seguras precisam de mais tempo para podermos intervir. Precisamos de um grau de prontidão que se mantém elevado durante os próximos dias. Leiria tem também um rio que tem sido disciplinado dentro das suas margens e que já galgou as margens", expôs, enquanto há helicópteros a sobrevoarem a cidade para "ver, mais uma vez os telhados desterrados, o rio a transbordar".

O autarca frisou que, "se houve um primeiro momento em que não houve a noção da dimensão do problema", agora está mais que identificada a calamidade que a região enfrenta.

Neste âmbito, Gonçalo Lopes apelou à população de Leiria que se mantenha unida para reerguer o concelho, assegurando que "não há aqui leirienses de primeira nem de segunda" e reforçando que tem de existir espírito de entreajuda na comunidade.

"Isto é um ambiente de guerra", realçou o autarca, referindo que em Portugal "há pouca gente preparada" para responder a catástrofes naturais desta dimensão e considerando que tem de haver "uma mudança de mentalidade profunda naquilo que é a lógica da proteção civil", até para responder ao contexto de guerra no mundo.

Apesar das dificuldades, o autarca de Leiria manifestou confiante com a recuperação do território: "Acredito perfeitamente que se há um sítio onde Portugal está preparado para reagir melhor ao que aconteceu é o meu concelho."

PUB
Lusa /

Câmara de Vila de Rei alerta para a oferta de falsos serviços

A Câmara de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, alertou a população para a possibilidade da presença burlões no concelho, a oferecer ajuda com falsos serviços.

Numa nota publicada nas suas redes sociais, o município apela à população que em caso de suspeita contactem imediatamente as autoridades e avisem vizinhos e familiares.

"Durante as situações de crise, surgem frequentemente indivíduos que tentam aproveitar-se da fragilidade das pessoas. Na situação em que nos encontramos, poderão oferecer reparações, ajuda ou serviços falsos".

A autarquia pede também para que as pessoas redobrem a sua atenção e não permitam o acesso às habitações.

"A pressa e o desespero são o terreno ideal para burlas. Não aceite serviços de desconhecidos sem referências" e "evite pagamentos em dinheiro ou sem comprovativo" a pessoas que aparecem sem serem chamadas, oferecendo reparações urgentes.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Descargas em Alqueva interrompidas, mas situação é "dinâmica"

As descargas controladas na Barragem do Alqueva foram interrompidas na sexta-feira à tarde, porque o nível de armazenamento foi controlado, mas a operação pode vir a ser retomada nos próximos dias, admitiu hoje o presidente da EDIA.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, José Pedro Salema, indicou que "foi decidido interromper as descargas controladas porque deixaram de ser necessárias para controlar o nível de armazenamento" da albufeira.

"Estivemos cerca de 48 horas em descarga e conseguimos controlar o nível de armazenamento da barragem", sublinhou, alertando, contudo, tratar-se de "uma situação muito dinâmica".

A EDIA está a fazer "um acompanhamento constante da situação e, nos próximos dias, poderá vir a ser necessário voltar a fazer descargas a partir de Alqueva", disse.

Segundo José Pedro Salema, neste acompanhamento que está a ser efetuado, têm que ser avaliados três fatores: "O armazenamento de água, os caudais efluentes [que a barragem está a libertar] e afluentes [que estão a chegar à barragem] e o nível" da água em Alqueva.

"Consoante o equilíbrio destas três variáveis, então tomamos esta decisão sobre se temos que libertar mais ou menos água", explicou.

A título de exemplo, o presidente da EDIA referiu que, desde a interrupção das descargas, "o nível de armazenamento já subiu hoje uns quantos centímetros".

"Portanto, agora estamos bem, mas temos que monitorizar constantemente e olhar para isto a cada hora", reforçou.

Nos últimos dias, o paredão de Alqueva foi `palco` de mais visitas de turistas e habitantes da região do que o habitual, que quiseram assistir à quarta operação de descargas controladas na história desta barragem alentejana.

Na sexta---feira de manhã, constatou a Lusa no local, o vaivém de viaturas que passavam e estacionavam no coroamento do paredão não parava.

Os automobilistas saíam uns minutos, espreitavam pelo paredão, olhavam para os dois gigantes jatos de água vindos da massa de bretão do paredão, tiravam umas fotos e, depois, seguiam caminho.

A operação de descargas controladas no Alqueva foi iniciada às 16:00 de quarta-feira, através da abertura dos descarregadores de meio fundo, para responder ao facto de a albufeira se encontrar próxima do Nível de Pleno Armazenamento.

Em comunicado divulgado na altura, a EDIA explicou que a operação visou responder "à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, que elevaram os níveis da albufeira para valores próximos do Nível de Pleno Armazenamento".

"Prevê-se um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s) que, somado ao caudal turbinado, perfaz um caudal lançado total de 1.200m3/s", informou.

A água proveniente das descargas de Alqueva vai seguir até à Barragem do Pedrógão, que já está a descarregar desde o passado dia 21 para o Rio Guadiana.

"O caudal descarregado na Barragem de Pedrógão será na ordem dos 1500 m3/s", revelou a EDIA.

A última operação de descargas controladas nesta barragem, situada entre Portel, no distrito de Évora, e Moura, no distrito de Beja, foi efetuada em 2013, também para gerir o volume de água da albufeira, que se aproximou da capacidade máxima de armazenamento (antes disso tinha acontecido por mais duas vezes).

A cota máxima da albufeira de Alqueva é a 152, que corresponde a uma capacidade total de armazenamento de 4.150 hectómetros cúbicos de água.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Declaração de calamidade publicada em Diário da República com 60 concelhos na lista

A situação de calamidade decretada pelo Governo devido aos danos causados pela tempestade Kristin foi hoje publicada em Diário da República, abrangendo os 60 concelhos onde a devastação foi maior.

No texto, o Governo sublinha que além da perda irreparável de vidas humanas, o fenómeno extremo causou "danos significativos" em habitações, infraestruturas críticas, equipamentos públicos, empresas, instituições sociais, bem como em património natural e cultural, além de "perturbações prolongadas" no fornecimento de água, eletricidade e comunicações durante um período alargado, que afeta significativamente as condições de vida das populações de vários concelhos da região Centro.

