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Proença-a-Nova contabiliza já 20 milhões de euros de prejuízos

Proença-a-Nova contabiliza já 20 milhões de euros de prejuízos

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova admitiu hoje prejuízos de 20 milhões de euros e disse à agência Lusa que a prioridade é repor a energia, enquanto o município distribui alimentos para pessoas e animais.

Lusa /

"A prioridade é a energia e, neste momento, temos 15 postos de transformação (PT) que não estão com energia. Ontem [segunda-feira], eram 41 e, durante o dia de hoje, andaremos a colocar geradores para alimentar parte destes 15 PT", afirmou João Lobo.

À agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, disse que os 15 PT inoperacionais traduzem-se na "falta de energia em mais de 550 pessoas que vivem, maioritariamente, nas zonas limites" do concelho.

O autarca disse que há equipas da E-Redes "no terreno, desde ontem [segunda-feira], a reparar linhas de baixa tensão, e muita gente não entende porque é que na mesma rua uns têm e outros não, mas é pelos danos na baixa tensão e esse trabalho está a ser feito".

João Lobo adiantou que outra das prioridades é "a alimentação que está a chegar às pessoas que estão sem condições, porque é preciso dar conforto a quem está em sofrimento, para não entrarem em desespero".

"A lamentar, igualmente, a morte de animais no setor agropecuário, que também foi muito afetado. Também os armazéns de alimentos, cuja cobertura voou, e, por isso, ontem [segunda-feira], chegou um camião de palha e hoje está outro a caminho, numa aquisição da autarquia", indicou o presidente.

O concelho de Proença-a-Nova tem, "neste momento, um prejuízo estimado em 20 ME, um número que está em aberto, porque ainda agora as equipas começaram a fazer a avaliação de danos" públicos e privados.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC] e a Cruz Vermelha fizeram chegar ao Município "80 lonas que foram distribuídas pelas pessoas para mitigar os efeitos das coberturas destruídas".

"Quatro pessoas foram realojadas em casa de familiares, uma delas na Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova", indicou o autarca, que adiantou haver "centenas de casas afetadas, principalmente nas coberturas, assim como empresas que têm danos severos" nas infraestruturas.

O autarca acrescentou que "não há infraestruturas encerradas" no concelho, embora "haja muitas com danos parciais, umas mais do que outras", como é o caso de uma oficina "com danos severos e cujo funcionamento está comprometido".

João Lobo adiantou que tem "dois espaços preparados [nas Atalaias e no parque empresarial] para acolher pessoas que sintam necessidade, ao longo desta semana, de se refugiarem das suas habitações, caso não se sintam seguras".

A Câmara Municipal de Proença-a-Nova tem na sua página da internet um formulário, que também está a ser distribuído em papel, para "todos os munícipes, proprietários e entidades afetadas" descreverem os danos e anexarem fotografias.

"Esta ferramenta visa complementar o trabalho técnico que está a ser realizado no terreno e contribuir para uma avaliação mais rigorosa do impacto da tempestade, essencial para o planeamento das ações de recuperação e eventual acesso a mecanismos de apoio", indicou.

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