Furto de cabos e gasóleo de geradores afeta abastecimento de água em Porto de Mós
O furto de cabos e de gasóleo de geradores tem afetado a reposição do abastecimento de água no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, disse hoje o vereador Eduardo Amaral, que manifestou revolta.
"É mesmo revoltante. Depois de uma catástrofe natural, quando as pessoas já estão fragilizadas e a tentar sobreviver, ainda ter de lidar com esse tipo de atitude é de cortar o coração. Roubar cabos e gasóleo não é só roubo, é tirar luz, água, cuidados médicos e segurança a quem mais precisa", escreveu Eduardo Amaral nas redes sociais, onde publicou fotografias.
À agência Lusa, o autarca explicou que furtaram "cabos de alimentação dos geradores que estavam a servir as centrais de transferência de água" e "têm andado a roubar o gasóleo dos próprios geradores".
A última situação ocorreu esta noite em Casais de Matos, na freguesia de Calvaria, e afetou a população da sede do concelho, Juncal e Pedreiras.
"Isto era na central de captação, onde a água depois é bombeada para os outros depósitos. Cortaram a fonte de alimentação", esclareceu o vereador, referindo que a autarquia teve de recorrer a serviços externos para a instalação de novos cabos, já executada.
Eduardo Amaral explicou que o município tem colocado "geradores nas estações de bombagem de água, para poder alimentar toda a rede de distribuição".
"Ainda não conseguimos ter abastecimento total, estamos ainda à procura de mais alguns geradores, para ter a estrutura completa a funcionar", adiantou.
A situação foi reportada à Guarda Nacional Republicana.
"Já fizemos a comunicação às autoridades, para ver se também começam a ter um patrulhamento junto destes geradores que temos colocado", que são cerca de 15 para assegurar o abastecimento de água, acrescentou.
GNR da Sertã disponibiliza patrulha para contactos entre familiares
A GNR da Sertã, no distrito de Castelo Branco, está a garantir transporte a familiares de pessoas que se encontrem sem comunicações ou sem energia.
"Todas as pessoas que têm tentado contactar os seus familiares sem sucesso e necessitem de informações, podem contactar a GNR da Sertã", informou o município da Sertã, no distrito de Castelo Branco.
Numa nota enviada à agência Lusa, a autarquia explicou que os interessados devem contactar a GNR da Sertã através do número 274 600 730.
"Esta força de segurança assegurará a deslocação de uma patrulha ao local para obter informações".
Gerador restabelece a energia elétrica no centro de Cernache do Bonjardim
A ligação elétrica na zona central da vila de Cernache do Bonjardim, no concelho da Sertã, foi restabelecida com o recurso a um gerador disponibilizado pela E-Redes, informou a Câmara Municipal.
Numa nota enviada à agência Lusa, o município da Sertã, no distrito de Castelo Branco, explicou que o restabelecimento ocorreu na sexta-feira, sendo uma "resolução temporária".
"O município da Sertã apela à população residente nesta zona da vila, que utilize a energia elétrica de forma consciente e responsável, servindo-se da mesma apenas para o mínimo indispensável".
A autarquia sublinha que a falta de energia elétrica é um problema que está neste momento a afetar grande parte do concelho da Sertã.
"Estão a ser reunidos diversos esforços para que a mesma seja restabelecida com a maior brevidade possível. No entanto, e dado o nível de destruição, a sua resolução permanente adivinha-se morosa", refere.
Câmara de Pombal realojou 30 pessoas
A Câmara Municipal de Pombal realojou, até hoje, 30 pessoas que pediram ajuda na sequência da passagem da depressão Kristin, num concelho onde a quase totalidade das habitações sofreu danos, disse à agência Lusa a vice-presidente da autarquia.
"Todas as freguesias foram atingidas. Nalgumas freguesias mais rurais foram quase todas as habitações. Na cidade menos, porque há maior concentração de casas e acabam por se proteger umas às outras", contou Isabel Marto, lembrando que 80% da população deste concelho do distrito de Leiria vive em áreas rurais.
O número de desalojados no concelho será muito superior e aumenta diariamente mas, segundo a vereadora, muitos deles optaram por pedir ajuda a familiares.