A situação de calamidade, abrange o período compreendido entre as 00h00 do dia 28 de janeiro de 2026 e as 23h59 do dia 01 de fevereiro de 2026, para os seguintes concelhos: Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Constância, Covilhã, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Golegã, Idanha-a-Nova, Leiria, Lourinhã, Lousã, Mação, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Nazaré, Óbidos, Oleiros, Ourém, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penacova, Penamacor, Penela, Peniche, Pombal, Porto de Mós, Proença-a-Nova, Rio Maior, Santarém, Sardoal, Sertã, Soure, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Vagos, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão.

O diploma autoriza os membros do Governo responsáveis pelas áreas da economia e da administração interna a identificar, por despacho, outros concelhos não abrangidos pela zona de impacto da ciclogénese explosiva, que sofreram efeitos graves da tempestade Kristin, como os decorrentes de cenários de cheia, ouvida a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) territorialmente competente, e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

"A presente resolução não prejudica, nem afasta a responsabilidade das seguradoras, decorrente de eventuais contratos de seguro, nos termos do disposto no artigo 61.º da Lei de Bases da Proteção Civil", especifica-se na resolução aprovada em Conselho de Ministros.

Fica determinado um levantamento urgente dos danos provocados pela tempestade e a manutenção do "elevado grau de prontidão e mobilização" de equipas de emergência médica, de saúde pública e apoio social, pelas entidades competentes das áreas da saúde e da segurança social.

Esta declaração prevê a dispensa de serviço ou a justificação das faltas dos trabalhadores, do setor público ou privado, que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário ou de voluntário na Cruz Vermelha Portuguesa, salvo aqueles que desempenhem funções nas Forças Armadas, nas Forças de Segurança e na ANEPC, bem como em serviço público de prestação de cuidados de saúde em situações de emergência, nomeadamente técnicos de emergência pré-hospitalar e enfermeiros do Instituto Nacional de Emergência Médica.

A situação de calamidade aciona as estruturas de coordenação política e institucional territorialmente competentes e implica a ativação automática dos planos de emergência de proteção civil do respetivo nível territorial, no termos do diploma.

A medida produz efeitos imediatos.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros na quinta-feira, o ministro da Presidência, Leitão Amaro referiu que a circunstância atual justifica "a excecionalidade" nos processos de contratação publica, que é agilizada "por razão de urgência".

PUB
Lusa /

Cruz Vermelha instala zona para acolhimento de desalojados em Pombal

A Cruz Vermelha Portuguesa vai instalar, no Pavilhão Municipal de Pombal, uma zona para acolher temporariamente até 100 pessoas desalojadas devido à tempestade, e uma estrutura no Estádio Municipal de Leiria para apoiar os operacionais no terreno.

Em comunicado, a organização explica que a estrutura instalada em Pombal, com capacidade para uma centena de pessoas, permitirá dar resposta a situações de desalojamento temporário, garantindo abrigo, apoio humanitário básico e o encaminhamento das pessoas afetadas em articulação com as autoridades locais e a Proteção Civil.

No Estádio Municipal Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai instalar uma estrutura móvel com capacidade para 150 pessoas, que dará apoio aos operacionais que estão a trabalhar no terreno.

Aquele espaço servirá de abrigo para descanso programado e rotatividade das equipas dos bombeiros, proteção civil municipal, forças de segurança, equipas logísticas e voluntários.

Durante a manhã de hoje, a CVP deverá também receber cerca de 3.000 lonas, disponibilizadas em articulação com a Cruz Vermelha Espanhola, para apoio imediato às estruturas habitacionais afetadas.

O material será entregue na Plataforma Logística de Emergência Nacional da CVP, em Souselas (Coimbra), e distribuído em articulação com a Proteção Civil, priorizando as famílias em situação de maior vulnerabilidade.

Na resposta à crise provocada pela depressão Kristin, a organização humanitária vai ativar também o Programa de Restabelecimento de Laços Familiares, para apoiar pessoas que ficaram sem contacto com familiares, ajudando a restabelecer comunicações, localizar familiares e facilitar a reunificação familiar, em coordenação com as estruturas oficiais no terreno.

Foi igualmente ativado o Fundo Nacional de Emergência, através da plataforma "Portugal Precisa de Si", disponível na página oficial da CVP, onde serão centralizados os apoios e direcionados para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno.

PUB
Lusa /

Espaços museológicos de Vila Velha de Ródão estão encerrados

O município de Vila Velha de Ródão encerrou todos os espaços museológicos e cancelou os eventos previstos para o fim de semana devido aos constrangimentos causados pela passagem da depressão Kristin pelo concelho.

"Devido aos constrangimentos causados pela passagem da depressão Kristin, foi decidido encerrar os espaços museológicos do concelho e cancelar a realização dos eventos da responsabilidade da autarquia previstos para este fim de semana", informou, nas suas redes sociais, este município do distrito de Castelo Branco.

A autarquia alerta também para o condicionamento da circulação ou corte de diversas vias rodoviárias no concelho.

"Tendo em conta esta situação, apelamos à população para que, nos próximos dias, evite deslocações desnecessárias e permaneça em casa sempre que possível".

Deixa ainda um apelo à população para que em caso de conhecimento de qualquer ocorrência ou pedido de ajuda contacte as autoridades competentes, de forma a poder ser acionada a resposta adequada.

"O município continua igualmente a desenvolver todos os esforços, em conjunto com as entidades responsáveis, com vista à resolução dos constrangimentos às comunicações móveis e falhas na rede elétrica que se continuam a verificar em algumas localidades".

PUB
Lusa /

Oleiros disponibiliza instalações da residência de estudantes para banhos

A Câmara de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, disponibilizou hoje as instalações da residência de estudantes à população que necessite de banhos ou carregar telemóveis.

