Municípios da Lezíria do Tejo querem alargamento da situação de calamidade
Santa Casa de Misericórdia de Alcácer do Sal monta farmácia temporária
Mais de 400 papagaios-do-mar encontrados mortos na costa portuguesa - Associação
Mais de 400 papagaios-do-mar encontrados mortos na costa portuguesa nos últimos dias foram contabilizados pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA BirdLife), que suspeita que o fenómeno esteja relacionado com as tempestades das últimas semanas.
O número elevado de aves a dar à costa --- os chamados arrojamentos --- estão a ser registados em toda a costa continental, e também nos Açores, com casos de muitas dezenas de aves arrojadas no litoral norte, na região de Peniche e na costa do sudoeste alentejano, informou a SPEA em comunicado.
"Os casos estão a ocorrer ao longo de grande parte da costa, por isso é muito provável que os 400 registos que temos sejam apenas uma pequena parte do total", afirmou Hany Alonso, Técnico Sénior de Ciência na SPEA, citado no comunicado.
Na Galiza estão a ser reportadas situações semelhantes, contando com 400 registos de arrojamentos, e na costa atlântica de França com mais de 200, o que a organização considera indiciar um fenómeno de grande escala no Atlântico europeu.
Também na sequência de más condições no mar, no inverno de 2022/23, Portugal registou mais de 1.700 papagaios-do-mar arrojados em apenas duas semanas.
As tempestades podem levar as aves costeiras a procurar refúgio em terra, causando arrojamentos de aves mais fracas, e num comboio de tempestades, com más condições durante um período prolongado, mar agitado e dificuldade em alimentar-se, muitas aves são levadas à exaustão extrema.
No caso dos papagaios-do-mar, se as aves tiverem dificuldade em alimentar-se durante períodos prolongados, podem ver a sua condição física deteriorar-se, acabando por arrojar já muito exaustos e com fraca condição física, explica Hany Alonso.
Para perceber a verdadeira dimensão de arrojamentos em Portugal, a SPEA pediu a colaboração dos cidadãos para registarem as aves que virem arrojadas na plataforma ICAO (disponível online e como App), que permite carregar fotografias das aves que ajudam a confirmar a identificação e determinar a idade da ave.
Mostrando preocupação com o aumento de frequência dos fenómenos climáticos extremos na costa portuguesa, com as alterações climáticas a causar cada vez mais tempestades, a SPEA apela a medidas de mitigação dos efeitos negativos das alterações climáticas.
Lamas invadiram estufas e causaram prejuízos avultados
Famílias impedidas de regressar a casa em Ponte da Barca por segurança
CAP fala em mil milhões de prejuízos na área da agricultura
A Confederação dos Agricultores de Portugal avança que o prejuízo causado pelo mau tempo ascenda já os mil milhões de euros.
O responsável da Confederação dos Agricultores de Portugal pede também ao Governo igualdade de tratamento para todos os agricultores, visto que o mau tempo de uma forma ou de outra afeta todos os agricultores e produtores, de todos os concelhos, mesmo não estando abrangidos pela declaração de calamidade.
Lousã adia Festival da Chanfana face às intempéries
A Câmara da Lousã decidiu hoje adiar o Festival Gastronómico da Lousã, que deveria realizar-se entre 20 de fevereiro e 1 de março, em solidariedade com todos os que foram afetados pelas intempéries.
"Na sequência das intempéries que se têm verificado nos últimos dias, e em solidariedade com todos os que foram afetados pelas suas consequências, a Câmara Municipal da Lousã deliberou, de forma preventiva, adiar a realização do Festival Gastronómico da Chanfana", disse o município, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.
Com a decisão de adiamento, o certame irá realizar-se entre 27 de fevereiro e 8 de março, "mantendo-se o compromisso da Câmara Municipal com a valorização da gastronomia local, dos restaurantes aderentes e da promoção do território", afirmou.
A decisão de adiamento deve-se também às "dificuldades de deslocação provocadas pelo condicionamento e corte de vias em toda a região", que tem sido fustigada por uma série de tempestades, aclarou a autarquia.
"Este adiamento visa garantir as melhores condições de segurança para todos os participantes, visitantes e colaboradores, permitindo também que o evento decorra num contexto mais favorável e com a qualidade que o caracteriza", salientou.
A conferência de imprensa de apresentação do festival estava marcada para sexta-feira, tendo sido também adiada uma semana.
"Amor ao Centro". Centenas em concerto solidário na Casa Capitão
Realizou-se na noite de quarta-feira o concerto solidário "Amor ao Centro".
Governo ordena avaliação técnica de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias
O Ministério das Infraestruturas e Habitação aprovou um despacho que determina a realização urgente de uma avaliação técnica independente às infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais, mandatando o LNEC para analisar a segurança e operacionalidade após os fenómenos meteorológicos extremos.
O despacho publicado em Diário da República na quarta-feira estipula que "o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) proceda, "com caráter prioritário e urgente, à promoção de uma avaliação técnica independente às infraestruturas da rede rodoviária nacional e às infraestruturas da rede ferroviária nacional".
O LNEC deverá também apoiar autarquias e entidades intermunicipais em avaliações análogas e apresentar, no prazo de 30 dias úteis, os critérios e planeamento dos trabalhos, com um horizonte máximo de um ano para o relatório final, além de relatórios mensais de progresso.
A decisão surge após "a ocorrência de cheias, inundações e aluimentos de terras em diversas zonas vulneráveis do território nacional, com impacto tangível em infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais", que em alguns casos levaram à interdição ou à necessidade de reparações significativas.
Segundo o documento, a avaliação deverá ser "rigorosa, completa, célere e independente, para aquilatar das condições estruturais, de segurança e de operacionalidade das várias infraestruturas", abrangendo pontos críticos como pontes, túneis, viadutos, passagens hidráulicas e passagens desniveladas ou taludes.
O despacho estabelece ainda que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e a Infraestruturas de Portugal (IP) devem recomendar às concessionárias que realizem avaliações técnicas independentes, remetendo os relatórios ao LNEC.
O documento sublinha que "nenhuma disposição do presente despacho ou a atuação subsequente do LNEC mitiga ou afasta a responsabilidade ou as obrigações das entidades gestoras das infraestruturas rodoviárias ou ferroviárias".
O despacho produz efeitos a partir de 11 de fevereiro de 2026 e é assinado pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Trânsito triplica na Ponte de Constância e autarcas exigem solução
A Ponte da Praia, entre Constância e Vila Nova da Barquinha, regista um aumento do tráfego devido às cheias e ao fecho da Ponte da Chamusca, com autarcas a alertarem para riscos de segurança e a reivindicarem soluções estruturais.
Os autarcas de Constância e Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, responsáveis pela gestão da infraestrutura, promoveram hoje uma conferência de imprensa conjunta para abordar as vulnerabilidades da ponte e os riscos agravados pelas cheias e pelo aumento do tráfego.
"A ponte está limitada e, mesmo em poucos minutos, é visível a quantidade de pesados que tenta atravessar", afirmou Sérgio Oliveira.
Perto das 13:00, registavam-se filas de centenas de metros devido à circulação alternada, regulada por semáforos, e à proibição de veículos pesados, embora alguns tentassem passar.
