Retirados todos os idosos de lar encerrado em Rio Maior

Os 120 utentes do Centro de Saúde e Repouso de Arrouquelas foram reencaminhados para instituições dos distritos de Santarém, Leiria e Lisboa. O último idoso abandonou as instalações à 1h36. O lar privado tinha licença para 40 pessoas, mas albergava 120 utentes.

Raquel Ramalho Lopes, RTP /
A operação de evacuação, com início às 5h de sexta-feira, consistiu na avaliação clínica dos idosos e na reunião dos seus pertences RTP

Os últimos idosos abandonaram as instalações em carrinhas de nove lugares, sendo um transportado de ambulância, testemunhou a equipa reportagem da RTP que assistiu à saída dos utentes.

Os donos do lar continuaram sem serem vistos nas instalações. A ordem de encerramento foi dada pelo Ministério Público, depois de uma fiscalização feita pela ASAE, GNR e Protecção Civil.

Além da sobrelotação, as autoridades identificaram situações de falta de higiene e falta de comida suficiente para todos os utentes.

O presidente do Instituto da Segurança Social afirmou, ontem, que foi disponibilizado um número maior de camas em outras instituições porque o número real dos utentes do lar de Rio Maior era desconhecido das autoridades. Os técnicos tinham sido "impedidos de visitar todas as salas" e não existia registo de todos os idosos, disse Edmundo Martinho.

A operação decorreu esta sexta-feira, após "ter sido acautelado que havia número de lugares suficientes" para acomodar os utentes do Centro de Saúde e Repouso de Arrouquelas noutras instituições.

Três utentes encontram-se hospitalizados e outros três foram para casa de familiares. Os restantes serão reencaminhados para unidades nos distritos de Leiria, Santarém e Lisboa.

Edmundo Martinho classificou de "péssimas" as condições do lar privado e apontou a "irresponsabilidade" e "falta de sentido cívico e de responsabilidade empresarial" a quem gere a instituição. O presidente do Instituto da Segurança Social considera ainda que a cooperação dos funcionários "não foi a melhor".

Os donos do lar podem ser alvo de "coimas e acções punitivas adequadas", como a proibição de reabrir o lar.

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