Unidade de secagem e armazenamento de milho da Cooperativa de Coimbra inundada e sem acesso
Aquela unidade serve para recolher, secar e armazenar o milho dos agricultores da região do vale do Mondego, na ordem das 14 mil toneladas por ano.
Trata-se de um complexo com cerca de três mil metros de área coberta, com escritórios, armazém agrícola, silos de armazenagem de milho e três secadores.
Segundo o presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, o armazém estava completamente vazio, embora com muitas ferramentas e maquinaria no seu interior.
Os silos teriam armazenados entre 1.500 a 2.000 toneladas de milho.
"Ainda não conseguimos avaliar os estragos e os prejuízos, porque ainda não conseguimos aceder ao local", frisou Pedro Pimenta.
No entanto, o maior prejuízo, segundo o dirigente, é a destruição do canal de rega, essencial para os agricultores poderem prosseguir a sua atividade.
"É fundamental e imperioso que a Agência Portuguesa do Ambiente arregace as mangas para recuperar o canal, para não acontecer como nas cheias de 2019, quando um canal demorou seis meses a ser reparado", sublinhou.
Casas devolutas ruíram em Lamego
Em Lamego, algumas casas devolutas já ruíram. Em Almada, 400 pessoas já saíram de casa.
Águas do Sado voltam a fazer estragos em Alcácer do Sal
O Sado voltou a subir e destruiu cafés e restaurantes da baixa de Alcácer do Sal.
Comboios de longo curso entre Porto e Lisboa estão parados
Estão suspensos os comboios de longo curso entre as duas maiores cidades do país.
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa
Montemor-o-Velho vive dias difíceis
Há mais uma povoação isolada - Poço da Cal. Todas as escolas do concelho estão encerradas.
Bruxelas debate com Portugal revisão de PRR mas desconhece plano português
A Comissão Europeia disse hoje estar a debater com Portugal uma revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) devido às consequências do mau tempo, mas indicou desconhecer uma iniciativa com nome idêntico apenas com fundos portugueses.
"Estamos a debater com Portugal uma possível alteração ao seu PRR. Não posso revelar quaisquer detalhes. Ainda está em discussão e, assim que esta alteração for apresentada, poderemos fornecer mais informações", disse o porta-voz do executivo comunitário para a área das reformas, Maciej Berestecki.
Já questionado sobre a criação de um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente com verbas portuguesas, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia em Bruxelas, Maciej Berestecki referiu não ter "conhecimento desta iniciativa".
"Se Portugal pode ou não usar este nome. Bem, veremos. Não creio que haja qualquer problema em Portugal usar um nome semelhante para o seu próprio projeto, mas, repito, não tenho mais informações", adiantou, em resposta à Lusa.
O Governo já anunciou que vai rever o PRR para responder às consequências das tempestades que têm vindo a afetar o país, bem como criar um Programa português de Recuperação e Resiliência (PTRR), só com verbas nacionais, para enfrentar tais problemas.
Ligação fluvial entre Seixal e Cais do Sodré foi restabelecida
Capacidade da Barragem da Aguieira está em 90,6%
Falar de cheias em Coimbra obriga sempre a perceber como está a Barragem da Aguieira.
Foto: Paulo Novais - Lusa
Ou seja, há alguma margem para receber mais água do que aquela que é libertada.
ULS de Coimbra ativa Plano de Emergência Interno e Gabinete de Crise
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra ativou hoje o Plano de Emergência Interno (PEI) e acionou o Gabinete de Crise para acompanhar a situação do mau tempo na região de Coimbra.
Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela estrutura adiantou que subiu o nível do Plano de Emergência Externo (PEE) para Nível 2, para reforçar a capacidade de resposta em caso de "um evento extremo na região".
"O Nível 2 do PEE pressupõe a mobilização progressiva de recursos internos adicionais, incluindo reforço de equipas, adequação de espaços assistenciais e ativação de mecanismos de coordenação institucional, garantindo a manutenção da resposta assistencial e a segurança de utentes e profissionais", explicou.
A nota refere que a ULS de Coimbra tem mantido uma articulação permanente com as entidades da Proteção Civil e de emergência, assegurando uma resposta integrada, proporcional e alinhada com os princípios nacionais de coordenação e unidade de comando.