"A segurança é a principal preocupação", sublinhou, com a GNR presente no local.
A Ponte da Praia assegura a ligação entre Constância Sul e a Praia do Ribatejo e funciona em regime de sentido alternado. Está interdita a pesados por razões estruturais e sujeita a restrições de peso, o que condiciona a fluidez do trânsito, sobretudo num contexto de cheia e encerramento de outras travessias.
O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, por sua vez, afirmou que o fecho da Ponte da Chamusca "veio agravar um problema antigo" na região.
"Temos a gestão desta ponte quando deveria ser do Governo central. O encerramento da Chamusca aumentou o fluxo de ligeiros e a tentativa de passagem de pesados, muito acima do normal. É um problema com cerca de quatro décadas que tem de ser resolvido, seja pelo alargamento desta ponte ou por outra solução estrutural", disse Manuel Mourato.
Os autarcas alertaram ainda para o impacto económico, referindo pedidos de exceção de empresas para circulação de camiões, recusados por razões de segurança.
"Empresas como a Caima solicitaram exceções, mas recusámos assumir essa responsabilidade. O Ministério das Infraestruturas também não assumiu essa responsabilidade, está a avaliar a situação e haverá uma reunião com o ministro, em março, já agendada", afirmou Sérgio Oliveira.
O volume médio diário nesta travessia situa-se entre 3.000 e 4.000 veículos, número que "mais do que duplicou ou triplicou" com o fecho da Ponte da Chamusca.
A infraestrutura não integra a rede estruturante da Infraestruturas de Portugal, estando sob gestão municipal desde 1988, e há décadas que os autarcas reclamam uma solução definitiva.
A proposta passa pelo reforço estrutural ou alargamento da ponte, permitindo circulação nos dois sentidos e passagem segura de pesados, salvaguardando a mobilidade económica e territorial.
O fecho da Ponte da Chamusca deveu-se inicialmente à submersão da EN243, após o galgamento do Dique dos 20, na Golegã.
Reaberta na terça-feira com a descida das águas, revelou fissuras no pavimento, levando a nova interdição e à chamada da Infraestruturas de Portugal para avaliação, não havendo ainda previsão de reabertura.
No distrito de Santarém existem várias travessias estratégicas sobre o Tejo, incluindo as pontes de Abrantes, Constância-Sul-Praia do Ribatejo, Santarém (duas) e Chamusca, fundamentais para a circulação entre margens.
Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Proteção Civil da Região de Coimbra
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra disse hoje que a maior preocupação no território é, neste momento, o concelho de Montemor-o-Velho.
Carlos Luís Tavares disse à agência Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que já está isolada há alguns dias, neste município.
"Mas também mantemos a preocupação nas margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres de que os diques rebentem. As pessoas têm de manter toda a atenção", apelou.
A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou hoje, em conferência de imprensa, que o rio Velho [do Mondego] "está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho".
A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.
Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.
Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.
Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.
Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.
O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.
Especialista diz que foi descurada a conservação do dique do Mondego
O dique do rio Mondego exige uma observação constante de toda a albufeira e das zonas de degelo da Serra da Estrela, defendeu hoje o engenheiro Carlos Matias Ramos, para quem a monitorização foi "completamente descurada".
"Uma obra destas não pode ser abandonada. O maior risco que se corre é não conhecer o risco", disse à Lusa o ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, alertando para a dimensão e o tipo de estrutura, constituída por diques em aterro ao longo de cerca de 30 quilómetros entre Coimbra e a Figueira da Foz.
Carlos Matias Ramos, que presidiu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) explicou que um dique como o do Mondego, que colapsou na quarta-feira, é construído sob regras "muito rígidas", tendo em conta, nomeadamente, a natureza do solo, que constitui a fundação.
"Tenho de saber se o solo tem capacidade para receber o peso que vai receber aquele dique. Uma vez concluída a obra, tem de ser fortemente conservada", afirmou.
"É necessária uma observação constante sobre o que se está a passar", reiterou, explicando que a partir dos resultados o projetista reformula a obra ou estabelece um plano para conservação.
Trata-se de uma obra de diques de contenção lateral, que deve ter entre a quota máxima da água (em situação de cheia) e a coroa (topo) uma margem de 40 a 60 centímetros.
"Essa quota pode ser comida se o dique assentar", especificou Carlos Matias Ramos, referindo que durante os primeiros 10 anos após a construção não houve problemas com a obra.
"Era importante que houvesse uma instituição de caráter local para toda a bacia do Mondego, de gestão de todo o sistema", sustentou, exemplificando que devem ser analisados os dados históricos e a monitorização em torno dos diques e da evolução de toda a albufeira.
Para Carlos Matias Ramos, "tudo leva a crer" que as alterações climáticas têm implicações na equação que é preciso analisar no que se refere às fundações do dique.
Neste sentido, apontou a vigilância das zonas de degelo da Serra da Estrela que alimentam o Mondego e das temperaturas mais elevadas que se verificam atualmente.
Reconhecendo que Portugal está a viver uma situação de exceção, em que a chuva "não dá tréguas", o ex-bastonário defendeu reajustes adequados ao ciclo da obra e atenção aos efeitos das alterações climáticas, que contribuem para aumentar o risco.
Penacova pede moderação no consumo de água após rutura de condutas
A Câmara de Penacova pediu hoje às populações de duas uniões de freguesias e de outras três localidades que moderem o consumo de água devido à rutura de condutas que obrigou a recorrer a autotanques para garantir abastecimento.
O município, numa nota publicada hoje nas redes sociais, apela à moderação do consumo de água nas uniões de freguesias de São Pedro de Alva e São Paio de Mondego, e de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego, assim como nas localidades da Carvoeira, Ronqueira e Travasso.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, explicou que se registou na quarta-feira uma rutura numa conduta adutora da Águas do Centro Litoral, que abastece parte do concelho (as duas uniões de freguesias visadas pelo aviso).
"As pessoas têm água na mesma, mas estamos a recorrer a autotanques dos bombeiros para repor a água dos reservatórios. Como este é um esforço muito grande, que implica estar constantemente a transportar água, estamos a pedir às pessoas para moderarem o seu consumo, enquanto não se repararem as condutas", aclarou.
Além da conduta adutora, houve também uma rutura numa conduta da rede municipal, que abastecia as localidades de Carvoeira, Ronqueira e Travasso, onde também é preciso recorrer a autotanques para garantir o abastecimento de água, disse o presidente daquele concelho do distrito de Coimbra.
As duas ruturas aconteceram junto à estrada nacional 2 (N2), após um deslizamento de terras junto à Carvoeira, num momento em que aquela via principal está cortada ao trânsito nos dois sentidos desde terça-feira, afirmou Álvaro Coimbra.
O município tem as suas escolas encerradas desde quarta-feira e até sexta-feira face aos vários cortes de estradas que têm ocorrido no concelho, não havendo condições de segurança para os autocarros escolares circularem.
Câmara de Condeixa-a-Nova preocupada com aumento de tráfego no IC2
A Câmara de Condeixa-a-Nova está preocupada com a possibilidade de congestionamentos no troço do IC2, que é alternativa ao trânsito, de veiculos ligeiros e pesados que têm que sair da A1 para evitar a zona que abateu junto ao dique do Mondego.