"Temos conhecimento de que outros foram realojados na sua rede de familiares, mas não conseguimos quantificar. As pessoas, obviamente, procuram a solução mais rápida", acrescentou.
Com as habitações totalmente ou parcialmente sem telhado e muitos munícipes idosos, uma das prioridades da autarquia está a ser levar-lhes "uma lona, um plástico, para rapidamente criar coberturas" nas casas.
Segundo Isabel Marto, "muitas das pessoas que vivem neste mundo rural são idosas e, portanto, não têm possibilidade rapidamente de fazer esse tipo de reparações".
A responsável destacou a solidariedade que tem havido entre as pessoas, que "se vão ajudando umas às outras, mas há sempre quem ainda não tenha ajuda".
"Estamos neste momento a identificar empresas, trabalhadores especializados que, de forma voluntária ou não, estejam disponível para colocar estas coberturas o mais rapidamente possível", avançou.
Outra das prioridades tem sido desobstruir vias, porque neste momento ainda não é possível chegar a todo o concelho.
"Temos um concelho com uma área florestal muito grande e cerca de dois mil quilómetros de vias. A queda de árvores impede-nos de chegar às pessoas ou de elas conseguirem vir buscar ajuda, porque não há energia, não há telecomunicações", lamentou.
Isabel Marto referiu que já foi feita "a libertação total das vias em duas ou três freguesias", mas tal ainda não foi possível na maioria das 17 freguesias.
"Começámos pelas principais vias, até porque são essenciais para chegar às outras", explicou, exemplificando com a estrada que liga Pombal a Albergaria dos Doze, que ficou "completamente desimpedida" no final do dia de sexta-feira.
As vias impedidas e a falta de comunicações têm impossibilitado a realização de um levantamento total dos prejuízos, mas Isabel Marto avançou à Lusa que, "só de património municipal, há cerca de 15 milhões de reparações quantificadas, para já, mas o número vai aumentar".
A vice-presidente da Câmara de Pombal apelou ao Governo que envie meios para o concelho, que está praticamente todo sem água e sem eletricidade.
"Esgotámos os geradores que conseguimos. Já pedimos ajuda externa à Proteção Civil, ao Governo, mas não está a chegar", lamentou, agradecendo às pessoas, empresas e autarquias que, ao ficarem a saber do que se está a passar no concelho, têm oferecido meios.
Cerca de 211 mil clientes ainda estavam sem energia às 06h00
Cerca de 211 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 06h00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.
Comparativamente ao balanço feito pela E-Redes esta sexta-feira às 22h00 (hora de Portugal continental), há agora mais 23 mil clientes com energia elétrica.
Do total de clientes que estavam hoje sem luz, a maior parte é da zona de Leiria, no total de 169 mil (eram 180 mil no último balanço de sexta-feira).
Eurodeputados do PSD querem debater efeitos da tempestade Kristin no Parlamento europeu
Os eurodeputados do PSD querem debater na sessão plenária de fevereiro do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, os fenómenos meteorológicos extremos, incluindo a tempestade Kristin em Portugal, e a resposta europeia no reforço dos mecanismos de prontidão e solidariedade.
De acordo com uma nota enviada à Lusa na sexta-feira, a iniciativa já tem o apoio do Partido Popular Europeu (PPE), o maior grupo político do Parlamento Europeu, e será discutida na próxima semana com os outros grupos parlamentares.
"À luz da tempestade Kristin, que já provocou várias mortes, feridos e deslocados, e está a causar danos materiais incalculáveis em várias regiões de Portugal, e dada a ocorrência cada vez mais frequente de catástrofes naturais, é crucial ter respostas claras e continuar e aprofundar o debate sobre as medidas preventivas e os mecanismos de solidariedade disponíveis na União Europeia." justificou Paulo Cunha, chefe de delegação do PSD no Parlamento Europeu.
O eurodeputado salientou que "as catástrofes naturais não olham a fronteiras e, de uma forma ou de outra, afetam todos os cidadãos europeus".
"Consideramos que se trata de um debate urgente e necessário e, por isso, obviamente esperamos o apoio de todos os grupos políticos no Parlamento Europeu", referiu.