"Temos tido reuniões regulares com a Proteção Civil, tanto com o Serviço Municipal de Proteção Civil, como com o Comando Sub-regional da Autoridade Nacional da Emergência e Proteção Civil, para acompanhamento da situação a nível do Concelho e do Distrito, respetivamente, e estamos preparados para ativar o Nível 3 do PEE, caso se justifique".
A ULS salientou ainda que, apesar do impacto que as intempéries tiveram na vida pessoal de alguns dos trabalhadores (com estradas cortadas, escolas fechadas, danos nas suas habitações), os seus profissionais "têm sido incansáveis no apoio e na prestação de cuidados".
"É graças a eles que a ULS de Coimbra tem estado na linha da frente do apoio às comunidades mais afetadas pelas tempestades, dando resposta às necessidades das pessoas", lê-se no comunicado.
Cidade e região de Coimbra em sobressalto
As próximas horas são críticas.
Foto: Rita Soares - Antena 1
Câmara de Almada ultima pedido ao Governo para decretar situação de calamidade
A Câmara de Almada está a ultimar o pedido para enviar ao Governo para que decrete situação de calamidade no concelho, anunciou hoje a presidente da autarquia que pede um "plano alargado" para a arriba da Costa de Caparica.
Inês de Medeiros falava aos jornalistas, acompanhada pelo líder do PS, José Luís Carneiro, durante uma visita à zona de Porto Brandão, que foi evacuada na quarta-feira devido ao deslizamento de terras da arriba provocado pelo mau tempo e onde hoje as pessoas retiravam as suas coisas de casas, que estão em risco de ruir.
"Tem que ser a [situação de] calamidade. Nós temos todo o comércio lá em baixo do Porto Brandão que está absolutamente interditado, temos famílias aqui que provavelmente nunca mais vão poder voltar para aqui, portanto, precisamos de uma calamidade, mas sobretudo alargada no tempo", disse.
Segundo a presidente da Câmara de Almada "isto não é uma resposta de um dia para o outro" e é preciso um plano mais alargado para a toda a arriba fóssil da Costa de Caparica, tendo em conta também a necessidade de acolher as pessoas.
Inês de Medeiros adiantou que os serviços já estão a preparar o pedido e que, assim que seja possível tendo em conta a magnitude da resposta que estão a dar no terreno, o vão formalizar junto do Governo com "o maior número de dados possíveis".
Questionada sobre algumas queixas de moradores de apoio insuficiente da autarquia nestas operações na zona de Porto Brandão, a socialista assegurou que tem havido "imenso apoio da câmara" e que a "junta tem sido incansável".
"Agora as pessoas estão, de facto, numa situação de desespero, numa situação de uma dor profunda porque é toda uma vida que aqui está e, portanto, é natural. Não vamos entrar agora nessas querelas. Há muita coisa que provavelmente, ao longo de décadas, não deveria ter acontecido, aconteceu e agora é enfrentar o presente e garantir o futuro destas pessoas", disse.
Coimbra. "Risco mantém-se até ao final do dia"
"Não estamos a dizer que não vamos ter problema. Estamos a dizer que neste momento e com base no que aconteceu durante a noite temos aqui uma situação mais estável, menos gravosa. Mas o risco de podermos ter que vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia de hoje", ressalvou o responsável.
"Isto é um alerta a todas as pessoas que nos ouvem para manterem os seus comportamentos de uma forma segura e anteciparem os seus problemas", acrescentou, para deixar em seguida um agradecimento à população pela forma como tem respondido aos avisos da Proteção Civil.
O comandante nacional da Proteção Civil recorda ainda que a bacia do rio Tejo “é muito maior” e que a água “chegará mais tarde aos pontos de armazenamento. Vamos manter a vigilância”.
Já o Sorraia e o Sado “mantêm-se com risco significativo de inundações”.
Com risco não significativo de inundação estão os rios Minho, Cora, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Liz, Nabão e o Guadiana.
Segundo Mário Silvestre, “a situação ainda não passou, ainda estamos a alguma distância de podermos dizer que vamos regressar à normalidade relativamente a estas situações hidrológicas”.