Foto; Agência Lusa
A presidente da Câmara de Condeixa, Liliana Pimentel, diz à Antena 1 que vai durante o dia ter contactos e reuniões com várias entidades para se encontrar a melhor solução tendo em conta que este é um problema que vai demorar semanas segundo avançam informações do Governo.
Qualidade da água fornecida aos municípios do centro litoral está assegurada
A empresa tem mantido "uma monitorização contínua da água, desde a captação até à entrega às redes municipais, garantindo permanentemente a segurança e fiabilidade do abastecimento público".
Ao mesmo tempo, "foi reforçada a monitorização do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega à rede municipal, como medida adicional de segurança", tendo em conta as recentes intempéries, que estão a afetar a região do Centro Litoral.
A água fornecida aos municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo e Penela, a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Boavista é "exclusivamente captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetados pelas inundações registadas", acrescenta.
A Águas do Centro Litoral serve os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Espinho, Estarreja, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ourém, Ovar, Penacova, Penela, Porto de Mós, Santa Maria da Feira, Soure, Vagos e Vila Nova de Poiares.
Leiria desafia E-Redes a ir às freguesias prestar esclarecimentos sobre falta de energia
A Câmara de Leiria e as 20 Juntas de Freguesia do concelho desafiaram hoje a E-Redes a ir ao terreno prestar esclarecimentos às populações que, há 16 dias, estão sem eletricidade na sequência da depressão Kristin.
"Solicitamos à E-Redes informação detalhada sobre o ponto de situação dos trabalhos e desafiamos a empresa a deslocar-se às freguesias mais afetadas para prestar esclarecimentos diretos às populações", lê-se num comunicado subscrito pelo município e juntas.
No comunicado conjunto, pede-se ainda "a apresentação urgente de um calendário concreto, freguesia a freguesia, para a reposição total do serviço", e é reiterado "o pedido de mobilização de meios técnicos adicionais para acelerar as intervenções nas zonas ainda afetadas".
Os subscritores reclamaram ao Governo para acionar "os mecanismos necessários para garantir o reforço de meios técnicos e operacionais", assegurando uma resposta proporcional à dimensão dos danos", e à E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, renovaram o pedido para que defina rapidamente "medidas de compensação pelos prejuízos causados".
"Impõe-se ainda que a E-Redes apresente explicações sobre situações em que subsistem clientes sem fornecimento elétrico, apesar de existirem habitações vizinhas já com energia restabelecida, bem como esclareça os critérios que justificam que alguns concelhos e freguesias apresentem níveis de reposição significativamente inferiores a outras", defenderam.
Através do documento, exigiram ainda "o reforço imediato das equipas SOS para reposição de ligações em situações isoladas", depois de lembrarem que, desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, em 28 de janeiro, "continuam a existir falhas no fornecimento de eletricidade em todas as freguesias", situação que "tem provocado dificuldades graves às populações".
Reconhecendo o empenho dos trabalhadores em "intervenções exigentes e tecnicamente complexas", as autarquias notaram, todavia, ser "evidente que os meios atualmente mobilizados são insuficientes face à dimensão dos danos".
"Os presidentes de junta estão diariamente no terreno, a ouvir a revolta legítima das populações", relataram.
O município garantiu que vai manter "toda a pressão institucional necessária até que o fornecimento seja plenamente restabelecido".
No sábado, numa carta aberta, a Câmara e as freguesias de Leiria criticaram "a falta de informação objetiva, atualizada e acessível" da E-Redes, sustentando que "as populações têm o direito de saber qual o ponto de situação concreto em cada freguesia" ou que "prazos previsíveis estão a ser considerados para a reposição do serviço".
No dia seguinte, fonte oficial da E-Redes disse que a empresa iria remeter às Câmaras o número de clientes sem energia na sequência do mau tempo, mas que os órgãos de comunicação social estavam excluídos desta informação.
Pedro Duarte relança discussão da regionalização
Pedro Duarte diz que a resposta às tempestades mostrou que faltam níveis intermédios regionais de coordenação e liderança política.
Pelo menos 21 equipamentos da rede de teatros e cineteatros afetados
O número de equipamentos da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) com danos provocados pelo mau tempo das últimas semanas aumentou de 12 para pelo menos 21, de acordo com Direção-Geral das Artes (DGArtes).
Num balanço anterior, em 4 de fevereiro, eram 12 os equipamentos com danos reportados.
O Centro continua a ser a zona do país com mais equipamentos afetados, estando suspensa a programação no Teatro-Cine de Pombal, no Teatro José Lúcio da Silva e no Teatro Miguel Franco, ambos em Leiria, e no Teatro Stephens, na Marinha Grande.
A Norte, foram afetados o Centro Cultural de Paredes de Coura, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, e o Theatro Gil Vicente, em Barcelos.
Na zona Oeste e Vale do Tejo, registaram-se danos no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, na Península de Setúbal no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, e no Cine Teatro São João, em Palmela, no Alentejo no Teatro Garcia de Resende, em Évora, e no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) de Portalegre, e nos Açores no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.
No Algarve, o Teatro Lethes, em Faro, está encerrado "por razões de segurança" desde novembro, altura em que ficou com infiltrações no palco, provocadas pela tempestade Cláudia.
A RTCP foi criada em 2019 para combater assimetrias regionais no acesso à cultura e conta atualmente com 103 equipamentos culturais.
"Isto não vai lá com visitas de médico"
José Luís Carneiro critica a ação do Governo e afirma que a resposta não passa por "visitas de médico".
O secretário-geral do PS deslocou-se ao município.
Deslizamentos de terra sucedem-se
Há deslizamentos de terra em todo o país. Nos casos mais graves, houve retirada de populações.
Vem aí a depressão Oriana
A noite e a madrugada trazem muita chuva em todo o país.
Albergaria-a-Velha. Vinte pessoas retiradas de casa
Há estradas cortadas, casas isoladas e o receio de que a velha ponte de Valmaior não resista à força da água.
Rio Sado recuou em Alcácer do Sal
O risco de inundações mantém-se e estão a ser acompanhadas as descargas feitas pelas barragens.
Barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, estão a ser reforçadas
A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou que o rio Velho "está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho".
Durante a conferência de imprensa que aconteceu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras), Mário Silvestre garantiu que estão "efetivamente a acompanhar tudo o que é possível e em alerta máximo" em relação ao Mondego.
Em risco significativo de inundação estão o rio Mondego, nas zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure, o rio Tejo, nas zonas de Abrantes, Almeirim, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha, o rio Sorraia, em Benavente e Coruche, o rio Vouga, em Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede, no rio Águeda, em Águeda, e no rio Sado, em Alcácer do Sal.
Margem direita do rio Mondego parte para canal de rega em Montemor-o-Velho
A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.
Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.
Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.
Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.
Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.
O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.
Barragem alentejana do Monte da Rocha quase a descarregar para o Sado
A Barragem do Monte da Rocha, no concelho alentejano de Ourique, distrito de Beja, está "a 30 centímetros" de atingir a cota máxima e vai começar, em breve, a fazer descargas para o Rio Sado.