A sessão plenária do mês de fevereiro decorre entre os dias 9 e 12.
Dique sobre o rio Mondego não apresenta insegurança estrutural
O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) realizou uma inspeção técnica ao talude exterior do dique do rio Mondego, na zona sob o tabuleiro da Autoestrada 1, e concluiu que, neste momento, não há qualquer fenómeno de instabilidade ou insegurança estrutural.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) explicou que esta inspeção surgiu depois de as autoridades locais terem relatado o aparecimento de ressurgências com alguma expressão no talude exterior do dique do rio Mondego regularizado, na zona sob o tabuleiro da Autoestrada A1.
A inspeção, realizada na sexta-feira, às 17:30, "permitiu concluir que não se encontra, em curso, neste momento qualquer fenómeno de instabilidade ou insegurança estrutural".
Contudo, face à possibilidade de subidas do nível da água do rio, o LNEC recomendou, como medida preventiva, a instalação de sistemas de filtragem destas ressurgências com recurso a sacos de areia, que serão colocados em todas as juntas onde se verifica a saída de água.
"As entidades competentes continuam a acompanhar permanentemente a situação, apelando para que se mantenha a tranquilidade, siga as orientações da Proteção Civil e se mantenha informada através dos canais oficiais".
Em declarações à agência Lusa, Ana Abrunhosa, presidente do município de Coimbra, já tinha informado que a Proteção Civil municipal estava a monitorizar em contínuo a situação, estando a barragem da Aguieira a efetuar descargas controladas.
Também o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores, Paulo Palrilha explicou que as infraestruturas que permitem descarregar água do canal central do rio para os campos agrícolas, a jusante da ponte-açude, "estão todas em boas condições e a funcionar".
O rio Mondego possui quatro descarregadores para a margem direita: um dique fusível na zona da mata do Choupal, em Coimbra, a funcionar desde a manhã de sexta-feira, que permite escoar até 200 m3/s e três diques sifão (cada um com capacidade de descarga idêntica ao dique fusível) colocados a jusante daquele, rio abaixo.
A descarga de água para os campos de Coimbra e Montemor-o-Velho, embora possa potenciar uma inundação na planície agrícola, insere-se na obra hidráulica do Mondego e permite retirar pressão sobre o leito central e garantir que o rio não galga ou parte as margens (diques) do canal artificial por onde corre até à Figueira da Foz.
O presidente da autarquia de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, notou que a gestão dos caudais "está a ser controlada" pelas autoridades, não antecipando problemas mais graves do que a eventual inundação de zonas habitualmente afetadas pela subida das águas, situação que tem levado a sucessivos alertas do município que dirige.
"Se tudo funcionar como deve ser [na obra hidráulica], se os descarregadores funcionarem, não deverão existir problemas graves", como o rebentamento dos diques do canal central - o que sucedeu em 12 locais em 2001 e em dois locais, um no canal central e outro no leito periférico direito nas cheias de 2019 - "porque o rio tinha muita madeira e os descarregadores estavam entupidos", explicou o autarca.
EN375 continua cortada em Colares
A circulação na Estrada Nacional 375 continua interrompida na freguesia de Colares, concelho de Sintra, na sequência da tempestade Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
CP retoma circulação na Linha da Beira Baixa
A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa foi retomada, disse hoje a CP em comunicado, mantendo-se suspensos serviços como Linha do Norte e comboios urbanos de Coimbra.
Na atualização publicada no seu `site` às 08:00 (hora de Lisboa), a CP informou que "já foi retomada a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa".
Já noutras linhas e serviços afetados pela tempestade de quarta-feira, disse a empresa que, "apesar de todos os esforços", ainda não foi possível retomar a circulação ferroviária e que não há previsão de retoma.
Assim, mantém-se suspensa a circulação nos comboios urbanos de Coimbra, na Linha do Norte entre Braga e Lisboa, na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha da Beira Alta (supressão do serviço intercidades), no serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento e na Linha do Oeste.
Devido a estas suspensões de serviços, também está suspensa a venda para viagens em comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte este hoje e domingo.