Segundo uma nota da autarquia, todos os interessados podem recorrer às instalações da residência de estudantes na vila de Oleiros para tomar banho ou para carregar os seus telemóveis, a partir de hoje, entre as 9:00 e as 20:00.

Esta decisão surge na sequência da persistência da falha no fornecimento de energia elétrica em todo o concelho de Oleiros.

PUB
Lusa /

Município de Proença-a-Nova alerta para a presença de burlões no concelho

O município de Proença-a-Nova alertou hoje para a presença de burlões no concelho que se fazem passar por prestadores de serviços de reparação ou fornecimento de materiais.

Numa nota publicada nas suas redes sociais, a Câmara de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, alerta para a necessidade de máxima atenção na contratação de qualquer serviço.

"De acordo com informações da GNR, têm sido identificadas burlas praticadas por indivíduos que se fazem passar por prestadores de serviços de reparação ou fornecimento de materiais".

Segundo a autarquia, estas situações ocorrem, sobretudo, em habitações desabitadas e têm resultado em furtos e aconselha a população a contactar imediatamente as autoridades perante qualquer situação suspeita.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Presidente visita Figueira da Foz e defende comissão técnica independente

Marcelo Rebelo de Sousa está esta manhã na Figueira da Foz a acompanhar os estragos causados pelo mau tempo. Em declarações aos jornalistas, o presidente da República disse ser agora fundamental a "intervenção logística nas inundações".

O chefe de Estado considerou ainda que, “a seguir a eventos como este, é sempre bom haver uma comissão técnica independente que faça a avaliação”.

“É tão diferente, é um desafio tão novo, que assim como houve em 2017 [uma comissão técnica] em relação a incêndios, deve [também] haver nestas circunstâncias”, defendeu.

“E aí a melhor coisa é a colaboração entre o Governo e a Assembleia da República, recorrendo a independentes” para “avaliação e preparação para o futuro”, acrescentou o presidente.

A comissão serviria para “apurar tudo: o que é que correu bem, o que é que correu mal, o que é que pode correr melhor, o que é que é preciso mudar”.
PUB
Lusa /

Furto de cabos e gasóleo de geradores afeta abastecimento de água em Porto de Mós

O furto de cabos e de gasóleo de geradores tem afetado a reposição do abastecimento de água no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, disse hoje o vereador Eduardo Amaral, que manifestou revolta.

"É mesmo revoltante. Depois de uma catástrofe natural, quando as pessoas já estão fragilizadas e a tentar sobreviver, ainda ter de lidar com esse tipo de atitude é de cortar o coração. Roubar cabos e gasóleo não é só roubo, é tirar luz, água, cuidados médicos e segurança a quem mais precisa", escreveu Eduardo Amaral nas redes sociais, onde publicou fotografias.

À agência Lusa, o autarca explicou que furtaram "cabos de alimentação dos geradores que estavam a servir as centrais de transferência de água" e "têm andado a roubar o gasóleo dos próprios geradores".

A última situação ocorreu esta noite em Casais de Matos, na freguesia de Calvaria, e afetou a população da sede do concelho, Juncal e Pedreiras.

"Isto era na central de captação, onde a água depois é bombeada para os outros depósitos. Cortaram a fonte de alimentação", esclareceu o vereador, referindo que a autarquia teve de recorrer a serviços externos para a instalação de novos cabos, já executada.

Eduardo Amaral explicou que o município tem colocado "geradores nas estações de bombagem de água, para poder alimentar toda a rede de distribuição".

"Ainda não conseguimos ter abastecimento total, estamos ainda à procura de mais alguns geradores, para ter a estrutura completa a funcionar", adiantou.

A situação foi reportada à Guarda Nacional Republicana.

"Já fizemos a comunicação às autoridades, para ver se também começam a ter um patrulhamento junto destes geradores que temos colocado", que são cerca de 15 para assegurar o abastecimento de água, acrescentou.

PUB
Lusa /

GNR da Sertã disponibiliza patrulha para contactos entre familiares

A GNR da Sertã, no distrito de Castelo Branco, está a garantir transporte a familiares de pessoas que se encontrem sem comunicações ou sem energia.

"Todas as pessoas que têm tentado contactar os seus familiares sem sucesso e necessitem de informações, podem contactar a GNR da Sertã", informou o município da Sertã, no distrito de Castelo Branco.

Numa nota enviada à agência Lusa, a autarquia explicou que os interessados devem contactar a GNR da Sertã através do número 274 600 730.

"Esta força de segurança assegurará a deslocação de uma patrulha ao local para obter informações".

PUB
Lusa /

Gerador restabelece a energia elétrica no centro de Cernache do Bonjardim

A ligação elétrica na zona central da vila de Cernache do Bonjardim, no concelho da Sertã, foi restabelecida com o recurso a um gerador disponibilizado pela E-Redes, informou a Câmara Municipal.

Numa nota enviada à agência Lusa, o município da Sertã, no distrito de Castelo Branco, explicou que o restabelecimento ocorreu na sexta-feira, sendo uma "resolução temporária".

"O município da Sertã apela à população residente nesta zona da vila, que utilize a energia elétrica de forma consciente e responsável, servindo-se da mesma apenas para o mínimo indispensável".

A autarquia sublinha que a falta de energia elétrica é um problema que está neste momento a afetar grande parte do concelho da Sertã.

"Estão a ser reunidos diversos esforços para que a mesma seja restabelecida com a maior brevidade possível. No entanto, e dado o nível de destruição, a sua resolução permanente adivinha-se morosa", refere.

PUB
Lusa /

Câmara de Pombal realojou 30 pessoas

A Câmara Municipal de Pombal realojou, até hoje, 30 pessoas que pediram ajuda na sequência da passagem da depressão Kristin, num concelho onde a quase totalidade das habitações sofreu danos, disse à agência Lusa a vice-presidente da autarquia.

"Todas as freguesias foram atingidas. Nalgumas freguesias mais rurais foram quase todas as habitações. Na cidade menos, porque há maior concentração de casas e acabam por se proteger umas às outras", contou Isabel Marto, lembrando que 80% da população deste concelho do distrito de Leiria vive em áreas rurais.