O papel dos militares no apoio à população e às autoridades civis
Coimbra pode vir a enfrentar pico de cheia a partir das 15h00
- Coimbra permanece em alerta máximo por causa de cheias que podem inundar a baixa da cidade. A presidente da Câmara Municipal, Ana Abrunhosa, alertara na quinta-feira para o risco de uma "cheia centenária". A vigilância mantém-se por causa do caudal do Rio Mondego. Pode ainda ocorrer um pico de cheia às 15h00;
- Durante a noite, a Proteção Civil registou várias ocorrências relacionadas com a chuva e o vento forte na Região Centro. A Câmara de Coimbra preparou-se mesmo para a necessidade de ter de retirar mais nove mil pessoas. Todavia, para já, esse cenário não se coloca;
- Todas as escolas do concelho de Coimbra estão encerradas e também não há aulas na Universidade e no Politécnico;
- A autarca Ana Abrunhosa apelou às empresas para que, se possível, adotem um sistema de teletrabalho. A ideia é evitar deslocações, situações de risco e garantir que os meios de emergência possam atuar com eficácia;
- No centro da cidade de Lamego, vários edifícios antigos estão em perigo de ruir e os trabalhos de remoção já estão a decorrer. Vários prédios na Rua de Seara estão devolutos há vários anos;
- Os comboios de longo curso entre Lisboa e Porto estão suspensos por motivos de segurança e, em Coimbra, a circulação continua suspensa nos coimboios urbanos. Apenas os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa estão a circular;
- Na Linha da Beira Baixa só circulam os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes. Há ainda cortes e condicionamentos nas linhas do Norte, Douro, Oeste, Cascais e Sintra. Na Linha do Alentejo, a circulação está suspensa entre Pegões e Bombel;
- Há também problemas nas ligações fluviais da Transtejo. Está suspensa a ligação entre o Cais do Sodré, em Lisboa, e o Seixal. A ligação com o Montijo está com constrangimentos operacionais. A empresa avisa que não é possível garantir a realização de todas as carreiras previstas e sublinha que não é possível prever quando será retomado o serviço regular;
- A Rede Expressos está a assegurar todas as ligações. As viagens estão a ser feitas pelos percursos alternativos, através da A8, A17, A25 ou IC2. A empresa de transportes rodoviários alerta, contudo, para a existência de alguns atrasos;
- A autarquia de Almada já retirou de casa cerca de 400 pessoas. Depois de várias derrocadas na Costa da Caparica, os moradores de Porto Brandão, São João e Azinhaga dos Formozinhos foram retirados;
- Os trabalhadores em regime de lay-off só vão receber dois terços do salário, quando o Governo havia anunciado que os profissionais afetados pelas intempéries receberiam 100 por cento do vencimento bruto. A Segurança Social só vai pagar 80 por cento desta despesa nos primeiros 60 dias e, a partir daqui, o valor baixa para os por cento.
Capitania do Funchal emite aviso de agitação marítima forte para a Madeira
A capitania do Porto do Funchal emitiu hoje um aviso de mau tempo para a orla marítima do arquipélago da Madeira, que estará em vigor até às 06h00 de sábado.
A autoridade marítima regional aponta que, na costa norte, as ondas vão ser entre os 3 e os 4 metros, sendo entre 1,5 e 2 metros na parte sul da ilha, podendo atingir 3 metros na zona mais oeste.
O vento, acrescenta, vai ser de noroeste "fresco a muito fresco (31 a 50 quilómetros por hora)" e a visibilidade no mar "boa, por vezes moderada".
"Recomenda-se a toda a comunidade marítima e à população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras", acrescenta a capitania.
Prédios em risco de ruir no centro de Lamego
No centro da cidade de Lamego vários edifícios antigos estão em perigo de ruir e os trabalhos de remoção já estão a decorrer.
Distrito de Aveiro com 49 estradas interditas ou condicionadas
O distrito de Aveiro tem 49 vias interditas ou condicionadas, menos nove do que na quinta-feira, devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso, informou a GNR.
Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).
Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilómetro 239, em Lamas do Vouga.
Em Sever do Vouga, a circulação automóvel está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.
Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja e Frossos) e a Estrada da Cambeia (Angeja), devido a inundação, mantendo-se condicionada a M553 (Ribeira de Fráguas) devido ao abatimento do piso da estrada.
Em Oliveira de Azeméis, a GNR indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação, e a Rua do Mosteiro (Cucujães), devido a desmoronamento. A Rua do Sobral (Ul) está condicionada devido a desmoronamento.
Em Ovar, também há várias estradas intransitáveis devido a inundação, nomeadamente a Rua de Baixo (Maceda), a Rua Estrada Nova (Maceda), a Rua Rio (Cortegaça), a Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e a Rua da Aldeia (Cortegaça). Também não se pode circular na Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento.