Autarca de Leiria diz ser importante que pessoas com "responsabilidades" entendam "a gravidade" da situação
“A nossa cidade hoje está totalmente diferente daquilo que foi o dia a seguir à catástrofe”, mas “ainda há muito para limpar”, disse à jornalista Soraia Ramos.
“O que nos preocupa neste momento é que muitas das casas destelhadas nas nossas aldeias e também pela cidade precisam de ser reparadas com rapidez, porque vêm aí dias de chuva”, afirmou.
Gonçalo Lopes considerou ainda importante que “as pessoas que têm responsabilidades no país percebessem a gravidade e a tragédia que estamos a viver”.
“Acredito que muitos dos nossos políticos não estão habituados a este cenário”, vincou. “O apagão foram 12 horas sem luz. Nós temos populações com dois dias sem luz”.
PSP de Leiria sem registo de saques ou pilhagens
O comandante distrital de Leiria da PSP disse hoje não haver registo de saques ou pilhagens, alertou para tentativas de burla e apelou à população para contactar com esta força de segurança em caso de necessidade.
"O nosso foco neste momento é, claramente, o cidadão. Procurar dar as melhores informações para que [os cidadãos] estejam totalmente esclarecidos sobre como é que se está a desenrolar a vida na cidade, designadamente a localização das farmácias, dos Multibancos, dos supermercados que estão abertos e, eventualmente, todas as informações que precisarem sobre familiares" e outras, afirmou à agência Lusa Domingos Urbano Antunes.
O comandante distrital da Polícia de Segurança Pública pediu às pessoas que "mantenham o contacto permanente com a Polícia sempre que sentirem essa necessidade, designadamente de movimentações suspeitas ou abordagens de pessoas suspeitas".
"Nestas ocasiões, apesar de não termos tido registo de tentativas de burla, são situações que o padrão indica que, muitas vezes, há estes aproveitamentos", avisou, pedindo aos cidadãos que estejam "muito cautelosos sobre essas aproximações".
Domingos Urbano Antunes exemplificou com casos de peritagens de seguro, ofertas de trabalho de empresas para reconstrução e falsos familiares.
"É necessário que todos nós estejamos despertos para esta situação e que possam logo denunciar isso à Polícia", insistiu.
Ainda neste âmbito, foi feito um reforço da segurança noturna "com recurso a Equipas de Prevenção e Reação Imediata" da PSP.
No caso concreto da cidade de Leiria, a PSP está a garantir a mobilidade, o que "é fundamental, sobretudo naquelas zonas onde houve desabamentos e que é preciso operações de limpeza contínuas" e, por isso, fazer cortes de via, esclareceu.
"Por outro lado, estamos a permitir todos os corredores de fornecimento de bens essenciais, quer para o fornecimento de supermercados, quer também dos combustíveis essenciais aos geradores para o funcionamento das instituições críticas", como centro de saúde, lares de idosos ou hospitais, salientou o comandante distrital.
Coimbra vai começar a trabalhar num possível cenário de evacuação
Ana Abrunhosa afirmou que, no sábado, haverá mais informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com nível de chuva previsto "há probabilidade de haver descargas" na barragem de Aguieira, uma situação que terá de ser acompanhada e monitorizada para perceber se será preciso retirar pessoas e animais.
"Para estarmos preparados, vamos já trabalhar com os presidentes junta o cenário de avisar famílias, empresas, para, no caso da alerta, estarem preparados na próxima semana. Vamos trabalhar num plano de risco máximo de perceber se tivermos que evacuar IPSS, onde é que as pessoas vão ficar, se tivermos que evacuar as populações e vamos fazê-lo com a máxima cautela", assinalou Ana Abrunhosa.
Sobre possíveis áreas que possam ser afetadas, a autarca disse que vai depender do cenário que for dado pela APA, sendo que a preocupação é Coimbra, mas também com Montemor-o-Velho e Soure.
"Neste momento, com toda a tranquilidade, vamos ter que imaginar que, para a semana, onde vamos ter muita chuva pode acontecer o pior cenário. Não sabemos aonde e, portanto, é acompanhar, monitorizar", acrescentou, salientando que os bombeiros vão estar em permanência a vigiar toda a estrutura, para perceber se há ou não sinais.
