Provedoria de Justiça está na manifestação de Lisboa a monitorizar PSP

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Provedoria de Justiça está na manifestação de Lisboa a monitorizar PSP

As manifestações pelo direito à habitação estão de regresso este sábado. Milhares de manifestantes concentram-se no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa

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Desfile chegou ao Rossio sem incidentes, constatou Mecanismo Nacional de Prevenção

A manifestação em Lisboa pelo direito à habitação chegou cerca das 18h30 à praça do Rossio, onde os manifestantes pretendem pernoitar e depois de uma hora de desfile monitorizado pelo Macanismo Nacional de Prevenção da Provedoria de Justiça.

"Até agora tem corrido tudo bem", disse aos jornalistas Miguel Feldman, coordenador do Mecanismo Nacional de Prevenção da Provedoria de Justiça, a coordenar os trabalhos de monitorização da manifestação na companhia de mais um elemento do organismo.

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PCP e Livre exigem que Governo deixe cair lei das rendas

Dirigentes do PCP e do Livre presentes na manifestação em Lisboa pelo direito à habitação exigiram ao Governo que ouça os manifestantes e que "deixe cair" a chamada lei das rendas, em discussão na especialidade.

Em declarações aos jornalistas, o comunista Miguel Tiago defendeu que o Governo deve "entrar em contacto com as organizações" do protesto para os ouvir e "encontrar respostas" para os problemas de habitação.

"Sendo um problema real, o que é preciso é uma solução política", defendeu, considerando que "merece censura qualquer tipo de recurso à força para resolver um problema que é real".

Para o PCP, disse, a primeira condição para o diálogo deverá ser o Governo retirar o que classificou como a "lei dos despejos", referindo-se ao processo legislativo que visa alterar a lei das rendas, que está na especialidade na Assembleia da República.

Também presente na manifestação, a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, defendeu que "a base de diálogo é a retirada desta lei do arrendamento".

"Essa lei tem de cair, depois podemos sim conversar sobre medidas para aumentar a habitação", disse a deputada, considerando que o Governo tem dito que está disposto a dialogar mas na prática "o diálogo é inexistente".

Quanto a uma possível intervenção policial para dispersar os manifestantes que decidirem ficar no Rossio, com as suas tendas, para lá da hora autorizada, Isabel Mendes Lopes disse que o receio existe, mas qualquer intervenção violenta será inaceitável.

"Não é a forma como em Portugal se lida com protestos democráticos", disse, admitindo levar a questão novamente ao Presidente da República.

(Lusa)
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Marcha de Lisboa já chegou ao Rossio

A marcha de Lisboa que saiu do largo de Camões já chegou ao Rossio. São milhares de pessoas que se concentram, a esta hora, na praça lisboeta. 

O movimento Acampada já anunciou que tenciona montar tendas no Rossio.
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Movimento pela habitação junta mais de 50 pessoas em Viana do Castelo

Mais de 50 pessoas concentram-se hoje, na Praça da República, em Viana do Castelo para participarem nas primeiras jornadas populares promovidas pelo recém-criado Movimento Cívico Apartidário do Alto Minho- ManifestAM.

Em declarações aos jornalistas, uma das portas voz do movimento, Maria Alves, explicou que o objetivo da iniciativa, que decorreu entre as 14:30 e as 18:00, foi proporcionar "um espaço de conversa, de debate coletivo sobre a habitação, numa mobilização pacífica e tranquila".

"Acima de tudo lutamos pela proteção do direito à manifestação constitucionalmente inscrito e que vemos um bocadinho ameaçado recentemente", frisou, adiantando para a iniciativa serviu para preparar a manifestação prevista para 14 de novembro, "alinhada com as acampadas do Porto em Lisboa" para defender "o acesso ou manutenção de habitação digna".

"[No dia 14 de novembro] vamo-nos articular com a manifestação pela defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que vai ocorrer ao mesmo tempo, em Viana do Castelo. Vamos juntar-nos na defesa de dois direitos constitucionais", adiantou.

O movimento deu-se a conhecer na capital do Alto Minho, no ex-libris da cidade, palco de muitos manifestações, entre elas a defesa dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo como empresa pública.

Hoje, juntaram-se crianças, entretidas em oficinas de criação de cartazes de protesto, "porque a arte é uma forma de protesto" e, "numa atividade intitulada "Cidade de Cartão", procurando envolver diferentes gerações na construção de um espaço de participação e expressão coletiva".