"Nesta altura, faltam 30 centímetros para iniciar a descarga, ou seja, cerca de dois milhões e meio [de metros cúbicos] de armazenamento [de água]. Portanto, está muito próxima a descarga", revelou hoje à agência Lusa o diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), Ilídio Martins.
Segundo os dados divulgados por esta associação, com sede em Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e que gere mais quatro barragens nesta região, a do Monte da Rocha registava hoje um volume de armazenamento de 97%, equivalente a quase 99,5 milhões de metros cúbicos (m3) de água.
Nesse âmbito, estimou Ilídio Martins, tendo em conta a precipitação prevista para noite de hoje, a primeira descarga para o Rio Sado deve ocorrer durante o dia de sexta-feira.
O diretor-adjunto da ARBCAS acrescentou que a operação terá lugar pelo descarregador de superfície, recusando, para já, a possibilidade de serem utilizadas as comportas de fundo.
"Nesta fase, não há interesse em enviar mais água para as linhas de água, portanto temos que utilizar o máximo armazenamento para evitar as cheias", frisou.
Desde 2011, realçou, que a Barragem do Monte da Rocha não descarrega para o Sado, sendo uma das últimas do país que irá fazê-lo em 2026, na sequência do mau tempo que tem afetado Portugal continental: "Todas as outras no país já estão a descarregar há muito tempo", sublinhou.
A albufeira do Monte da Rocha assegura o abastecimento público nos concelhos de Ourique, Almodôvar e Castro Verde, assim como em parte dos de Mértola e Odemira, todos no distrito de Beja.
A infraestrutura serve ainda para o regadio de cerca de 1.800 hectares agrícolas nos concelhos de Ourique e Santiago do Cacém, no âmbito do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.
Há cerca de um ano, a 28 de janeiro de 2025, esta barragem era uma das que apresentava menor volume de armazenamento de água em Portugal, com apenas 13% da sua capacidade máxima.
O quadro é, atualmente, bastante distinto, o que abre boas perspetivas "para os próximos anos", nomeadamente no que diz respeito à agricultura, reconheceu Ilídio Martins.
De momento, decorrem as obras de ligação do Monte da Rocha ao Alqueva, através da Barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, num investimento de quase 30 milhões de euros, lançado em 2024 e que inclui também a criação do Bloco de Rega de Messejana.
Montemor-o-Velho avalia armazenamento na Aguieira como de "risco constante"
O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho considerou hoje que a barragem da Aguieira, que sustenta as águas do Mondego, está numa situação de risco constante, por estar a 99% da sua capacidade de armazenamento.
"É uma situação de risco constante. Com este volume de água, a barragem vai ter de descarregar", disse José Veríssimo à agência Lusa, na sequência das inundações e cheias que atingem este concelho do distrito de Coimbra, sobretudo após o colapso das margens do Mondego, na quarta-feira.
José Veríssimo disse que a água nos campos do Baixo Mondego continua a subir, embora de forma lenta.
"No canal principal do rio Mondego há algum alívio de pressão, depois do dique ter rebentado na quarta-feira".
A bacia do Mondego era, às 08:00, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.
Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08:00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.
O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.
À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava -- embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.
Freguesia da Ereira é caso mais preocupante
As inundações multiplicaram-se após o rebentamento de um dos diques do Mondego e há cada vez mais zonas alagadas em Coimbra e Montemor-o Velho.
Choveu 20% do volume anual em dois dias
Os últimos dois dias de chuva equivalem a 20 por cento do que costuma chover num ano inteiro.
Foto: Catarina Dias Ribeiro - RTP
"Turismo Acolhe" tem disponíveis 318 unidades em empreendimentos e AL
O programa do Turismo de Portugal que pretende assegurar alojamento de emergência às famílias afetadas pelas tempestades tem agora 318 unidades disponíveis, em 48 empreendimentos turísticos e alojamento local, indicou a entidade à Lusa.
Segundo avançou fonte oficial do Turismo de Portugal à Lusa, às 11:30 de hoje estavam disponíveis 318 unidades de alojamento em 30 concelhos, das quais 208 disponibilizadas por 24 empreendimentos turísticos e 110 unidades disponibilizadas por 24 AL (alojamento local).
Na terça-feira, o Turismo de Portugal anunciou um novo programa de alojamento de emergência em estabelecimentos turísticos para as populações afetadas pela depressão Kristin, chamado de "O Turismo acolhe", visando responder às necessidades imediatas de habitação nos 68 concelhos incluídos no estado de calamidade.
O programa tem como beneficiários pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade e cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por declaração emitida pela respetiva câmara municipal.
Reparação da A1 em Coimbra vai ser prolongada
Para reparar o troço da A1 que desabou em Coimbra vão ser necessárias várias semanas.
Foto: RTP
Enfermeiros mobilizados para apoio a pessoas deslocadas em Coimbra
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros anunciou hoje que está a mobilizar profissionais para garantir cuidados de saúde às pessoas que se encontram deslocadas nos pontos de acolhimento de Coimbra.
Segundo a Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, estes profissionais irão atuar ao nível da prevenção de complicações, da vigilância e do apoio emocional às pessoas que tiveram de ser deslocadas no âmbito das evacuações preventivas em curso devido ao elevado risco de cheia do rio Mondego.
"A resposta ao apelo por parte dos enfermeiros tem sido excecional. A presença de enfermeiros nestes contextos é decisiva para proteger os mais vulneráveis e assegurar que ninguém fica sem acompanhamento qualificado", frisou.
Esta secção abrange os distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, e tem mais de 17.600 membros ativos.
Zona do Médio Tejo apresenta mais estradas cortadas
Os caudais no rio Tejo estão elevados por causa das descargas das barragens espanholas, contudo estáveis, garante o comandante sub-regional do Médio Tejo, David Lobato.
Proteção Civil alerta para o perigo das cheias rápidas
Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, alerta a população das zonas urbanas, de Lisboa, Península de Setúbal, Oeste e Lezíria do Tejo para o perigo de cheias rápidas, "com impacto significativo na vida das pessoas pelo alagamento de garagens e zonas de estacionamento subterrâneo".
Para Mário Silvestre, "a população tem que ter um comportamento seguro, durante mais esta noite. É mais uma necessidade que temos. O comportamento seguro é a tónica para que possamos passar mais este episódio meteorológico sem problemas".
Em relação à situação que se vive no Mondego, Mário Silvestre afirmou que a Proteção Civil está a "acompanhar e monitorizar, com tudo o que é possível em alerta máximo".
Já nos rios Tejo e Sado, o comandante nacional da Proteção Civil alerta para os riscos de inundação.
As ocorrências mais relevantes continuam a ser as quedas de árvores, as inundações e as derrocadas, acrescentou Mário Silvestre.
Descarga provoca trepidação
A equipa da reportagem da RTP mostrou o ímpeto da descarga em curso.
Retomada circulação na Linha do Leste
A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, foi retomada às 11:00 após ter estado suspensa devido à queda de uma barreira, segundo a CP.
Num balanço feito pelas 11:00, a CP - Comboios de Portugal adiantou que o comboio Internacional Celta, que tinha sido suspenso pelo operador espanhol, vai realizar-se hoje à tarde, podendo ser usado material circulante diferente do habitual.
O percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário.
Na nota, a transportadora indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.
Na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso.
Continua também suspensa a circulação na Linha do Oeste, Linha do Douro entre Régua e Pocinho e Urbanos de Coimbra.
De acordo com a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.
Devido ao mau tempo, mantêm-se constrangimentos à circulação na Linha da Beira Alta, com o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda a efetuar-se com recurso a material circulante diferente do habitual.
Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Montemor-o-Velho quer isenção durante mais tempo
O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, vai pedir ao Governo o prolongamento da isenção de portagens na região, na sequência do mau tempo.
O Governo anunciou na segunda-feira que prorrogou a isenção de portagens até domingo nas zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.
"Esta medida veio acompanhar as restantes iniciativas de apoio às zonas mais afetadas pelas recentes tempestades, com vista a apoiar a mobilidade nas referidas regiões", referiu então em comunicado o Ministério das Infraestruturas e Habitação.
No dia 03, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha anunciado que a isenção iria estender-se por uma semana.
"Entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias", explicou, na ocasião.
Hoje, o presidente daquele município do distrito de Coimbra disse ainda desconhecer se o Governo prolonga ou não a situação de calamidade, mas avisou que até domingo nada ficará resolvido, numa alusão às mais recentes cheias que se juntaram aos prejuízos decorrentes da depressão Kristin, em 28 de janeiro.
A agência Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Marinha Grande pede ao Governo que prolongue isenção
O presidente da Câmara da Marinha Grande, concelho gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu hoje ao Governo o prolongamento da isenção de portagens em várias autoestradas das regiões atingidas pelo mau tempo, prevista terminar no domingo.
"Reivindicamos que a isenção de portagens seja estendida para além do dia 15 de fevereiro, garantindo que os nossos munícipes, serviços de emergência e agentes económicos não sejam penalizados enquanto persistirem as dificuldades", afirmou Paulo Vicente, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.
No dia 03 de fevereiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo iria isentar de portagens durante uma semana (até às 24:00 de dia 10) as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrange trechos das autoestradas 8, 17, 14 e 19.
No mesmo dia, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação indicou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira, na A14, entre Santa Eulália e o nó de Ançã, e na A19, entre o nó de Azoia e o nó de São Jorge (este troço também na região de Leiria).
O Governo decidiu, entretanto, prorrogar a isenção de portagens até domingo, 15 de fevereiro.
"Apesar de acolhermos positivamente a decisão do Governo de prolongar a isenção de portagens até 15 de fevereiro, consideramos que esta medida é ainda insuficiente face aos impactos profundos que a tempestade Kristin deixou na nossa região", salientou Paulo Vicente.
Para o autarca da Marinha Grande, concelho do distrito de Leiria, "as populações continuam a enfrentar condicionamentos sérios na mobilidade, muitas vias secundárias permanecem danificadas e os trabalhos de recuperação estão longe de estar concluídos".
Paulo Vicente defendeu que "a continuidade desta medida é essencial para assegurar justiça territorial e apoiar verdadeiramente a recuperação local", apelando ao Governo "para que reveja o prazo e mantenha a isenção até que a normalidade esteja efetivamente restabelecida".
A agência Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Barragem da Aguieira, a 99%, vai ter de debitar água para o Mondego
Também sob particular atenção e em situação de risco, a nível nacional, é a bacia do Mondego. A barragem da Aguieira, em Coimbra, também conhecida por barragem da Foz do Dão, está perto do limite e volume de armazenamento já atingiu os 99 por cento da capacidade de retenção.
Mais de 30 mil clientes da E-Redes sem energia
Situação calma em novas freguesias de Coimbra com risco de cheia
As freguesias de São Silvestre, São Martinho de Árvore e São João do Campo, em Coimbra, passaram a estar em alerta face ao risco de cheia, mas a noite foi tranquila e a situação é, por agora, calma.
Na noite de quarta-feira, a Câmara de Coimbra decidiu avançar com uma nova zona de evacuação, que abrange as freguesias de São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore e Lamarosa, na zona noroeste do concelho, numa decisão que não resultou do rebentamento do dique da margem direita do Mondego, mas sobretudo do aumento do caudal do chamado rio velho, que passa junto àquelas localidades, explicou a presidente do município.
Dos contactos feitos junto dos três presidentes de Junta pela agência Lusa, até ao momento, percebeu-se que foi apenas necessário retirar duas pessoas desta zona -- uma mulher com mais de 90 anos e o filho, que moram na freguesia de São João do Campo.
"Os níveis da água têm subido gradualmente, mas ainda não estão a colocar em causa as casas", disse à Lusa o presidente da Junta de São João do Campo, Valter Santos.
Segundo o autarca, foi realizado um contacto porta-a-porta junto da população que estará mais em risco, mas "90% das pessoas quiseram ficar em casa, já que têm habitações com primeiro andar, o que lhes dá alguma estabilidade".
"Outras pessoas, por iniciativa própria, saíram para casas de familiares", contou, dando apenas nota do caso da mulher e filho que foram retirados para a Escola de São Silvestre, ponto de concentração e apoio definido para toda aquela zona.
O presidente da Junta de São João do Campo afirmou que o único ponto crítico na sua freguesia é uma série de casas "encostadas a 70 metros da vala de Ançã, com uma linha de água que vem de Portunhos [concelho de Cantanhede] e que é zona de leito de cheia".
Mesmo assim, as habitações estão a uma "distância relativa" da água, que tem subido "ligeiramente", notou, referindo que a situação, em São João do Campo, é "relativamente calma", mas com meios posicionados no local de prevenção.
Também em São Silvestre, a noite "foi tranquila", mantendo-se o trabalho de prevenção e de monitorização do caudal do rio, afirmou a presidente da junta, Fernanda Antunes.
Na margem direita, havendo mais área (povoada, sobretudo, por terrenos agrícolas) para a água do Mondego espraiar, o risco é, por agora, "bastante reduzido", explicou.
A situação está "calma e controlada", acrescentou.
Também na União de Freguesias de São Martinho de Árvore e Lamarosa não há motivos para sobressaltos, com o presidente da Junta, João Pimenta, a constatar que o nível da água voltou a subir, "mas nada de muito alarmante".
"Esperamos que o dia de hoje ajude. Por agora, a situação está controlada, com uma subida de água muito lenta", afirmou.
De acordo com o autarca, na sua freguesia, apenas uma família saiu de casa de forma preventiva para "uma casa de amigos".
"Há duas ou três famílias que podem ser retiradas, mas a água, até subir à casa dessas pessoas, dá-nos muito tempo para a evacuação", disse à Lusa João Pimenta, salientando que há uma grande distância entre a margem do rio e as habitações.
A nova zona de evacuação definida na quarta-feira surge após ter rebentado um dique naquele dia na margem direita do Mondego.
Na terça-feira, o município de Coimbra já tinha avançado com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).
Deslizamento de terras destrói reservatório de água da freguesia de Godim
Oito pessoas tiverem de ser retiradas das habitações.