Tendo em conta as previsões de chuva, Abrunhosa adiantou que foi hoje pedido ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, que esteve reunido com autarcas do território da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que o Governo mantenha o estado de calamidade para a próxima semana.
"Fizemos o pedido para manter o estado de calamidade, fizemos o pedido para eventualmente reforçarmos a região de meios caso o pior cenário se venha confirmar, e fizemos o pedido para rapidamente percebermos as linhas de apoio que temos", avançou.
Ana Abrunhosa apelou para que a população não estacione veículos no Parque Verde, junto ao Rio Mondego, em garagens cuja cota esteja abaixo do nível do rio, devem também retirar as suas alfaias agrícolas e estar vigilantes.
Lusa
Falta de comunicações leva Câmara da Batalha a distribuir avisos em papel porta-a-porta
A Câmara da Batalha está a distribuir avisos em papel porta-a-porta à população, dadas as dificuldades de comunicações, disse à agência Lusa o presidente do município, que promove hoje uma ação de voluntariado para limpar o concelho.
"Ontem [sexta-feira], como não havia comunicação em todo o concelho, fizemos esse papel, distribuição de `flyers` de informação. Obviamente que não conseguimos chegar ao concelho todo, mas fizemos essa distribuição junto das infraestruturas comerciais e no porta-a-porta", afirmou André Sousa.
Segundo o autarca, as viaturas municipais que circularam pelo território do concelho também tinham panfletos para distribuir.
No "Aviso à população" é possível ler o ponto de situação relativamente aos abastecimentos de água e eletricidade, e da rede móvel e Internet.
Indica ainda o local para banhos quentes, carregamento de telemóvel e acesso a wi-fi, assim como a localização das caixas Multibanco em funcionamento e do local para exercício do voto antecipado em mobilidade.
"Hoje, já há parte do concelho com infraestruturas [de telecomunicações] móveis, no entanto vamos continuar a fazer [a distribuição dos avisos], sobretudo na freguesia do Reguengo do Fetal e na freguesia de São Mamede, onde ainda não há tanta iluminação e não há tantas infraestruturas básicas de telecomunicações e, sobretudo, na população mais idosa", adiantou o autarca.
Também hoje decorre neste concelho do distrito de Leiria uma ação de voluntariado, para ações de limpeza, com dois grupos.
No grupo um, prioritário, estão as pessoas com experiência para limpeza de ruas e caminhos, corte e remoção de árvores, limpeza de valas e sarjetas, e arranjos de telhados de habitações danificadas.
Neste caso, a autarquia apela para a colaboração de pessoas "com experiência, com motosserras, enxadas, vassouras, carrinhas com caixa aberta", sendo os pontos de encontro às 09:00 nos armazéns do município e uma hora depois na Junta de Freguesia de São Mamede.
"Pedimos pessoas com experiência por causa do perigo de todas as operações", justificou André Sousa.
Um segundo grupo inclui as pessoas sem experiência, mas com "muita vontade de ajudar".
"A essas pessoas pedimos que ajudem na sua rua, junto dos seus vizinhos, de forma organizada e segura. Ajudar o vizinho, sobretudo o idoso, a ver se precisa de água, de comida, de apoio médico", exemplificou o presidente do município.
O apoio na limpeza estende-se às "sarjetas e valetas sem risco", dada a previsão de chuva, pelo que é necessário "remover alguns pequenos detritos de ruas e passeios", esclareceu.
"Pedimos, sobretudo, que tenham segurança a trabalhar. Não vamos subir a telhados se não temos experiência", referiu o autarca, apelando para não se tocar em cabos elétricos no chão, assim como manter a distância mínima de 25 metros destes, e não realizar este trabalho sozinho.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
BE reúne-se para analisar situação política e consequências da tempestade Kristin
A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda reúne-se hoje para analisar a situação política e debater as consequências de fenómenos climáticos extremos depois de a tempestade Kristin ter causado mortes e graves prejuízos no país.
De acordo com fonte oficial do partido, na reunião do órgão máximo entre convenções, que decorre hoje no complexo desportivo do Casal Vistoso, Lisboa, os dirigentes bloquistas vão analisar a situação política nacional depois da primeira volta das eleições presidenciais do passado dia 18 de janeiro.
