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A resposta aos danos da depressão Kristin e a evolução do estado do tempo

Quase 700 operacionais em Leiria, incluindo pelotões de fuzileiros

Quase 700 operacionais em Leiria, incluindo pelotões de fuzileiros

Quase 700 operacionais, incluindo três pelotões do Exército, estão hoje no concelho de Leiria, gravemente afetado pela depressão Kristin, a desenvolver trabalhos de limpeza e reconstrução, foi hoje anunciado.

Lusa /

"Temos no terreno atualmente 670 operacionais, reforçados durante esta madrugada com três pelotões de fuzileiros do Exército", afirmou aos jornalistas o vereador Luís Lopes, que tem o pelouro da Proteção Civil, numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, o centro de operações municipal.

Segundo o autarca, hoje o foco é a "estabilização de todo este território relativamente à recolha das árvores que ainda estão em queda" e "também a desobstrução dos principais cursos de água", os rios Lis e Lena, dada a possibilidade de cheias nos próximos dias.

Face à hipótese do incremento de vento, haverá também "uma especial atenção a todas as estruturas que estão atualmente afetadas", referiu.

Sobre o apoio à população, as ações decorrem em "articulação com todas as entidades que estão no terreno", desde bombeiros, juntas de freguesia e unidades locais de Proteção Civil, havendo equipas a fazer o levantamento de situações por resolver e sinalizando ao centro de operações.

Os postos para entrega de bens, quer no pavilhão dos Pousos, quer no estádio municipal, estão a ser reforçados, agora com outros componentes, nomeadamente materiais de construção.

"A afluência tem sido de milhares de pessoas e a expetativa é que se mantenha nos próximos dias", declarou, adiantando existir uma alteração das necessidades.

Além dos bens alimentares, lonas e plásticos, há pessoas a tentar reparar os seus telhados, pelo que até ao final da tarde vão ser entregues telhas.

Para o município, além da questão da Proteção Civil, a preocupação passa pela ajuda e proximidade à população.

"Temos várias equipas da Ação Social e Segurança Social a fazer agora praticamente um porta-a-porta para verificar em que circunstâncias as pessoas se encontram, principalmente os casos mais vulneráveis", declarou.

Neste aspeto, o município vai disponibilizar ajuda para que aquelas que têm menor capacidade física ou financeira, com recursos de construção civil para poderem fazer reparações em suas casas.

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