Linhas de ligação entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz estão suprimidas
As linhas 220 e 221, que fazem ligações de autocarro entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, estão hoje suprimidas devido às consequências do mau tempo, informou a Câmara da Figueira da Foz.
A linha 220 liga diretamente Coimbra - Montemor-o-Velho - Figueira da Foz e vice-versa, enquanto a 221 inclui várias paragens, sendo ambas asseguradas pela empresa BUSWAY, no âmbito do serviço SIT Metropolitano.
A supressão destas linhas ficou a dever-se "à atual situação meteorológica e aos inúmeros condicionamentos de circulação rodoviária", justificou aquele município do distrito de Coimbra.
Militares fazem ligação com populações isoladas
A RTP fez a ligação entre a aldeia de Ereira, que continua isolada, e Montemor-o-Velho a bordo de um veículo anfíbio dos Fuzileiros.
Distrito de Aveiro com 58 estradas interditas ou condicionadas
De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:00, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 58 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso.
Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), da Rua Professor Dinis Pires (Travassô), da Estrada Municipal (EM) 230 (Eirol), da Praceta da Carapeteira (Assequins), da Rua do Passal (Espinhel), da Rua 5 de Outubro (Águeda), da Rua da Carapeteira (Águeda), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).
Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilometro 239, em Lamas do Vouga.
A circulação automóvel também está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.
Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja), a EN 2-1 (São João de Loure), a Rua do Jogo (Vale Maior) e a Estrada da Cambeia (Angeja), a devido a inundação. Está ainda condicionada a M533 em Ribeira de Fráguas, devido ao abatimento do piso.
Em Oliveira de Azeméis, indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação.
Em Ovar, a GNR dá conta da interdição da Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento, e da Rua de Baixo (Maceda), da Rua Estrada Nova (Maceda), da Rua Rio (Cortegaça), da Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e da Rua Francisco Farinhas (Válega), devido a inundação.
Em Estarreja, há várias ruas inundadas em Canelas (Rua da Estação, Rua General Artur Beirão e Estrada paralela à linha férrea - BIORIA), estando ainda interditas a Rua do Vale (Fermelã), a Rua do Feiro (Salreu), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã), Rua do Mato, (Salreu), a Rua de Santo Bárbara (Beduído) e a Rua dos Moinhos (Avanca).
Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Patronato São José (Bunheiro).
Em Aveiro, estão cortadas devido a inundação a EN230 (Eixo), a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia), a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém).
Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.
Autarca do Porto diz que se tem de pensar num modelo de desenvolvimento regional do país
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, numa entrevista à agência Lusa, diz que que "se há lição que devemos tirar todos, do que aconteceu no últimos dias em Leiria, é que temos de pensar num modelo de desenvolvimento regional para o país", para dar respostas mais rápidas a situações de emergência.
Associação Empresarial de Pombal alerta para "muitos postos de trabalho em risco"
O presidente da Associação Empresarial do Concelho de Pombal (AECP) alertou hoje para a existência de "muitos postos de trabalho em risco", dado haver empresas que não faturam desde o dia 28 de janeiro devido à depressão Kristin.
Em declarações à agência Lusa, Horácio Mota salientou que "todos foram afetados" pelo mau tempo, mas "existem centenas de microempresas e pequenas empresas, principalmente nas aldeias, pequenos comércios, pequenos serviços, pequenas indústrias, que estão há 15 dias sem luz", pelo que se encontram "gravemente afetadas".
"Temos contactado os nossos associados, mas é muito difícil porque eles nem sequer têm comunicações", disse Horácio Mota, salientando que "há muitos postos de trabalho em risco" e as atividades comercial e industrial vão "ter muitas dificuldades" para reiniciar.
Para o empresário, este "pequeno grande setor de atividade que está nas aldeias está a ser muito afetado e muito esquecido".
O presidente da associação considerou que a depressão Kristin provocou "uma situação mesmo de calamidade" no tecido económico daquele concelho do distrito de Leiria.
Sobre os apoios anunciados pelo Governo, Horácio Mota antecipou que se não chegarem, entretanto, "muitas empresas não vão conseguir voltar a ter atividade, porque há 15 dias que não faturam".
"Existem apoios que, na minha modesta opinião, até são robustos", afirmou, concretizando com os do Instituto do Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, e acrescentando "as linhas de crédito, que são boas, têm uma taxa de juro baixa".
Contudo, "vai criar dívida em empresas que estão com muitas dificuldades", lamentou, defendendo que tem de haver "um contrabalanço também com algumas medidas a fundo perdido para ajudar estas empresas, no mínimo dos mínimos, para pagar os alugueres dos geradores e para pagar o gasóleo, e outras despesas que tiveram com a reconstrução das suas instalações".
"Mas eu vejo um cenário muito caótico no futuro, acrescentou Horário Mota.
A Associação Empresarial do Concelho de Pombal tem 580 associados.
Já num comunicado enviado à agência Lusa na quarta-feira, a AECP adiantou que, "passados vários dias sobre a tempestade Kristin, dezenas ou mesmo centenas de empresas continuam sem fornecimento de energia elétrica e comunicações, uma `negligência` que ameaça o encerramento definitivo de unidades produtivas e a destruição de centenas de postos de trabalho".
Citado na nota, Horácio Mota classificou a resposta das entidades competentes como "insuficiente e desajustada da realidade".
"Estamos perante uma catástrofe económica silenciosa", avisou a AECP, que exigiu o restabelecimento imediato da rede elétrica em todas as aldeias do concelho, esclarecimentos públicos por parte da E-Redes sobre o cronograma real de intervenção e "intervenção assertiva e forte do Governo para a reposição da normalidade".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Descargas nas barragens podem ter influência no caudal do Sado
Em Alcácer do Sal teme-se que as descargas das barragens possam ter afluência no caudal do rio Sado.
Há oito barragens a descarregar controladamente para o Sado.
Várias localidades podem ser afetadas pelas descargas das barragens.
Deslizamentos de terras em Porto Brandão atingem várias habitações
Autarquia preocupada com ponte de Valmaior, concelho de Albergaria-a-Velha
Em Albergaria-a-Velha, apesar do caudal do rio Vouga ter diminuído, existe ainda muitas preocupações devido às descargas das barragens espanholas.
O presidente da câmara de Albergaria-a-Velha, José Carlos Coelho, deu conta à Antena 1 que agora estão a fazer trabalho de prevenção, na retirada de material flutuante que vem nas águas do Vouga e que se acumula na ponte em Valmaior.
Mondego em situação de risco com barragem da Aguieira a 99%
A bacia do Mondego era, às 08h00, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.
Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08h00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.
O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.
À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava -- embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.
Na bacia do Mondego, continuava em situação de risco (nível vermelho, o mais grave) a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, com 4,23 metros. Em situação de alerta (nível amarelo) mantinham-se a ponte da Conraria, no rio Ceira (que recebe água do rio Dueça antes de entrar no Mondego), com um caudal superior aos 435 m3/s, e a ponte do Cabouco, mais a montante no mesmo rio, com um caudal acima dos 206 m3/s.