Em Estarreja, estão cortadas a Rua da Estação (Canelas), a Rua do Vale (Fermelã), a Estrada paralela à linha férrea -- BIORIA (Canelas), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã) e a Rua do Mato, (Salreu), estando condicionada a Rua de Santo Bárbara (Beduído) devido a inundação.
Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito duas estradas no Bunheiro, nomeadamente a Rua Caminho das Remolhas e a Rua Patronato São José.
Em Aveiro, estão cortadas a Rua Direita (Requeixo), a Rua da Pateira (Requeixo), a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia) e a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém), devido a inundação.
Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.
Três pessoas deslocadas devido a deslizamento de terras em Ponte de Lima
Contactado pela agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, Carlos Lima, explicou que o deslizamento de terras de um campo agrícola colocou em risco mais seis habitações onde residem cerca de 10 pessoas que, aconselhadas a sair, decidiram permanecer nas habitações.
O responsável adiantou que as habitações não sofreram danos, necessitando apenas de limpeza por terem sido afetadas pela água e lama que escorreram do deslizamento.
Centro para receção de resíduos operacional em Vila de Rei
O Centro de Receção e Transferência de Resíduos de Vila de Rei está operacional e disponível para receber os resíduos resultantes das operações de limpeza após a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo concelho, informou o município.
A autarquia apela aos munícipes que façam a deposição dos resíduos no centro, que está situado no estaleiro municipal de Vila de Rei.
"Num momento em que muitos proprietários procedem à reparação de infraestruturas e à remoção de detritos, o município reforça que a entrega de resíduos no centro é totalmente gratuita para os residentes do concelho, de segunda a sexta-feira, entre as 08:00 e as 16:00, garantindo o tratamento ambientalmente correto dos materiais".
Além da operacionalização do Centro de Receção e Transferência de Resíduos, os munícipes podem também depositar os resíduos gerados na Zona Industrial do Souto (após o lagar), Milreu (junto ao campo de futebol), Silveira (junto ao cemitério), Zevão (berma da ER348) e São João do Peso (junto à antiga escola primária).
O município de Vila de Rei alerta que a deposição correta de resíduos evita a poluição dos solos e das linhas de água, contribuindo diretamente para a qualidade de vida de todos os habitantes.
Alpiarça atenta ao caudal do Tejo
45 mil clientes da E-Redes sem energia às 8h00
Inundações na zona de Santa Clara
Circulação de comboios condicionada em alguns troços
O mau tempo obrigou ao cancelamento de muitas ligações ferroviárias no país, refere a Comboios de Portugal.
- Ligação regional entre Entroncamento e Soure;
- Ligação Coimbra, Aveiro e Porto;
- Ligação entre Tomar e Lisboa.
A circulação ferroviária continua com constrangimentos nestes serviços/linhas:
- Linha do Alentejo- circulação suspensa entre Pegões e Bombel;
- Linha da Beira Baixa- continua suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes;
- Linha da Beira Alta - serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual;
- Linha de Cascais - comboios circulam com alterações nos horários, pelo que se recomenda consulta em cp.pt;
- Linha do Douro - circulação suspensa entre Régua e Pocinho;
- Linha do Oeste -circulação suspensa;
- Urbanos de Coimbra - circulação suspensa.
Acesso de Vila Franca à A1 foi reaberto
O acesso de Vila Franca de Xira à Autoestrada 1 (A1) para quem segue em direção ao Porto, que estava cortado por causa do perigo de queda de um placar informativo, foi reaberto pelas 9h00, informou a Brisa.
A empresa esclareceu que a informação dada anteriormente pela GNR de corte da A1 (Lisboa-Porto) junto às portagens de Vila Franca de Xira apenas abrangia quem seguia desta localidade para o Porto, obrigando os automobilistas a apanharem a Estrada Nacional 10 (que liga Cacilhas a Sacavém) para aceder à A1 nas portagens de Alhandra.
Este corte do trânsito deveu-se ao perigo de queda de um placar informativo.
A mau tempo tem provocado diversos condicionamentos de estradas no país. Na quinta-feira, o acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, foi cortado ao trânsito por causa do deslizamento de terras que tinha ocorrido na quarta-feira.
Segundo a GNR, pelas 07:30, na zona do deslizamento o trânsito estava cortado apenas na via mais à direita, para que possam decorrer os trabalhos de retirada da terra da via de circulação.
O mau tempo também provocou o rompimento de um dos diques do Montego junto a Coimbra e, na sequência disso, o piso da Autoestrada 1 (A1) abateu e as autoridades cortaram os dois sentidos de circulação na terça-feira.