O número de desalojados no concelho será muito superior e aumenta diariamente mas, segundo a vereadora, muitos deles optaram por pedir ajuda a familiares.

"Temos conhecimento de que outros foram realojados na sua rede de familiares, mas não conseguimos quantificar. As pessoas, obviamente, procuram a solução mais rápida", acrescentou.

Com as habitações totalmente ou parcialmente sem telhado e muitos munícipes idosos, uma das prioridades da autarquia está a ser levar-lhes "uma lona, um plástico, para rapidamente criar coberturas" nas casas.

Segundo Isabel Marto, "muitas das pessoas que vivem neste mundo rural são idosas e, portanto, não têm possibilidade rapidamente de fazer esse tipo de reparações".

A responsável destacou a solidariedade que tem havido entre as pessoas, que "se vão ajudando umas às outras, mas há sempre quem ainda não tenha ajuda".

"Estamos neste momento a identificar empresas, trabalhadores especializados que, de forma voluntária ou não, estejam disponível para colocar estas coberturas o mais rapidamente possível", avançou.

Outra das prioridades tem sido desobstruir vias, porque neste momento ainda não é possível chegar a todo o concelho.

"Temos um concelho com uma área florestal muito grande e cerca de dois mil quilómetros de vias. A queda de árvores impede-nos de chegar às pessoas ou de elas conseguirem vir buscar ajuda, porque não há energia, não há telecomunicações", lamentou.

Isabel Marto referiu que já foi feita "a libertação total das vias em duas ou três freguesias", mas tal ainda não foi possível na maioria das 17 freguesias.

"Começámos pelas principais vias, até porque são essenciais para chegar às outras", explicou, exemplificando com a estrada que liga Pombal a Albergaria dos Doze, que ficou "completamente desimpedida" no final do dia de sexta-feira.

As vias impedidas e a falta de comunicações têm impossibilitado a realização de um levantamento total dos prejuízos, mas Isabel Marto avançou à Lusa que, "só de património municipal, há cerca de 15 milhões de reparações quantificadas, para já, mas o número vai aumentar".

A vice-presidente da Câmara de Pombal apelou ao Governo que envie meios para o concelho, que está praticamente todo sem água e sem eletricidade.

"Esgotámos os geradores que conseguimos. Já pedimos ajuda externa à Proteção Civil, ao Governo, mas não está a chegar", lamentou, agradecendo às pessoas, empresas e autarquias que, ao ficarem a saber do que se está a passar no concelho, têm oferecido meios.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Cerca de 211 mil clientes ainda estavam sem energia às 06h00

Cerca de 211 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 06h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.

Comparativamente ao balanço feito pela E-Redes esta sexta-feira às 22h00 (hora de Portugal continental), há agora mais 23 mil clientes com energia elétrica.

Do total de clientes que estavam hoje sem luz, a maior parte é da zona de Leiria, no total de 169 mil (eram 180 mil no último balanço de sexta-feira).

PUB
Lusa /

Eurodeputados do PSD querem debater efeitos da tempestade Kristin no Parlamento europeu

Os eurodeputados do PSD querem debater na sessão plenária de fevereiro do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, os fenómenos meteorológicos extremos, incluindo a tempestade Kristin em Portugal, e a resposta europeia no reforço dos mecanismos de prontidão e solidariedade.

De acordo com uma nota enviada à Lusa na sexta-feira, a iniciativa já tem o apoio do Partido Popular Europeu (PPE), o maior grupo político do Parlamento Europeu, e será discutida na próxima semana com os outros grupos parlamentares.

"À luz da tempestade Kristin, que já provocou várias mortes, feridos e deslocados, e está a causar danos materiais incalculáveis em várias regiões de Portugal, e dada a ocorrência cada vez mais frequente de catástrofes naturais, é crucial ter respostas claras e continuar e aprofundar o debate sobre as medidas preventivas e os mecanismos de solidariedade disponíveis na União Europeia." justificou Paulo Cunha, chefe de delegação do PSD no Parlamento Europeu.

O eurodeputado salientou que "as catástrofes naturais não olham a fronteiras e, de uma forma ou de outra, afetam todos os cidadãos europeus".

"Consideramos que se trata de um debate urgente e necessário e, por isso, obviamente esperamos o apoio de todos os grupos políticos no Parlamento Europeu", referiu.

A sessão plenária do mês de fevereiro decorre entre os dias 9 e 12.

PUB
Lusa /

Dique sobre o rio Mondego não apresenta insegurança estrutural

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) realizou uma inspeção técnica ao talude exterior do dique do rio Mondego, na zona sob o tabuleiro da Autoestrada 1, e concluiu que, neste momento, não há qualquer fenómeno de instabilidade ou insegurança estrutural.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) explicou que esta inspeção surgiu depois de as autoridades locais terem relatado o aparecimento de ressurgências com alguma expressão no talude exterior do dique do rio Mondego regularizado, na zona sob o tabuleiro da Autoestrada A1.

A inspeção, realizada na sexta-feira, às 17:30, "permitiu concluir que não se encontra, em curso, neste momento qualquer fenómeno de instabilidade ou insegurança estrutural".

Contudo, face à possibilidade de subidas do nível da água do rio, o LNEC recomendou, como medida preventiva, a instalação de sistemas de filtragem destas ressurgências com recurso a sacos de areia, que serão colocados em todas as juntas onde se verifica a saída de água.

"As entidades competentes continuam a acompanhar permanentemente a situação, apelando para que se mantenha a tranquilidade, siga as orientações da Proteção Civil e se mantenha informada através dos canais oficiais".

Em declarações à agência Lusa, Ana Abrunhosa, presidente do município de Coimbra, já tinha informado que a Proteção Civil municipal estava a monitorizar em contínuo a situação, estando a barragem da Aguieira a efetuar descargas controladas.

Também o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores, Paulo Palrilha explicou que as infraestruturas que permitem descarregar água do canal central do rio para os campos agrícolas, a jusante da ponte-açude, "estão todas em boas condições e a funcionar".