Na segunda volta, marcada para 08 de fevereiro, os bloquistas já anunciaram o seu apoio ao socialista António José Seguro contra o líder do Chega, André Ventura.
"Serão também discutidas as consequências dos fenómenos climáticos extremos e a necessidade de uma política de adaptação, mitigação e prevenção face à crise ecológica", adiantou à Lusa a mesma fonte, após os prejuízos causados pela passagem da tempestade Kristin por Portugal que levou o executivo a decretar o estado de calamidade em algumas regiões.
A Mesa vai ainda analisar "o futuro do combate à contrarreforma laboral que o Governo quer implementar", anteprojeto do Governo PSD e CDS-PP que tem sido fortemente criticado pelos bloquistas.
Além da realidade nacional, os bloquistas vão também debater a situação internacional, nomeadamente "as ameaças de Trump sobre a Gronelândia e a posição de Portugal e da União Europeia numa nova realidade".
Na ordem de trabalhos inclui-se ainda a votação de regulamentos e orçamentos.
No final dos trabalhos, as conclusões serão divulgadas pelo coordenador nacional, José Manuel Pureza, em conferência de imprensa.
Esta será a segunda reunião da Mesa bloquista desde a Convenção Nacional, em novembro, que consagrou José Manuel Pureza como coordenador, sucedendo a Mariana Mortágua.
A lista encabeçada por Pureza conquistou 65 mandatos de um total de 80, ficando os restantes atribuídos às listas opositoras da direção: moção S oito mandatos, moção H quatro e B com três mandatos.
De acordo com os estatutos do BE, a Mesa Nacional é o órgão máximo do Bloco de Esquerda no período compreendido entre duas convenções nacionais e compete-lhe dirigir o partido no âmbito nacional.
Vários distritos com avisos devido a chuva, vento, neve e agitação marítima
Vários distritos de Portugal continental mantêm-se entre hoje e segunda-feira com vários avisos devido à agitação marítima, chuva, vento fortes e queda de neve, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso vermelho até à 06:00 de hoje devido à ondulação - prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 07 a 08 metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima -, passando depois a laranja até às 21:00.
Também os distritos de Faro, Setúbal e Beja estão a laranja até às 15:00 de hoje, passando depois a amarelo devido a agitação marítima forte. Lisboa, Leiria e Aveiro estão a laranja até às 21:00 de hoje, passando depois a amarelo.
O IPMA emitiu também aviso amarelo para Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 21:00 de domingo e as 03:00 de segunda-feira, devido ao vento forte com previsão de "rajadas até 80 quilómetros por hora".
Pelas mesma razão, o sinal amarelo foi emitido para Setúbal e Beja entre as 00:00 e as 06:00 de segunda-feira e, no caso de Faro, o aviso estende-se até às 09:00.
Todos os distritos de Portugal Continental vão estar sob aviso amarelo devido à chuva, por vezes forte, até às 06:00 de segunda-feira: Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Aveiro (a partir das 15:00 de domingo); Coimbra (desde as 18:00 de domingo); Santarém, Bragança, Guarda, Lisboa, Leiria e Castelo Branco (a partir das 21:00 de domingo) e Portalegre, Évora, Faro, Setúbal e Beja (com início às 00:00 de segunda-feira).
O IPMA colocou ainda os distritos de Bragança, Viseu, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Braga a amarelo por causa da queda de neve até às 06:00 de hoje e, num segundo momento, entre as 12:00 e as 23:00 de segunda-feira.
Guarda e Castelo Branco estão hoje, pelo mesmo motivo, com sinal amarelo até às 09:00 e, na segunda-feira, entre as 06:00 e as 23:00.
O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios.
Proteção Civil registou pelo menos 1.220 ocorrências na sexta-feira
Portugal continental registou entre as 00:00 e 23:00 de sexta-feira 1.220 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo na região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) referiu que a maioria das ocorrências estiveram relacionadas com queda de árvores e queda de estruturas, causadas pela ação do vento.
A maioria das restantes ocorrências esteve relacionada com inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras.