O trânsito na Autoestrada 1 (A1) mantêm-se cortado entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.
Devido ao agravamento do estado do tempo, hoje de manhã os comboios de longo curso na Linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa foram suspensos por razões de segurança.
Na quinta-feira, às 20:00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente hoje oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.
A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso se confirme hoje o cenário de cheia centenária.
Na sequência do mau tempo em Portugal, designadamente da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, dezasseis pessoas morreram e centenas de outras ficaram feridas ou foram desalojadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Proteção Civil descreve noite mais calma
A Proteção Civil deu conta, esta manhã, de que a noite e a madrugada acabaram por ser mais calmas do que o previsto. Ainda assim houve 90 pedidos de ajuda, sobretudo na Região Centro do país, explicou à Antena 1 o comandante Rui Oliveira.
Rio mantém caudais estabilizados em alta e prevê-se dia semelhante a quinta-feira
O caudal do rio Tejo manteve-se estabilizado em valores elevados durante a noite no ponto de medição em Almourol, devendo hoje registar oscilações ao longo do dia, num cenário semelhante ao de quinta-feira, e mantém-se o alerta vermelho na bacia.
"A noite foi muito chuvosa e exigente, com várias quedas de árvores e alguns movimentos de massa, mas os caudais mantiveram-se ao nível do dia de ontem. Não baixaram, mas também não aumentaram. Temos, portanto, uma estabilização em valores elevados", afirmou esta manhã à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém.
Segundo David Lobato, às 07:00 eram registados 5.286 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Almourol, valor que se manteve ao longo da noite dentro da faixa dos 5.000 a 6.000 m3/s, com as barragens sempre em descarga.
Face às 07:00 de quinta-feira, quando eram medidos 6.114 m3/s, verifica-se uma descida de cerca de 830 m3/s nas últimas 24 horas.
Ainda assim, ao longo do dia de quinta-feira o caudal oscilou entre os 6.000 e os 7.000 m3/s, chegando a ultrapassar pontualmente essa marca antes de descer ao final da tarde.
De acordo com os dados do Centro de Produção Tejo-Mondego (CPPE), as descargas atuais nas barragens a montante totalizam 5.085 m3/s - 826 m3/s na Barragem de Castelo do Bode, 247 m3/s na Barragem de Pracana e 4.012 m3/s na Barragem do Fratel.
David Lobato admitiu que a chuva intensa da noite poderá ainda refletir-se ao longo do dia nos caudais do Tejo e dos seus afluentes, também com influência das descargas provenientes de Espanha.
"É expectável que não haja um aumento significativo, mas poderá haver uma ligeira subida. Não perspetivamos valores na ordem dos oito mil metros cúbicos por segundo. Houve uma boa articulação entre as barragens e estamos a acompanhar permanentemente a situação", afirmou.
A expectativa das autoridades é de um dia semelhante ao de quinta-feira, com possibilidade de nova aproximação à fasquia dos 6.000 a 7.000 m3/s.
O pico desta cheia foi registado em 05 de fevereiro, quando o caudal atingiu cerca de 8.600 m3/s em Almourol, estação de medição que reflete o conjunto total de descargas a montante e dos caudais acumulados de afluentes do Tejo.
O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo, acionado no dia 05 de fevereiro, mantém-se em alerta vermelho.
A Proteção Civil reforça os avisos preventivos, apelando à população para que não atravesse estradas submersas ou devidamente sinalizadas, numa altura em que os solos continuam saturados e persistem quedas de árvores, derrocadas e submersão de vias em vários pontos da região.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
O mau tempo tem provocado a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Ana Abrunhosa: "A noite correu melhor do que o esperado"
A presidente da Câmara de Coimbra diz que a "noite correu ligeiramente melhor do que o esperado" e que não foi preciso retirar as pessoas de casa, como tinha anunciado na quinta-feira.
"Durante a noite as coisas correram muito melhor, um bocadinho melhor do que o esperado. De qualquer modo os valores, quer na Barragem da Agueira, quer no Açude-Ponte, estão no seu limite. Mantemos o estado de alerta, estamos tranquilos. Agora haverá uma reunião técnica, daqui a um bocadinho. Depois dessa reunião técnica, vamos reavaliar a situação. Para já a indicação que tenho é que não iremos, por enquanto nas próximas horas pedir às pessoas para evacuarem porque os valores, como volto a dizer, apesar de estarem nos valores limite, dão-nos alguma tranquilidade, mas muito alerta e pedimos às pessoas para seguirem todas as indicações das autoridades", explica.Às 14h00 vai haver uma nova avaliação com a presença da ministra do Ambiente. As autoridades dizem que o período da tarde pode ser mais difícil, por isso o alerta mantém-se.
