Presidente da República pede "resposta rápida, rigorosa e eficaz"
“Se isto em termos de resposta imediata não for resolvido num prazo muito curto, já não é resolvido”, disse Marcelo. “Sabem como é em Portugal, como em qualquer país do mundo. Se passar o tempo mediático e politicamente significativo em termos mediáticos, é uma ocasião perdida. E esta não pode nem e não vai ser uma ocasião perdida”, sublinhou.
Marcelo Rebelo de Sousa realça que a “capacidade de resposta, em geral, melhorou muito em relação ao que era o panorama de 2017”, mas salienta que é preciso “refletir naquilo que se pode fazer ainda melhor”.
“Para o ano quem vem e nos anos seguintes, e tanto quanto depender daquilo que é humano e nós podermos evitar, prevenir e responder melhor àquilo que são tragédias que marcam a vida das populações e de pessoas concretas”, asseverou.
Montenegro garante que não vão faltar verbas para a recuperação dos territórios atingidos
Para Montenegro, as emoções "na gestão de um país têm de se conciliar com a racionalidade da argumentação e com a verdade e a base da realidade com que partimos". Numa mensagem dedicada aos responsáveis pelas autarquias afetadas pelas chamas, o primeiro-ministro frisou "que neste momento, precisamos de estar juntos, mais do que nunca. Não tenho dúvidas que os autarcas vão sofrer, como aqui foi descrito (...) vão sofrer uma pressão enorme, é muito mais fácil recorrer à junta de freguesia ou à câmara municipal do que ir bater à residência oficial, em São Bento". E deixou ainda uma palavra de "responsabilidade e solidariedade".
O primeiro-ministro garantiu ainda que não faltarão as verbas para a recuperação dos territórios atingidos pelas chamas. E recordou que na passada semana, o governo já disponibilizou 100 milhões de euros do Orçamento do Estado.
Montenegro garantiu ainda que se os fundos de Bruxelas não chegarem, o "Orçamento do Estado suportará, antecipará essa verba".
E continuou: "Agora, temos que fazer isto com sentido de responsabilidade por um lado e com sentido de lucidez e bom senso".
Sobre a investigação às causas dos incêndios, o chefe do Governo recordou ter dito que "foi muito estranho haver 125 ignições numa noite".
"E o que eu disse é que o Governo e o país têm a obrigação moral de saber tudo aquilo que pode estar por trás disso e mantenho. Eu vou fazer, como primeiro-ministro, um esforço grande para que haja investigações que levam à deteção e condenação de todos os responsáveis pelo incêndios, se eles acontecerem", sublinhou.
Acrescentou: - "Se dizer isto ofende assim tanta gente, olhe eu vou-lhe dizer uma coisa a mim tranquiliza-me o espírito e a alma. Chego a casa à noite e durmo mais descansado se o meu Governo estiver a combater o crime, seja ele qual for".
Montenegro e Marcelo já estão em Sever de Vouga
Autarca de Baião fala em prejuízos, causados pelos incêndios, de cinco milhões de euros
Presidente da República e primeiro-ministro dedicam o dia a visitar as regiões que foram afectadas pelos incêndios, deste mês. Os estragos são visíveis com o Governo a lembrar que fará tudo para ajudar quem perdeu tudo.
Estela Silva - Lusa
PM e PR a caminho de Sever do Vouga
Belém e São Bento juntos em "matéria de fogos"
Marcelo Rebelo de Sousa diz que "em matéria de fogos", Presidente e primeiro-ministro "estarão sempre juntos". O chefe de Estado e o chefe do Governo estão hoje a visitar as áreas mais afetadas pelos incêndios no norte e centro do País.
Nos três concelhos, milhares de hectares de floresta ficaram reduzidas a cinzas, e várias casas de primeira habitação foram destruídas.
Recuperação área ardida. Montenegro garante que estão a ser usados "todos os instrumentos possíveis"
Em Vila Pouca de Aguiar, Luís Montenegro deixou uma "palavra de grande solidariedade" e de "esperança" às populações que foram afetadas pelos incêndios.
"Já temos, neste momento, 100 milhões de euros disponíveis para iniciar o processo de recuperação. Temos um acordo com a Comissão Europeia para a utilização de até 500 milhões de euros", continuou. " E temos áreas que são prioritárias: em primeiro lugar as pessoas (...) e depois o tecido económico".
Segundo o chefe de Governo, já estão a ser utilizados "todos os instrumentos possíveis".
Governo e presidente já aterraram em Vila Pouca de Aguiar
Polícia Judiciária detém homem suspeito de incêndio florestal
Marcelo e Montenegro no miradouro de Gôve
Presidente da câmara de Baião frisa que faltaram meios aéreos
Mas Paulo Pereira prevê que o valor dos prejuízos ascenda a cinco milhões de euros.
Helicóptero que transporta Marcelo e Montenegro aterrou em Baião
Termina época crítica dos incêndios. Presidente da República e primeiro-ministro visitam áreas ardidas
Apoios aprovados
Reportagem de 26 de setembro
Foi também aprovado um regime excecional de contratação de empreitadas de obras públicas.
Economia de Arouca paga fatura dos incêndios
Há aldeias desertas no município de Arouca. Os incêndios consumiram quase 20 por cento da área do município e causaram mais de cinco milhões de euros em prejuízos.
Foto: António Antunes - RTP