O rio Mondego possui quatro descarregadores para a margem direita: um dique fusível na zona da mata do Choupal, em Coimbra, a funcionar desde a manhã de sexta-feira, que permite escoar até 200 m3/s e três diques sifão (cada um com capacidade de descarga idêntica ao dique fusível) colocados a jusante daquele, rio abaixo.

A descarga de água para os campos de Coimbra e Montemor-o-Velho, embora possa potenciar uma inundação na planície agrícola, insere-se na obra hidráulica do Mondego e permite retirar pressão sobre o leito central e garantir que o rio não galga ou parte as margens (diques) do canal artificial por onde corre até à Figueira da Foz.

O presidente da autarquia de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, notou que a gestão dos caudais "está a ser controlada" pelas autoridades, não antecipando problemas mais graves do que a eventual inundação de zonas habitualmente afetadas pela subida das águas, situação que tem levado a sucessivos alertas do município que dirige.

"Se tudo funcionar como deve ser [na obra hidráulica], se os descarregadores funcionarem, não deverão existir problemas graves", como o rebentamento dos diques do canal central - o que sucedeu em 12 locais em 2001 e em dois locais, um no canal central e outro no leito periférico direito nas cheias de 2019 - "porque o rio tinha muita madeira e os descarregadores estavam entupidos", explicou o autarca.

PUB
Lusa /

EN375 continua cortada em Colares

A circulação na Estrada Nacional 375 continua interrompida na freguesia de Colares, concelho de Sintra, na sequência da tempestade Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com a mesma fonte, além da Estrada Nova da Rainha (EN375) verificam-se outras situações pontuais em vias secundárias.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

CP retoma circulação na Linha da Beira Baixa

A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa foi retomada, disse hoje a CP em comunicado, mantendo-se suspensos serviços como Linha do Norte e comboios urbanos de Coimbra.

Na atualização publicada no seu `site` às 08:00 (hora de Lisboa), a CP informou que "já foi retomada a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa".

Já noutras linhas e serviços afetados pela tempestade de quarta-feira, disse a empresa que, "apesar de todos os esforços", ainda não foi possível retomar a circulação ferroviária e que não há previsão de retoma.

Assim, mantém-se suspensa a circulação nos comboios urbanos de Coimbra, na Linha do Norte entre Braga e Lisboa, na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha da Beira Alta (supressão do serviço intercidades), no serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento e na Linha do Oeste.

Devido a estas suspensões de serviços, também está suspensa a venda para viagens em comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte este hoje e domingo.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Autarca de Leiria diz ser importante que pessoas com "responsabilidades" entendam "a gravidade" da situação

Dezenas de pessoas estão já em Leiria para participar numa ação de limpeza. O presidente da Câmara fala num “motivo de emoção, mas também de orgulho”.

“A nossa cidade hoje está totalmente diferente daquilo que foi o dia a seguir à catástrofe”, mas “ainda há muito para limpar”, disse à jornalista Soraia Ramos.

“O que nos preocupa neste momento é que muitas das casas destelhadas nas nossas aldeias e também pela cidade precisam de ser reparadas com rapidez, porque vêm aí dias de chuva”, afirmou.

Gonçalo Lopes considerou ainda importante que “as pessoas que têm responsabilidades no país percebessem a gravidade e a tragédia que estamos a viver”.

“Acredito que muitos dos nossos políticos não estão habituados a este cenário”, vincou. “O apagão foram 12 horas sem luz. Nós temos populações com dois dias sem luz”.
PUB
Lusa /

PSP de Leiria sem registo de saques ou pilhagens

O comandante distrital de Leiria da PSP disse hoje não haver registo de saques ou pilhagens, alertou para tentativas de burla e apelou à população para contactar com esta força de segurança em caso de necessidade.

"O nosso foco neste momento é, claramente, o cidadão. Procurar dar as melhores informações para que [os cidadãos] estejam totalmente esclarecidos sobre como é que se está a desenrolar a vida na cidade, designadamente a localização das farmácias, dos Multibancos, dos supermercados que estão abertos e, eventualmente, todas as informações que precisarem sobre familiares" e outras, afirmou à agência Lusa Domingos Urbano Antunes.

O comandante distrital da Polícia de Segurança Pública pediu às pessoas que "mantenham o contacto permanente com a Polícia sempre que sentirem essa necessidade, designadamente de movimentações suspeitas ou abordagens de pessoas suspeitas".

"Nestas ocasiões, apesar de não termos tido registo de tentativas de burla, são situações que o padrão indica que, muitas vezes, há estes aproveitamentos", avisou, pedindo aos cidadãos que estejam "muito cautelosos sobre essas aproximações".

Domingos Urbano Antunes exemplificou com casos de peritagens de seguro, ofertas de trabalho de empresas para reconstrução e falsos familiares.

"É necessário que todos nós estejamos despertos para esta situação e que possam logo denunciar isso à Polícia", insistiu.

Ainda neste âmbito, foi feito um reforço da segurança noturna "com recurso a Equipas de Prevenção e Reação Imediata" da PSP.

No caso concreto da cidade de Leiria, a PSP está a garantir a mobilidade, o que "é fundamental, sobretudo naquelas zonas onde houve desabamentos e que é preciso operações de limpeza contínuas" e, por isso, fazer cortes de via, esclareceu.

"Por outro lado, estamos a permitir todos os corredores de fornecimento de bens essenciais, quer para o fornecimento de supermercados, quer também dos combustíveis essenciais aos geradores para o funcionamento das instituições críticas", como centro de saúde, lares de idosos ou hospitais, salientou o comandante distrital.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Coimbra vai começar a trabalhar num possível cenário de evacuação

As autoridades em Coimbra vão começar a trabalhar na prevenção de um possível cenário de evacuação, face a descargas na barragem da Aguieira, disse à Lusa a presidente da Câmara Municipal.

Ana Abrunhosa afirmou que, no sábado, haverá mais informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com nível de chuva previsto "há probabilidade de haver descargas" na barragem de Aguieira, uma situação que terá de ser acompanhada e monitorizada para perceber se será preciso retirar pessoas e animais.

