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Quando chega o metro? Renovação de ecrãs na rede em Lisboa esperada até março de 2027
O diretor-executivo da Hitachi Rail em Portugal prevê que a renovação do sistema de informação ao cliente do Metropolitano de Lisboa, com ecrãs e equipamentos de altifalantes, esteja concluída até março de 2027. Em entrevista à RTP Antena 1, Joaquim Santos explica que a transportadora tem flexibillidade para adaptar as soluções que pretender.
A Hitachi Rail, empresa responsável pela renovação do sistema de informação ao cliente no Metro de Lisboa, espera ter este processo terminado no primeiro trimestre do próximo ano. "Temos de ter o projeto completo até ao final de março de 2027", adianta à RTP Antena 1 o CEO da empresa, Joaquim Santos.
A transportadora já tinha avançado que pretendia modernizar o sistema em 10 estações até ao final de 2026 - o website 24 notícias mencionava as estações Aeroporto, Alameda, Baixa-Chiado, Cais do Sodré, Campo Grande, Jardim Zoológico, Marquês de Pombal, Oriente, Saldanha e São Sebastião. Agora, a empresa tecnológica ferroviária com a modernização a cargo aponta um prazo para as 56 estações da rede.
Esta é uma de duas partes de uma entrevista da Hitachi Rail à RTP Antena 1 - a outra, sobre ferrovia, pode ser lida aqui. Entre as novidades conhecidas na rede de metropolitano da capital, está a disponibilização de ecrãs nos átrios da estações e a indicação de quando chegam as composições seguintes - antes era só indicada uma. A transição iniciada na estação do Jardim Zoológico mostra que o tempo já não é indicado ao segundo, mas apenas ao minuto. Esse é um critério do Metro, mas "nos projetos que temos feito pelo mundo fora, na maioria dos casos, aquilo que se utiliza é a hora e o minuto", assume Joaquim Santos. CEO da Hitachi Rail Portugal, Joaquim Santos, em entrevista à RTP Antena 1 | Portugal em Direto, 21 de setembro de 2026
A transportadora já tinha avançado que pretendia modernizar o sistema em 10 estações até ao final de 2026 - o website 24 notícias mencionava as estações Aeroporto, Alameda, Baixa-Chiado, Cais do Sodré, Campo Grande, Jardim Zoológico, Marquês de Pombal, Oriente, Saldanha e São Sebastião. Agora, a empresa tecnológica ferroviária com a modernização a cargo aponta um prazo para as 56 estações da rede.
Esta é uma de duas partes de uma entrevista da Hitachi Rail à RTP Antena 1 - a outra, sobre ferrovia, pode ser lida aqui. Entre as novidades conhecidas na rede de metropolitano da capital, está a disponibilização de ecrãs nos átrios da estações e a indicação de quando chegam as composições seguintes - antes era só indicada uma. A transição iniciada na estação do Jardim Zoológico mostra que o tempo já não é indicado ao segundo, mas apenas ao minuto. Esse é um critério do Metro, mas "nos projetos que temos feito pelo mundo fora, na maioria dos casos, aquilo que se utiliza é a hora e o minuto", assume Joaquim Santos. CEO da Hitachi Rail Portugal, Joaquim Santos, em entrevista à RTP Antena 1 | Portugal em Direto, 21 de setembro de 2026
RTP Antena 1: No Metro de Lisboa, o Jardim Zoológico foi a primeira estação a receber, a partir de maio, a nova geração de sistemas de informação ao cliente, mais modernos e com outros detalhes sobre a circulação. Como tem corrido esta primeira experiência?
Joaquim Santos: Aquilo que estamos a fornecer para o Metro de Lisboa faz parte do nosso portfólio de produtos, de informação ao passageiro, quer seja através de anúncios sonoros ou visuais. É uma solução "Made in Portugal": todo o centro de competência, desde o design até ao desenvolvimento da solução, é feita aqui. E normalmente é através daqui que também damos suporte à execução e colocação em serviço deste tipo de sistemas.
O Metro de Lisboa é para nós um projeto importante, é o reativar de uma relação comercial que já tivemos no passado. É um projeto ambicioso porque iremos fazer a renovação destes sistemas na rede toda do metro. O Jardim Zoológico foi escolhido pelo Metro de Lisboa como sendo a estação piloto pela qual iríamos começar o trabalho e, portanto, validar toda a solução com o Metro. Neste momento está a decorrer a fase normal do projeto.
