Carneiro considera que "pessoas têm legitimidade para mostrar a sua indignação"
O secretário-geral do PS vincou ainda que “uma lei das rendas que estabelece como renda moderada 2.300 euros é a demonstração de que o Governo e a AD estão fora da realidade de vida das pessoas”.
O líder socialista quer, por isso, que o Governo deixe cair a lei das rendas, que classificou de “desumana” e “injusta”.
“Mais grave é também termos tido o Chega a viabilizar essa lei das rendas”, afirmou, acrescentando que o PS quer uma garantia pública para dinamizar o mercado de arrendamento.
“Continuaremos a estar do lado das soluções que servem o nosso país”, acrescentou.
Pedro Duarte diz aguardar resposta do Movimento pela Habitação sobre reunião com autarquia
“Não recebemos ainda nenhuma resposta do movimento à nossa sugestão de uma reunião. Eu estou com seriedade a querer resolver o problema da habitação. É para isso apenas que quero ouvir os manifestantes: é para olharmos para o problema concreto da habitação, ou outros que queiram trazer, nomeadamente o aumento do custo de vida”, declarou esta manhã aos jornalistas.
“Eu não contribuo para circos mediáticos nem para manobras de diversão que alguns extremistas mais radicais que eventualmente possam estar a liderar este movimento queiram deturpar aquilo que é uma causa justa e que eu sinto que é defendida por muita gente na cidade e no país”, acrescentou.
Sobre a ação policial, o autarca disse ter informação de que “decorreu tudo dentro de uma normalidade que deve ser saudada” e vincou que “a normalidade democrática, digamos assim, está reposta na cidade do Porto”.
"O direito à manifestação mantém-se intacto, como sempre esteve", assegurou, salientando que a retirada dos manifestantes decorreu "de forma ordeira e que estes acataram as ordens das autoridades".
O autarca afirmou ainda não reconhecer legitimidade democrática às assembleias populares, "ou algo parecido com isso", referindo que estas não fazem parte do quadro constitucional português.
Sobre a carga policial na madrugada de quinta-feira, afirmou ter confiança nas autoridades, mas salientou que estão a decorrer inquéritos para apurar o sucedido.
"A polícia tem que se sujeitar a isso", disse, acrescentando que não lhe cabe julgar a atuação policial, uma vez que não tutela a PSP e não esteve presente.
Pedro Duarte reiterou que "o objetivo da Câmara é garantir que a praça permaneça um espaço público acessível a todos", sublinhando que a forma como foi realizada a retirada dos manifestantes "não é da responsabilidade direta do município".
c/ Lusa
MAI enaltece "profissionalismo" da PSP
O ministro da Administração Interna emitiu um comunicado depois da operação para "repor a legalidade na ocupação do espaço público".
O Ministério reafirma a confiança na PSP, volta a referir que se deve respeitar o direito de manifestação, mas relembra que “o exercício deste direito não dispensa o cumprimento da lei”.
PSP deteve 55 pessoas por desobediência. Há dois feridos ligeiros
“A Polícia de Segurança Pública (PSP) desenvolveu, no dia de hoje (terça-feira), pelas 05h45, uma operação policial nacional devidamente coordenada, na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto”, lê-se no comunicado.
A ação policial “ocorreu na sequência de manifestações continuadas e mantidas no tempo, prática de danos em edificado público, bem como para remoção de estruturas de acampamento instaladas sem a necessária autorização legal e em condições contrárias à legislação aplicável”, esclarece a PSP.
No entanto, “apesar das sucessivas indicações policiais, em Lisboa, um conjunto de manifestantes recusou abandonar a Praça D. Pedro IV, adotando comportamentos de resistência ativa à intervenção dos polícias, comprometendo a execução das medidas legalmente determinadas”.
“A PSP sublinha que o recurso à força por parte dos seus polícias foi justificado pelas circunstâncias concretas da intervenção, limitado ao mínimo necessário, tendo cessado logo que deixaram de se verificar os pressupostos que o determinaram”, assegura.
Manifestantes em Lisboa acusam polícia de detenções ilegais e roubo de pertences
“Vamos voltar às 19h00 de hoje. Convocamos todas as pessoas que estão a assistir a isto agora para estarem connosco” e lutarem “para que todas as pessoas tenham direito à habitação”, apelou.
Para já, “vamos dispersar, vamos atrás dos pertences roubados pela polícia e pela Câmara Municipal de Lisboa”, declarou a porta-voz. “E vamos atrás dos companheiros e companheiras que estão detidos injustamente e ilegalmente pela polícia”, acrescentou.
Movimento pela Habitação diz ter sido impedido de socorrer manifestante ferido
“Percebemos que havia uma pessoa que estaria na casa de banho por baixo do parque e que teria sido imobilizada pela polícia de uma forma que nos foi relatada como agressiva. Nós não sabíamos o estado de saúde dessa pessoa. Corremos em equipa para socorrer (…) e não nos foi permitido esse acesso”, relatou um membro da equipa médica do Movimento à RTP.
Questionado sobre o tipo de ferimentos, este manifestante respondeu que “a pessoa não tinha nenhuma lesão objetivada”.
“Ainda estamos à espera que a adrenalina passe um bocadinho para perceber se houve alguma lesão mais interna”, acrescentou, dizendo ainda que “o braço foi torcido, a roupa estava rasgada”.
Praça do Rossio já está vazia
Praticamente todos os vestígios do acampamento foram retirados pelas equipas de higiene urbana e da polícia municipal.
Os acessos que estavam impedidos foram entretanto reabertos e a circulação normalizada.
Acessos da estação do Rossio foram fechados mas já reabriram
Nova manifestação marcada para hoje às 19h00 no Rossio
Detenções continuam em Lisboa
Vários detidos em Lisboa. Ainda não há números oficiais
Na Praça do Rossio, em Lisboa, e ainda de forma preliminar, há a informação de pelo menos 22 detenções no decurso da retirada de manifestantes do local.
Porto. Não há para já detidos na desmobilização de manifestantes
A situação está calma e os manifestantes têm retirado todos os pertences que estavam instalados na Praça D. João I, depois de terem pedido tempo à polícia para retirarem as coisas
Acampamento do Porto também foi retirado
Os manifestantes acataram a ordem e retiram as tendas, permancendo alguns ainda no local.
Na segunda-feira à noite, um total de 35 pessoas tinha votado, em assembleia popular, permanecer acampado, onde desde o dia 10 decorre um protesto pela habitação.
Já na noite de domingo para segunda-feira, o movimento pela habitação foi avisado, como em Lisboa, de que a permanência e o acampamento eram ilegais, e que continuarem fá-los-ia incorrer em desobediência civil.
Momentos de tensão no Rossio e registo de detidos
Várias pessoas foram detidas e identificadas, encontrando-se algumas sentados no chão na Praça do Rossio, onde desde sábado decorria a concentração.
Os manifestantes recuaram e deslocaram-se para a Praça da Figueira onde se reuniram, tendo decidido dispersar, mas prometendo regressar na quarta-feira.
As tendas foram retiradas todas da Praça do Rossio pela PSP, estando a ser realizadas limpezas na zona.
A Acampada de Lisboa, com o lema "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", tinha decidido de madrugada manter o protesto contra as condições de vida e a crise na habitação, apesar de a polícia ter "solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva".
Protestos pela habitação. MAI reitera que "a lei é para cumprir"
O ministro da Administração Interna garante que a PSP não vai exceder os poderes que a lei lhe confere.