"Nós estimamos que o período da tarde seja muito mais complexo, mas não há como avaliar com os técnicos para depois também podermos voltar a comunicar as orientações. Estamos também neste momento numa reunião da Proteção Civil, a seguir vamos para a APA para fazer esta reunião técnica e portanto o que eu quero transmitir às pessoas é que o alerta mantém-se", avançou a presidente da autarquia.
Na quinta-feira, Coimbra estava a preparar-se para retirar cerca de nove mil pessoas de casa, das zonas ribeirinhas. Para já não foi preciso, mas as pessoas estão prontas e em alerta.
Termina um dos períodos mais críticos do risco de cheia na Baixa
O período entre as 8h00 e as 9h00 fora descrito como um dos mais críticos em matéria de risco de inundações.
Subida das águas do Mondego faz estragos em Casal Novo do Rio
Várias estradas condicionadas
Ainda segundo a autarquia, na zona de Lavariz para a Carapinheira há corte de estrada, tal como entre Tentúgal e o limite do concelho.
"A subida das águas está a provocar vários constrangimentos à circulação rodoviária no concelho de Montemor-o-Velho, em particular nas zonas mais baixas quer da margem esquerda, quer da direita do Mondego", explica a Câmara.
As escolas estão igualmente encerradas neste concelho do distrito de Coimbra.
Rio está estável e deverá encaixar mais água
O dia de hoje será de "encaixe de água" no Douro, rio que tem mantido caudais estáveis com "episódios sem muito significado", mas a exigir "máxima atenção pelo menos até domingo", disse o comandante adjunto da capitania do Douro.
"Foi uma noite tranquila com caldais baixos. A cota do rio apenas foi até aos 4,5 metros [no Porto]. Mesmo na Albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua, a cota andou abaixo dos 8 metros, portanto, com bastante menos água do que ontem [quinta-feira]. Esta menor quantidade de água servirá para algum encaixe para o dia de hoje. A chuva que vai cair durante o dia de hoje, quer em Portugal, quer em Espanha, vai transportar alguma água para o rio e a perspetiva é que os caudais fiquem altos", referiu o comandante adjunto da capitania do Douro.
Alertando que "a água não escoa de repente", Pedro Cervaens falou em "atenção máxima até domingo".
"Havendo previsões mais favoráveis para a próxima semana, acredito que, gradualmente, as medidas venham a ser mais flexibilizadas, mas neste momento não", disse.
O rio Douro permanece em alerta vermelho para risco de cheias e o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto está ativo até domingo.
Esta ativação decorreu da declaração de contingência decretada pelo Governo.
Na sequência do mau tempo em Portugal, designadamente da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, dezasseis pessoas morreram e centenas de outras ficaram feridas ou foram desalojadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Retomada circulação ferroviária na Linha do Sul
"Por razões de segurança, devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra, foram suspensos, sem previsão de retoma, os serviços de longo curso - Alfa Pendular e Intercidades - na Linha do Norte, no eixo Porto - Lisboa", indica a empresa.
"Apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa".
"Prevê-se a realização do Comboio Internacional Celta, podendo ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença - Vigo - Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário", indica ainda a CP.
Linhas com constrangimentos
- Linha do Alentejo: circulação suspensa entre Pegões e Bombel;
- Linha da Beira Baixa: continua suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes;
- Linha da Beira Alta: serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual;
- Linha de Cascais: comboios circulam com alterações nos horários;
- Linha do Douro: circulação suspensa entre Régua e Pocinho;
- Linha do Oeste: circulação suspensa;
- Urbanos de Coimbra: circulação suspensa.
Trânsito cortado na A1 em Vila Franca de Xira por risco de queda de "placar"
O trânsito na Autoestrada do Norte está cortado desde as 5h40 junto às portagens de Vila Franca de Xira, Lisboa, no sentido Sul-Norte, por causa do perigo de queda de um "placar" informativo, disse fonte da GNR.
A mesma fonte adiantou à agência Lusa que este corte da A1 implica que os automobilistas tenham de sair para a Estrada Nacional 10, que liga Cacilhas e Sacavém.