Já houve necessidade de fazer algum tipo de afinação? Ou, como começou no primeiro dia, a apresentação ao público tem sido mais ou menos a mesma?
A única coisa que há neste tipo de projetos é que há funcionalidades que vão ficando disponíveis para o operador do sistema que não são diretamente visíveis para o público, mas que está dentro daquilo que foi estabelecido no desenvolvimento do projeto com o Metro. Estamos a seguir, basicamente, o calendário do projeto.
Havia uma informação do Metro de Lisboa que falava em ter dez estações concluídas numa primeira fase. Há algum prazo para essas estações?
Temos de ter o projeto completo - toda a rede - até ao final de março de 2027, em que haverá agora novas fases até ao final do ano, novas estações vão sendo colocadas em serviço a um determinado ritmo daqui até ao final do ano.
"O Metro de Lisboa, como qualquer cliente, define os requisitos do sistema"
Estamos a falar de uma rede que passará a ter sistemas semelhantes ou iguais àqueles que neste momento estão no Jardim Zoológico ou, conforme a experiência, pode haver algumas alterações na dimensão dos ecrãs, na informação que é disponibilizada ao público?
Poderá sempre haver. Vai depender também agora da experiência do próprio Metro de Lisboa com o sistema e que mais evoluções querem fazer. O sistema permite evoluções e temos a capacidade para as fazer assim sendo necessário.
Aquilo que temos de fazer até ao final de março está perfeitamente definido em termos de projeto, devidamente aprovado e discutido com o Metro de Lisboa.
As soluções tecnologicamente apresentadas na estação do Jardim Zoológico foi um caderno de encargos de especificidades apresentadas pelo Metro, ou foi a própria Hitachi Rail que sugeriu o modelo como os passageiros veem?
É uma resposta a um caderno de encargos em que, entre outras coisas, o Metro de Lisboa, como qualquer cliente, define os requisitos do sistema.
As nossas equipas, aquilo que fizeram no primeiro passo, foi pegar nos requisitos que o Metro de Lisboa tinha e transferi-los para o produto e como poderíamos abordar o projeto com o produto que temos. Depois de ganhar o concurso, houve uma fase de desenho e de refinar da solução com o Metro de Lisboa, que levou a fazer alguns desenvolvimentos específicos naquilo que é o nosso produto standard.
Depois há muitas coisas que podem ser adaptadas para todo e qualquer cliente, desde os displays de interface com o sistema que os operadores têm, até aos displays que aparecem pós-passageiros nas estações com os layouts que têm. São definidos com o cliente. O mesmo com as mensagens de áudio e texto.
De outras notícias, recordo-me de ver imagens tiradas aqui na própria Hitachi Rail a mostrar um ecrã maior, com a informação, por exemplo, das linhas que estavam ou não disponíveis, mas junto às linhas no Jardim Zoológico o tamanho dos ecrãs está igual. Houve alguma diferença em relação ao que foi inicialmente pensado?
Não, aquilo que estava pensado era definido em caderno de encargos. Há um misto de ecrãs novos e a reutilização dos ecrãs existentes. Isso estava perfeitamente previsto no caderno de encargos. Utilizámos as dimensões que estavam definidas, sabendo de antemão que o nosso sistema se adapta a todo e qualquer tipo de dimensão e display.
Portanto, é de esperar que as próximas estações tanto possam manter a dimensão destes ecrãs como também outros poderão ser maiores?
Sim, o Metro, como qualquer cliente que compre este sistema, depois tem essa flexibilidade.
Outro pormenor: há uma particularidade em que o Metro de Lisboa ficou igual ao do Porto, também cliente da Hitachi Rail. Em Lisboa, a chegada do próximo comboio era estimada ao segundo. Passou a ficar disponível apenas a informação ao minuto. Há alguma razão para essa mudança?
Não, é apenas definição do cliente. Nos projetos que temos feito pelo mundo fora, na maioria dos casos, aquilo que se utiliza é a hora e o minuto. Devemos ter outros projetos que se calhar têm segundos também, mas na maior parte dos projetos há hora e minuto.