"Para estarmos preparados, vamos já trabalhar com os presidentes junta o cenário de avisar famílias, empresas, para, no caso da alerta, estarem preparados na próxima semana. Vamos trabalhar num plano de risco máximo de perceber se tivermos que evacuar IPSS, onde é que as pessoas vão ficar, se tivermos que evacuar as populações e vamos fazê-lo com a máxima cautela", assinalou Ana Abrunhosa.

Sobre possíveis áreas que possam ser afetadas, a autarca disse que vai depender do cenário que for dado pela APA, sendo que a preocupação é Coimbra, mas também com Montemor-o-Velho e Soure.

"Neste momento, com toda a tranquilidade, vamos ter que imaginar que, para a semana, onde vamos ter muita chuva pode acontecer o pior cenário. Não sabemos aonde e, portanto, é acompanhar, monitorizar", acrescentou, salientando que os bombeiros vão estar em permanência a vigiar toda a estrutura, para perceber se há ou não sinais.

Tendo em conta as previsões de chuva, Abrunhosa adiantou que foi hoje pedido ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, que esteve reunido com autarcas do território da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que o Governo mantenha o estado de calamidade para a próxima semana.

"Fizemos o pedido para manter o estado de calamidade, fizemos o pedido para eventualmente reforçarmos a região de meios caso o pior cenário se venha confirmar, e fizemos o pedido para rapidamente percebermos as linhas de apoio que temos", avançou.

Ana Abrunhosa apelou para que a população não estacione veículos no Parque Verde, junto ao Rio Mondego, em garagens cuja cota esteja abaixo do nível do rio, devem também retirar as suas alfaias agrícolas e estar vigilantes.

Lusa
PUB
Lusa /

Falta de comunicações leva Câmara da Batalha a distribuir avisos em papel porta-a-porta

A Câmara da Batalha está a distribuir avisos em papel porta-a-porta à população, dadas as dificuldades de comunicações, disse à agência Lusa o presidente do município, que promove hoje uma ação de voluntariado para limpar o concelho.

"Ontem [sexta-feira], como não havia comunicação em todo o concelho, fizemos esse papel, distribuição de `flyers` de informação. Obviamente que não conseguimos chegar ao concelho todo, mas fizemos essa distribuição junto das infraestruturas comerciais e no porta-a-porta", afirmou André Sousa.

Segundo o autarca, as viaturas municipais que circularam pelo território do concelho também tinham panfletos para distribuir.

No "Aviso à população" é possível ler o ponto de situação relativamente aos abastecimentos de água e eletricidade, e da rede móvel e Internet.

Indica ainda o local para banhos quentes, carregamento de telemóvel e acesso a wi-fi, assim como a localização das caixas Multibanco em funcionamento e do local para exercício do voto antecipado em mobilidade.

"Hoje, já há parte do concelho com infraestruturas [de telecomunicações] móveis, no entanto vamos continuar a fazer [a distribuição dos avisos], sobretudo na freguesia do Reguengo do Fetal e na freguesia de São Mamede, onde ainda não há tanta iluminação e não há tantas infraestruturas básicas de telecomunicações e, sobretudo, na população mais idosa", adiantou o autarca.

Também hoje decorre neste concelho do distrito de Leiria uma ação de voluntariado, para ações de limpeza, com dois grupos.

No grupo um, prioritário, estão as pessoas com experiência para limpeza de ruas e caminhos, corte e remoção de árvores, limpeza de valas e sarjetas, e arranjos de telhados de habitações danificadas.

Neste caso, a autarquia apela para a colaboração de pessoas "com experiência, com motosserras, enxadas, vassouras, carrinhas com caixa aberta", sendo os pontos de encontro às 09:00 nos armazéns do município e uma hora depois na Junta de Freguesia de São Mamede.

"Pedimos pessoas com experiência por causa do perigo de todas as operações", justificou André Sousa.

Um segundo grupo inclui as pessoas sem experiência, mas com "muita vontade de ajudar".

"A essas pessoas pedimos que ajudem na sua rua, junto dos seus vizinhos, de forma organizada e segura. Ajudar o vizinho, sobretudo o idoso, a ver se precisa de água, de comida, de apoio médico", exemplificou o presidente do município.

O apoio na limpeza estende-se às "sarjetas e valetas sem risco", dada a previsão de chuva, pelo que é necessário "remover alguns pequenos detritos de ruas e passeios", esclareceu.

"Pedimos, sobretudo, que tenham segurança a trabalhar. Não vamos subir a telhados se não temos experiência", referiu o autarca, apelando para não se tocar em cabos elétricos no chão, assim como manter a distância mínima de 25 metros destes, e não realizar este trabalho sozinho.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

PUB
Lusa /

BE reúne-se para analisar situação política e consequências da tempestade Kristin

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda reúne-se hoje para analisar a situação política e debater as consequências de fenómenos climáticos extremos depois de a tempestade Kristin ter causado mortes e graves prejuízos no país.

De acordo com fonte oficial do partido, na reunião do órgão máximo entre convenções, que decorre hoje no complexo desportivo do Casal Vistoso, Lisboa, os dirigentes bloquistas vão analisar a situação política nacional depois da primeira volta das eleições presidenciais do passado dia 18 de janeiro.

Na segunda volta, marcada para 08 de fevereiro, os bloquistas já anunciaram o seu apoio ao socialista António José Seguro contra o líder do Chega, André Ventura.

"Serão também discutidas as consequências dos fenómenos climáticos extremos e a necessidade de uma política de adaptação, mitigação e prevenção face à crise ecológica", adiantou à Lusa a mesma fonte, após os prejuízos causados pela passagem da tempestade Kristin por Portugal que levou o executivo a decretar o estado de calamidade em algumas regiões.

A Mesa vai ainda analisar "o futuro do combate à contrarreforma laboral que o Governo quer implementar", anteprojeto do Governo PSD e CDS-PP que tem sido fortemente criticado pelos bloquistas.

