Rui Pereira compara combate a incêndios a “teatros de guerra”

O ministro da Administração Interna compara os cenários dos incêndios florestais a “teatros de guerra”. Perante a previsão de elevadas temperaturas para o fim-de-semana, e tendo em conta a época de festas populares, Rui Pereira apela a um comportamento cívico e que sejam evitadas atitudes negligentes. Rui Pereira rejeitou comentar o valor dos seguros que protegem os bombeiros, contratualizados com as autarquias.

RTP /
Os locais dos incêndios “tratam-se verdadeiramente de teatros de guerra em que os bombeiros, de forma abnegada e com a maior bravura, combatem os incêndios florestais", disse o ministro Nuno André Ferreira, Lusa

"Tem sido dito repetidamente que mais de 90 por cento dos incêndios florestais têm causas humanas e em alguns casos são intencionais, mas os comportamentos negligentes também são crimes", afirmou Rui Pereira, que esta manhã esteve reunido com todas as entidades envolvidas na protecção civil.

Rui Pereira, que tem visitado os incêndios em curso no país, com particular incidência no Norte do país, enviou as condolências à família do bombeiro que ontem faleceu em São Pedro do Sul, distrito de Viseu, num acidente que envolveu a viatura em que seguia.

"Em S. Pedro do Sul foi preciso um trabalho heróico para evitar que nenhuma habitação nem pessoa fosse posta em perigo", afirmou o ministro horas após ter sido dado como dominado o maior incêndio do país até ao momento. O incêndio deflagrou na tarde de sexta-feira e foi controlado esta terça-feira.

Rui Pereira destacou a capacidade de sacrifício dos bombeiros. "Tratam-se verdadeiramente de teatros de guerra em que os bombeiros, de forma abnegada e com a maior bravura, combatem os incêndios florestais, defendem pessoas, os bens e a floresta", afirmou o ministro.

Instado a dizer se considerava ou não demasiado baixo o valor dos seguros que protegem os bombeiros, o ministro remeteu as questões para a assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna.

O combate em São Pedro do Sul revelou, na perspectiva de Rui Pereira, uma "boa coordenação de meios".

Segundo as contas do Governo, ardeu até ao momento um décimo da área consumida pelas chamas em 2003. Rui Pereira considera que é um dado revelador que "o sistema de protecção civil é muito mais competente, eficiente e eficaz do que era há uns anos atrás".

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