A mesma fonte acrescentou que o corte do trânsito foi decidido por precaução e, pelas 7h30, não havia ainda estimativa sobre o tempo que demorará para resolver a situação.
Comboios entre Lisboa e Porto e barcos entre Seixal e Cais do Sodré suspensos
A CP informa que os comboios de longo curso entre Lisboa e Porto estão suspensos, sem previsões de retoma, devido ao mau tempo e por razões de segurança. Também as ligações fluviais entre o Seixal e Cais do Sodré estão suspensas sem previsão de normalização deste serviço.
Dez pessoas retiradas em Sobral de Monte Agraço
Na região de Sobral Monte Abraço, deslizamentos de terras obrigaram à retirada de quatro pessoas de casa, residentes na aldeia de Pé do Monte. Uma situação que já estava identificada, de acordo com o comandante sub-regional do Oeste, Carlos Silva.
"Rotina normal". O retrato da baixa da cidade às 7h00
Espera-se que, entre as 8h00 e as 9h00, se viva o período mais crítico.
Situação cada vez mais crítica em Coimbra
- Acentuou-se o risco de grandes cheias na baixa de Coimbra. O pico pode ocorrer entre as 8h00 e as 9h00 ou às 15h00. Durante a noite, o município começou a retirar das zonas de risco pessoas acamadas e sem-abrigo. Contudo, se a situação se agravar, poderão ter de ser retiradas da zona urbana nove mil pessoas;
- A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, admitiu na quinta-feira um risco acrescido de "cheia centenária", ou seja, com uma em 100 hipóteses de acontecer num ano. A autarca anunciou ainda que as escolas do concelho vão manter-se fechadas esta sexta-feira;
- Também a Universidade de Coimbra está encerrada. O reitor justifica a decisão com a necessidade de garantir a segurança;
- A reparação do troço da A1 que que ruiu em Coimbra vai demorar várias semanas. A Brisa explica que a rutura aconteceu devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo. A empresa revela que está a ser feita uma análise técnica;
- Em alternativa à A1 na região de Coimbra, os automobilistas podem optar pela A8, A17, A25 ou IC2;
- O abatimento da via aconteceu cerca de três horas depois do corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul, pelo que o colapso do viaduto não representou perigo, segundo a Brisa;
- O risco na bacia do Mondego deve-se à barragem da Aguieira. O depósito está acima dos 99 por cento, perto do limite de segurança da própria infraestrutura. O volume de armazenamento tem vindo a subir e atingiu quase 125 metros, perto do valor máximo de 126;
- A Proteção Civil registou, na quinta-feira, 678 ocorrências decorrentes do estado do tempo em Portugal continental, a maioria inundações, queda de árvores e deslizamentos de terra, que afetaram em particular a região de Coimbra;
- A circulação ferroviária continua interrompida em várias zonas. Na Linha do Sul está suspensa a ligação entre Luzianes e Amoreiras. Na linha da Beira Baixa só circulam os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes. Em Coimbra, a circulação permanece suspensa nos coimboios urbanos. Verificam-se ainda cortes e condicionamentos nas linhas do Norte, Douro, Oeste, Cascais e Sintra. Os comboios de longo curso na Linha do Norte, entre Porto e Lisboa, foram suspensos por razões de segurança;
- A ligação fluvial da Transtejo entre as estações do Seixal e do Cais do Sodré estava, pouco antes das 6h00, interrompida;
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta que há igualmente maior risco de cheias em Lisboa, Setúbal e na Região Oeste;
- No distrito de Vila Real ocorreram centenas as derrocadas nos últimos dias;
- Em Albergaria-a-Velha, 20 pessoas tiveram de ser retiradas de casa. Neste concelho, há estradas cortadas, casas isoladas e o receio de que a ponte de Valmaior não resista ao ímpeto da água;
- Em Alcácer do Sal, a zona ribeirinha voltou a ficar inundada. Alguns comerciantes descrevem espaços em que só sobram as paredes;
- O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisa que é agora o momento de começar a fazer contas ao futuro e que a resposta às zonas afetadas vai marcar os próximos anos de governação.
"Cheia centenária" em Coimbra poderá obrigar à retirada de nove mil pessoas
Coimbra pode viver esta sexta-feira uma "cheia centenária" por causa do aumento do caudal do Rio Mondego.