À mesma hora, o caudal na Ponte-Açude de Coimbra situava-se nos 1.982 m3/s, abaixo dos 2.105 m3/s do final da tarde de quarta-feira -- quando a margem direita do Mondego cedeu junto a Casais, Coimbra, levando, nessa noite, a um aluimento de terras que destruiu parte do piso da autoestrada 1(A1) e consequente encerramento daquela via.
Debate quinzenal com Montenegro volta a ser adiado para 19 de fevereiro
Na base do novo requerimento do Governo esteve o agravamento do quadro meteorológico na Região Centro.
O Governo e os grupos parlamentares alcançaram esta quinta-feira um consenso tendo em vista novo adiamento do debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro. A data da sessão plenária é agora empurrada para 19 de fevereiro.
O Executivo de Luís Montenegro havia requerido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, novo adiamento, invocando o agravamento do quadro das intempéries na Região Centro. Aguiar-Branco encetou então uma ronda de consultas às bancadas parlamentares.A redefinição da data do debate quinzenal impõe a unanimidade entre os partidos com assento na Assembleia da República.
Fontes parlamentares, citadas pela agência Lusa, adiantam que houve consenso no sentido de reagendar o debate para a próxima quinta-feira, a partir das 15h00.
O PS havia sinalizado a disponibilidade para aceitar o pedido do Governo, exigindo, todavia, a garantia de que o debate ocorresse a 19 ou 20 de fevereiro.
Por seu turno, em conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, sustentou que o debate em torno da crise climática deveria já ter ocorrido na semana passada. Mas resssalvou que os comunistas não fariam "finca-pé" face ao pedido de adiamento.O debate quinzenal fora já adiado, uma primeira vez, para sexta-feira às 10h00. Decisão que permitiu que o primeiro-ministro se deslocasse às zonas do Mondego atingidas pelas inundações, a par do presidente da República.
O Governo argumenta que, em Coimbra, há milhares de pessoas desalojadas, invocando também o corte da Autoestrada do Norte.
c/ Lusa
Tejo sobe durante a noite e próximas 48 horas exigem máxima atenção
"Os caudais foram aumentando durante a noite e neste momento o total que está a ser descarregado pelas três barragens a montante da estação de Almourol é de 6.500 metros cúbicos por segundo (m3/s) e, neste momento, no Almourol estão a passar qualquer coisa como 6.200 metros cúbicos por segundo", disse à Lusa, às 09h00, o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato.
"É expectável que continue aqui a subir um pouco, não para os números que tivemos na passada semana, mas números muito aproximados desse dia", acrescentou, tendo apontado a chuva persistente e as barragens, em Portugal e Espanha, "muito carregadas", como fatores de causa.
Às 07h00, a estação hidrométrica de Almourol registava um caudal de 6.114,45 m3/s, acima dos 4.836,61 m3/s medidos à mesma hora da manhã de quarta-feira, refletindo o aumento verificado nas últimas horas.
De acordo com a informação operacional disponibilizada durante a manhã, as descargas nas barragens a montante ascendiam a 1.125 m3/s em Castelo de Bode, 496 m3/s em Pracana e 4.786 m3/s em Fratel, num total de 6.407 m3/s, valores que ainda não estavam integralmente refletidos na medição em Almourol devido ao desfasamento temporal da propagação da água no rio.
O valor máximo registado nesta cheia ocorreu no dia 5 de fevereiro, quando o caudal atingiu cerca de 8.600 m3/s.
Embora as autoridades não antecipem que esse pico seja igualado, admitem que os valores possam ficar próximos dos máximos registados naquele dia.
Mau tempo. Amarante-Académica adiado para nova data a definir
O encontro da fase de apuramento da Liga 3 entre Amarante e Académica, marcado para o próximo domingo, foi adiado para data ainda a definir.
A informação foi inicialmente avançada pela equipa da casa.O Amarante, que saiu derrotado do encontro frente ao Varzim, primeiro classificado com três pontos, recebia este domingo o emblema de Coimbra, na segunda posição da tabela.
O clube de Amarante manifestou “profunda solidariedade à população de Coimbra e à comunidade da Académica”, afetadas pelos estragos causados pelo mau tempo.
Nas redes sociais, a Académica também comunicou o adiamento do jogo, “para data a definir assim que possível”.
“A segurança e o bem-estar da nossa comunidade são, neste momento, a prioridade”, lê-se na curta nota de agradecimento à Federação Portuguesa de Futebol, ao Amarante e às autoridades pela “compreensão, solidariedade e disponibilidade”, divulgada pelos estudantes.
Mais cedo no mesmo dia, a Académica já havia cancelado todos os treinos dos escalões de formação. Tal como o Sourense, da vila de Soure, em Coimbra, o clube da Liga 3 anunciou que não há previsão de regresso ao calendário habitual.
"Com a consciência de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, informamos que a nossa academia está a ser afetada pela intempérie que tem assolado a região centro e a nossa cidade. Estamos em contacto com as autoridades, sendo que os treinos estão cancelados, e os atletas recolhidos noutro espaço", explicou.
A região Centro tem sido das mais afetadas pelas tempestades que têm assolado Portugal. A destruição de casas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, as cheias e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Situação mais controlada após momento de preocupação
Proteção civil sem registo de ocorrências significativas
"Tivemos uma noite muito calma, sem registo de ocorrências significativas. Apenas 20 ocorrências em todo o território do continente, sobretudo relacionadas com inundações e pequenos deslizamentos, sem gravidade e resolvidas", adiantou José Costa, da ANEPC, em declarações à agência Lusa.
O quadro em Coimbra, onde ruiu parte da A1, após o rebentamento de um dos diques do Mondego, "não melhorou nem piorou. Está estável. A situação está a ser monitorizada e avaliada pelas entidades".
Recorde-se que A Autoestrada do Norte foi cortada ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.
Psicólogo de Leiria lança livro que ensina a lidar com o medo das crianças
A experiência do psicólogo Ricardo Cardoso com os filhos na noite da depressão Kristin em Leiria levou-o a lançar "O vento barulhento", livro que ajuda educadores a lidar com o medo das crianças em contexto de perigo.
"Este livro surge depois destes acontecimentos na zona Centro, e principalmente em Leiria, e de uma vivência pessoal naquela noite de dia 28 [de janeiro]", explicou.
Psicólogo especializado em gestão de emoções, Ricardo Cardoso sentiu necessidade de, sobretudo com o filho mais velho, de cinco anos, "transmitir-lhe como o medo é amigo", decidindo, também, ajudar outros pais no mesmo processo.
"O medo, de facto, é nosso amigo, porque nos avisa do perigo - e não tem mal nenhum termos medo. Pelo contrário, é muito importante ensinarmos os nossos filhos que quando os pensamentos do medo estão na nossa cabeça, é bom dizê-los, para nós, adultos, podermos regular essa emoção".
"O vento barulhento" surgiu, assim, da vivência naquela noite, e "depois o acordar, de facto, com o caos que estava instalado na cidade de Leiria".
Com o ebook, o psicólogo procura desmistificar a catástrofe.
"Ok, é uma coisa terrível, é uma catástrofe, mas isto não acontece sempre. E destas coisas todos nós poderemos tirar coisas boas, como no final do livro", em que a criança, João, acaba por seguir uma profissão, destas que andam aqui a ajudar, no caso, "ele escolheu ser bombeiro".