A ANEPC divulgou ao final da tarde de sexta-feira que foram registadas, entre as 16:00 de terça-feira e as 19:00 de sexta-feira, 9.994 ocorrências maioritariamente quedas de árvores e de estruturas, desabamentos de terras, telhados e infraestruturas arrastadas pelos ventos.
Segundo a ANEPC, as zonas mais afetadas são as regiões do Oeste (1.528 ocorrências), de Coimbra (1.365) e Grande Lisboa (1.138).
Durante o mesmo espaço de tempo foram efetuados 32 salvamentos terrestres e 16 aquáticos, num conjunto de ações que já envolveram 34.192 operacionais, apoiados por 12.329 veículos.
O comandante nacional de emergência e proteção civil, Mário Silvestre, alertou na sexta-feira as populações para salvaguardarem bens e animais que estejam em zonas sujeitas a inundações, face à previsão de chuva constante na próxima semana.
Mário Silvestre salientou que estas recomendações se aplicam também às populações dos meios urbanos, tendo em conta que, com base nas previsões de chuva para a próxima semana, não está excluída a possibilidade de inundações rápidas em zonas urbanas.
"Estamos preparados para a eventualidade de alguma situação que corra menos bem", assegurou Mário Silvestre, adiantando que está a ser aprontado um conjunto de meios, como embarcações e bombas de alta capacidade, para que possam ser movimentados em caso de necessidade.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva a partir de domingo em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias e que têm atualmente os solos saturados.
Na conferência de imprensa de sexta-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirmou que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.
"Vamos ter uma semana muito complicada e temos dois dias, que é a nossa janela de tempo, para nos prepararmos para esta semana muito difícil", referiu José Pimenta Machado.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Depressão Kristin. Eurodeputados questionam Comissão Europeia sobre ajudas a Portugal
Os eurodeputados do PSD questionaram a Comissão Europeia sobre a forma como "está a acompanhar os efeitos da tempestade Kristin em Portugal" e sobre os "mecanismos que, no presente e no futuro, está a Comissão em condições de acionar".
E acrescentam que “as falhas nas infraestruturas estão a prejudicar a capacidade de resposta das autoridades e a gravidade da situação vivida no terreno é muito superior aos relatos que chegam à comunidade internacional, por falhas nas redes de comunicação causadas pela tempestade.”
Também Ana Catarina Mendes, eleita pelo PS, quer uma resposta do executivo comunitário sobre a ativação do Mecanismo de Proteção Civil Europeu.
A eurodeputada refere que este pedido de resposta da Comissão surge “tendo em conta “que a tempestade Kristin que assolou Portugal esta semana, causando a morte a cinco pessoas e com dados patrimoniais ainda por estimar e que “centenas de milhares pessoas estão há mais de 48 horas sem acesso a eletricidade e com comunicações irregulares”.
Ana Catarina Mendes questiona a Comissão Europeia sobre “se o Governo de Portugal já solicitou a assistência no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil, em que momento e em que termos, para que o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência preste assistência rápida, eficaz e coordenada às populações afetadas” uma vez que “o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência age apenas após solicitação de assistência pelo Governo de um Estado-Membro ou país terceiro;
Também o eurodeputado do PCP dirigiu uma pergunta escrita à Comissão Europeia solicitando esclarecimentos sobre os apoios da UE a Portugal.
No comunicado divulgado aos jornalistas em Bruxelas, João Oliveira considera que “a gravidade da situação exige a mobilização imediata de todos os meios disponíveis para auxílio às populações, restabelecimento de infraestruturas críticas, recuperação da atividade produtiva e reparação de habitações, o PCP sublinha que, sem dispensar as seguradoras das suas responsabilidades, será necessário mobilizar fundos públicos e recorrer a mecanismos de cooperação da UE, visando a resposta de urgência que é necessária mas também a preparação futura para eventos desta natureza”.