O alerta é da presidente da Câmara local. Ana Abrunhosa pede às pessoas que evitem deslocações, suspendeu as aulas e recomendou mais evacuações.
Meteorologia prevê alívio na intempérie a partir de sábado
Prevê-se chuva intensa até ao início da tarde desta sexta-feira.
Derrocadas na Caparica. Cerca de 400 pessoas retiradas de casa
Depois de várias derrocadas na Costa da Caparica, os moradores de Porto Brandão, São João e Azinhaga dos Formozinhos foram retirados de casa. A autarquia de Almada retirou já de casa cerca de 400 pessoas.
Colapso da A1. Reparação de troço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul ainda sem data de conclusão
Quando a A1 colapsou, a principal estrada do país já estava cortada preventivamente entre Coimbra Norte e Coimbra sul.
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa
Resposta à calamidade. PR avisa que é preciso fazer "contas ao futuro"
O Presidente da República considera que é muito difícil governar numa calamidade, mas que é altura de começar a fazer "contas ao futuro".
Foto: Paulo Novais - Lusa
Recorda no entanto que será preciso mais dinheiro e tempo do que se pensava para a reconstrução.
"PTRR". Montenegro anuncia Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português
O anúncio foi feito por Luís Montenegro durante uma visita às zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.
O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira a intenção de implementar um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas.
“Ninguém vai ser esquecido. Nós vamos ter uma resposta nacional para um problema que afetou todo o território, evidentemente com particularidades em alguns desses espaços territoriais”, afirmou.
“Nós teremos um PTRR, um Programa de Recuperação e Resiliência exclusivamente português para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica”, explicou Luís Montenegro.
Segundo o chefe de Governo, "ainda não é o dia para poder anunciar ao país exatamente o plano que temos em mente para os próximos anos em Portugal”.
“Mas eu posso já avançar que hoje tivemos uma reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministros e dei orientações a todos os ministérios para projetarmos um grande programa de recuperação e resiliência para Portugal, para podermos chegar a todo o território", assegurou.
O objetivo deste programa será também fazer "uma atuação que é absolutamente imprescindível sobre as infraestruturas mais críticas", adiantou o primeiro-ministro.
"Infraestruturas básicas, infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, de abastecimento de energia elétrica, de abastecimento de água, de serviços públicos. Nós temos pela frente um desafio enorme nos próximos anos de podermos recuperar e também de nos tornarmos mais resistentes para uma eventual repetição deste ou de outros fenómenos com igual gravidade", vincou. Montenegro não quis responder se haverá uma remodelação cirúrgica no Governo, garantindo apenas que o Executivo “está todo mobilizado para podermos apresentar ao país o nosso PTRR – Portugal Recuperação e Resiliência – e para podermos também ter depois todos os departamentos do Estado e a sociedade civil mobilizada”.
Aos jornalistas, Montenegro disse ainda entender os apelos feitos para colocar "determinados territórios no âmbito da situação de calamidade, no âmbito da situação de contingência", e assegurou que "ninguém vai ser esquecido".
Além disso, o primeiro-ministro realçou que “temos que ajudar a reposição da situação quer das famílias, quer das pessoas, quer das empresas", mas "o Estado não pode nem deve substituir-se aos seguros", que "também têm de assumir a sua responsabilidade”.Mais de 4.600 milhões de euros em prejuízos
Respondendo ainda sobre o anunciado PTRR, o primeiro-ministro reiterou que “nós não temos ainda o desenho, estamos a fazê-lo”.
“Temos de integrar nesse programa muitas das perspetivas de investimento que já estão em curso e outras que se vêm agora juntar em termos de recuperação”, elucidou.
O chefe de Governo realçou ainda que “agora que vamos recuperar o país, nós temos de ganhar ainda mais capacidade para podermos enfrentar fenómenos meteorológicos extremos como os que enfrentámos agora”.
Quanto aos danos na A1 em Coimbra, Luís Montenegro afirmou que “tudo aquilo que puder ser feito do ponto de vista técnico para poder repor a situação será feito” mas, “neste momento, com o caudal que o rio Mondego tem ainda, sabemos que essas operações estão prejudicadas e portanto tem de se aguardar por condições que permitam, em segurança, fazer esse restabelecimento”, que “é a prioridade máxima”.
O primeiro-ministro referiu ainda que a última estimativa relativa aos prejuízos causados pelo mau tempo em todo o país nas últimas semanas, realizada há 48 horas, apontava para mais de 4.600 milhões de euros.
c/ Lusa