Para os adultos, entre eles, representantes partidários houve "assembleia popular e, momentos de partilha de testemunhos" e momentos musicais com "A Cantiga é Uma Arma". Ouviram-se canções de Zeca Afonso e, levantaram-se os punhos para acompanhar o protesto "25 de abril sempre, fascismo nunca mais".

O evento serviu também para apresentar o manifesto que inclui as principais reivindicações do movimento em defesa da habitação.

"Dentro do exercício da democracia esta é uma forma mais direita e mais próxima da população para nos mobilizarmos e chamar a atenção para o tema da habitação", referiu Maria Alves, que lamentou o atraso no arranque da iniciativa "por falta de energia solicitada à Câmara de Viana do Castelo".

Os comerciantes da Praça da República "manifestaram a sua solidariedade" e forneceram eletricidade para ligar microfones e colunas de apoio à iniciativa.

Questionada sobre a possibilidade de montagem de tendas naquele local, tal como as ações de luta das acampadas do Porto e Lisboa, Maria Alves disse que, "neste momento, o movimento não sente necessidade de ocupar a praça".

"Podemos ocupá-la [Praça da República] com conversa, com diálogo, com oficinas de trabalho, construções para crianças, atividades que tragam as famílias que nos aproximem da população. Nós conhecemos a cidade em que vivemos, somos de cá. Sabemos como funciona a nossa região. Interessa-nos que as pessoas nos conheçam e possam falar num espaço cordato, democrático, aberto", reforçou a porta-voz do movimento cívico. Sempre sem carga policial. Nenhuma manifestação pacífica merece uma carga policial isso é certo em qualquer lado, a qualquer hora", salientou.

(Lusa)
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Provedoria de Justiça está na manifestação de Lisboa a monitorizar PSP

O Mecanismo Nacional de Prevenção, órgão da Provedoria de Justiça, está em Lisboa para monitorizar a manifestação e a acampada, bem como a atuação da PSP.

Em declarações à RTP, um membro da equipa da Provedoria de Justiça explicou que a ação desta noite tem como objetivo “monitorizar o cumprimento da lei” e “insere-se nas funções normais de monitorização deste tipo de eventos”.
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Milhares de pessoas começam a encher a praça D. João I no Porto

A manifestação no Porto já chegou à praça D. João I, que tem sido palco dos protestos pela habitação nos últimos dias.

Os manifestantes vão decidir daqui a pouco em assembleia popular se vão montar tendas ou não.
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Mais de mil pessoas no Largo Camões a caminho do Rossio

Mais de milhar de pessoas está reunido no Largo Camões desde as 16:00, hora marcada para o arranque da manifestação pelo direito à habitação que vai dirigir-se para o Rossio, onde se prevê mais uma noite de acampada.

"O povo unido jamais será vencido" são as palavras de ordem que esporadicamente mais se fazem ouvir no Largo Camões, onde se concentram os manifestantes antes do arranque do desfile, havendo ainda gente nas imediações do largo.

Visível junto ao Largo Camões é também a presença policial com carros e carrinhas da PSP nas ruas próximas.

"Ó Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação" e "Ó Montenegro, eu quero ter um salário e uma casa para viver" são outras das palavras de ordem que vão sendo entoadas ao som de palmas.

Frente à estátua de Camões foi erguido um pequeno bairro de casas de cartão com reivindicações escritas, como "Menos turismo" e "Mais bairro".

Muitos cartazes e uma faixa do Bloco de Esquerda com a imagem do primeiro-ministro onde se lê "Egoísta é a especulação" pontuam a concentração.

Também o Livre e o PCP marcaram presença.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

(Lusa)
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Carneiro solidário com manifestantes diz-se disponível para soluções

O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, expressou hoje "solidariedade a quem está nas praças" a manifestar-se pelo direito a ter uma casa, e recordou a disponibilidade do partido para encontrar soluções.

No discurso na abertura da Convenção Autárquica do Distrito do Porto do PS, o líder socialista afirmou que a "igualdade de oportunidades mede-se em várias políticas e nos resultados das suas políticas. Entre elas, o direito a ter uma casa", recusando que "se trate de um luxo".

"Trata-se de termos algo que nos permite realizarmos enquanto pessoas, enquanto seres humanos. E há números, há dados que nos impressionam: 18% dos jovens portugueses, desde que este governo assumiu funções, estão a viver em casas partilhadas", recordou José Luís Carneiro.

No dia em que decorrem, no país, manifestações pelo direito à habitação, José Luís Carneiro expressou "solidariedade a quem está nas praças, nas vilas deste país, a manifestar-se por um direito fundamental, o direito a ter uma casa, o que significa o direito a uma vida mais digna".