Além da realidade nacional, os bloquistas vão também debater a situação internacional, nomeadamente "as ameaças de Trump sobre a Gronelândia e a posição de Portugal e da União Europeia numa nova realidade".

Na ordem de trabalhos inclui-se ainda a votação de regulamentos e orçamentos.

No final dos trabalhos, as conclusões serão divulgadas pelo coordenador nacional, José Manuel Pureza, em conferência de imprensa.

Esta será a segunda reunião da Mesa bloquista desde a Convenção Nacional, em novembro, que consagrou José Manuel Pureza como coordenador, sucedendo a Mariana Mortágua.

A lista encabeçada por Pureza conquistou 65 mandatos de um total de 80, ficando os restantes atribuídos às listas opositoras da direção: moção S oito mandatos, moção H quatro e B com três mandatos.

De acordo com os estatutos do BE, a Mesa Nacional é o órgão máximo do Bloco de Esquerda no período compreendido entre duas convenções nacionais e compete-lhe dirigir o partido no âmbito nacional.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Vários distritos com avisos devido a chuva, vento, neve e agitação marítima

Vários distritos de Portugal continental mantêm-se entre hoje e segunda-feira com vários avisos devido à agitação marítima, chuva, vento fortes e queda de neve, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso vermelho até à 06:00 de hoje devido à ondulação - prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 07 a 08 metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima -, passando depois a laranja até às 21:00.

Também os distritos de Faro, Setúbal e Beja estão a laranja até às 15:00 de hoje, passando depois a amarelo devido a agitação marítima forte. Lisboa, Leiria e Aveiro estão a laranja até às 21:00 de hoje, passando depois a amarelo.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 21:00 de domingo e as 03:00 de segunda-feira, devido ao vento forte com previsão de "rajadas até 80 quilómetros por hora".

Pelas mesma razão, o sinal amarelo foi emitido para Setúbal e Beja entre as 00:00 e as 06:00 de segunda-feira e, no caso de Faro, o aviso estende-se até às 09:00.

Todos os distritos de Portugal Continental vão estar sob aviso amarelo devido à chuva, por vezes forte, até às 06:00 de segunda-feira: Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Aveiro (a partir das 15:00 de domingo); Coimbra (desde as 18:00 de domingo); Santarém, Bragança, Guarda, Lisboa, Leiria e Castelo Branco (a partir das 21:00 de domingo) e Portalegre, Évora, Faro, Setúbal e Beja (com início às 00:00 de segunda-feira).

O IPMA colocou ainda os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Braga a amarelo por causa da queda de neve até às 06:00 de hoje e, num segundo momento, entre as 12:00 e as 23:00 de segunda-feira.

Guarda e Castelo Branco estão hoje, pelo mesmo motivo, com sinal amarelo até às 09:00 e, na segunda-feira, entre as 06:00 e as 23:00.

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios.

PUB
Lusa /

Proteção Civil registou pelo menos 1.220 ocorrências na sexta-feira

Portugal continental registou entre as 00:00 e 23:00 de sexta-feira 1.220 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo na região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) referiu que a maioria das ocorrências estiveram relacionadas com queda de árvores e queda de estruturas, causadas pela ação do vento.

A maioria das restantes ocorrências esteve relacionada com inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras.

A ANEPC divulgou ao final da tarde de sexta-feira que foram registadas, entre as 16:00 de terça-feira e as 19:00 de sexta-feira, 9.994 ocorrências maioritariamente quedas de árvores e de estruturas, desabamentos de terras, telhados e infraestruturas arrastadas pelos ventos.

Segundo a ANEPC, as zonas mais afetadas são as regiões do Oeste (1.528 ocorrências), de Coimbra (1.365) e Grande Lisboa (1.138).

Durante o mesmo espaço de tempo foram efetuados 32 salvamentos terrestres e 16 aquáticos, num conjunto de ações que já envolveram 34.192 operacionais, apoiados por 12.329 veículos.

O comandante nacional de emergência e proteção civil, Mário Silvestre, alertou na sexta-feira as populações para salvaguardarem bens e animais que estejam em zonas sujeitas a inundações, face à previsão de chuva constante na próxima semana.

Mário Silvestre salientou que estas recomendações se aplicam também às populações dos meios urbanos, tendo em conta que, com base nas previsões de chuva para a próxima semana, não está excluída a possibilidade de inundações rápidas em zonas urbanas.

"Estamos preparados para a eventualidade de alguma situação que corra menos bem", assegurou Mário Silvestre, adiantando que está a ser aprontado um conjunto de meios, como embarcações e bombas de alta capacidade, para que possam ser movimentados em caso de necessidade.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva a partir de domingo em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias e que têm atualmente os solos saturados.

Na conferência de imprensa de sexta-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirmou que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.

"Vamos ter uma semana muito complicada e temos dois dias, que é a nossa janela de tempo, para nos prepararmos para esta semana muito difícil", referiu José Pimenta Machado.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

PUB
Andrea Neves, Correspondente da Antena 1 em Bruxelas /

Depressão Kristin. Eurodeputados questionam Comissão Europeia sobre ajudas a Portugal

Os eurodeputados do PSD questionaram a Comissão Europeia sobre a forma como "está a acompanhar os efeitos da tempestade Kristin em Portugal" e sobre os "mecanismos que, no presente e no futuro, está a Comissão em condições de acionar".

Foto: Paulo Novais - Lusa

Na pergunta, enviada na quinta-feira com pedido de resposta prioritária, os deputados sublinham que “em Portugal, a tempestade Kristin já provocou diversas vítimas mortais, feridos e desalojados e está a causar danos materiais de dimensão incalculável em diversas regiões do país, designadamente no Centro, Oeste e Vale do Tejo.”

E acrescentam que “as falhas nas infraestruturas estão a prejudicar a capacidade de resposta das autoridades e a gravidade da situação vivida no terreno é muito superior aos relatos que chegam à comunidade internacional, por falhas nas redes de comunicação causadas pela tempestade.”

Também Ana Catarina Mendes, eleita pelo PS, quer uma resposta do executivo comunitário sobre a ativação do Mecanismo de Proteção Civil Europeu.