Por isso, o eurodeputado do PCP solicita à Comissão Europeia esclarecimentos sobre “que apoios foram solicitados à UE pelo Governo português e que resposta foi dada pela Comissão? O eurodeputado quer ainda saber que apoio de urgência vai a Comissão disponibilizar a Portugal, nomeadamente a partir da Reserva para Ajudas de Emergência, do Fundo de Solidariedade ou do Mecanismo Europeu de Proteção Civil” e “que apoio vai disponibilizar para a implementação das medidas dirigidas à reposição das condições de vida das populações e da atividade produtiva, bem como para a preparação futura para eventos desta natureza”
Comunicação em situações de crise
Numa outra perspetiva o eurodeputado eleito pelo PS, Bruno Gonçalves, também questionou a Comissão Europeia sobre a utilização do sistema europeu GOVSATCOM para comunicações de proteção civil.
O GOVSATCOM (Governmental Satellite Communications) é um serviço disponibilizado no âmbito do Programa Espacial da União Europeia, baseado no sistema GALILEO, que providencia conectividade segura a organismos governamentais, possuindo uma componente de autenticação (controle de acesso).
Este programa europeu reúne e coordena as capacidades de satélites existentes na União Europeia, com o objetivo de fornecer comunicações seguras, resilientes e contínuas a autoridades públicas, nomeadamente em contextos de emergência, proteção civil e gestão de crises, quando as infraestruturas terrestres se revelam insuficientes ou deixam de funcionar.
O eurodeputado dos socialistas reforça que “a passagem da depressão Kristin por Portugal deixou um rasto de destruição, revelando uma falha do sistema nacional de comunicação de emergência (SIRESP).
E por isso, “tendo em conta a implementação do sistema GOVSATCOM, programa europeu que junta as capacidades de satélites para assegurar comunicação de alta segurança, e a constelação satélite IRIS²”, pediu à Comissão Europeia que especifique “qual é o estado de desenvolvimento destas iniciativas” e “se é possível que os Estados-membros utilizem esta capacidade satélite antes da entrada em vigor do regulamento referido?”
Bruno Gonçalves quer ainda saber se “o GOVSATCOM estará disponível para a proteção civil dos Estados-membros utilizar em contacto direto com a população, particularmente em caso de falha do sistema nacional de comunicação de emergência, garantindo a fiabilidade ininterrupta das comunicações?
Colocar o tema na agenda da sessão plenária de fevereiro
A Delegação do PSD no Parlamento Europeu quer também debater “o tema dos fenómenos meteorológicos extremos, designadamente em Portugal, e a resposta europeia no reforço dos mecanismos de prontidão, preparação e solidariedade seja debatido na próxima sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo”.
A sessão plenária do mês de fevereiro decorre entre os dias 9 e 12.
A iniciativa já tem o apoio do PPE, o maior Grupo político do Parlamento Europeu, e será discutida na próxima semana com os outros grupos parlamentares. O chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu considera que se trata de um debate urgente e necessário e, por isso, obviamente esperamos o apoio de todos os grupos políticos no Parlamento Europeu.”,
“À luz da tempestade Kristin, que já provocou várias mortes, feridos e deslocados, e está a causar danos materiais incalculáveis em várias regiões de Portugal, e dada a ocorrência cada vez mais frequente de catástrofes naturais — tendo em conta as lições entretanto aprendidas pela Comissão Europeia —, é crucial ter respostas claras e continuar e aprofundar o debate sobre as medidas preventivas e os mecanismos de solidariedade disponíveis na União Europeia” afirma ainda Paulo Cunha.
Debater este tema na próxima sessão plenária é também o que defende João Oliveira, eurodeputado eleito pelo PCP.
O Deputado dos comunistas no Parlamento Europeu apresentou uma proposta para que na próxima sessão plenária de Fevereiro, que decorrerá entre os dias 9 e 12, haja um debate sobre a grave situação decorrente dos impactos da tempestade Kristin em Portugal.
"Nada que se pareça ao que aconteceu". Proteção Civil alerta para dias muito chuvosos na próxima semana
José Manuel Moura, presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil, esteve no Telejornal.
"Envolvemos a APA e o IPMA na conferência de imprensa" desta sexta-feira e "os modelos do IPMA (...) apontam para uma semana muito chuvosa", mas nada que se assemelhe aos últimos dias, assegurou José Manuel Moura.
Uma das ações para fazer face à conjuntura, com a chuva e solos saturados, tem a ver com cheias controladas.