Desde que assumiu o cargo de secretário-geral do PS, disse, enviou "cinco comunicações ao primeiro-ministro, uma delas tinha que ver com o tema da habitação", recusando, por isso, a acusação de que só agora o PS acordou para o problema.

"Desde a primeira hora, disse ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que o líder do PS esteve disponível para construir soluções de curto e de médio prazo, mas também soluções estruturais para o futuro das mais jovens gerações, para as classes médias e para a segurança dos mais idosos que vivem nas grandes cidades", insistiu o deputado socialista.

Perante acusações, por parte da maioria, de que o PS tem responsabilidades na crise da habitação, José Luís Carneiro respondeu que "todos, naturalmente, na vida em sociedade, têm responsabilidades", mas apontou as medidas adotadas pelo partido quando era Governo nessa área.

"Deve-se ao PS no Governo a Estratégia Nacional de Habitação, a contratualização com os municípios de 250 estratégias locais de habitação e a construção de mais de 30 mil habitações ou requalificação de habitações, que levou fundos do plano de recuperação e de resiliência", disse.

"Naturalmente que não ficamos satisfeitos com aquilo que foi feito. Muito há que fazer para a próxima geração. Nós teremos que ter uma estratégia para 10 anos para a política de habitação", continuou José Luís Carneiro, sobre o projeto que tem na presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro a coordenadora.

(Lusa)
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Manifestantes começam a concentrar-se em Lisboa e no Porto

Vários manifestantes já se encontram no Largo Camões, em Lisboa. A manifestação vai seguir em direção ao Rossio e está previsto que voltem a ser montadas tendas.

No Porto, várias pessoas também já estão reunidas na Batalha. A manifestação vai terminar na praça D. João I.
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Carga policial. José Luís Carneiro acusa Governo de "autoritarismo"

José Luís Carneiro acusa o Governo de "tiques de autoritarismo" e de não ser capaz de seguir o apelo ao diálogo deixado pelo presidente da República.

Esta manhã, em Coimbra, num debate sobre democracia, o secretário-geral do PS lembrou a forma como resolveu as manifestações dos agricultores quando era ministro da Administração Interna.
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Habitação. Grupo de cidadãos pede intervenção do Mecanismo de Prevenção da Tortura

Um grupo de cidadãos pediu à Provedora de Justiça que intervenha enquanto Mecanismo Nacional de Prevenção da Tortura e dos Maus-Tratos. O pedido surge tendo em conta que está previsto um novo acampamento na Praça do Rossio, em Lisboa.

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Manifestantes pela habitação voltam a sair à rua para exigirem soluções

Vai ser um sábado de protesto. Estão marcadas novas manifestações, em várias cidades, pelo direito à habitação.

Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

Em Lisboa, a manifestação vai começar no Largo Camões e segue em direção ao Rossio. No Porto, o protesto começa na Batalha e termina na Praça D. João I.

Sob o lema "Não temos casas, ficam as tendas", o movimento "Acampada de Lisboa" quer novamente montar tendas e passar a noite na praça.

São esperadas milhares de pessoas nas ruas. Os manifestantes prometem não desistir da luta, mesmo depois da carga policial da madrugada do último domingo.
O ministro da Administração Interna apelou à tranquilidade e diz esperar que os protestos decorram "dentro da normalidade e legalidade".

A PSP pediu a interdição do espaço aéreo, que teve parecer positivo da Autoridade Aeronáutica Nacional, mas os drones da comunicação social vão poder voar.
Protestos da última noite decorreram pacificamente

Em Lisboa, a última noite foi pacífica no Rossio. Centenas de pessoas juntaram-se na assembleia popular que terminou por volta da meia-noite.

Ficou decidido que as Assembleias vão manter-se às 21h00 todos os dias, exceto aos sábados e às quartas-feiras, dias em que são antecipadas para as 19h00.

Os manifestantes votaram também para não permitir o acesso dos jornalistas a este espaço. A proposta foi chumbada.

Quanto à manifestação deste sábado, deixaram o alerta que cada um deve responsabilizar-se pela própria segurança e ensaiaram o que fazer se houver intervenção policial.

No Porto, a noite foi também marcada pela tranquilidade. Os manifestantes juntaram-se em mais uma Assembleia Popular, mas não ficou decidido se vão ou não acampar esta noite.

Também ainda não há consenso relativamente à reunião com o autarca Pedro Duarte e ao local onde o encontro deve acontecer.

Depois da assembleia, um grupo de jovens manteve-se na praça Dom João I com música e danças, mas pouco depois da meia-noite acabaram por desmobilizar.
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