A eurodeputada refere que este pedido de resposta da Comissão surge “tendo em conta “que a tempestade Kristin que assolou Portugal esta semana, causando a morte a cinco pessoas e com dados patrimoniais ainda por estimar e que “centenas de milhares pessoas estão há mais de 48 horas sem acesso a eletricidade e com comunicações irregulares”.

Ana Catarina Mendes questiona a Comissão Europeia sobre “se o Governo de Portugal já solicitou a assistência no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil, em que momento e em que termos, para que o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência preste assistência rápida, eficaz e coordenada às populações afetadas” uma vez que “o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência age apenas após solicitação de assistência pelo Governo de um Estado-Membro ou país terceiro;

Também o eurodeputado do PCP dirigiu uma pergunta escrita à Comissão Europeia solicitando esclarecimentos sobre os apoios da UE a Portugal.

No comunicado divulgado aos jornalistas em Bruxelas, João Oliveira considera que “a gravidade da situação exige a mobilização imediata de todos os meios disponíveis para auxílio às populações, restabelecimento de infraestruturas críticas, recuperação da atividade produtiva e reparação de habitações, o PCP sublinha que, sem dispensar as seguradoras das suas responsabilidades, será necessário mobilizar fundos públicos e recorrer a mecanismos de cooperação da UE, visando a resposta de urgência que é necessária mas também a preparação futura para eventos desta natureza”.

Por isso, o eurodeputado do PCP solicita à Comissão Europeia esclarecimentos sobre “que apoios foram solicitados à UE pelo Governo português e que resposta foi dada pela Comissão? O eurodeputado quer ainda saber que apoio de urgência vai a Comissão disponibilizar a Portugal, nomeadamente a partir da Reserva para Ajudas de Emergência, do Fundo de Solidariedade ou do Mecanismo Europeu de Proteção Civil” e “que apoio vai disponibilizar para a implementação das medidas dirigidas à reposição das condições de vida das populações e da atividade produtiva, bem como para a preparação futura para eventos desta natureza”
Comunicação em situações de crise
Numa outra perspetiva o eurodeputado eleito pelo PS, Bruno Gonçalves, também questionou a Comissão Europeia sobre a utilização do sistema europeu GOVSATCOM para comunicações de proteção civil.

O GOVSATCOM (Governmental Satellite Communications) é um serviço disponibilizado no âmbito do Programa Espacial da União Europeia, baseado no sistema GALILEO, que providencia conectividade segura a organismos governamentais, possuindo uma componente de autenticação (controle de acesso).

Este programa europeu reúne e coordena as capacidades de satélites existentes na União Europeia, com o objetivo de fornecer comunicações seguras, resilientes e contínuas a autoridades públicas, nomeadamente em contextos de emergência, proteção civil e gestão de crises, quando as infraestruturas terrestres se revelam insuficientes ou deixam de funcionar.

O eurodeputado dos socialistas reforça que “a passagem da depressão Kristin por Portugal deixou um rasto de destruição, revelando uma falha do sistema nacional de comunicação de emergência (SIRESP).

E por isso, “tendo em conta a implementação do sistema GOVSATCOM, programa europeu que junta as capacidades de satélites para assegurar comunicação de alta segurança, e a constelação satélite IRIS²”, pediu à Comissão Europeia que especifique “qual é o estado de desenvolvimento destas iniciativas” e “se é possível que os Estados-membros utilizem esta capacidade satélite antes da entrada em vigor do regulamento referido?”

Bruno Gonçalves quer ainda saber se “o GOVSATCOM estará disponível para a proteção civil dos Estados-membros utilizar em contacto direto com a população, particularmente em caso de falha do sistema nacional de comunicação de emergência, garantindo a fiabilidade ininterrupta das comunicações?
Colocar o tema na agenda da sessão plenária de fevereiro
A Delegação do PSD no Parlamento Europeu quer também debater “o tema dos fenómenos meteorológicos extremos, designadamente em Portugal, e a resposta europeia no reforço dos mecanismos de prontidão, preparação e solidariedade seja debatido na próxima sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo”.

A sessão plenária do mês de fevereiro decorre entre os dias 9 e 12.

A iniciativa já tem o apoio do PPE, o maior Grupo político do Parlamento Europeu, e será discutida na próxima semana com os outros grupos parlamentares. O chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu considera que se trata de um debate urgente e necessário e, por isso, obviamente esperamos o apoio de todos os grupos políticos no Parlamento Europeu.”,

“À luz da tempestade Kristin, que já provocou várias mortes, feridos e deslocados, e está a causar danos materiais incalculáveis em várias regiões de Portugal, e dada a ocorrência cada vez mais frequente de catástrofes naturais — tendo em conta as lições entretanto aprendidas pela Comissão Europeia —, é crucial ter respostas claras e continuar e aprofundar o debate sobre as medidas preventivas e os mecanismos de solidariedade disponíveis na União Europeia” afirma ainda Paulo Cunha.

Debater este tema na próxima sessão plenária é também o que defende João Oliveira, eurodeputado eleito pelo PCP.

O Deputado dos comunistas no Parlamento Europeu apresentou uma proposta para que na próxima sessão plenária de Fevereiro, que decorrerá entre os dias 9 e 12, haja um debate sobre a grave situação decorrente dos impactos da tempestade Kristin em Portugal.
PUB
Momento-Chave
RTP /

"Nada que se pareça ao que aconteceu". Proteção Civil alerta para dias muito chuvosos na próxima semana

José Manuel Moura, presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil, esteve no Telejornal.

O líder da Proteção Civil sublinhou o "trabalho hercúleo" dos técnicos e profissionais que procuram recuperar o país destes dias de destruição.

"Envolvemos a APA e o IPMA na conferência de imprensa" desta sexta-feira e "os modelos do IPMA (...) apontam para uma semana muito chuvosa", mas nada que se assemelhe aos últimos dias, assegurou José Manuel Moura.

Uma das ações para fazer face à conjuntura, com a chuva e solos saturados, tem a ver com cheias controladas.
PUB