Além dos próprios filhos e de outros pais, Ricardo Cardoso espera que "O vento barulhento" sirva também a outros educadores.
"Fala-se muito em inteligência emocional, mas a educação emocional ainda está pouco explorada e o contexto escolar é ótimo para explorar isto. É muito importante os educadores e professores terem ferramentas para explorar questões como o medo de uma forma não só lúdica, mas também com conceito científico, do que é realmente a gestão das emoções".
O episódio de calamidade vivida em muitas zonas do Centro do país poderá ter consequências entre crianças, acredita o psicólogo.
"Sinto que o livro consegue desmistificar um bocadinho isso: o que é o medo e o que vai ser o medo daqui a uns tempos".
Mesmo não sendo possível prever a extensão das marcas deixadas, a literatura científica aponta para "daqui a três meses poder começar a sintomatologia do stress pós-traumático".
"Muitos de nós já vivemos isso, no mínimo quando ouvimos o vento e ficamos assustados. As crianças poderão passar por isso. E, aí sim, é muito importante a intervenção e esta história acaba por ajudar um bocadinho nisso".
Em caso de sintomas mais sérios de transtorno, "que já sejam patológicos", o psicólogo alerta que pais e escolas "têm de pedir a intervenção dos gabinetes de psicologia e dos psicólogos".
O livro "O vento barulhento" foi enviado para todos os agrupamentos de escolas de Leiria e, a partir de hoje, é disponibilizado gratuitamente para `download` em www.mental4kids.pt, na página na internet da Mental4kids, parceira da edição, projeto que se dedica à promoção da saúde mental e do neurodesenvolvimento das crianças.
Viaduto da A1 em Coimbra colapsou após rebentamento de dique no Mondego
A auto-estrada que liga Lisboa ao Porto está cortada na região de Coimbra devido ao colapso de um talude que se localizava por cima do rio Mondego. A causa está relacionada com o rebentamento de um dique, neste mesmo local, que pressionado pela água o talude que sustentava a plataforma da A1, cedeu.
Circulação interrompida na Linha do Leste
A circulação ferroviária na Linha do Leste, entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, encontrava-se interrompida, pelas 8h00, por causa da queda de uma barreira.
Em comunicado, a CP adianta que, devido ao mau tempo, continua suspensa a Linha da Beira Baixa, efetuando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.
Ainda segundo a empresa, na Linha do Norte não se prevê qualquer comboio de longo curso. Realizam-se somente os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.
Caudal de afluente do Tejo "a voltar ao normal"
Trabalhos na A1 em Coimbra devem arrancar nas próximas horas
"Situação está estável" em Coimbra
"Foi uma noite calma. A situação está estável e não houve necessidade de deslocar mais pessoas durante a noite", sintetizou fonte do Comando Sub-Regional da Proteção Civil da Região de Coimbra, citada pela agência Lusa.
Recorde-se que a Autoestrada do Norte foi cortada em ambos os sentidos, ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul.
A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais
O trânsito na A5 reabriu às 6h27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.
O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa - Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19h20 de quarta-feira.
Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.
"Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude", indicou.
De acordo com a GNR, às 6h30 o "trânsito estava a fluir".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A 16ª vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Primeiros trabalhos de reparação na A1 em Coimbra
- Prevê-se que comecem esta quinta-feira os primeiros trabalhos na A1, em Coimbra, no viaduto que ruiu. Mas a reposição da circulação deverá demorar algumas semanas. O rebentamento do dique da Ponte dos Casais, no Rio Mondego, provocou o colapso. O trânsito está cortado nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e Coimbra Sul;
- A Brisa sugere aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da Autoestrada do Norte no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou do IC2;
- O ministro das Infraestruturas esteve durante a última madrugada na A1 com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra e o presidente executivo da Brisa a acompanhar a situação. Miguel Pinto Luz afirmou que não há riscos acrescidos para os utentes da Autoestrada do Norte;
- Há outra estrada cortada em Coimbra. A circulação na Nacional 111 está interrompida entre Tentugal e Lamarosa;
- A circulação dos comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte foi suspensa e, ao início da manhã, não havia ainda hora prevista para retomar a circulação ferroviária. Apesar destas restrições, há serviços regionais da Linha do Norte em funcionamento, entre o Entroncamento e Soure, Coimbra, Aveiro e Porto e entre Tomar e Lisboa;
- Uma automotora descarrilou, na última noite, na Linha do Leste, na zona da Bemposta, concelho de Abrantes - incidente que não causou feridos, segundo fonte da Proteção Civil citada pela agência Lusa;
- Os próximos dois dias deverão ainda ser de chuva, em especial nas regiões Norte e Centro. Para esta quinta-feira, todavia, espera-se uma melhoria do estado do tempo, que deverá voltar a piorar na sexta-feira. O quadro meteorológico deve melhorar no fim de semana;
- O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se deslocou a Coimbra com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admite que a situação é desgastante, mas garante que todos os recursos estão a ser usados para tentar "vencer a natureza";
- O primeiro-ministro admitiu que outros diques possam colapsar nas próximas horas;
- Entretanto, sabe-se há uma nova depressão a ganhar forma. Chama-se Oriana, mas não vai afetar Portugal de forma direta. Ainda assim, vai acarretar chuva e vento forte de norte a sul do país;
- O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê chuva mais forte a partir do fim da tarde desta quinta-feira e vento forte nas terras altas e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro. As rajadas de vento podem chegar aos 80 quilémetros por hora;
- O presidente da República deu posse aos mesmos secretários de Estado da Administração Interna. Mantêm-se nos cargos Paulo Simões, secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil. Os lugares haviam sido automaticamente exonerados com a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral.
- Dezasseis pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território continental. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas pela sucessão de intempéries. A situação de calamidade vigora até domingo para 68 concelhos.
Ruiu parte do pavimento da autoestrada A1
Parte da autoestrada do Norte abateu junto ao Rio Mondego.
Foto: imagem cedida à RTP
Diques. O que são e para que servem
Apesar da gestão de cheias controladas, nas últimas semanas já rebentou um dique, como aconteceu em 2001 e em 2019.
Foto: Paulo Cunha - Lusa
PR e PM garantem. "Tudo o que é possível está a ser feito" no Mondego
Primeiro-ministro e presidente da República garantem que tudo está a ser feito para conter o Mondego.
Foto: Paulo Novais - Lusa
Luís Montenegro garante que ninguém vai ficar para trás.
Vouga transbordou e obrigou à retirada de uma dezena de pessoas em Albergaria-A-Velha
Além das inundações há perigo de derrocadas. Em Águeda, só a margem esquerda do rio galgou. O lado direto do Rio Águeda tem um sistema de drenagem único e que é dado como um exemplo no país.
Milhares de derrocadas fazem estragos no norte de Portugal
As chuvas intensas e persistentes têm provocado milhares de derrocadas no norte do pais.
Foto: Pedro Sarmento Costa - Lusa
Risco de derrocadas em Porto Brandão e Costa de Caparica
Em Almada, a autarquia ordenou a evacuação de emergência em Porto Brandão. Há risco de derrocada nas arribas.
Foto: Filipe Amorim - Lusa